Brasil "fora" de acordo para isenção tributária de eletrônicos

Escrito por  Época
Publicado em Tecnologia
Segunda, 20 Julho 2015 19:17
Videogames entram na lista dos 200 produtos do acordo global na OMC (Foto: AP Photo/Nam Y. Huh) Videogames entram na lista dos 200 produtos do acordo global na OMC (Foto: AP Photo/Nam Y. Huh) BRUNO FERRARI/Época

 

Acordo conta com 80 países signatários e inclui itens como videogames, equipamentos médicos e GPS.

 

"É um grande acordo" , disse Roberto Azevêdo, brasileiro que ocupa o posto de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). O acordo será assinado esta semana com 80 países - incluindo Estados Unidos, Colômbia, Peru e China. Ele prevê a isenção tributária para 200 produtos eletrônicos, que têm vendas anuais calculadas em US$ 4 trilhões. A lista inclui videogames, semicondutores, GPS e até aparelhos usados para exames médicos.

Azevêdo comemorou o fato, apesar de seu país de origem ter optado por ficar de fora do acordo. Não foi exatamente uma surpresa. A política econômica brasileira há tempos é guiada por medidas de proteção a empresas que fabricam eletrônicos no país. Tentam, assim, garantir a sobrevivência de companhias brasileiras, que costumam ter produtos menos competitivos e menos tecnológicos do que companhias americanas e chinesas.

Olha o que diz Humberto Barbato, presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), em reportagem da Folha de S. Paulo: "Nunca quisemos participar do ITA (grupo formado pelos países que assinaram o acordo). Se isso acontecesse, praticamente não teríamos mais indústria eletroeletrônica no país."

Sem horizonte

Não faltam estudos que mostram como medidas assim funcionam apenas para uma visão de curto prazo. Num primeiro momento, essas barreiras podem defender a indústria brasileira. Mas há um efeito colateral: quando você barra a entrada de produtos tecnológicos, você está barrando também a entrada de inovação tecnológica no país. A indústria local tende a se esforçar menos para conseguir concorrer com produtos de melhor qualidade e preço vindos do exterior. Torne-se, localmente, mais competitiva. Quem lembra dos anos 1980?

Mas fracassa no mercado global. Você conta nos dedos as grandes empresas brasileiras de tecnologia que conseguiram se internacionalizar.


Por fim, nós, consumidores, somos penalizados por não ter acesso a o que há de melhor no mundo em termos de tecnologia - e por um preço acessível. Não estou falando apenas de um iPhone mais barato. Nessa conta, entram os altos custos que laboratórios e hospitais são obrigados a pagar para trazer equipamentos importados para exames, por exemplo.

É uma pena que o Brasil "faça a egípicia", como diz a expressão popular, para uma oportunidade assim. O Egito, aliás, faz parte do acordo.

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