SUS poderá incorporar pele de tilápia para tratamento de queimados

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Quinta, 09 Maio 2019 19:54

Pesquisa foi apresentada nesta quinta-feira ao presidente Jair Bolsonaro

Uma técnica simples, barata e menos dolorosa para o tratamento de queimaduras de segundo e terceiros graus poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Pesquisa sobre o uso da pele de tilápia para o tratamento de queimados, desenvolvida pelo médico pernambucano Marcelo Borges, foi apresentada nesta quinta-feira (09/05) ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O encontro está marcado para as 17h30, no Palácio do Planalto.

No final de fevereiro, o presidente chegou a falar sobre a técnica em uma postagem em sua conta pessoal no Twitter. Na ocasião, ele disse que a “pele da tilápia tem se revelado excelente” no tratamento de queimados.

Ele adiantou que o governo proporia estudos e, comprovada a eficiência científica, levaria à análise do Ministério da Saúde “para a adoção como terapia de cura alternativa e possivelmente mais barata que as existentes”.

Encontro

A expectativa do médico é que o encontro acelere o processo de incorporação da técnica ao SUS. De acordo com Borges, a ideia é expandir o tratamento que já ocorre de forma experimental no Ceará, no Paraná, Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Goiás e Pernambuco para todo o Brasil.

Segundo ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda analisa a eficácia da tecnologia. Somente após a aprovação da agência, a técnica poderá ser utilizada em hospitais públicos que trabalham com tratamento de queimados.

Pesquisa

De acordo com a pesquisa desenvolvida pelo médico na Universidade Federal do Ceará, a pele de tilápia pode ser mantida nas queimaduras por vários dias e tem duas vezes mais colágeno que a pele humana. Por isso, melhora a cicatrização, evita infecções e perda de líquidos e proteínas.

"A tilápia funciona como um curativo biológico, ela tampona a ferida, ela veda, ela adere como se fosse um cola, permanece por vários dias. Isso faz com que haja uma redução tremenda no risco de infecção, mas sobretudo uma grande redução da dor que é bem característica no tratamento das queimaduras”, destacou Borges.

Morador de Fortaleza, o soldador Clayton da Silva sofreu queimaduras de terceiro grau no tórax, braços, pescoços e rosto que foram tratadas com a pele de tilápia. Ele afirma que o tratamento ficou menos dolorido. "Ameniza muito a dor porque evita a troca de curativos que, com certeza, causa mais dor e sofrimento", ponderou.

Cerca de 97% dos queimados são tratados pelo SUS. Atualmente, os hospitais públicos do Brasil usam pele de cadáver para recuperação inicial desses pacientes. Segundo Borges, a pele de tilápia poderá ser empregada na fase de cicatrização das feridas.

O presidente da Sociedade Brasileira de Queimados, o cirurgião plástico José Adorno, explica que, para ser eficaz ao tratamento, a pele de tilápia deve seguir alguns critérios. “Os enxertos temporários de pele, ou substitutos temporários de pele, têm que ser baratos, de fácil utilização, não podem ocasionar reações adversas e têm que ter biossegurança", destaca.

A técnica de uso da pele de tilápia para tratar queimaduras foi idealizada e patenteada pelo médico Marcelo Borges depois que ele leu, em 2011, uma matéria em um jornal de Pernambuco sobre o uso da pele do peixe no artesanato.

Países como Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Guatemala e Colômbia também estudam o benefício do tecido no tratamento de queimados.

Sete a cada dez mulheres são abordadas sobre maternidade em entrevistas de emprego

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Sexta, 10 Maio 2019 13:06

Catho aponta que 30% delas deixam de trabalhar para cuidar dos filhos; mais da metade diz ter passado por constrangimentos por ser mãe

A maternidade é tema recorrente para as mulheres nas entrevistas de emprego, haja visto que sete a cada dez (71%) delas disseram ter sido abordadas sobre filhos e planos de engravidar em seu processo seletivo mais recente, segundo pesquisa divulgada na sexta-feira (10/05) pela Catho.

Embora a a lei trabalhista vete demissão sem justa causa durante a gravidez e até 5 meses depois do parto, 20% das mulheres relataram terem sido demitidas durante a gravidez ou no período de licença-maternidade. Outras queixas destacadas são comentários desagradáveis (em especial de chefes), redução de carga horária e salário e exclusão de projetos por conta da maternidade, além de ter a qualidade subestimada.

As queixas foram feitas por mais de metade das entrevistadas. Segundo pesquisa do site Vagas.com, 52% dizem ter passado por situações abusivas ou desagradáveis no período englobado pela legislação trabalhista brasileira.

A apuração também aborda mães que estão no mercado de trabalho , procurando entender as dificuldades enfrentadas por elas. Entre elas, 48% dizem que já passaram por problemas no emprego por ausência motivada por questões de saúde dos filhos. Outras dificuldades citadas são pedidos para chegar mais tarde por reuniões escolares (24%), atraso por exaustão (10%), ter que levar o filho ao trabalho (10%) e atraso pela rotina (10%).

A pesquisa que aborda os desafios das mulheres e mães no mercado de trabalho foi realizada em 2018, ouvindo 2,3 mil pessoas no País.

Paraíba alcança redução de 22% no número de assassinatos registrados de janeiro a abril

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Segunda, 13 Maio 2019 16:47

Ao todo, são 91 casos a menos em relação ao mesmo período de 2018, quando foram contabilizados 416 crimes desse tipo

A Paraíba alcançou uma redução de 22% no número de assassinatos registrados de janeiro a abril. O Estado continua a ser o único do Brasil a ter uma queda de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) – homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte – durante sete anos consecutivos e ainda no 1º quadrimestre. Ao todo, são 91 casos a menos em relação ao mesmo período de 2018, quando foram contabilizados 416 crimes desse tipo.

De acordo com os dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds), das 22 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp), definidas pela Lei Complementar 111/2012, que dividiu a responsabilidade territorialmente entre as Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros Militar, 18 tiveram redução no número de assassinatos: Monteiro (-80%), Queimadas (-67%), zona leste de Campina Grande (-58%), Bayeux (-54%), Solânea (-53%), Picuí (-44%), zona sul de João Pessoa (-40%), Cabedelo (-38%), zona oeste de Campina Grande (-36%), Guarabira (-25%), Santa Rita (-24%), Cajazeiras (-22%), Itabaiana (-19%), Mamanguape (-17%), Patos (-15%), Esperança (-11%), Itaporanga (-8%) e Catolé do Rocha (-8%).

MPF entra com ação para suspender atividades das construtoras Millenium, M&M, Melf e EMN

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Quarta, 15 Maio 2019 18:38

As quatro empresas estariam envolvidas em fraudes licitatórias no âmbito da Operação Recidiva

O Ministério Público Federal em Patos (MPF) pediu a suspensão imediata de quatro empresas envolvidas em fraudes licitatórias no âmbito da Operação Recidiva: Construtora Millenium LTDA – EPP, M&M Construção LTDA, Melf Construtora Eireli-ME e EMN Construções e Locações LTDA. A ação civil pública por ato de corrupção empresarial foi ajuizada na Justiça Federal.

Além do pedido liminar para suspensão, o MPF quer, ao final, a condenação das empresas demandadas nas seguintes penas: perdimento dos bens apreendidos nas diversas ações cíveis e criminais de indisponibilidade propostas no curso da Recidiva, e dissolução compulsória das pessoas jurídicas. O MPF em Patos busca, ainda, o recolhimento de multas ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos – FDD.

Segundo o MPF, as empresas estão sendo usadas reiteradamente para atos de corrupção empresarial, o que justifica o pedido de dissolução. De acordo com a ação, a Millenium e a M&M participaram de fraudes em licitações nos municípios paraibanos de Teixeira e São Sebastião de Lagoa de Roça. Já os esquemas envolvendo a Melf e a EMN ocorreram em Brejo do Cruz, Emas e Gado Bravo, também na Paraíba.

“Ver-se que as condutas narradas implicam o uso habitual da personalidade jurídica para facilitar ou promover a prática de atos ilícitos, e a constituição de empresa para ocultar ou dissimular interesses ilícitos ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados – situações aptas a ensejar a dissolução compulsória das empresas”, afirma o MPF na ação.

Proprietários condenados - O responsável pela Millenium é Dineudes Possidônio de Melo, já condenado a seis anos de reclusão e 15 de detenção. A M&M é de responsabilidade de Naiane Moreira do Vale, condenada a três anos de reclusão, e Luís Felipe Diógenes Bezerra, que pegou pena de três anos e seis meses, também de reclusão. Já a Melf é de Marconi Edson Lustosa Félix, condenado a 12 anos de reclusão e 15 de detenção, e seu filho Madson Fernandes Lustosa, que pegou 24 anos e seis meses de reclusão e nove anos de detenção. A EMN é de responsabilidade de Ednaldo de Medeiros Nunes, que já pegou uma pena de 19 anos de reclusão e nove anos de detenção. Além das penas privativas de liberdade, todos foram condenados ao pagamento de multas.

Além deles, também já foram condenados por envolvimento em fraudes no âmbito da Recidiva José de Medeiros – Caetano (seis anos e seis meses de reclusão e seis anos de detenção), Sérgio Pessoa (14 anos e 10 meses de reclusão e nove anos de detenção), Eron Meira (dois anos e quatro meses de reclusão) e Dênis Ricardo (dois anos de reclusão). Por obstrução à Justiça, o empresário Joílson Gomes da Silva foi condenado a quatro anos e seis meses de reclusão. Todos também foram condenados ao pagamento de multas na segunda sentença.

Presos - Dineudes e Marconi estão presos preventivamente no presídio de Patos, assim como Madson, Charles Willames Marques de Morais, Francisco de Assis Ferreira Tavares e Ednaldo de Medeiros.

Livro destaca ascensão feminina no Poder Judiciário Paraibano

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Sexta, 17 Maio 2019 16:00

A obra destaca ainda o papel social da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), entidade que, pela primeira vez em 60 anos, é dirigida por uma mulher

O livro Magistradas - a Trajetória das Mulheres no Poder Judiciário Paraibano, vai resgatar a história da mulher na magistratura em nosso Estado e sobretudo destacar o papel, o talento das valorosas desembargadoras e juízas que a cada ano conquistam mais espaços ao tempo em que escrevem páginas significativas na evolução do Poder Judiciário da Paraíba. Em plena atividade hoje há duas desembargadoras e 109 juízas.

“A pesquisa e publicação do livro justificam-se pela soma de resultados propositivos alcançados pelas Magistradas em benefício da sociedade, contribuição essa fruto de muito estudo, dedicação e amor às atividades da Magistratura. Talentos que agregam valores junto ao trabalho dos Desembargadores e Juízes”, revela Josélio Carneiro, jornalista autor do projeto.

A obra destaca ainda o papel social da Associação dos Magistrados da Paraíba – AMPB, entidade que, pela primeira vez em 60 anos é dirigida por uma mulher, a juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha. Em reunião recente com a equipe que desenvolve a pesquisa a presidente da AMPB, parabenizou pela iniciativa do livro com tema específico e relevante.

No seu livro “Guiadas pela Justiça, Movidas pela Fé, a Desembargadora e ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fátima Bezerra Cavalcanti, destaca que “a ascensão feminina, no mundo jurídico, não é fruto de complacência, de sistemas de cotas ou de quaisquer movimentos políticos; é o resultado do esforço e do investimento no estudo e na formação intelectual das próprias mulheres”.

O idealizador e coordenador da pesquisa que resultará na publicação do livro, jornalista Josélio Carneiro, revela que há alguns anos pensou em escrever uma obra que, “além de resgatar a trajetória e homenagear as magistradas, com foco no talento, no compromisso dessas mulheres extraordinárias responsáveis por páginas da evolução do Poder Judiciário na Paraíba”. Também assinarão a obra o jornalista Fernando Patriota e as advogadas Andressa Cordeiro e Ana Karolina Almeida, respectivamente filha e irmã de juízas.

A produção do livro compreende as etapas de coletas de dados, identificação das magistradas, contatos para entrevistas e elaboração de perfis, produção de fotografias e reprodução de fotos de acervo, além de consultas bibliográficas.

O livro terá Apresentação da Desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti e Prefácio da Juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, além de entrevistas com as duas magistradas. “Também convidaremos o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba Desembargador Márcio Murilo a escrever um artigo sobre o papel e a contribuição das magistradas no TJPB.

O conteúdo do livro divide-se nos seguintes capítulos: As pioneiras no Poder Judiciário Paraibano; a ascensão das mulheres na magistratura paraibana; os desafios das magistradas para conciliar trabalho, família, vida social. O percentual hoje da mulher magistrada no Poder Judiciário da Paraíba; as juízas por Comarca; a presença no Juizado Especial Cível e Criminal; Magistradas na Ouvidoria do TJPB a serviço da cidadania; Magistradas na Escola Superior da Magistratura da Paraíba – ESMA; Juízas na Diretoria da Associação dos Magistrados da Paraíba; perfis das Desembargadoras e Juízas.

Livros publicados pelo jornalista Josélio Carneiro:

- Tabajara – A Rádio da Paraíba;
- Paraíba Governos em Cena;
- Rádio Tabajara Patrimônio Cultural da Paraíba;
- A União – Escola de Jornalismo; Relatos de um Repórter.

Obras a serem lançadas esse ano:

- Lyceu Parahybano – berço da cultura e do jornalismo; A Paraíba no Senado – 1826/2026.

Moove Brasil: novo aplicativo de transporte cadastra motoristas em João Pessoa

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Segunda, 20 Maio 2019 17:15

Valor mínimo da corrida é de R$ 5,50 e a taxa cobrada do motorista é de 10% do valor cada viagem

Foi lançado nesta segunda-feira (20/06) o aplicativo Moove Brasil, que vai conectar motoristas exclusivamente de João Pessoa. A plataforma está cadastrando motoristas através do e-mail da empresa ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ).

Um dos idealizadores do aplicativo informou que o cadastro vai ser feito por correio eletrônico para controlar, de uma maneira mais eficaz, os dados dos motoristas, que passarão por uma rígida fiscalização para ser aprovado. Segundo ele, a seleção evita problemas aos passageiros.

A tarifa do Moove Brasil é de R$ 2,50, mais R$ 1,20 por quilômetro rodado e R$ 0,14 por minuto de deslocamento. O valor mínimo da corrida é de R$ 5,50 e a taxa cobrada do motorista é de 10% do valor a cada viagem. O pagamento poderá ser feito em dinheiro ou cartão de crédito.

Inicialmente, o aplicativo só estará disponível para o sistema Android, mas o empresário prevê que, dentro de um mês, o serviço chega também ao sistema iOS.

Premiações

O passageiro que fizer o maior número de viagens mensal ganhará uma premiação, que será decidida futuramente, assim como o motorista que fizer mais viagens.

Campanha contra trabalho infantil começa na quarta com tuitaço

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Terça, 21 Maio 2019 14:24

A iniciativa é organizada pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) e tem como realizadora a Rede Nacional de Combate ao Trabalho Infantil

Começa nesta quarta-feira (22/05), com um tuitaço, a campanha do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho. Este ano, tem como lema “Criança não deve trabalhar, infância é para sonhar”. A iniciativa é organizada pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) e tem como realizadora a Rede Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

Por meio do hashtag #infanciasemtrabalho, os organizadores pretendem, a partir das 10h desta quarta, sensibilizar e motivar uma reflexão da sociedade sobre as consequências do trabalho infantil e a importância de garantir para crianças e adolescentes o direito de brincar, estudar e sonhar – vivências que, segundo a entidade, são próprias da infância e que contribuem para o seu desenvolvimento.

“Todos os anos a gente segue uma campanha que é global, que acontece no dia 12 de junho. E em cada campanha a gente traz um slogan para distingui-la das demais. Este ano, buscamos, com este lema, reafirmar o direito da criança ao brincar e do adolescente ao lazer”, disse à Agência Brasil Isa Oliveira, secretária-executiva do FNPETI.

“Dessa forma, pretendemos mostrar que esse tipo de exploração é uma violação aos direitos fundamentais que impede a vivência plena da infância”, acrescentou. Segundo ela, a campanha a ser lançada amanhã culminará em uma grande mobilização dia 12 de junho, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

A Constituição Federal só permite trabalho a partir dos 16 anos, desde que não seja em condições insalubres, perigosas ou no período noturno. A partir dos 14 anos só é permitido trabalho na condição de aprendiz, por meio de contrato especial, desde que com o propósito de oferecer ao jovem formação profissional compatível com a vida escolar.

Dados
De acordo com o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham no Brasil em atividades como agricultura, pecuária, comércio, domicílios, construção civil e até mesmo nas ruas.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, relativos a 2016, as regiões que registram as maiores taxas de ocupação com trabalhos infantis são o Nordeste (33%) e a Sudeste (28,8%). São Paulo é o estado que, em termos absolutos, mais faz uso de trabalho infantil, com 314 mil registros, seguido de Minas Gerais (298 mil) e Bahia (252 mil). Também têm destaque nesse tipo de exploração o Pará (193 mil), Maranhão (147 mil), Paraná (144 mil) e Rio Grande do Sul (151 mil).

Tendo por base dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, o fórum aponta que, entre 2007 e 2018, o Brasil registrou 43.777 acidentes de trabalho com crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos. No mesmo período, houve 261 mortes de meninas e meninos durante o trabalho.

A erradicação de todas as formas de trabalho infantil até 2025 está entre as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas – ONU -, acordo que tem o Brasil como signatário.

Como denunciar

Há vários canais por meio dos quais é possível denunciar casos de exploração de trabalho infantil. Um deles é o Conselho Tutelar.

“Também é possível fazer denúncias por meio do Disque 100 e pelo aplicativo Proteja Brasil, bem como pelo Ministério Público do Trabalho; pela Superintendência Regional do Trabalho e por unidades de assistência social como Cras, no âmbito municipal, e os Creas (Centros de Referência)”, sugere Isa Oliveira.

População que se declara preta cresceu 32,1% nos últimos seis anos em todo o Brasil, segundo IBGE

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Quarta, 22 Maio 2019 15:45

Em 2018, 46,5% brasileiros se declararam pardos, 9,3% pretos e 43,1% brancos

Entre 2012 e 2018, o percentual da população que se declarou preta ou parda aumentou em todas as regiões do Brasil. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 207,8 milhões dos moradores do país em 2018 se declararam pardos 46,5%, pretos 9,3% e brancos 43,1%. Em 2012, esses percentuais eram respectivamente 45,3%, 7,4% e 46,6%.

Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (22/05) pelo IBGE, no Rio de Janeiro. Considerando a série histórica desde 2012, a proporção de pessoas que se declararam pretas em 2018 revelou o aumento mais expressivo dos últimos seis anos. O crescimento foi de 0,7 ponto percentual, saindo dos 8,6% de 2017 para 9,3% no ano passado.

Entre 2012 e 2018, a população que se declara preta no país saltou de 14,5 milhões de pessoas para 19,2 milhões, um aumento de 32,1%. A região com o aumento mais expressivo nesse período foi o Centro-Oeste, com 56,5%. No Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, os crescimentos foram respectivamente de 37,5%, 35%, 26,4% e 30,7%.

Já a participação da população declarada branca reduziu em todas as regiões de 2012 para 2018, principalmente no Nordeste, onde a queda foi de 9,8%. A série histórica também mostra um aumento daqueles que se declaram pardos no Brasil, que saltaram de 89,6 milhões em 2012 para 96,7 milhões de pessoas em 2018.

No último ano, porém, apesar de um pequeno crescimento em números absolutos, houve queda proporcional dessa população. Em 2017, eles eram 96,4 milhões dos 206,2 milhões de moradores no país, isto é, 46,8%. Já em 2018, os 96,7 milhões de pardos representaram 46,5% dos 207,8 milhões que viviam no Brasil.

Faixa etária

A pesquisa também revela transformações etárias na população brasileira. Há uma tendência de queda da proporção de pessoas abaixo de 30 anos de idade, que representavam 47,6% dos moradores do país em 2012 e 42,9% no ano passado. Já os maiores de 30 anos cresceram, saindo de 52,4% em 2012 para 57,1% em 2018.

Os dados evidenciam a tendência de envelhecimento populacional. Em 2012, os idosos com 60 anos ou mais de idade representavam 12,8% da população residente total, passando para 15,4% em 2018.

O levantamento também mostrou que, desde 2012, há uma estabilidade na distribuição da população do país por sexo. No ano passado, 48,3% eram homens e 51,7% mulheres. No entanto, a população masculina apresentou padrão mais jovem do que a feminina. Na faixa etária até 24 anos, os homens representaram 51,1% e as mulheres 48,9%.

Os resultados da pesquisa foram obtidos com base em uma amostra de aproximadamente 168 mil residências visitadas.

Além da composição populacional em termos de sexo, idade e raça, são investigadas na pesquisa as características dos domicílios do Brasil de forma a auxiliar a compreensão sobre traços sociais e demográficos do país e os aspectos do mercado de trabalho.

São publicados ainda relatórios mensais e trimestrais com informações conjunturais relacionadas à força de trabalho e suplementos com periodicidade variada que abordam outros temas pesquisados, como educação e imigração.

Projeto institui a política estadual da saúde do homem na Paraíba

Publicado em Cotidiano
Quinta, 23 Maio 2019 21:04

Para execução do projeto, o Governo do Estado poderá estabelecer parcerias com organismos

Tramita na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) um projeto de lei, apresentado pela deputada Doutora Paula (na foto), do Progressista, que institui a política estadual da saúde do homem com o objetivo de ampliar a conscientização quanto a fatores peculiares à saúde masculina, em especial na população com mais de 40 anos.

“Chegou a hora do homem aprimorar-se, cuidar da sua saúde física, quanto aos males que são inerentes à sua existência. Por isso, além de realizar exames clínicos e laboratoriais, cirurgias e de prescrever remédios, é vital educar o homem para cuidar da sua saúde. Com esse projeto, acreditamos que é possível alcançarmos o mesmo êxito quanto a saúde da mulher”, destacou a deputada, pedindo o apoio dos colegas deputados pela aprovação da matéria.

Objetivos

Entre os objetivos estão ainda a desmistificação de procedimentos médicos estigmatizados; a educação do homem para que cuide da saúde e desenvolva o hábito de realizar exames frenquentes; difundir informações, de forma simplificada, sobre as doenças que acometem os homens; difundir informações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos; desenvolver programas de informação e educação para adolescentes; além da realização exames clínicos de resultados imediatos, tais como verificação de pressão arterial, glicemia e colesterol.

De acordo com a deputada, para execução do projeto, o Governo do Estado poderá estabelecer parcerias com organismos federais e municipais, universidades públicas e privadas, grêmios estudantis, sindicatos e demais entidades da sociedade civil organizada.

Governador envia PCCR dos agentes penitenciários à Assembleia Legislativa na segunda-feira

Publicado em Cotidiano
Sexta, 24 Maio 2019 10:19

De acordo com o governador, o envio do projeto representa um compromisso firmado com a categoria durante a campanha eleitoral

O governador da Paraíba João Azevêdo (na foto), do PSB, anunciou, na últma quinta-feira (23/05), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que enviará o Projeto de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos agentes penitenciários à Assembleia Legislativa da Paraíba na próxima segunda-feira (27/05).

De acordo com o governador, o envio do projeto representa um compromisso firmado com a categoria durante a campanha eleitoral e que não tem dúvidas de que será aprovado rapidamente.

Ainda de acordo com João, o trabalho exercido pelos agentes penitenciários é extremamente difícil e perigoso. E que a categoria merece seu respeito.

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