Novo vídeo que circula nas redes compromete Berg Lima

Escrito por  Da redação com Portal Correio
Publicado em Paraíba
Quarta, 10 Janeiro 2018 17:16

Nas imagens, dono de restaurante entrega suposta proina ao prefeito

Circula nas redes sociais, desde a noite de terça-feira (09/01), um vídeo que mostra o prefeito afastado de Bayeux, Berg Lima, supostamente cobrando e recebendo propina em ocasião diferente da que resultou em flagrante que o levou à prisão, no dia 5 de julho do ano passado, em uma operação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, na qual é suspeito de extorquir um prestador de serviços à prefeitura.

Nas imagens, de acordo com denúncia, assinada pelo promotor Octávio Paulo Neto, no dia 17 de julho de 2017, Berg Lima aparece negociando, no dia 30 de junho do mesmo ano, propina com um dono de um restaurante que presta serviços à prefeitura. Ele é o mesmo empresário responsável pela gravação do vídeo que resultou na prisão do prefeito afastado de Bayeux, no dia 5 de julho.

Ainda conforme o Gaeco, a gestão anterior do Município devia R$ 77.838,60 ao dono do restaurante e, para realizar o pagamento, Berg exigiu propina. Primeiro, no dia 25 de abril, o prefeito afastado teria pago R$ 15.000, mas exigido, em contrapartida, propina de R$ 5.000, valor que foi entregue no dia seguinte, na residência do próprio prefeito.

A partir do pagamento da propina, o empresário moveu uma notícia crime contra Berg, pedindo a apuração dos fatos. A denúncia acrescenta ainda que, em junho, o empresário cobrou R$ 21 mil referente à dívida. Nesta ocasião, Berg teria exigido propina de R$ 3 mil. A parcela da dívida foi depositada na conta do restaurante no dia 9 de junho, porém o empresário não teria cumprido o “acordo” com Berg imediatamente.

Em um “novo acerto”, Berg teria liberado mais R$ 16 mil no dia 29 de junho, exigindo R$ 3.500 em contrapartida. Com isto, o dono do restaurante ficaria devendo R$ 6.500 ao prefeito. No dia seguinte, segundo o Gaeco, o empresário informou que não tinha toda a quantia e pagou apenas R$ 3 mil. Esta negociação é a que aparece no vídeo divulgado na noite dessa terça-feira (9). A outra parcela da propina, de R$ 3.500, foi paga no dia 5 de julho, dia da prisão de Berg Lima.

De acordo com a denúncia, Berg Lima cometeu crime de concussão, cuja pena varia de 2 a 8 anos de prisão, por quatro vezes. Diante disso, o Ministério Público pede que Berg Lima perca cargo, emprego, função pública ou mandato eletivo e devolva R$ 11.500 lucrados indevidamente. A redação tentou contato com a defesa de Berg Lima, mas as ligações não foram atendidas.

Novo vídeo

No novo vídeo (ver ao lado), o gestor afastado aparece em um restaurante, na companhia de algumas pessoas que estão fazendo refeição. Em determinado momento, o homem que estaria gravando o vídeo, que seria aparentemente proprietário do local, segue com Berg para uma conversa mais reservada, em uma sala localizada em um pavimento superior. Durante o deslocamento, o interlocutor do prefeito afastado chega a afirmar: “Vamos refazer nossas contas”. Em seguida, o suposto empresário comenta detalhes sobre uma reforma que faria no local, com a instalação de novos equipamentos.

Já na sala citada, chamada de “QG” pelo homem que estaria gravando o vídeo, Berg Lima é apresentado a uma secretária e, com a saída da mulher do local, o gestor e o interlocutor passam, com volume das vozes reduzido, a tratar sobre valores em dinheiro, que eram citados pelo homem e confirmados por Berg, que fazia sinais positivos com a cabeça e complementava a soma das contas que eram tratadas. Nesse momento, o prefeito afastado teria recebido certa quantia em dinheiro, que teria sido colocada em um envelope.

No fim do vídeo, de maneira enfática, Berg Lima se dirige ao homem e diz: “Deixe eu dizer uma coisa para você: problema entre prefeitura e você, resolva comigo”.

Entenda o caso

Depois de passar mais de quatro meses preso no 5º Batalhão da Polícia Militar de João Pessoa, Berg Lima deixou a prisão no dia 28 novembro, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir, por maioria, conceder habeas corpus em favor de sua soltura. No dia seguinte, também virou réu na esfera criminal, em uma notícia-crime, após o pleno do TJPB receber a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPPB) sobre o vídeo em que é flagrado supostamente recebendo propina.

Berg Lima tenta retornar ao mandato, ocupado pelo vice Luiz Antônio (PSDB), que também é alvo de denúncia que está sendo apurada pela Câmara. Na época da prisão, ele já vinha sendo investigado há 40 dias, após um empresário denunciar que era vítima de extorsão.

Absolvição na Câmara Municipal de Bayeux

O prefeito afastado foi absolvido por 10 votos a 7 em sessão de julgamento na Câmara Municipal, que se iniciou às 10h30 do dia 29 de dezembro do ano passado e só terminou na madrugada do dia 30, cerca de 15 horas depois. Para ser condenado e ter a perda do mandato decretada pelo Legislativo Municipal, ele precisava de 12 votos contrários à sua absolvição.

A sessão julgou a denúncia que pedia a cassação de Berg por suposta prática de infração político-administrativa. Apesar disso, a palavra final sobre o destino político e se ele voltará ou não ao comando da prefeitura será do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Nova denúncia

Berg deve ser ouvido nesta quarta-feira (10), pela Comissão Processante da Câmara Municipal de Bayeux, que apura uma segunda denúncia que pede a cassação de seu mandato por suposta prática de infração político-administrativa. Os integrantes da comissão vão ouvir três testemunhas da defesa e, ao final, o próprio acusado.

De acordo com o advogado Aécio Farias, procurador da Câmara de Bayeux, serão ouvidos pela Comissão Caio Cabral, Israel Rêmora e Washington, todos auxiliares de Berg Lima, que ocupavam, respectivamente, os cargos de secretário da Administração, Procurador-Geral do Município e chefe do setor de compras.

Desta vez, a Câmara Municipal de Bayeux instaurou uma comissão no último dia 23 de novembro para apurar denúncia de suposta locação de carros fantasmas. O gestor afastado está sendo acusado por um morador de suposta fraude em aluguéis de veículos para administração municipal, quando ainda estava no comando da prefeitura.

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