Como desligar um país inteiro da internet no mundo

Publicado em Tecnologia
Terça, 12 Fevereiro 2019 20:22

A ideia da Rússia é se proteger contra um ataque externo em caso de ciberguerra

Nesta semana, o mundo foi pego de surpresa com a expectativa de que a Rússia pode realizar um experimento peculiar: desligar o país completamente da internet global, como um teste para proteção contra ciberataques em caso de uma ciberguerra. A questão que paira no ar, no entanto: qual é a viabilidade de excluir totalmente um país da internet e como isso pode ser feito?

A ideia da Rússia é se proteger contra um ataque externo em caso de ciberguerra, o que parece cada vez menos improvável. Por este motivo, o país pretende realizar esse teste no qual a internet é efetivamente bloqueada do restante do planeta, garantindo prontidão em caso de uma emergência real. Neste momento, entrará em ação a RuNet, como é chamada essa rede interna na Rússia, que não permitirá acesso a serviços e sites hospedados fora do país, mas continuará dando acesso normal a páginas russas.

Não é uma tarefa simples excluir um país inteiro da internet por meio de um ataque externo. Não seria difícil para um ataque desconectar completamente um país pequeno e pouco conectado da internet. Olhando o mapa de cabos submarinos que formam a rede, é possível notar que alguns países possuem apenas um cabo de comunicação com a internet mundial. Bastaria, neste caso, romper o cabo para eliminar a conectividade de um país inteiro.

A Rússia, no entanto, não é um país pequeno e certamente não há apenas um cabo ligando o território russo ao resto da rede global, então o mais provável que pode vir a acontecer é o próprio governo russo desligar o acesso externo como medida de proteção contra um ciberataque.

Quando falamos em um evento em que o próprio governo desliga o acesso externo, a questão mais complexa para se avaliar é a questão da capilaridade da infraestrutura oferecida pelos prestadores de serviços de internet. Um país com muitas empresas operando neste setor deve ter mais dificuldades em implementar um bloqueio do tráfego externo do que outro com poucas alternativas, especialmente em situações em que uma estatal tem um controle muito forte sobre o setor. Neste caso, o próprio governo só precisa girar a chave para que o bloqueio externo seja ativado; em mercados com mais empresas, a situação tende a ficar mais complicada.

Existem casos de países que tiveram a internet completamente cortada como forma de censura a movimentos de protesto. Isso foi recorrente durante o período que ficou conhecido como “Primavera Árabe”, quando países como Síria e Egito viram grandes manifestações políticas, e governantes chegaram a desativar a internet para tentar desmobilizar a população. No entanto, ambos os países possuem infraestrutura precária e controlada de internet, o que simplifica o desligamento do resto do globo. O Brasil chegou a discutir o isolamento da internet global em 2013, durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff, na época do escândalo de espionagem revelado por Edward Snowden, mas a ideia não foi para frente.

A China é talvez o maior exemplo de internet controlada pelo governo, mas nem ela foi tão longe quanto a proposta russa de se isolar completamente da rede global. A vantagem da China sobre a Rússia neste caso é que o controle governamental chinês foi implementado desde o princípio da internet no país, o que permitiu criar mecanismos de restrição mais eficientes. A tarefa da Rússia tende a ser mais cara e trabalhosa.

A Rússia não dá muitos detalhes sobre como será realizado este bloqueio, e, ao que tudo indica, boa parte do plano ainda está indefinido, o que explica a necessidade da realização de experimentos para definir o que é necessário para colocar a ideia em atividade quando for “para valer”. Sabe-se que as ordens são direcionadas às operadoras, que devem passar a bloquear IPs externos, efetivamente impedindo a conclusão de qualquer requisição. Na prática, um cidadão russo não poderia acessar o Facebook, por exemplo, hospedado fora do país, da mesma forma que alguém fora do país seria incapaz de acessar os serviços hospedados na Rússia.

O trabalho das operadoras russas deve ser grande para que essa ideia saia do papel. Uma parte do projeto do governo da Rússia é que todo o tráfego de internet entrando ou saindo do país seja direcionado para gateways (portões) controlados pelo próprio governo, o que aumentaria a centralização da internet e facilitaria uma ação de desligamento em caso de ataque. Não à toa, as operadoras russas esperam ser ressarcidas pelo Estado para implementação dessa infraestrutura.

Também se sabe que a Rússia estabeleceu seu próprio servidor de DNS, para não depender de organizações externas. Para quem não sabe, o servidor de DNS tem uma tarefa primordial no funcionamento da internet: a tarefa dele é traduzir o endereço digitado na barra de endereços do navegador (por exemplo: www.olhardigital.com.br) e transformá-lo em um número de IP que permita a comunicação entre o computador e o servidor. Se a Rússia se desligasse da internet mundial sem o seu próprio servidor de DNS de backup, os cidadãos russos precisariam digitar endereços de IP na barra de endereços.

Google promete grande revelação sobre games para março

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Sexta, 22 Fevereiro 2019 17:30

Supõe-se que o evento no GDC seja para detalhar novos planos para o Project Stream

Na terça-feira (19/02) o Google começou a enviar convites para jornalistas para um evento misterioso que a empresa planeja realizar na maior reunião anual de desenvolvedores de jogos eletrônicos, a Game Developers Conference 2019 (GDC). A edição deste ano do GDC acontece de 18 a 22 de março em São Francisco.

O convite gera suspense ao encorajar os participantes a “se reunirem” para essa suposta apresentação do Google e prometer que “tudo será revelado” no dia 19 do próximo mês às 10h da manhã.

Embora o convite não conceda muito informações sobre esse evento do Google na GDC, ele gerou expetativas de que a empresa esteja se referindo ao Project Stream, o mais recente teste do Google de um serviço de streaming de jogos dentro do navegador Chrome.

Os testes públicos Project Stream terminaram no mês passado. Por isso, supõe-se que o evento no GDC da empresa seja para detalhar novos planos para o projeto, como novos jogos para mais testes ou até mesmo o lançamento do serviço completo do streaming de games.

Até o momento, o programa só disponibilizou uma fase de testes oferecendo o jogo "Assassin's Creed Odyssey" em resolução 1080p e a 60 quadros por segundo, com a possibilidade do uso de controles de PlayStation 4 ou Xbox One. Porém, o serviço é restrito aos Estados Unidos e exige uma conexão de pelo menos 25 megabits por segundo.

Porém, apesar de convite poder significar que a gigante de tecnologia está preparando algo surpreendente, o suspense pode estar se referindo a um projeto totalmente diferente e não ter nada a ver com o Project Stream. Isso porque o Google costuma frequentar a GDC todos os anos, mas principalmente para ajudar os desenvolvedores de jogos para Android.

Startup brasileira entre as finalistas de prêmio internacional

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Sexta, 08 Março 2019 19:13

A plataforma online de educação e capacitação para pessoas surdas não tem concorrentes no Brasil ou no mundo

A startup brasileira Signa (ver equipe na foto), que oferece uma plataforma de educação online para surdos, é uma das 30 finalistas do Prêmio Next Billion Edtech, que será realizado em 23 e 24 de abril, em Dubai, durante o Global Education & Skill Forum. Os três primeiros colocados levam US$ 25 mil, e serão escolhidos por um júri composto por investidores, educadores e especialistas em "edtech" –tecnologia educacional – de todo o mundo.

“Foi uma surpresa, não estava no nosso radar”, diz Fabíola Rocha, co-fundadora e diretora geral da Signa, que tem sede em Florianópolis, SC. Para ela, a empresa atendeu a dois pontos importantes da premiação: trabalhar com educação e impactar pessoas que tenham dificuldade de ter acesso – seja por problemas financeiros ou por dificuldades “operacionais”. “No nosso caso, trabalhamos com surdos que não necessariamente não tenham dinheiro. Mas não existe oferta de produtos e serviços para eles”, diz a diretora.

A plataforma online de educação e capacitação para pessoas surdas, em Libras (língua brasileira de sinais) e com legendas, não tem concorrentes no Brasil, e mesmo no mundo. E o conteúdo é feito praticamente todo pela comunidade surda – seja produzido pela própria Signa, seja pela comunidade, de uma forma similar ao YouTube, por exemplo.

“Nós temos muitos surdos no Brasil que são formados e sabem muito bem Libras, têm experiência muito grande em alguma área específica, e que têm total potencial para produzir conteúdo. Ainda assim, nós fazíamos muita coisa 'em casa’”, lembra Fabíola. Mas a estratégia esbarrava no gargalo da alta demanda e da equipe reduzida. Foi aí que surgiu a ideia de criar um “marketplace”, ou seja, capacitar a comunidade surda para produzir conteúdo – e ganhar uma comissão por isso.

“Decidimos produzir um material ensinando tudo sobre como fazer cursos online, da ementa até o final. E aí a gente oferece isso para a comunidade surda para que eles possam produzir seu próprio curso e, ao final, ter a possibilidade de colocar seu conteúdo dentro da Signa”, conta Fabíola.

A diretora lembra ainda que o “marketplace” da Signa é o primeiro passo para uma internacionalização do serviço. “Imagine que teríamos que produzir conteúdo em outra língua sinais, para os EUA, por exemplo – afinal, eles não usam Libras. Seria muito complexo pensar tudo do zero. Assim, nós chegamos para a comunidade, mostramos que eles podem produzir e isso se torna viável em um tempo menor”.

Uma das startups vencedoras do Prêmio Next Billion Edtech de 2018 foi a Chatterbox, que oferece cursos de idiomas através de uma plataforma de baixo consumo de banda - e com aulas oferecidas por refugiados. Isso mostra que, além da tecnologia e da proposta educacional, a inclusão social tem papel fundamental na escolha dos jurados. E essa é uma das missões da Signa, diz Fabíola.

"A gente traz pessoas surdas pra equipe, e não faria sentido preparar os surdos para o mercado, mas não trazê-los para a gente. Damos cursos de Libras para todos na empresa. E, como fazemos reuniões diárias, é muito interessante ver como essa integração acontece. Para a gente, é uma experiência muito legal, que mudou muito a motivação da equipe”.

Segundo o Censo de 2010 realizado pelo IBGE, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva. Pouca gente sabe, mas a Libras é uma das línguas oficiais do Brasil desde 2002 - tendo o mesmo status que o português. Mas engana-se quem pensa que é apenas uma transcrição gestual de nosso idioma.

A Libras uma língua com estrutura gramatical própria e com organização das informações é totalmente diferente do português. Por isso, a língua de sinais utilizada em Portugal (LGP) é um sistema completamente diferente do nosso - assim como a usada nos Estados Unidos (ASL). E um dado curioso: 80% dos surdos do mundo são analfabetos nas línguas escritas. Ou seja, boa parte da comunidade é alfabetizada em Libras - e sequer entende o português.

“Tem surdos que não sabem escrever, que é o caso do meu pai, que nunca foi educado no português. Ele usa Libras, que é seu meio de comunicação. Tem surdos que sabem um pouco das duas línguas, e tem surdos que não sabem Libras: só sabem o português. Dá para imaginar a complexidade de criar uma plataforma para a comunidade?’, diz Fabíola, que é uma “Coda”, sigla em inglês para “filho de um adulto surdo” (child of a deaf adult).

A Signa vai apresentar seu projeto no Global Education & Skills Forum (um “pitch”, no jargão das startups). Mas, no anúncio final, serão chamados ao palco principal apenas seis startups, e dentre elas as três melhores serão premiadas com US$ 25 mil. O grande vencedor também receberá o troféu do Prêmio Next Billion.

As 30 startups selecionadas para a final do Prêmio Next Billion são: Talk2U, OxEd, Whetu, Signa, SimBi, Moi Social Learning, Kuwala, Etudesk, PraxiLabs, Langbot, Seppo, Lesson App, Eneza, Aveti Learning Pvt. Ltd., Utter, Dost, Solve Education, M-Shule, eLimu, Wizenoze Ltd, ScholarX, Sabaq, Silabuz, Zelda, MTabe, Ubongo, Fineazy, TeachPitch, Big Picture Learning/Imblaze e Augmented Learning.

iFood começa a testar entrega de refeições com drones

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Sexta, 08 Março 2019 19:24

Empresa planeja começar testes em prédios comerciais e residenciais nos próximos meses

Entregas usando tecnologias avançadas de mobilidade, inclusive robôs, já podem ser consideradas uma realidade. Depois de a Amazon ter realizado pela primeira vez seu serviço de delivery por drone nos Estados Unidos, agora é a vez do iFood começar a testar o mesmo dispositivo, além de bicicletas e patinetes elétricos. “Fizemos testes com sucesso usando drones, incluindo para entrega de refeições num bloco de carnaval em São Paulo”, disse à Reuters o presidente do iFood, Carlos Moyses.

O mais popular aplicativo de entrega de comidas da América Latina também planeja começar testes com entrega por drones em prédios comerciais e residenciais nos próximos meses, disse Moyses. Ele lembra que para o processo se concretizar, é preciso aprovação de órgãos reguladores, como Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Expandir e diversificar métodos de entrega faz parte dos planos do iFood para aumentar seu alcance geográfico e melhorar sua eficiência logística. Criado em 2011, hoje a rede brasileira emprega cerca de 120 mil entregadores e atende quase 500 cidades no país. A empresa também tem filiais na Colômbia e no México.

O diretor financeiro da empresa, Diego Barreto, disse à Reuters que a companhia pretende aumentar muito sua atuação nos municípios brasileiros. Para isso, Barreto afirma que o iFood vai se adequar às realidades regionais de cultura, logística e renda. Segundo ele, patinetes e bicicletas elétricos tendem a ter participação importante nesse processo. “Esses modais devem ganhar escala ainda neste ano”. Dados da empresa contabilizam uma média de 14,1 milhões de entregas em janeiro, uma alta de 124% em relação ao mesmo período em 2018.

Nos últimos anos, o iFood também passou a trabalhar com sistema eletrônico de pagamentos – em parceria com a subcredenciadora Zoop – e a intermediar compras dos próprios restaurantes, o iFood Shop. Tanto ela quanto a Zoop são controladas pelo grupo brasileiro Movile. A empresa de entrega de refeições ainda deve receber a maioria dos 500 milhões de dólares captados pela Movile em novembro passado com investidores para aplicar em seus novos braços de atendimento. Segundo Barreto, o investimento envolve a contratação de cerca de mil pessoas nos próximos 12 meses, a maioria profissionais de tecnologia.

Além do iFood, a colombiana Rappi anunciou, em janeiro, que investiria dezenas de milhões de dólares para triplicar sua presença no Brasil. Ela também anunciou ter planos de atuar em até mais 30 cidades e adicionar novas categorias de serviços a seu aplicativo de delivery.

Na quinta-feira (07/03) o grupo japonês SoftBank anunciou a criação de um fundo de cinco bilhões de dólares focado em projetos de tecnologia na América Latina para ajudar empresas selecionadas a ampliar alcance no continente. O fundo abrange iniciativas em comércio eletrônico, serviços financeiros digitais e mobilidade.

População terá acesso a carros voadores em até cinco anos

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Segunda, 11 Março 2019 15:08

Anil Nanduri diz que drones são úteis para ajudar a gerenciar o tráfego e melhorar a mobilidade nos centros urbanos

O tráfego aéreo é um assunto que está ficando cada vez mais popular, e surge como uma alternativa para o volume de carros nos grandes centros urbanos. Após a Uber e a Ehang anunciarem que pretendem ter taxis aéreos até 2023, o líder da divisão de drones da Intel, Anil Nanduri lança sua aposta de que os carros voadores chegarão ao grande público em até 5 anos. Ele ainda afirma que em meia década eles serão a salvação para a mobilidade das grandes cidades, que está cada vez mais complicada.

O trabalho do líder de drones da Intel, hoje, é automatizar os veículos aéreos não tripulados para otimizar tarefas, desde inspecionar pontes com rachaduras até montar uma coreografia no céu (como no Super Bowl 53). Ele ainda aponta que espera que ocorra uma mudança comportamental das pessoas, aceitando melhor a tecnologia.

Outros visionários, como é o caso de Elon Musk, CEO da Telsa, da Space X e da Boring Company discordam dessa alternativa, e sugerem que tuneis subterrâneos seriam mais eficazes. Nanduri, em entrevista ao CNet, apontou que o custo dessas outras ideias que vêm surgindo seria muito alto, enquanto usar drones acaba sendo mais prático e barato.

“Definitivamente haverá voos com carros voadores em cinco anos. Em escala? Provavelmente não. Mas definitivamente você vai vê-los começando a subir no céu. A coisa mais surpreendente sobre o tráfego aéreo autônomo é que o espaço aéreo resolve o desafio tridimensional enfrentado pelo tráfego terrestre”, disse o especialista.

Ele afirma ainda que essa é uma indústria em crescimento constante e que, se implementado nas cidades, pode adaptar a forma que as pessoas se deslocam. Para reforçar sua previsão ele citou que as entregas feitas por essa tecnologia já estão mais consolidadas. Questionado sobre o ruído, característica comum na maioria dos drones, Nanduri disse que é tudo uma questão de adaptação social.

O maior problema, no entanto, é a respeito da duração da bateria em relação ao peso das pessoas que serão transportadas. Mas o especialista da Intel afirmou que isso é uma questão de tempo, e que inovações já estão chegando para resolver isso. Ele ainda ressaltou que “os elementos de decolagem e pouso e a segurança em torno disso ainda são coisas que estão sendo trabalhadas e com o tempo tudo irá achar uma solução e as pessoas se adaptarão melhor a esse tipo de transporte.

Huawei não está sendo investigada no Brasil, diz ministro

Publicado em Tecnologia
Segunda, 11 Março 2019 15:22

Segundo Marcos Pontes, a decisão acerca do assunto depende do presidente Bolonaro

Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, foi questionado mais uma vez sobre a posição que o Brasil vai adotar em meio a crise geopolítica entre o governo dos Estados Unidos e a fabricante de telecom chinesa Huawei. No entanto, ele afirmou que a empresa não está sob investigação no país e voltou a dizer que a decisão sobre as operações da mesma caberá ao presidente Jair Bolsonaro.

O questionamento foi realizado no última sexta-feira (8), quando o ministro esteve em São Paulo para assinar um memorando da prefeitura de São Paulo e a Finep. Pontes ainda declarou que não foi feita uma análise específica de cada uma dessas possibilidades. "Não se muda a infraestrutura de um país de uma hora para outra. A questão tem de ser pensada, analisada com fatos para tomarmos decisão baseada em realidade".

A declaração sobre uma improvável mudança de infraestrutura está no fato de que a Huawei fornece tecnologia de rede móvel para as operadoras brasileiras há duas décadas. Caso a empresa seja proibida de operar no país, haveria uma mudança em toda a estrutura de telefonia, o que acarretaria um custos enormes para as operadoras e um atraso considerável na implementação do 5G.

Caso Huawei

Hoje, a Huawei trava uma batalha geopolítica com os EUA (cuja linha política adotada pelo presidente Donald Trump encontra apoio de Bolsonaro) e o Reino Unido, que acusam a fabricante chinesa de usar a sua infraestrutura para realizar atos de espionagem sob ordens do governo chinês.

STJ: cobrança de taxa de conveniência pela web é ilegal

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Terça, 12 Março 2019 22:25

Decisão desta terça-feira da Terceira Turma vale para todo o território nacional

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (12), por unanimidade, que é ilegal a cobrança de taxa de conveniência nas vendas de ingressos de shows e eventos pela internet. A turma decidiu ainda que as empresas deverão devolver taxas de conveniência cobradas nos últimos cinco anos. A decisão vale para todo o território nacional.

No mercado, empresas terceirizadas e especializadas cobram valores que representam cerca de 15% do valor do ingresso em taxa de conveniência.

Os ministros entenderam que a conveniência de vender um ingresso antecipado pela internet é de quem produz ou promove o evento, e não do consumidor. E que repassar esse custo ao consumidor é uma espécie de "venda casada", o que é vedado pela legislação.

Cabe recurso da decisão à própria turma e ao Supremo Tribunal Federal (caso haja questão constitucional a ser discutida).

A decisão que considerou a cobrança de taxa ilegal foi unânime. Dois ministros discordaram do efeito nacional da decisão, mas ficaram vencidos.

O STJ analisou um pedido da Associação de Defesa dos Consumidores do Rio Grande do Sul contra a empresa Ingresso Rápido.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, destacou em seu voto que a venda pela internet ajuda as empresas a vender mais rápido os ingressos e ter retorno dos investimentos. E que o custo de terceirizar a venda dos ingressos não pode ser transferido para o consumidor porque é uma forma de "venda casada".

"Deve ser reconhecida a abusividade da prática de venda casada imposta ao consumidor em prestação manifestamente desproporcional, devendo ser admitido que a remuneração da recorrida mediante a 'taxa de conveniência' deveria ser de responsabilidade das promotoras e produtoras de espetáculos", ponderou a ministra durante o voto.

Na primeira instância, a Justiça ordenou o fim da cobrança de taxa de conveniência sob pena de multa diária e condenou as empresas a devolverem valores nos últimos cinco anos. A segunda instância reverteu a decisão, e a associação de consumidores recorreu ao STJ.

No recurso, a associação afirmou que a cobrança é abusiva porque não traz nenhuma vantagem ao consumidor.

"Mesmo pagando a taxa de conveniência pela venda do ingresso na internet, o consumidor é obrigado a se deslocar ao ponto de venda, no dia do espetáculo ou em dias anteriores, enfrentando filas, ou a pagar uma taxa de entrega", argumentou no recurso a Associação de Defesa dos Consumidores do Rio Grande do Sul.

A relatora do caso também ressaltou no julgamento que a venda de ingresso é parte do risco da atividade empresarial cultural e que a modalidade beneficia as empresas.

"A venda pela internet, que alcança interessados em número infinitamente superior do que a venda por meio presencial, privilegia os interesses dos produtores e promotores do espetáculo cultural de terem, no menor prazo possível, vendidos os espaços destinados ao público e realizado o retorno dos investimentos", frisou a ministra.

Nancy Andrighi afirmou ainda que entendimentos consolidados do Judiciário admitem que a decisão tenha efeito em todo o país por ser uma ação coletiva.

O STJ não detalhou como será o processo de devolução, por parte das empresas promotoras dos eventos, dos valores dos últimos cinco anos. Em tese, os consumidores poderão solicitar esses valores às produtoras. Isso também poderá ser tratado nos embargos de declaração, recursos para esclarecer pontos da decisão do STJ.

Facebook pode pagar multa de R$ 9 mi por violar dados

Publicado em Tecnologia
Terça, 12 Março 2019 22:28

Ministério da Justiça instaurou dois processos contra a empresa no Brasil

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senacon/MJSP), instaurou dois processos contra as empresas Facebook Inc. e Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.

O primeiro refere-se ao compartilhamento indevido de dados de usuários extraídos da plataforma Facebook Login, por intermédio de um aplicativo, o que teria beneficiado a empresa Cambridge Analytica. O fato teria atingido inúmeros consumidores brasileiros.

O segundo processo refere-se à atuação de hackers, que teriam invadido contas de usuários brasileiros cadastrados no Facebook e coletado dados pessoais, como nome, e-mail, número de telefone, locais visitados e buscas realizadas pela internet.

O Facebook tem prazo de 10 dias para apresentar defesa administrativa. A empresa pode ser condenada a pagar multa de mais de R$ 9 milhões.

Além dos dois processos, o DPDC notificou o Facebook a prestar esclarecimentos em um terceiro caso. A notificação tem por finalidade verificar uma suposta prática da empresa, que estaria usando aplicativos para coletar dados sensíveis dos usuários, como ciclo menstrual, frequência cardíaca e outros.

Se o Facebook não responder aos questionamentos no prazo estipulado ou se houver indícios de violação de direitos dos consumidores, o órgão pode instaurar processo administrativo, que eventualmente resultará na imposição de multa. O Facebook tem 10 dias de prazo para responder aos questionamentos do Senacon/MJSP.

Outro lado

Procurado pela reportagem do Olhar Digital, o Facebook informou que "está à disposição para prestar esclarecimentos ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor".

Guiness: Google calcula 31,4 trilhões de dígitos do Pi

Publicado em Tecnologia
Quinta, 14 Março 2019 17:51

Na realidade, foram 31.415.926.535,897 dígitos. A conquista foi anunciada nesta quinta-feira, no Dia do Pi!

Hoje, 14 de março, é comemorado mundialmente o “Dia do Pi”. A data – lida como 3/14 no padrão inglês – faz alusão ao valor aproximado da constante matemática, equivalente a 3,14. É normal celebrar a ocasião comendo saborosas tortas (uma brincadeira entre "pi" e "pie", na língua inglesa), mas o Google resolveu inovar e conquistar um feito digno de livro de recordes do Guinness.

A companhia anunciou, em um post no blog do Google Cloud, que conseguiu calcular o valor de pi em 31,4 trilhões de casas decimais - 31.415.926.535,897, para ser mais exato. Para isso, foi utilizado um y-cruncher, programa que computa trilhões de dígitos de várias constantes matemáticas. A ferramenta aplicada pelo Google foi desenvolvida por Alexander J. Yee.

O cálculo teve início ainda no ano passado, em 22 de setembro, e terminou apenas em 21 de janeiro. Durante esses 121,1 dias, o Google usou 96 CPUs virtuais, 1.4 TB de memória RAM, leu um total de 9.02 PB em dados e escreveu outros 7.95 PB. Para se ter uma dimensão, um petabyte (PB) é equivalente a 1000 terabytes (TB).

O resultado surpreendentemente alto, além de conferir ao Google o título de recordista mundial, também significa a primeira vez que o recorde foi quebrado usando a nuvem. O detentor anterior, Peter Trueb, havia alcançado o feito usando as fórmulas BBP e de Bellard, em novembro de 2016. A parceria Google-Yee ultrapassou Trueb por quase nove trilhões de dígitos.

Se quiser embarcar nas tecnicalidades, visite o artigo do Google. Cuidado: é bom ficar esperto para não pirar em tantos números e jargões. De qualquer modo, Feliz Dia do Pi!

Microsoft surpreende e vai lançar Xbox inédito no smartphone

Publicado em Tecnologia
Sexta, 15 Março 2019 20:43

A missão do Project XCloud é levar jogos do Xbox para qualquer dispositivo móvel

A Microsoft demonstrou o Project XCloud em funcionamento em um celular Android, nesta semana, provando que é possível jogar games de última geração do Xbox One, como Forza Horizon 4, em dispositivos. O Project XCloud foi anunciado no final de 2018, mas foi recebido com muita desconfiança, já que o histórico de jogos que funcionam por meio de streaming de Internet não é dos mais bem sucedidos no mercado. Contudo, uma demonstração foi realizada em vídeo.

A apresentação ocorreu durante o programa online Inside Xbox, onde Kareem Choudhry, diretor da área de cloud gaming na Xbox, demonstrou a possível solução para rodar jogos de Xbox One nos celulares. A demonstração foi feita em um aparelho Android, mas não utilizava controles na tela, e sim um joystick do próprio console, ligado via Bluetooth.

O funcionamento se dará da seguinte forma: o jogo roda a partir de servidores da Microsoft, preparados para isso, e transmitem para o celular por meio do aplicativo de streaming. A ideia é que tudo funcione sem "lag" ou impedimentos. Porém, para quem não tem o controle do Xbox One, o aplicativo também oferecerá a opção para jogar com controles virtuais.

Esta foi apenas uma demonstração inicial do Project Xcloud, que ainda não tem previsão de lançamento para o grande público. Contudo, a Microsoft avisa que esta não será uma opção para substituir o mercado de consoles, mas sim dar mais oportunidades para que todos possam jogar, em plataformas variadas.

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