Enfermeiro pega prisão perpétua pela morte de 85 pessoas

Escrito por  Das Agências Internacionais
Publicado em Mundo
Quinta, 06 Junho 2019 13:51

Niels Hoegel injetava medicação que provocava parada cardíaca para, em seguida, tentar ressuscitar as vítimas

O ex-enfermeiro alemão Niels Hoegel foi condenado nesta quinta-feira (06/06) à prisão perpétua pelo homicídio de 85 pacientes, naquele que é considerado o maior caso de assassinatos em série no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Nos hospitais onde trabalhou entre 2000 e 2005, o ex- enfermeiro Niels Högel, de 42 anos, administrava intencionalmente overdoses de remédios em seus pacientes, para então ressuscitá-los quando eles estavam prestes a morrer. As vítimas, com idades entre 34 e 96 anos, eram escolhidas por acaso.

"Os crimes cometidos desafiam a razão e todos os limites conhecidos. O que você fez é incompreensível, é simplesmente demais", afirmou o presidente do tribunal de Oldenburg, Sebastian Buhrmann.

Höegel já está estava preso há quase 10 anos, após receber uma sentença perpétua pelo assassinato de outros pacientes na cidade de Delmenhorst.

Nesta quarta-feira (05/06), Höegel disse ser perseguido dia e noite pela vergonha e pelo remorso: "Quero sinceramente pedir desculpas a todos pelo mal que causei durante todos esses anos".

200 possíveis vítimas

A policia suspeita que Höegel pode ter matado até 200 pessoas, mas vários casos não poderão ser esclarecidos porque os corpos das supostas vítimas foram cremados.

Capturado em 2005 enquanto injetava um medicamento sem prescrição em um paciente na cidade de Delmenhorst, Höegel foi condenado em 2008 a sete anos de prisão por tentativa de homicídio.

Um segundo julgamento ocorreu entre 2014 e 2015, por pressão das famílias das supostas vítimas, que acusaram os promotores de lentidão com o caso. O homem foi considerado culpado de assassinato e tentativa de assassinato de cinco outras pessoas e recebeu a sentença máxima de 15 anos.

Foi então que Höegel confessou ao seu psiquiatra pelo menos mais 30 assassinatos cometidos em Delmenhorst. Isso levou os investigadores a examinarem mais de perto as mortes suspeitas em Oldenburg, onde trabalhara anteriormente, negadas pelo ex-enfermeiro.

As autópsias indicaram que as causas de morte seguiam o 'modus operanti' de Höegel. Quando perguntado por que ele mentiu, disse que estava envergonhado com a dimensão de suas ações.

O homem parece ter seguido um procedimento similar em todas as vezes: primeiro injetava uma medicação que provocava uma parada cardíaca. Em seguida, tentava, com frequência sem sucesso, ressuscitar as vítimas.

Condenado por um total 100 mortes entre 2000 e 2005, ele confirmou ter "manipulado" 43 pacientes , mas não se lembrava dos outros 52. O alemão negou a responsabilidade em outros cinco casos, criando confusão e frustração entre as famílias dos mortos.

No julgamento, os promotores disseram que Höegel foi motivado pela vaidade, para ostentar as suas habilidades em salvar vidas humanas e por simples "tédio".

De acordo com um psicólogo que o avaliou, a própria morte nunca foi o seu objetivo. Quando conseguia revivificar um paciente, ele se dava por satisfeito, mas apenas por alguns dias, o especialista disse, no início do processo: "Para ele, era como uma droga".

Hospitais terão que dar explicações

O julgamento também buscou esclarecer como Niels Högel conseguiu matar tantas pessoas durante cinco anos sem ser preso.

O hospital em Delmenhorst admitiu ter tido suspeitas, e o de Oldenburg o demitiu em 2002, argumentando "perda de confiança", embora tenha lhe dado uma carta de recomendação.

Vários colegas e superiores hierárquicos de Oldenburg que testemunharam durante o julgamento, entretento, negaram suspeitar do ex-enfermeiro ou disseram que não se lembravam.

A "amnésia coletiva" não agradou o juiz, que acusou dez pessoas de perjúrio e falso testemunho. Os responsáveis pelos dois hospitais terão que dar explicações em um julgamento diferente, no qual Högel será uma testemunha.

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