China reforça censura à lembrança do Massacre de Tiananmen

Escrito por  Ansa
Publicado em Mundo
Terça, 04 Junho 2019 18:27

País se recusa a discutir cerco contra protestos pacíficos comemorativos

Uma ostentada normalidade pairou nesta terça-feira (04/06) sobre a Praça da Paz Celestial, em Pequim, em meio ao reforço das medidas de segurança do governo para evitar qualquer lembrança do massacre contra estudantes há exatos 30 anos (ver na foto acima).

A repressão aos protestos pró-democracia em "Tiananmen" ainda é uma questão mal resolvida na China, que proibiu qualquer tipo de manifestação em memória das vítimas. A internet também não escapou da censura, com a derrubada de sites internacionais normalmente acessíveis, como o da CNN.

A praça e as principais vias de acesso exibiram postos de bloqueio da polícia, que só permitiu a entrada no local com reconhecimento facial e apresentação de documento de identidade. O sinal de transmissão de canais internacionais foi congelado a cada menção, ainda que passageira, do massacre de Tiananmen.

O governo chinês se recusa até hoje a discutir a repressão contra o movimento democrático de 1989 e a reconhecer o número de vítimas - dissidentes falam em milhares de mortos no cerco contra os manifestantes. O episódio ficou marcado pela imagem de um homem solitário desafiando uma fila de tanques.

Em Hong Kong, único pedaço da China com liberdade de manifestação, 180 mil pessoas se reuniram para uma vigília em memória dos mortos da Praça da Paz Celestial, em meio às tentativas de Pequim de sufocar o território politicamente.

O aniversário do massacre também virou motivo de novo embate entre China e Estados Unidos, já às voltas com uma guerra comercial que afeta economias mundo afora. Em uma mensagem, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, citou o "heroico movimento de protesto do povo chinês" e cobrou do país asiático a divulgação dos nomes das vítimas de Tiananmen.

Posição semelhante já havia sido adotada por Pompeo em 2018 e, tal qual no ano passado, desta vez também houve reação. "Com a desculpa dos direitos humanos, Pompeo interveio grosseiramente em assuntos internos da China. É uma afronta ao povo chinês e uma grave violação do direito internacional", diz uma nota da Embaixada da China em Washington.

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