FBI anula delação de testemunha-chave no caso Russiagate

Escrito por  Das Agências de Notícias
Publicado em Mundo
Terça, 27 Novembro 2018 16:17

Promotoria pede condenação de ex-chefe da campanha de Donald Trump

A equipe do promotor especial Robert Mueller III (na foto), que investiga a suposta interferência russa na eleição americana de 2016, anulou o acordo de delação premiada do ex-chefe de campanha do presidente Donald Trump, Paul Manafort, e pediu que ele seja imediatamente condenado após ter mentido para o FBI. Manafort nega ter mentido de modo intencional.

Com a anulação da testemunha, Mueller perde um ativo valioso da investigação, ainda que assessores digam de maneira privada que conseguiram pistas por meio das contradições de Manafort durante os depoimentos.

Os dois lados concordaram em um documento apresentado à juíza federal Amy Jackson que a sentença do lobista, condenado por conspiração contra a pátria e obstrução de Justiça, além de crimes fiscais, deve ser dada imediatamente. O fim do acordo de delação de Manafort é a última reviravolta no caso. Ele deve pegar uma pena de mais de 10 anos de prisão.;

O documento apresentado à Justiça Federal americana também indica que Manafort perdeu seu potencial como a testemunha mais valiosa do caso para Mueller. Ainda assim, fontes ligadas ao procurador dizem que suas contradições nos depoimentos permitiram algum avanço nas investigações. Ainda não está claro, no entanto, o que ele já disse e como a falta de cooperação pode atrapalhar o inquérito.

"Depois de assinar o acordo de colaboração, Manafort cometeu crimes federais ao mentir ao FBI em uma ampla gama de assuntos e violou os termos do acordo", disseram os procuradores. "O governo entrará com um pedido de sentenciamento imediato, dado os crimes e mentiras do réu."

No texto protocolado junto à Corte, os advogados de Manafort dizem que ele ofereceu informações e cumpriu as obrigações previstas no acordo.

Manafort se declarou réu confesso em setembro dos crimes de conspiração contra a pátria e obstrução de Justiça. Ele trabalhou por anos como lobista de grupos pró-Rússia ativos na Ucrânia.

No acordo, seu tempo de pena foi limitado a no máximo dez anos e ele pode manter parte de suas propriedades. Se a juíza decidir que ele de fato violou os termos, sua pena pode aumentar e seus bens podem ser confiscados.

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