Condenado se envenena após sentença e morre horas depois

Escrito por  ANSA
Publicado em Mundo
Quinta, 30 Novembro 2017 00:20

Ao ser condenado a 20 anos de prisão por crimes de guerra, o militar Slobodan Praljak ingeriu um líquido de natureza desconhecida e faleceu

O ex-comandante das forças armadas da Bósnia Slobodan Praljak (na foto), condenado pela perseguição e assassinato de muçulmanos, faleceu após ingerir uma substância supostamente venenosa durante sessão do Tribunal Penal Internacional (TPI).

De acordo com a CNN, o incidente aconteceu após o juiz responsável confirmar a sentença de 20 anos de prisão por crimes de guerra. O caso aconteceu em Haia, na Holanda, onde está localizada a sede do TPI.

Ao ouvir o veredito, o acusado gritou: “Slobodan Praljak não é um criminoso de guerra. Eu estou rejeitando o seu veredito com desprezo” e logo em seguida ingeriu o líquido de natureza desconhecida, mas que acredita-se tratar de veneno . Uma ambulância foi chamada para atendê-lo e o juiz suspendeu imediatamente a audiência.

O militar de 72 anos foi encaminhado para um hospital local e mais detalhes sobre sua situação só foram divulgados mais tarde, quando o primeiro-ministro croata Andrej Plenkovic confirmou a morte do acusado em um perfil nas redes sociais.

“Em nome do governo da República da Croácia e em meu próprio nome, eu quero expressar minhas profundas condolências para a família do General Slobodan Praljak”, declarou em um tuíte oficial.

Crimes de guerra durante a década de 1990

A sessão do TPI estava julgando outros cinco dirigentes por crimes contra a humanidade, crimes de guerra, violação da Convenção de Genebra e violação de leis internacionais.

Os casos ocorreram entre os anos de 1992 e 1994 durante a Guerra da Bósnia, um conflito civil que sucedeu a separação da antiga Iuguslávia. Os seis militares foram acusados de tentar realizar uma "limpeza étnica" de não-croatas no território da Bónia e Herzegovina.

O último general a ser condenado foi Ratko Mladic, que acusado de genocídio, recebeu a sentença de prisão perpétua na última quarta-feira (22/11).

Por mais que o advogado de Praljka tenha confirmado que o general realmente tomou veneno, o copo onde a substância foi ingerida será levado para análises clínicas.

Lido 20 vezes Última modificação em Quinta, 30 Novembro 2017 00:26

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