"Enfrentei o PT, não vou ter medo de moleques", diz Joice sobre Clã Bolsonaro

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Segunda, 21 Outubro 2019 12:58

Em transmissão ao vivo, deputada do PSL respondeu aos ataques de Eduardo Bolsonaro e disse que, dentro do clã da família, respeita apenas o presidente

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) reagiu no domingo (20/10) aos ataques do colega Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ela disse, em uma transmissão ao vivo na noite deste domingo, que nunca traiu ninguém e que foi ela a traída. Também afirmou que trabalhou na articulação para aprovar a reforma da Previdência na Câmara, ao contrário de Eduardo, que é filho do presidente Jair Bolsonaro.

Na disputa de poder dentro do partido, Joice e Eduardo estão em lados opostos e vêm trocando acusações e provocações nos últimos dias. No sábado, em transmissão ao vivo na internet, Eduardo Bolsonaro atacou Joice. Neste domingo, houve o contra-ataque.

"Eu enfrentei o PT. Não vou ter medo de dois moleques", disse a deputada em transmissão ao vivo no Youtube, numa referência aos filhos do presidente da República.

Ela poupou apenas Jair Bolsonaro: "o presidente eu respeito. Mas o Eduardo nunca contou com meu respeito, porque é um moleque".

Por outro lado, também criticou a atuação do presidente na articulação para colocar Eduardo no cargo de líder do PSL na Câmara. A tentativa deu errado e Delegado Waldir (GO) permaneceu no posto. Joice apoiou Waldir e, por isso, deixou o cargo de líder do governo no Congresso.

"O presidente foi induzido ao erro por um grupo de pessoas, que realmente está muito mais preocupada com o fundo partidário, essas coisinhas assim que não são tão nobres. E acabou que o presidente caiou nessa baita enrascada, usou a estrutura do Palácio do Planalto para ligar para um ou outro parlamentar, chamar lá e tal e tentar fazer o Eduardo Bolsonaro líder. Seria o presente de dias das crianças", disse Joice.

Estratégia de Ciro de atacar o PT ‘está errada’, diz Camilo Santana

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Segunda, 21 Outubro 2019 13:49

Segundo o governador, ninguém consegue construir uma candidatura viável de centro-esquerda sem apoio do PT

O ex-governador Ciro Gomes (na foto), do PDT, erra ao adotar uma estratégia de ataques frequentes ao PT. A opinião é do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), aliado dos Ferreira Gomes no Estado. Segundo Santana, Ciro erra porque ninguém consegue construir uma candidatura viável de centro-esquerda sem apoio do PT.

Uma das primeiras lideranças do partido a defender uma autocrítica em relação a erros cometidos na economia e na política, o governador reiterou a posição em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e disse que o PT também adota uma tática errada na forma como faz oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ele, o partido deveria ter defendido uma proposta de reforma da Previdência que defendesse os mais pobres em vez de apenas se colocar contra o projeto do governo. Abaixo, os principais trechos da entrevista concedida na segunda-feira passada, dia 14, antes do desabamento de um prédio de sete andares em Fortaleza.

Os sucessivos ataques de Ciro ao PT podem causar algum abalo na relação entre o senhor e os Ferreira Gomes?

Abalo na relação deles com o PT existe, né? Na nossa relação, não. Temos uma relação muito sólida com base em um projeto no qual a gente acredita para nosso Estado. Posso ter divergências quanto ao comportamento do Ciro, acho que a estratégia dele está errada, mas respeito a posição.

Por que a estratégia de Ciro está errada?

Porque acho que nenhuma candidatura se constituirá à esquerda, centro-esquerda, se não tiver o PT como aliado. O PT demonstrou uma força extraordinária na última eleição. Fernando Haddad teve 47 milhões de votos, o partido elegeu a maior bancada federal, a maioria dos governadores. Tem uma base social muito forte. O Ciro sempre foi muito aliado, Lula não pode mais ser candidato. Defendi lá atrás que Ciro fosse candidato, defendi a chapa Ciro-Haddad, fui um dos primeiros. Era o momento de se unir em torno de um projeto.

Pesquisas mostram que o PT é importante, mas dificulta as candidaturas no segundo turno. O que o PT tem de fazer para tirar esse peso?

Defendi isso ainda no segundo turno (da eleição presidencial de 2018). Achava que Haddad deveria se apresentar para o Brasil de forma diferente. E isso é minha opinião pessoal. Deveria ter ido para a televisão e ter reconhecido que o PT cometeu erros na economia, na política. E como professor, que acredita na educação, se propor a unir o Brasil. Existia uma polarização muito grande.

O senhor já defendeu que o PT faça uma autocrítica.

Acho que um dos erros que o PT tem cometido é não fazer uma autocrítica, não se reinventar, não se renovar. Sou até criticado internamente por essa visão. Mas como quero conquistar o Brasil? Precisa ter uma mudança, principalmente na região Sul-Sudeste, onde se criou um antipetismo muito forte. O PT deve se renovar, se reinventar em alguns aspectos para conquistar essa parcela da população que se decepcionou, que não acredita mais. O partido deve mostrar que é possível, que tem coisas muito boas e importantes que já fez e pode fazer.

O que impede o PT de fazer isso? O senhor não é o único que tem essa opinião.

Talvez um centralismo muito forte. É difícil diagnosticar esse comportamento ou essa tendência. O partido não deve ter o papel de fazer oposição por oposição. Eu, no meu Estado, gosto quando fazem oposição construtiva. Faz com que a gente possa abrir os olhos, ter outra visão. Uma oposição rasteira, politiqueira, isso está fora.

O PT deve ter outra postura em relação ao governo Bolsonaro?

O PT não pode fazer oposição só por oposição ao Bolsonaro, precisa mostrar os caminhos importantes para o crescimento, para a desigualdade social no Brasil. Por isso que tive aquele comportamento na reforma da Previdência. Não só meu, mas do Rui (Costa, governador da Bahia), do Wellington (Dias, governador do Piauí). É inegável a necessidade de uma reforma. Eu fiz em 2016 no meu Estado, só não mudei a idade porque Constituição não permite. Mas esse é um problema que os Estados e o País precisam enfrentar. Nosso papel é defender uma previdência que não prejudique os mais pobres, o rural, que não tenha capitalização, defender a importância de fazer uma reforma e tirar privilégios sem prejudicar a camada mais pobre e mais sofrida da população. Era isso que eu acreditava que o PT devia defender.

O senhor acha que a esquerda perdeu a oportunidade de defender essa bandeira do fim dos privilégios?

Eu acho. Dizer: nós somos a favor da reforma, mas uma que não prejudique (os mais pobres). Essa era a bandeira. Eu, apesar de ter sido vencido, defendi esse caminho.

Qual o papel que o ex-presidente Lula deve desempenhar?

Sem dúvida alguma considero o Lula a maior liderança política do Brasil. Tem um poder de influencia muito grande, eleitoralmente. Considero injusta a prisão dele. A decisão sobre a liberdade dele ou não, influenciará muito no rumo político do Brasil, não tenho dúvida disso.

Bolsonaro teve o pior desempenho eleitoral no Nordeste, mas ele está fazendo muitas ações para tentar ganhar a simpatia da população. Está dando resultado?

Cientificamente, pelo menos no meu Estado, não.

Como está a relação do senhor com o governo?

Parto do principio de que ele é o presidente de todos os brasileiros e eu o governador de todos os cearenses. Independente de quem seja o presidente, nossa relação tem que ser respeitosa, institucional, e tenho buscado. Vou nos ministérios, procuro minha bancada de deputados, senadores. O que eu puder fazer em termos de interlocução, de buscar recursos, de ações para o Estado, irei fazer, estou fazendo e continuarei fazendo.

O senhor sente alguma reciprocidade?

O governo tem colocado claramente a falta de recursos, as dificuldades, o contingenciamento. Das vezes que eu procurei, no episódio de janeiro (quando houve rebeliões em presídios no Ceará), sempre tenho tido conversas com o ministro (Sergio) Moro, com o ministro Paulo Guedes, eles têm nos recebido.

Na última crise de segurança houve ajuda material?

Eu apenas pedi vagas no sistema prisional federal para transferir algumas pessoas, mas a relação foi cordial, por telefone, se colocando à disposição. Liberaram as vagas.

Quais medidas o senhor está tomando na área da Segurança Pública?

Implantamos um sistema de reconhecimento das placas dos carros usados em crimes. É uma tecnologia totalmente desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará. Agora estamos já estamos entrando no reconhecimento facial.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Deltan Dallagnol abre mão de promoção para continuar no comando da Lava Jato

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Segunda, 21 Outubro 2019 19:46

Procurador considerou , após sucessivas reuniões com seus pares, que se saísse agora poderia deixar a impressão que estava admitindo erros

O procurador da República Deltan Dallagnol (na foto) abriu mão de promoção à Procuradoria Regional da República da 4.ª Região (PRR-4), sediada em Porto Alegre. Ele preferiu continuar nos quadros do Ministério Público Federal em Curitiba, no posto de chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, maior investigação já deflagrada no País contra a corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta segunda-feira (21/10) Deltan enviou ofício ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, “indicando que não tem interesse em concorrer à promoção no momento”.

Nos últimos dias, o procurador da Lava Jato tem sido questionado e alvo de especulações sobre seu futuro na instituição.

Citado por supostos abusos na condução da Lava Jato, Deltan considerou, após sucessivas reuniões com seus pares, que se saísse agora poderia deixar a impressão que estava admitindo erros.

“A decisão foi tomada após conversar com os demais procuradores da força-tarefa e tomou em conta aspectos pessoais e profissionais”, informou Deltan, em nota.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DE DELTAN

“Em resposta à questão, o procurador informa que enviou ofício ao Conselho Superior do Ministério Público, indicando que não tem interesse em concorrer à promoção no momento. A decisão foi tomada após conversar com os demais procuradores da força-tarefa e tomou em conta aspectos pessoais e profissionais.”

Novo líder do PSL, Eduardo Bolsonaro destitui os 12 vice-líderes do partido na Câmara

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Segunda, 21 Outubro 2019 20:00

Decisão foi tomada em meio a disputa acirrada pelo comando da sigla na Câmara, como reflexo da crise vivida pelo partido

Horas após se tornar líder da bancada do PSL na Câmara, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (na foto) destituiu nesta segunda-feira (21/10) todos os 12 vice-líderes da legenda.

A decisão foi tomada em meio a uma disputa acirrada pelo comando da sigla na Câmara, em um reflexo da crise vivida pelo partido.

Desde a semana passada, deputados da bancada têm promovido uma "guerra" de listas para definir o nome do líder que irá representar a bancada, que é composta por 53 parlamentares.

Já foram apresentadas seis listas. A mais recente foi validada na manhã desta segunda-feira pela Secretaria Geral da Câmara e fez de Eduardo Bolsonaro o líder da bancada no lugar de Delegado Waldir (PSL-GO). No entanto, ainda há outras duas listas na fila de conferência.

É preciso ter o apoio da maioria da bancada para se tornar líder, ou seja, ao menos 27 assinaturas.

O nome de Eduardo Bolsonaro tem o apoio do grupo mais fiel ao presidente Jair Bolsonaro. Já a outra ala, que defende a permanência de Waldir na liderança, é ligada ao presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PSL-PE).

O que faz o líder

O líder é escolhido pela bancada para ser o representante do partido na Câmara. Ele pode ser substituído quando necessário pelos vice-líderes.

Normalmente, os partidos têm vários vice-líderes em razão de todas as reuniões de comissões e plenário.

Entre as prerrogativas das lideranças estão:

- pedir a palavra para falar em qualquer momento da sessão. O tempo a que ele tem direito é proporcional ao número de deputados. No caso do PSL, são sete minutos por sessão;

- participar dos trabalhos de qualquer comissão (mesmo daquelas em que não for integrante), sem direito a voto;

- orientar a bancada durante votação em plenário;

- indicar membros da bancada que irão integrar as comissões;

- registrar candidatos a cargos da Mesa.

Os ex-vice-líderes

O ofício comunicando a destituição dos vice-líderes foi recebido pela Secretaria-Geral da Mesa por volta das 16h20.

A maioria dos que foram removidos do cargo é da ala bivarista, mas também há alguns que defendem que Eduardo Bolsonaro fique na liderança.

Perderam o cargo de vice-líderes os seguintes deputados:

1 - Felício Laterça (PSL-RJ);
2 - Nicoletti (PSL-RR);
3 - Daniel Silveira (PSL-RJ);
4 - Heitor Freire (PSL-CE);
5 - Julian Lemos (PSL-PB);
6 - Júnior Bozzella (PSL-SP);
7 - Coronel Tadeu (PSL-SP);
8 - Nelson Barbudo (PSL-MT);
9 - Charlles Evangelista (PSL-MG);
10 - Professora Dayane Pimentel (PSL-BA);
11 - Nereu Crispim (PSL-RS);
12 - Joice Hasselmann (PSL-SP).

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