Brasil perde 4 bilhões com imunidade fiscal das igrejas

Publicado em Economia
Sexta, 24 Julho 2015 23:58

Cobrança de impostos de entidades religiosas renderia R$ 4 bilhões por ano, afirma presidente da associação dos ateus

“Deus não ajuda pessoas. Pessoas ajudam pessoas.” Eis um dos lemas da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA). A entidade, com sete anos de existência e cerca de 15 mil associados , lançou a “semente” para pôr fim à imunidade tributária das organizações religiosas e garantir mais R$ 4 bilhões por ano aos cofres públicos.

“É um objetivo impossível para o momento. Desde quando o Congresso aprovou uma medida justa e impopular? Desde quando o Congresso tirou privilégios da religião? Esse é um pequeno passo à espera de tempos mais amadurecidos, onde haja mais espaço para o que é justo”, desabafa o presidente da ATEA, Daniel Sottomaior.

A dificuldade de acabar com a imunidade tributária das igrejas está, na avaliação de Sottomaior, enraizada na cultura do Brasil, país de forte tradição religiosa. Para ele, o ateu é visto como a “peste bubônica” e o “pária oficial da sociedade”. “Qualquer homem público sabe que morre politicamente se estiver associado a nós.”

O caminho para acabar com a imunidade tributária das entidades religiosas passa necessariamente pelo Congresso Nacional. Seria necessária uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Apenas para propor uma PEC, é necessária a adesão de 1/3 dos parlamentares da Câmara ou do Senado. Para ser aprovada, a coisa é ainda mais complicada: 3/5 de votos favoráveis, em dois turnos, nas duas Casas do Congresso.

Um dos líderes da bancada evangélica do Congresso, e membro da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado Lincoln Portela (PR-MG) destacou que a tentativa da associação é uma clara demonstração de um “Estado Democrático de Direito”. Mesmo assim, ele “democraticamente”se posiciona contra a posição do ATEA. Para o parlamentar, se a emenda conseguir apoio dos congressistas e for aprovada, as igrejas reduzirão suas atividades de caridade e assistência social. “Se aprovar, as igrejas vão ter que gastar as verbas delas exclusivamente para sustento do templo e limitariam os projetos de assistência”, disse ele.

“Nos Estados Unidos e no Brasil, os ateus têm a maior rejeição entre os grupos sociais. Ninguém vota em ateu. Os políticos saem correndo quando aparecemos. Nosso ativismo, hoje em dia, é meramente judicial porque não temos espaço no Legislativo e no Executivo”, ressalta o presidente da ATEA.

Outro objetivo da entidade é garantir a característica do Estado laico (sem religião oficial) no Brasil. Para tanto, a ATEA ingressa com constantes representações ao Ministério Público para evitar símbolos religiosos em repartições públicas.

Governo pode reduzir exigências para facilitar privatizações

Publicado em Economia
Segunda, 10 Agosto 2015 16:24

Temor é de que crise econômica e desdobramentos da Operação Lava Jato prejudiquem a segunda fase do Programa de Investimento em Logística

Em meio à crise econômica e aos desdobramentos da Operação Lava Jato, o governo cogita reduzir as exigências previstas nas privatizações da segunda fase do Programa de Investimento em Logística (PIL 2). Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, o objetivo é garantir um nível mínimo de concorrência. Até agora, o governo recebeu 414 Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs) para obras de rodovias e aeroportos e aprovou 316. Esses pedidos, no entanto, não asseguram na prática a participação desses potenciais investidores nos leilões.

Uma das mudanças em discussão é a diminuição da necessidade de investimentos dos grupos que vencerem concessões de rodovias para a duplicação de estradas antes do início da cobrança de pedágios. Na proposta inicial, as empresas deveriam duplicar até 10% do trecho total em um período mínimo de um ano para poder cobrar as tarifas. Como alternativa, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda já propôs à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que o porcentual seja reduzido para 5%.

A proposta foi apresentada na audiência pública do edital para a concessão da rodovia BR 476, em Santa Catarina, mas a Seae quer que a diminuição valha para todas as 15 rodovias incluídas no PIL 2. "Dadas as circunstâncias econômicas que a gente vive, valeria a pena considerar até que ponto se pode flexibilizar algumas exigências", disse ao Globo o secretário de Acompanhamento Econômico, Paulo Corrêa.

Outra alteração proposta pela secretaria é a redução da exigência de aporte do seguro-garantia durante o processo de construção das rodovias. Uma medida parecida foi adotada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para os leilões da 13ª rodada de campos de petróleo previsto para outubro, tendo em vista o aumento do custo e a restrição de acesso a financiamentos em razão da disparada dos juros.

Corrêa admite que os efeitos da Lava Jato podem afetar a capacidade das grandes empreiteiras de competirem pelas obras do PIL 2, mas lembram que isso abriu oportunidades para a entrada de novos competidores no mercado, inclusive estrangeiros. Empresas de cinco países (Reino Unido, Espanha, França, Estados Unidos e Argentina) mostraram interesse nos aeroportos, por exemplo.

Desvalorização do real já passa de 70% em relação ao dólar

Publicado em Economia
Domingo, 06 Setembro 2015 14:22

A escalada do dólar tem sido firme e constante. Nos 12 meses encerrados na sexta-feira, a desvalorização do real em relação à moeda americana chegou a 71,57%. Uma perda maior para o mesmo período só ocorreu em março de 1999, de acordo com cálculos da consultoria Tendências. No ano em que o País abandonou a âncora cambial, a moeda brasileira desvalorizou 91,6%.

A mudança de patamar do câmbio está provocando uma desorganização momentânea da economia e impactando diretamente o cotidiano das pessoas e das empresas.

Espera-se, por exemplo, que a desvalorização do real seja um caminho para o Brasil sair da atual recessão, por meio do impulso nas exportações e pela consequente melhora do setor externo. "Quanto mais depreciado o câmbio, mais competitivos vão estar os produtos tanto para a exportação como domesticamente", afirma Bruno Lavieri, economista da Tendências.

Um sinal de melhora das exportações já está evidente na rentabilidade das vendas externas na combalida indústria de transformação. Os dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) mostram um avanço da rentabilidade de 12,6% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na agricultura e pecuária, o aumento foi mais modesto, de 0,9%, num sinal de que a alta do dólar está compensando a forte queda do preço das commodities.

"O efeito do câmbio na rentabilidade é instantâneo, mas na quantidade exportada demora mais para aparecer", afirma Daiane Santos, economista da Funcex. "O câmbio não é um fator de competitividade. O ideal é reduzir o custo do produto para torná-lo mais competitivo, mas na atual conjuntura a desvalorização do real está proporcionando um ganho de competitividade."

Mais caro - Para quem importa, porém, a conta começa a ficar mais cara. Dono de uma importadora de brinquedos, material escolar e artigos de bazar, Ronaldo Funtowicz, de 57 anos, sentiu o peso do câmbio em seu negócio. "À medida que aumenta o dólar, aumenta o custo. Somos obrigados, para manter a demanda, a sacrificar a margem, para passar por esse período", afirma. Os preços subiram em média de 20% a 25%, e os estoques estão mais altos do que em 2014. "Em outubro vamos à China para comprar brinquedos, e vamos trazer uns 30% a menos do que no ano passado "

A desvalorização do real também desestimulou quem pretendia encher as malas com produtos de outlets numa viagem ao exterior. "Quando o dólar estava R$ 3,35, as pessoas não se assustavam. Quando passou de R$ 3,60, elas começaram a fazer contas", afirma Leonel Rossi Junior, vice-presidente de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Agentes de Viagens.

Segundo a associação, a demanda para viagens no exterior caiu 10% neste ano. "A procura só não foi menor porque houve uma queda significativa no preço das passagens", afirma Rossi Junior Ele espera que, no segundo semestre, haja mais demanda por destinos domésticos - de 5% a 7% a mais do que em 2014.

Com a disparada da moeda americana, o dólar turismo em espécie está na casa dos R$ 4. Já no cartão pré-pago, com imposto maior, já ultrapassou R$ 4,20 em algumas casas de câmbio. Com isso, muitos têm optado por mudar o destino das férias. Com o casamento marcado para dezembro, Cristina Mendonça e Filipe Cunha trocaram a lua de mel na Ilha Bonaire, no Caribe, por Maraú, no sul da Bahia. "Não ficou tão mais barato, mas foi para não termos surpresas nos gastos. É mais fácil descansar sabendo o quanto se está gastando", diz ele.

Pela lei, à vista ou no cartão, valor do produto não muda

Publicado em Economia
Domingo, 13 Setembro 2015 17:32

 

O desconto na compra à vista, que atrai a maioria dos consumidores, deve também ser aplicado às compras com cartões de crédito. É o que prevê o Código de Defesa do Consumidor e a portaria de número 118, publicada em 1994, pelo Ministério da Fazenda.

Segundo o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP), Helton Renê, os valores cobrados pelos lojistas devem ser os mesmos para pagamentos em dinheiro ou pelo cartão de crédito. “O valor que o cartão cobra do comerciante faz parte do ônus dele e dos custos dos produtos. Se o preço cobrado for diferenciado é considerado abuso”, explicou.

Ele completou destacando que a aquisição de um produto ou serviço, utilizando como forma de pagamento os cartões de crédito ou de débito, é considerada como um pagamento à vista. É vetada também a cobrança de valor mínimo para o uso de cartões de débito e crédito, bem como diferenciação de valores para pagamentos em cartões ou dinheiro.

Já nas compras a prazo, o consumidor deve ser informado sobre o preço à vista e todas as taxas de juros e custos do contrato. Nas vendas a prazo financiadas pela própria empresa ou por financeira, o fornecedor deve informar o preço do produto ou serviço, o montante de juros de mora e taxa efetiva anual de juros, os acréscimos legalmente previstos, o número e a periodicidade das prestações e a soma total a pagar, com ou sem financiamento.

Porém, as multas de mora decorrentes do não pagamento no prazo estipulado não poderão ser superiores a 2% (dois por cento) da prestação. Além disso, o consumidor pode liquidar antecipadamente o seu débito, total ou parcialmente, mediante a redução proporcional de juros. Se o consumidor deixar de pagar as prestações e, com isso, tiver de devolver o produto adquirido, as prestações pagas deverão ser devolvidas.

Jogos de azar: governo consulta deputados sobre legalização

Publicado em Economia
Quinta, 17 Setembro 2015 18:16

A medida poderia ser um incremento de arrecadação de tributos para o governo, que vive situação fiscal difícil

Em reunião na manhã desta quinta-feira (17/09), com a presidente Dilma Rousseff e ministros, líderes da base aliada foram consultados se seria bem recebida a ideia de legalizar jogos de azar no País.

O tema foi apresentado à presidente no início da semana por senadores, que propunham inicialmente a liberação dos jogos pela internet. Nesta quinta, a possibilidade foi apresentada aos deputados, incluindo a ideia de legalização de bingos e cassinos. De acordo com o líder do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PP), Dilma consultou os presentes à reunião para saber a impressão de cada um.

A medida poderia ser um incremento de arrecadação de tributos para o governo, que vive situação fiscal difícil. "Hoje, quem quer jogar, joga na internet e os recursos vão para fora do País", disse o deputado. Também participaram do encontro os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e das Comunicações, Ricardo Berzoini, além do assessor especial da Presidência, Giles Azevedo.

Segundo o líder do PR, Maurício Quintella Lessa (AL), os ministros e a presidente evitaram se posicionar oficialmente sobre a proposta. "O que fizeram foi uma consulta", afirmou. Na conversa, os deputados se comprometeram a consultar suas bases. Um retorno sobre a questão será apresentado na segunda-feira (21/09) em reunião com Berzoini, que está atuando na articulação do Palácio do Planalto com o Congresso.

Lessa é favorável à ideia por acreditar que pode trazer recursos ao País e desenvolver o turismo. O deputado é autor de um dos projetos sobre o tema que tramitam na Casa. A proposta de 2008, que nunca foi votada, trata da legalização de cassinos e hotéis cassinos, além de definir critérios para exploração do "jogo do bicho".

Leilão de hidrelétricas: Tendência é de aumento na conta de luz

Publicado em Economia
Domingo, 29 Novembro 2015 00:00

 

As duas maiores usinas hidrelétricas leiloadas foram arrematadas por investidores chineses. Governo alega que os R$ 17 bilhões servirão para cobrir dívidas do Tesouro.

 

“Estamos aqui para denunciar o assalto ao povo brasileiro que está prestes a ocorrer lá dentro”, disse ao microfone o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Ubiratã de Souza Dias. Apontado para a Bolsa de Valores de São Paulo, o manifestante denunciava o leilão de hidrelétricas públicas que ocorreria nos instantes seguintes.

Na manhã da última quarta-feira (25), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) leiloou 29 usinas hidrelétricas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) pelo valor de R$ 17 bilhões. Como o preço médio da energia estabelecido no leilão foi de R$ 124,88 por megawatts, as tarifas da energia elétrica tendem a subir nos próximos anos.

De acordo com os cálculos realizados pelo Grupo de Estudos de Energia Elétrica (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), divulgados pelo Valor Econômico, o efeito do leilão nas contas de luz será de R$ 2,74 bilhões. Nos trinta anos da concessão, o valor poderá ultrapassar R$ 80 bilhões.

A arrecadação da venda das usinas amortizadas – com potencial instalado de aproximadamente 6 mil megawatts – será utilizado pelo governo federal para cobrir o caixa do Tesouro Nacional em 2015.

De acordo com Ubiratã, a intenção de “cobrir o caixa do governo significa pagar os aumentos dos juros realizados pela política econômica dos banqueiros que [o ministro da Fazenda] Joaquim Levy representa”.

O protesto na frente da Bolsa de Valores também contou com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo, a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Preço da luz

As hidrelétricas vendidas foram construídas há mais de 30 anos e pertenciam, até o leilão, às companhias estaduais de energia de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – respectivamente Cemig, Copel, Celesc e Cesp.

Todas elas ficaram sem contrato de concessão a partir de 2013, após a recusa dos governadores Antonio Anastasia (PSDB), Beto Richa (PSDB), Raimundo Colombo (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB) à renovação proposta pela Medida Provisória 579, de autoria da presidenta Dilma Rousseff.

A medida propunha a renovação antecipada dos contratos de hidrelétricas com vencimento entre 2015 e 2017, e automático barateamento do valor da energia – que passaria a ser vendido à R$ 33,00/MW – por estarem amortizadas (com os investimentos iniciais quitados por meio das tarifas).

Na época, essa mudança resultou na diminuição de 16% nas contas de luz dos brasileiros. Com o fim do contrato, todas foram devolvidas à União que optou, por decisão do governo federal, em leiloá-las.

Compradores

O maior comprador do leilão foi um investidor internacional. A empresa China Three Gorges adquiriu a concessão das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que anteriormente pertenciam à estatal de São Paulo Cesp, pelo valor de R$ 13,8 bilhões.

A companhia italiana Enel Green Power comprou a concessão das hidrelétricas Mourão e Paranapanema, anteriormente pertencente à estatal paranaense Copel, pelo bônus de R$ 160,7 milhões.

As empresas estatais estaduais também arrecadaram parte das usinas. A Cemig (MG) adquiriu 18 usinas por R$ 2,2 bilhões; a Copel (PR) ficou com a hidrelétrica Parigot de Souza pelo preço de R$ 574,8 milhões; a Celesc (SC) obteve cinco usinas pelo preço de R$ 228,5 milhões; e a Celg (GO) ficou com a hidrelétrica Rochedo pelo valor de R$ 160,7 milhões. No entanto, mais de 50% das ações que controlam estas estatais também já foram privatizadas.

Ideme constata aumento de 1,38% na cesta básica de João Pessoa

Publicado em Economia
Sexta, 08 Janeiro 2016 17:50

 

O preço da Cesta Básica da cidade de João Pessoa subiu em média 1,38% no mês de dezembro, ficando o acumulado no ano de 2015 em 13,11%, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme). Dos produtos que compõem a cesta, os que apresentaram os maiores aumentos individuais foram: fígado bovino (21,17%), macaxeira (17,73%), beterraba (12,12%) e cenoura (11,94%).

Além desses aumentos, a pesquisa do Ideme também registrou elevação de preços médios nos seguintes itens: legumes: abóbora, beterraba, batata-inglesa, cenoura e tomate (6,77%), raízes: inhame, batata-doce e macaxeira (5,92%), açúcar (5,18%), pão francês (4,05%), óleo de soja (2,19%), café moído (1,38%), margarina (0,53%) e feijão (0,20%). Os produtos que apresentaram quedas nos preços médios foram: frutas: banana e laranja (5,87%), arroz (1,06%), leite pasteurizado (1,03%) e farinha de mandioca (0,48%). Os preços médios da carne mantiveram-se estáveis.

Na pesquisa do Ideme é adotada a ração essencial mínima (cesta básica), definida pelo Decreto-Lei nº. 399, de 30.04.1938, que estabelece 13 produtos alimentares básicos (arroz, feijão, carnes, farinha de mandioca, café, pão, leite, açúcar, margarina, óleo de soja, legumes, frutas e raízes) e suas respectivas quantidades, passou a representar aproximadamente 40,10% do salário mínimo.

Com isso, o custo total da cesta básica em dezembro/15 foi de R$ 315,99. Portanto, um trabalhador que nesse período ganhou um salário mínimo de R$ 788,00 precisou trabalhar o equivalente há 88 horas e 16 minutos para adquirir sua alimentação individual. Uma família composta por quatro pessoas teria que dispor de R$ 1.263,96 para adquirir a alimentação básica. Para conferir o estudo completo, basta acessar www.ideme,pb.gov.br

Por unanimidade, Cade rejeita compra da Ale pela Ipiranga

Publicado em Economia
Quarta, 02 Agosto 2017 20:21

Prevaleceu no plenário o voto do relator, conselheiro João Paulo de Resende, pela rejeição do negócio

O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou por unanimidade nesta quarta-feira (02/08) a compra da rede de distribuição de combustíveis Ale, quarta maior do país, pela segunda maior do setor, Ipiranga, do grupo Ultrapar , por cerca de 2,2 bilhões de reais.

Prevaleceu no plenário o voto do relator, conselheiro João Paulo de Resende, pela rejeição do negócio. Em seu voto, o relator explicou que a reprovação deu-se pela falta de acordo com as empresas quanto às condições a serem aplicadas para aceitar a compra.

As ações da Ultrapar, que chegaram a operar em alta antes do voto de Resende mais cedo, exibiam queda de 2,86 por cento, às 15:20, segunda maior queda do Ibovespa.

A Ipiranga estava de olho na aquisição da Ale para complementar sua rede de distribuição no Nordeste. A Ale afirma ter cerca de 2 mil postos e 260 lojas de conveniência. Já a Ipiranga tem cerca 7.240 postos e rede de pouco mais de 1.900 lojas de conveniência.

O parecer inicial de Resende defendia a venda de ativos da Ale em 12 Estados, o equivalente a 65 por cento das operações da empresa. As empresas, porém, não aceitaram essa condição e propuseram um novo acordo, de conteúdo sigiloso, que foi negado pelo plenário do Cade.

Em fevereiro, a superintendência-Geral do Cade já havia ponderado que a compra da Ale poderia resultar em aumento no preço na distribuição e na revenda de combustíveis devido ao aumento de poder de mercado da Ipiranga. No mesmo mês, o Cade já tinha aprovado associação entre a Ipiranga e a norte-americana Chevron para a criação de uma nova empresa para produção e comercialização de lubrificantes.

Em comunicado ao mercado, a Ultrapar afirmou apenas que a reprovação da operação pelo Cade implica em que o contrato para a compra da Ale "restou automaticamente resolvido, sem qualquer penalidade de parte a parte". Na semana passada, o conselho de administração da Ultrapar havia autorizado a Ipiranga a captar 1,5 bilhão de reais em debêntures de cinco anos, a 105 por cento do CDI. Na ocasião, a Ultrapar não informou o destino dos recursos captados.

A reprovação da operação ocorreu cerca de um mês depois que o Cade rejeitou a compra do grupo de educação superior Estácio pela Kroton, que criaria uma gigante do ensino superior privado no país.

BNDES lança programa para micro e pequenas empresas

Publicado em Economia
Quarta, 23 Agosto 2017 19:12

Banco deverá acrescentar R$ 20 bilhões em novos financiamentos até agosto de 2018; créditos serão totalmente analisados por meio de plataforma digital

O governo federal lançou nesta quarta-feira (23/08) um programa para agilizar a concessão de crédito para capital de giro de micro, pequenas e médias empresas. Com ele, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá acrescentar cerca de R$ 20 bilhões em novos financiamentos até agosto de 2018. Por meio do BNDES Giro, os microempresários poderão solicitar crédito por meio de uma plataforma digital.

De forma instantânea, o sistema do BNDES informa se o pedido foi aprovado, isto é, se o empreendedor poderá receber os recursos pretendidos. Se a resposta foi positiva, o recurso estará disponível na conta da empresa em um prazo de 24 horas. De acordo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o prazo para a transferência das quantias pode chegar a 60 dias, atualmente. Segundo ele, houve redução na taxa de juros para concessão de crédito.

O índice passou de 2,1% para 1,5%. No caso de micro e pequenas empresas, será cobrado a Taxa de Juros de Longo Prazo mais 1,5%. No caso de médias empresas, fica estabelecido 50% da TJLP, mais 50% da Selic e 1,5%. Os agentes financeiros, ou seja, os bancos ainda acrescentam o custo do risco de crédito.

Em seu discurso, o presidente Michel Temer ressaltou a importância do banco para o desenvolvimento econômico e social no país. "Quando se volta para as micro, pequenas e médias empresas, estamos pensando no social, tendo como objetivo central o combate ao desemprego", disse. Para Temer, essas empresas são "campeãs do emprego e do desenvolvimento do país e têm presença importante no comércio, na indústria e nos serviços.

Entre as diretrizes do BNDES Giro , estão o aumento de volume de recursos, a redução do custo do dinheiro e a redução do tempo para a liberação do crédito. O programa passa a integrar o sistema de aprovação automática do banco, chamado de BNDES Online. A plataforma conecta processos automatizados de bancos à estatal, fazendo com que as operações tenham mais eficiência, celeridade e segurança.

Aprovação da reforma da Previdência manterá PIB em alta

Publicado em Economia
Sexta, 01 Dezembro 2017 18:31

Ministro Henrique Meirelles prevê crescimento perto de 1% neste ano

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (na foto), disse ao Blog que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre pode parecer fraco – alta de 0,1%, praticamente estável no período – , mas se for excluído o setor da agricultura, que registrou queda por questões sazonais, o crescimento do país foi de 1,1%.

“Esse dado mostra que a economia voltou a ganhar tração e temos agora um viés de alta para o crescimento neste ano. A previsão do mercado de 0,7% pode ficar perto de 1%”, analisou Meirelles sobre o resultado do terceiro trimestre.

O ministro destacou ainda a importância do crescimento dos investimentos, que vinham registrando quedas nos últimos trimestres.

“Máquinas e equipamentos, que mostram que as empresas estão voltando a investir apostando na retomada do crescimento, subiu 8%. Isso é muito positivo”, enfatizou.

Ele destacou também o crescimento da demanda do país, também na casa de 1,1%. Para o ano que vem, Meirelles avalia que os resultados divulgados nesta sexta também apontam para um viés de alta no crescimento.

“As previsões estavam na casa de 2,5%, mas esses números indicam um viés de alta, de que teremos mais crescimento no próximo ano”, complementou.

Questionado qual seria o acidente de percurso pela frente, ele apontou dois: a reforma da Previdência não ser aprovada e turbulências na campanha eleitoral, com um candidato que possa se mostrar favorito e defenda a mudança na política econômica.

“Aí, o que pode acontecer é não termos mais o viés de alta no crescimento no ano que vem, podendo ficar até abaixo das previsões de 2,5%. Mas isso precisamos esperar”, concluiu o ministro.

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