Escritor paraibano lança novo romance em João Pessoa

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Terça, 22 Setembro 2015 16:23

 

O jornalista e escritor paraibano Alexsander Carvalho lança, no próximo dia 26, o seu terceiro livro: ‘Recortes de uma vida atormentada’. O lançamento ocorre às 19h30, no Jardim do Café Galeria, localizado na Avenida João Maurício, 1443, na Praia de Manaíra, em João Pessoa.

O romance conta a história de Bernardo, que está de volta à sua cidade natal nove anos depois de ser expulso de casa. Essa volta ocorre após a morte do pai, com quem sempre teve um relacionamento conflituoso.

Enquanto vai reencontrando os familiares, em especial os irmãos que sempre o odiaram, Bernardo vai contando partes de sua vida naquele lugar, sua família, seus conflitos com o pai e os irmãos, seus amores, suas paixões e desejos, suas tragédias pessoais. O reencontro com a família é uma oportunidade para Bernardo, não apenas acertar as contas com o passado, mas também definir o caminho futuro.

Natural de Cabedelo, município localizado na Região Metropolitana de João Pessoa, capital paraibana, Alexsander Carvalho tem dois livros publicados: ‘A jornada’, de temática religiosa e que foi vencedor do ‘Prêmio Emílio Conde’, em 2006; e ‘Delírios’, uma das obras vencedoras do ‘Prêmio Novos Autores’, promovido pela Prefeitura de João Pessoa, também em 2006. Atualmente, Alex, como é mais conhecido, é servidor do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Serviço: Devido ao pequeno espaço do local de lançamento, o evento será restrito a apenas 50 convidados, com acesso por meio de senhas. Mais informações com o autor, Alexsander Carvalho, pelo telefone (83) 98828-7481.

CRÍTICA
Por Jorge Rezende

A inteligência contra a força

A obra ‘Recortes de uma vida atormentada’, a terceira na ainda imberbe carreira de escritor do jornalista cabedelense Alexsander Carvalho, é uma daquelas criações que se pode chamar de instigante e que, talvez não de forma intencional, faz uma ode disfarçada de prosa à ambiguidade do ser humano. E nos obriga a repetir o clichê: você começa a ler e não quer parar; quer saber do capítulo seguinte...

A ambiguidade da obra começa no gênero e na categoria do texto. É extremamente flexível. Tem todas as características de um romance, mas em certos momentos os desfechos das ações ocorrem na velocidade de um conto, até mesmo de uma crônica. Em outros trechos, a poesia povoa a narração – até musicada às vezes. Mas o clima é de novela. Uma boa novela. A tensão é de um texto teatral, mas observa-se no desenrolar da narração (apesar de ser na primeira pessoa) a forte presença da reportagem jornalística. Em algumas partes da obra, há a sensação de que se está lendo um livro-reportagem.
Não importa o gênero, a categoria, a ambiguidade... A história de Bernardo, a personagem principal e seus tormentos, é um roteiro pronto. Sem exageros, é um roteiro para uma daquelas novelas que mexem com a alma e curiosidade do leitor (ou espectador), ou que se destina a uma peça teatral e, agora exagerando bastante, até mesmo para uma produção cinematográfica.

A ambiguidade é a marca de Bernardo. Ele consegue ser ao mesmo tempo romântico e amargo; sonhador e realista; sensível e endurecido; amoroso e rancoroso... Aliás, a ambiguidade é a marca registrada do ser humano. Por isso é fácil identificar-se com a história de Bernardo. Todos, em vários momentos da narrativa, se veem na pele de Bernardo... Na maioria das vezes até previsíveis... Como se diz na linguagem futebolística: Bernardo “telegrafa” o que vai fazer e o leitor até imagina o que irá ocorrer, porém essa previsibilidade não diminui a ânsia pelo imprevisto e até causa uma maior expectativa de quem está lendo.

Outra característica forte de ‘Recortes de uma vida atormentada’ é a tinta carregada no comportamento e perfil das personagens, sempre permeando a ambiguidade. É a inteligência contra a força. Os personagens masculinos, com raríssimas exceções, são fortes, toscos, violentos, ditadores... Mas fracos na alma, no intelecto e nos sentimentos. Já as personagens femininas são fracas na vida, nas atitudes, nos sentimentos... Mas fortes nas suas decisões: abandonar amores, deixar os sonhos e até partir da vida corporal.

A obra ainda se caracteriza por certo incentivo às artes, à cultura, ao conhecimento. Quem lê ‘Recortes de uma vida atormentada’ faz um passeio, simples, mas um passeio, pelo desenho, pela música e, principalmente, pela literatura. Como o próprio personagem Bernardo cita num momento do livro: “Era um pouco de orvalho na terra seca das mentes e corações daquela gente ignóbil”.

Acreditem!... No livro, como numa manifestação mágica, o leitor divagará de Antoine de Saint-Exupéry a Graciliano Ramos; de Augusto dos Anjos a Adriana Calcanhoto; de Odair José a Monteiro Lobato; de Álvares de Azevedo a Reginaldo Rossi; de Jessé e Roberto Carlos a Castro Alves e Casimiro de Abreu; de Cruz e Souza a Jane e Herondy... Mas ainda esbarra em Edith Piaf, Machado de Assis, Manuel Antônio de Almeida, Raul Pompéia e até numa blogueira dos tempos do Facebook: uma tal de Marina C. Isso sem falar nas alusões a livros e textos bíblicos.

Por fim, é bom ressaltar que a obra é atemporal, mas a impressão que se tem é que a história acontece nos dias de hoje, onde o “petralha” Bernardo é perseguido, xingado, esculhambado e injustiçado pelos três irmãos “coxinhas golpistas da direita”: Geraldo Filho, Marcos Antônio e José Pedro. Os três sempre perpetrando o ódio e os atos mais absurdos para agradar a “um tucano revoltado por não admitir derrotas”: o pai, Seu Geraldo, que na verdade não é um tucano, mas um touro, e dos bravos, louco pra chifrar.

As atitudes tresloucadas e esquizofrênicas dos “coxinhas golpistas” é bem retratada por um pensamento de Bernardo expressado pelo autor: “Marcos Antônio era um fraco, um débil, um cachorrinho sempre a balançar o rabo para o irmão mais velho. Ria das piadas sem graça de Geraldo, se envolvia nas brigas do irmão. Era uma pessoa sem vontade própria, dessas que vieram ao mundo para serem escravas dos outros, cuja maior realização da vida é serem escravas dos outros.”.

Mistura de ritmos anima Bailaço no Espaço Cultural

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Sexta, 25 Setembro 2015 15:39

 

O Teatro de Arena vai ser palco de um grande baile marcado pela diversidade de ritmos. Trata-se do Bailaço, projeto da Fundação Espaço Cultural da Paraíba realizado com o apoio do Fórum de Dança, que traz a arte em coreografias e passos, bem como a manifestação corporal provocada pela dança. O evento vai ser realizado, neste sábado (26), a partir das 19h, no Teatro de Arena Leonardo Nóbrega, em João Pessoa. O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita.

A noite inicia com a apresentação de grupos de dança da região também praticantes de variados estilos. O espaço é aberto aos bailarinos profissionais e amadores para liberarem a criatividade ao som dos ritmos postos na pista. As apresentações começam às 19h e o baile, às 20h, se estendendo até meia-noite.

De acordo com a coordenadora de dança da Funesc, Ângela Navarro, o objetivo do evento é dar espaço e visibilidade à arte da dança. “O Bailaço é um espaço de encontro e integração das diferentes linguagens da dança. A nossa intenção é criar um momento de diversão, no qual cada pessoa possa interagir com bailarinos da sua e de outras linguagens. A ideia é que seja uma grande festa de celebração à dança”, explicou.

Esta é quinta vez que a Funesc promove o evento, que vem sendo realizado com frequência, se tornado uma opção de lazer e cultura para os admiradores da arte da dança.

Serviço:
Bailaço
Data: 26 de setembro
Hora: 19h
Local: Teatro de Arena – Espaço Cultural (João Pessoa)
Entrada: Gratuita

Papa Francisco: Sua Santidade lançará álbum de rock

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Sexta, 25 Setembro 2015 22:15

 

Não é piada. O Papa Francisco anunciou durante sua passagem pelos Estados Unidos que lançará um álbum de rock progressivo. Intitulado Wake Up!, o disco consistirá em discursos do líder católico ambientados com um instrumental atmosférico e progressivo.

A primeira faixa do disco, 'Wake Up! Go! Go! Forward!' pode ser ouvida abaixo no SoundCloud, com um discurso proferido por ele na Coreia do Sul.

'Wake Up!' será lançado no dia 27 de novembro de 2015.

Ouça uma das faixas do album: 

https://soundcloud.com/believedigitalitaly/wake-up-go-go-forward

Protesto: Centro Histórico fecha suas portas nesta sexta

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Terça, 29 Setembro 2015 16:46

Espaços independentes de cultura protestam contra a falta de segurança pública e as frequentes ocorrências no local

Com bandeiras pretas nas fachadas dos casarões, empreendimentos culturais integrantes do Movimento Varadouro Cultural localizados na Praça Antenor Navarro e Largo de São Pedro, um dos principais cartões-postais da 3ª capital mais antiga do país, fecham suas portas na noite desta sexta-feira (02/09) como forma de protesto diante da falta de segurança pública e das frequentes ocorrências no local.

Movimento Varadouro Cultural

Nos últimos 10 anos, uma onda de ocupação da área do centro por grupos culturais de caráter mais coletivo e colaborativo junto a outros que já resistiam no território, fez surgir o movimento organizado em rede “Varadouro Cultural”, dando nova movimentação ao Centro, provando que ele está vivo mas que ainda precisa de muita sensibilidade e cuidados por parte do poder público. O que não tem impedido, por exemplo, que só a área da Praça Antenor Navarro e Largo de São Pedro (mesmo com o Hotel Globo fechado) receba mais de 10 mil turistas por mês, de acordo com guias de turismo da região, ainda que grande parte da população da própria cidade sequer conheça nosso patrimônio histórico.

Em 2012 a rede foi reconhecida e premiada pelo Ministério da Cultura do Brasil, através da Secretaria de Economia Criativa com o Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras - Categoria Modelos de Gestão e em 5 de agosto de 2015 lançaram a plataforma virtual www.varadourocultural.org com um mapeamento da cultura na região, notícias e agenda de atividades.

Entre os objetivos do Arranjo Criativo Local estão estimular o desenvolvimento social e econômico do território de forma humanizada e sustentável, dialogando com os moradores e os agentes culturais que atuam no centro para com isso potencializar o Centro Histórico como território de referência cultural e criativa da cidade e do estado, sempre respeitando as crenças, culturas e etnias, colocando-se assim como um movimento laico.

Entretanto, é momento de destacar um objetivo em especial: chamar atenção, pressionar e reivindicar ao poder público em todas as suas instâncias, políticas estruturantes que fortaleçam o centro da cidade enquanto território criativo e promovam o desenvolvimento diferenciado da região.

Falta de segurança

Neste momento reivindica-se especificamente a segurança pública, mas entendemos que esta situação é reflexo da inexistência de uma estrutura social que ofereça elementos básicos para uma vida digna, através de políticas públicas de cultura e educação, sobretudo para a juventude.

Desde 2009 o movimento tem realizado diversas audiências com os órgãos de segurança do município e do estado, solicitando um posto fixo na região de forma a atuar com a prevenção do que hoje se tornou uma triste realidade. Durante todos esses anos, dezenas de ofícios foram enviados, um abaixo-assinado foi levado ao Ministério Público, PM e Guarda Municipal, além de dezenas de ligações realizadas todas as noites solicitando segurança pública no local. Porém, todo o esforço do movimento em alertar as autoridades foi ignorado e não conseguiu impedir que gangues e facções criminosas tomassem conta do território, trazendo um descarado tráfico de drogas, sucessivos assaltos, aliciação dos jovens das comunidades do entorno e até estupros no espaço abandonado do antigo Convento de São Pedro (que sequer tem portão, que dirá segurança).

As autoridades alegam falta de efetivo e inexistência de estatísticas no local (mesmo diante de anos de audiências, ofícios e ligações). Nos últimos 3 anos a situação piorou de forma drástica, enfraquecendo um crescente e importante movimento de cultura, assustando o público frequentador da região. Há cerca de 1 ano o movimento conseguiu articular a liberação do espaço de uma antiga creche desativada ao lado da Igreja São Francisco e a prefeitura prometeu instalar um posto fixo da Guarda Municipal, mas até agora o que se vê é apenas o descaso total e a crescente onda de ocorrências criminosas no local.

A sexta-feira foi escolhida para o ato devido a presença massiva de gangues no local sempre neste dia da semana. Nas paredes e fachadas dos casarões é possível ver inúmeras pixações com os dizeres “OKD” que significa “Okaida”, uma das gangues que tem levado terror à várias regiões da cidade. Só na última sexta (25) cerca de 10 assaltos foram testemunhados na Praça Antenor Navarro enquanto shows de reggae, rock e MPB aconteciam em casas de shows da região. Estão envolvidos no ato desta sexta (2) os empreendimentos: Vila do Porto, Centro Cultural Espaço Mundo, Pogo Pub, Cachaçaria Philipeia, Ateliê de Nai, Gata Preta, Balaio Nordeste, Cosmopopeia, Quem tem boca e pra Gritar e Espaço Paralelo, além de moradores do local.

Estação Cabo Branco apresenta “A Batalha das Escolas”

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Quarta, 30 Setembro 2015 18:22

Os adeptos do Hip Hop poderão conferir neste sábado (03/10) a apresentação do grupo “The Battle of the School”, que em português se chama “A Batalha das Escolas”, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A apresentação será no auditório, das 13h às 19h. A entrada é aberta ao público, no entanto os organizadores estão pedindo, aos que puderem, levar 1 quilo de alimento não perecível.

12064151 1078648175479635_1053725224_nO grupo é formado por 100 integrantes. A apresentação será dividida em cinco momentos. O primeiro com um show case com música. Depois terão apresentações de qualquer gênero musical cultural e por fim, uma homenagem a algum personagem do cenário do hip hop regional paraibano.

O objetivo do evento consiste em incentivar crianças e adolescentes a praticar arte e cultura, desviando seus participantes da prática da criminalidade e droga. A “Batalha das Escolas” é um projeto que dá oportunidade a crianças e adolescente para mostrar o que aprendem nas oficinas durante o mês.

O coordenador do evento, Luiz Fernando Avelino de Andrade, disse que a droga que hoje eles partilham se chama dança e todo esse desejo faz com que as crianças, jovens e adultos, que fazem parte do grupo, se envolvam de tal maneira que elas acabam se livrando de eventuais problemas. “As oficinas que oferecemos é um livramento das drogas e uma aproximação da cultura”, ressaltou o coordenador do evento Luiz Fernando Avelino de Andrade.

SERVIÇO:
A Batalha das Escolas
Sábado (3)
Horário: das 13h às 19h
Local: Auditório
Informações: 3214-8303 – 3214.8270.
Entrada gratuita

"Álbum de Família" será encenada na Estação Cabo Branco

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Domingo, 08 Novembro 2015 16:02

Um dos espetáculos mais marcantes da obra de Nelson Rodrigues, “Álbum de Família” volta a ser encenado em João Pessoa (PB), pelo Núcleo de Artes Cênicas da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano, nos dias 11, 12 e 13 de novembro, 20h, no auditório da casa, com entrada aberta ao público, e classificação indicativa de idade de 16 anos.

A montagem “Álbum de Família” é fruto das oficinas de teatro promovidas pelo Núcleo de Artes Cênicas da Estação Cabo Branco nos últimos dois anos pelo ator, iluminador e diretor de teatro, Flávio Melo, que sempre estudou a obra de Nelson Rodrigues.

“O Álbum de Família é a nossa gênese”, comentou o diretor Flávio Melo, que contou com um elenco de 11 novos talentos da dramaturgia local, que são: Dayse Borges (Senhorinha), Antônio Marcos (Jonas), Kamila Oliveira (Glorinha), Mylla Maggi (grávida), Elaine Maranhão (Tia Ruth), Luiza Oliveira (Teresa), Hugo Lucena (Edmundo), Tatiana Lima (Eloisa), Bruno Fonseca (Guilherme), Pedro Ivo (Speeker) e Eduardo Almeida (Nônô).

O elenco, segundo Flávio Melo, é um salto na entrega e dificuldade de se fazer teatro em todos os sentidos. “Procurei as características de cada ator para compor os personagens”, contou Flávio Melo, que percebeu o deboche do ator que faz o narrador Pedro Ivo.

História - “Álbum de Família” retrata a vida de uma família da aristocracia brasileira, sob a ótica do locutor (que espelha a opinião pública). Família essa que aparentemente é normal e feliz, mas cuja intimidade dela é caracterizada por uma rede paixões incestuosa e com quase todo tipo de situação.

Na trama Jonas, patriarca da família, vivido pelo ator Antônio Marcos, que tem o hábito de trazer para sua casa garotas de 12 a 16 anos para desvirginá-las e, com isso extravasar o desejo sexual que sente pela filha caçula, chamada Glória, encenada pela atriz Kamila Oliveira. Jonas conta com a ajuda de Rute, sua cunhada, que apaixonada por ele faz qualquer coisa para agradá-lo. Glorinha, a filha, por sua vez, tem uma verdadeira adoração pelo pai, que, aparentemente, também está além de ser uma relação de pai e filha.

O primogênito, Guilherme, também se sente atraído pela irmã Glória, tendo chegado ao ponto de se castrar para evitar consumar seu desejo. O segundo filho, Edmundo (Hugo Lucena), é perdidamente apaixonado pela mãe, D. Senhorinha, paixão esta que impede que ele consiga consumar seu casamento com Heloísa (Tatiana Lima). D. Senhorinha (Dayse Borges), por sua vez, nutre um amor proibido pelo terceiro filho, Nonô (Eduardo Almeida), que, tendo enlouquecido subitamente há alguns anos, devido a um contato incestuoso com sua mãe, passou a correr nu pelos campos da fazenda onde se passa a história, urrando e gritando constantemente.

A história principal é interrompida regularmente para que sejam mostradas ocasiões, em diferentes épocas, nas quais membros da família são fotografados para um álbum. Tais cenas são acompanhadas pela voz do locutor, que sempre descreve a virtude e a felicidade daquelas pessoas, contradizendo o que é mostrado ao público ao longo de toda a peça.

Som e efeitos - Com sons de efeitos da banda Sepultura, Wagner, Siba e Jaguaribe Carne fazem com que “Álbum de Família” saia do tempo e tire a respiração do espectador, e o faça não entrar do marasmo ou monotonia que possa acontecer durante o espetáculo.

“De Wagner trouxe a Marcha Nupcial do casamento da família, de Siba trago a trilha sonora do filme Baixio das Bestas, um pouco de ciranda, do Sepultura o peso instrumental do rock e como não poderia faltar Sete Boleros Cardíacos dos paraibanos do Jaguaribe Carne (Pedro Osmar e Paulo Ró)”, explicou Flávio Melo.

Homenagem ao time - Tudo foi devidamente pensado pelo diretor Flávio Melo. Até mesmo a iluminação em vermelho, verde e branco para homenagear o time de futebol “Fluminense”, do qual Nelson Rodrigues era torcedor fanático. “A luz desenha também o estado psicológico dos personagens”, acrescentou Flávio Melo. Em outros momentos a luz surge no palco, com baixa intensidade, dá a ideia da casa antiga, do passado tradicionalista da aristocracia das famílias brasileiras.

Figurino - Em cena pouca estrutura cenográfica, mas um palco nu, onde o ator é o elemento principal. Nele foi criado um quadrado no chão de 5 x 5 metros e fechado com lonas pretas que também remete a um grande pátio manicomial. O figurino do espetáculo contou com o apoio da Estação da Moda (Romero Sousa e Antena Pontes), confecção de Lailane Melo e Cristiane Sousa. “Os paletós se parecem com pijamas e camisolas de dormir, que remetem a ideia de camisa de força com cores que variam entre o marrom, preto, bordô”, acrescentou Flávio Melo.

Aspectos subjetivos do espetáculo - A todo o momento o espetáculo e a obra “Álbum de Família” de Nelson Rodrigues apresenta o aspecto da moralidade, em que a situação familiar é desencadeada e o poder patriarcal é quebrado. “Procurei verificar os arquétipos da obra dele dando outra sintaxe para as falas e não criar estereótipos. Tentei ao máximo limpar da cabeça as aspectos pesados da obra”, comentou Flávio Melo, que disse ainda que Nelson Rodrigues aparece sempre como o salvador de alguma coisa ou de algo, principalmente nas crises das pessoas.

“A ideia é fazer como público perceba que o espetáculo não acabou, mas que continuará a partir do momento em que as pessoas saem do teatro para suas casas e seus grupos sociais. Para mim o espetáculo termina quando a cortina fecha, pois é quando o público começa a pensar”, finalizou Flávio Melo.

A peça teatral foi escrita em 1945. Foi proibida no ano seguinte à sua publicação, e só liberada para encenação em 1965. Inicialmente foi protagonizada por Luiz Linhares e Vanda Lacerda, em 1967.

Esta montagem contou com o apoio do Núcleo de Artes Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba (NAC/UFPB) e Teatro Lima Penante da UFPB e tem os direitos autorais da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus).

Sobre Nelson Rodrigues – Nelson Falcão Rodrigues nasceu em Recife (PE), 23 de agosto de 1912 e faleceu no Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1980. Foi um jornalista e escritor brasileiro, e um dos mais influentes dramaturgos do Brasil. Mudou-se em 1916 para o Rio de Janeiro. Trabalhou no jornal A Manhã, de propriedade de seu pai. Foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade. Sua primeira peça foi “A Mulher sem Pecado”, que lhe deu os primeiros sinais de prestígio dentro do cenário teatral.

O sucesso mesmo veio com “Vestido de Noiva”, que trazia, em matéria de teatro, uma renovação nunca vista nos palcos brasileiros. Com seus três planos simultâneos (realidade, memória e alucinação construíam a história da protagonista Alaíde), as inovações estéticas da peça iniciaram o processo de modernização do teatro brasileiro.

A consagração se seguiria com vários outros sucessos, transformando-o no grande representante da literatura teatral do seu tempo, apesar de suas peças serem taxadas muitas vezes como obscenas e imorais. Em 1962, começou a escrever crônicas esportivas, deixando transparecer toda a sua paixão por futebol.

Sobre Flávio Melo – É formado em Educação Artística pela Faculdade Marcelo Tupynambá (SP), dirigiu os espetáculos “Valsa n° 6” (1991), “Ratos de Esgotos” (1992), “Prêt-à-Porter” (1998), “No Amanhecer da Noite” (2003), e em “As Meninas” (2009). Atuou em “Cinco Bulas sem Contraindicação” (1993), “Pequenos Burgueses” (1996), “Gol Anulado” (1997), “Prêt-à-Porter” (1998), “Fragmentos Troianos” (1999), “Achados e Perdidos” (2000), “No Amanhecer da Noite” (2003), “A Fantástica Peregrinação do Coronel atrás de um Rabo de Saia” (2008), “Paixão do Menino Deus” (2009), “Os Sete Mares de Antônio” (2010), “Divino Calvário” (2011), “Fragmentos de um Sol Quente”, baseado no painel “No Reinado do Sol”, de Flávio Tavares (2013).

Ficha Técnica:
Título: “Álbum de Família”
Autor: Nelson Rodrigues
Direção geral: Flávio Melo
Cenografia, adereços, trilha sonora, desenho e iluminação: Flávio Melo
Sonoplastia: Cristiano Melo
Figurino: Estação da Moda – Romero Sousa e Atena Pontes
Confecção: Lailane Melo e Cristiane Sousa
Elenco: Dayse Borges (Senhorinha)
Antônio Marcos (Jonas)
Kamila Oliveira (Glorinha)
Mylla Maggi (grávida)
Elaine Maranhão (Tia Ruth)
Luiza Oliveira (Teresa)
Hugo Lucena (Edmundo)
Tatiana Lima (Eloisa)
Bruno Fonseca (Guilherme)
Pedro Ivo (Speeker)
Eduardo Almeida (Nônô)

SERVIÇO:
Espetáculo: “Álbum de Família”
Dias: 11, 12 e 13 de novembro
Local: Auditório da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes – Altiplano.
Hora: 20h
Classificação indicativa de idade: 16 anos.
Entrada gratuita

Music From Paraíba apresenta shows e roda de diálogos

Publicado em Cultura
Sexta, 27 Novembro 2015 00:00

 

A próxima edição do projeto permanente Music From Paraíba, neste domingo (29), será diferente. Além dos shows, o evento contará com roda de diálogo sobre circulação da música paraibana com as bandas Baluarte e Gauche. O bate-papo começa às 17h e é aberto à comunidade. As atrações sobem ao palco a partir das 20h, no Teatro de Arena do Espaço Cultural. A entrada é gratuita.

Music From Paraíba é um projeto de divulgação da música dos artistas paraibanos no Brasil e no exterior. Na sua segunda edição, o projeto traz 71 músicas de artistas paraibanos ou radicados no Estado. As faixas estão distribuídas em quatro CDs organizados em um box que lembra o formato capa de LP de vinil, com arte assinada pelo designer Silvio Sá. Na coletânea, há representantes de diversos gêneros como rock, forró, samba, música eletrônica, jazz, música instrumental, funk, blues, reggae, brega, entre outros. Ao longo do ano, é realizada uma temporada de shows com artistas contemplados na coletânea. Em João Pessoa, os shows são realizados todos os meses, sempre no último domingo, no Teatro de Arena.

Além da capital paraibana, o projeto já visitou neste ano os municípios de Campina Grande, Cajazeiras e Catolé do Rocha. A expectativa é que, assim como na primeira edição, o projeto continue circulando por outras cidades, para que a música produzida no Estado seja conhecida também pelo povo paraibano. O projeto é uma realização do Governo do Estado, por meio da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc).

Baluarte – A banda surgiu em 2006 e desde então vem desenvolvendo um trabalho já reconhecido na capital paraibana, de composições autorais no âmbito da música popular. Influenciados pela música e cultura nordestina, os músicos flertam com as possibilidades de diálogo entre essas influências regionais com a música de outros lugares do Brasil e do mundo. E não foi diferente com o “Pulsa”, seu trabalho mais recente, lançado em setembro de 2014. As 12 canções que compõem o repertório conversam com o universo latinoamericano, demonstrando a aproximação rítmica e timbrística das suas diversas manifestações musicais com a cultura nordestina.

O estímulo que levou a banda a seguir por tais caminhos foi o contato com outras linguagens artísticas como o teatro e, principalmente, a dança, pois quatro canções desse repertório participaram da trilha sonora do espetáculo Pulsação (João Pessoa ‐ 2008), da Companhia Acena de Dança, dirigido por Rosa Cagliani e Joyce Barbosa. A canção “Pulsa”, que dá nome ao disco, é uma homenagem in memoriam a Rosa Cagliani, diretora, bailarina e coreógrafa argentina, cuja atuação e colaboração artística à cultura paraibana desempenharam papel importante para incentivar a realização desse novo projeto. “Pulsa” propõe um debate sobre a existência de uma identidade musical latinoamericana, mostrando como a música popular paraibana está inserida neste contexto. Atualmente as apresentações contam com as canções do CD “Pulsa”, com a inserção de algumas músicas do primeiro álbum, o “Semaforizado” (2009), a exemplo de “Cordas”, “Intempestiva” e “Consciência Negra”.

Gauche – A palavra “gauche”, que dá nome à banda, tem origem francesa e se posiciona na literatura portuguesa com o “Poema de Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade. A expressão, que significa literalmente “esquerdo”, mas ganha conotações de “deslocado”, “torto” e “desconfortável”, ajuda a nortear os ouvintes de Teatro de Serafins, seu primeiro CD. A sonoridade criada por Bruno Guimarães (vocal, teclado, guitarra base), Berg Ferreira (baixo), Luís Venceslau (guitarra solo) e Paulo Alvez (bateria) foi azeitada pelo produtor Nildo Gonzalez. Conhecido por seu trabalho como ex-baterista da banda Seu Pereira e Coletivo 401 e integrante da banda Rieg, ambas da Paraíba, sua presença foi crucial para criar um senso de unidade, já que o disco traz composições feitas entre 2005 e 2014, passando por diferentes formações ao longo do tempo.

Em 2013, a banda foi contemplada pelo FIC Augusto dos Anjos. Gravado em João Pessoa, no Estúdio Mutuca, o disco traz diálogo entre o Britpop dos anos 1990, a psicodelia sessentista, Pink Floyd e expoentes brasileiros como Os Mutantes, Secos & Molhados, o movimento tropicalista, Clube da Esquina e o rock progressivo do Violeta de Outono. O álbum é considerado por diversos blogs e sites especializados em música independente como um dos melhores discos nacionais de 2014, como Scream & Yell, Atividade FM, Melhores da Música Brasileira e Música Café – neste último alcançando a sétima colocação dentre os 10 melhores.

Serviço: Music From Paraíba
Atrações: Bandas Baluarte e Gauche
Data: 29/11 (domingo)
Hora: 20h
Local: Teatro de Arena do Espaço Cultural
Entrada: gratuita

'Raízes do Brejo': a nova rota cultural da PB; veja calendário

Publicado em Cultura
Quarta, 20 Setembro 2017 17:10

Roteiro engloba os municípios de Belém, Alagoinha, Duas Estradas, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz, Borborema, Dona Inês e Pilõezinhos

A programação de shows e atividades culturais da 1ª edição do projeto ‘Raízes do Brejo – Rota Cultural’ (ver cartaz oficial na foto) será apresentada nesta quinta-feira (21), a partir das 14h30, no auditório da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), em João Pessoa. O novo roteiro engloba os municípios de Belém, Alagoinha, Duas Estradas, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz, Borborema, Dona Inês e Pilõezinhos.

O evento terá inicio no dia 6 de outubro na cidade de Belém e será encerrado no dia 26 novembro em Pilõezinhos. De acordo com o presidente do Fórum Turístico do Brejo da Paraíba, Sergerson Silvestre, as principais propostas do projeto pretendem aumentar o fluxo de turistas na região, atrair investimentos de infraestrutura hoteleira e gerar empregos e renda, através do desenvolvimento da Economia Criativa.

A presidente da PBTur, Ruth Avelino, disse que a iniciativa é bem-vinda. “Toda ação voltada para incrementar a movimentação de turistas naquelas cidades merece o nosso apoio. O importante é que são os gestores municipais que estão buscando alternativas criativas para gerar renda para a população e atrair investimentos privados para a região”, declarou Ruth Avelino.

A respeito dos nomes dos músicos e das atrações confirmadas para a 1ª edição do ‘Raízes do Brejo – Rota Cultural’, Sergerson Silvestre falou que um dos pontos fortes do projeto é valorizar a cultura local, o talento dos artistas, do artesanato e da gastronomia. “Posso garantir que 90% das atrações serão de artistas da região, seguindo o modelo adotado na Rota Cultural Caminhos do Frio. Vale ressaltar que o Raízes vai mobilizar a cidade em apenas um fim de semana”, explicou.

Confira o calendário da rota cultural

Belém - De 6 a 8 de outubro

Alagoinha - De 13 a 15 de outubro

Duas Estradas - De 20 a 22 de outubro

Lagoa de Dentro - De 27 a 29 de outubro

Serra da Raiz - De 3 a 5 de novembro

Borborema - De 10 a 12 de novembro

Dona Inês - De 17 a 19 de novembro

Pilõezinhos - De 24 a 26 de novembro

Zé Lezin, "Um Matuto na Lava Mato", nesta quinta

Publicado em Cultura
Quarta, 15 Novembro 2017 10:10

Os ingressos estão sendo vendidos na loja Skyler do Manaíra Shopping e no site Tudus.com​ 

O novo espetáculo do matuto mais arretado do mundo, chega a João Pessoa e faz uma crítica ao atual cenário político do Brasil, crise econômica e à Operação Lava Jato. O espetáculo "Um Matuto na Lava Mato" acontece dia 16 de novembro, às 20h30, no Teatro A Pedra do Reino.

Sobre o cotidiano do matuto, não falta inspiração: sabedoria, velhice, casamento, procissão e internet. Criador do personagem a mais de 30 anos, mostra trejeitos, sotaque e malícia inconfundíveis do homem do interior do Nordeste, Nairon Barreto (na foto como Zé Lezin) promete divertir todos que estiverem presentes.

Os ingressos estão sendo vendidos na loja Skyler do Manaíra Shopping e no site Tudus.com ao preço de Plateia A: R$ 90 (inteira) | R$ 45 (meia) - Plateia B: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia).

Nascido em Patos, na Paraíba, Nairon é formado em Comunicação Social e Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Especialista em piadas de matutos, começou a carreira de humorista em um grupo de dança folclórica na UFPB, onde recitava poesia de literatura de cordel e contava piadas entre um número e outro.

Após apresentar-se em barzinhos e teatros, participou da Escolinha do Professor Raimundo, da Rede Globo, a partir de 1998 quando o programa foi transformado em um quadro do Zorra Total. Na ocasião, alterou o nome de seu personagem, de Zé Paraíba para Zé Lezin. Nairon atuou na Escolinha durante seis anos.

Estação Ciência abre inscrições para colônia de férias

Publicado em Cultura
Segunda, 04 Dezembro 2017 20:37

Aulas da colônia serão conduzidas pelos professores, pedagogos e arte educadores entre 16 e 26 de janeiro, em João Pessoa

Começam na próxima terça-feira (05/12) às inscrições para a Colônia de Férias da Estação Cabo Branco, em João Pessoa, que acontece de 16 a 26 de janeiro. Estão sendo ofertadas 30 vagas, sendo 15 no turno da manhã (das 9h30 às 11h30) e 15 para o turno da tarde (das 14h30 às 16h30). Podem participar crianças com idade de 5 a 10 anos.

A inscrição é gratuita e presencial, na recepção do prédio administrativo da Estação Cabo Branco. É preciso levar uma cópia do registro de nascimento, uma foto 3×4 para o crachá de identificação e doar um livro infantil (novo ou usado) para o projeto Troca de Livro e Conhecimento.

As aulas da colônia serão conduzidas pelos professores, pedagogos e arte educadores da Estação. “O objetivo do projeto é proporcionar para as crianças atividades prazerosas ludicamente voltadas para o desenvolvimento integral e de entretenimento, bem como suprir as necessidades delas e de suas famílias no período de recesso escolar”, comentou a professora Débora Carvalho, chefe de Gestão Educacional.

As aulas exploram diversas atividades lúdicas orientadas, incluindo músicas, oficina de sucata, origami, brincadeiras, jogos cooperativos, musicalização, desenho, pintura, entre outras. “Os pais ou responsáveis também podem, se a criança precisar de atenção especial, enviar um cuidador para ficar com ela em todos os dias que tiver a colônia”, explicou Débora Carvalho.

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