Ricos recebem 36 vezes mais que metade dos mais pobres

Escrito por  Brasil Econômico
Publicado em Economia
Quinta, 12 Abril 2018 14:20

Embora a diferença média nacional de renda seja de 36,1 vezes entre os grupos, quando se separa por região, no Nordeste, a diferença chega a 44,9

Em 2017, as pessoas que compuseram o grupo do 1% mais rico da população brasileira obteve rendimento médio mensal de R$ 27.213, enquanto a metade mais pobre da população chegou à marca de R$ 754 por mês. A desigualdade social entre os grupos chega a 36,1 vezes, entretanto, quando se separa por região, no Nordeste, a diferença chega a 44,9 vezes.

O resultado faz parte da Pnad Contínua elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que também revelou mais detalhes da desigualdade social. Ainda segundo o estudo, os 10% da população com os maiores rendimentos detinham 43,3% da massa de rendimentos do País, enquanto que na outra ponta, dos 10% com os menores salários contavam apenas com 0,7% da massa.

Rendimento médio

Em média, no ano de 2017, o brasileiro recebeu R$ 2.112, valor abaixo do que aquele constatado em 2016, quando chegou à marca de R$ 2.124. Vale destacar que o Centro-Oeste foi a região com a maior média registrada, de R$ 2.479 e o Nordeste com a menor, já que não passou dos R$ 1.429. Vale destacar aqui, que segundo os últimos censos populacionais, o Nordeste e o Centro-Oeste são compostos, respectivamente por 53,59 milhões e 15,88 milhões de pessoas.

O rendimento médio mensal real domiciliar por pessoa foi de R$ 1.271 em 2017. E novamente, a região Nordeste é a que apresenta o menor saldo, de R$ 808, o Norte vem logo em seguida com R$ 810. Já a marca de R$ 1.567 do Sul é a maior registrada no País.

Outras formas de rendimento

Embora o Nordeste seja a região como o menor rendimento real domiciliar, esta é a região com o maior percentual de pessoas com rendimentos de outras fontes – aposentadoria, seguro-desemprego e programas de transferência de renda, por exemplo.

Das pessoas que tinham outras fontes de renda em 2017, 12,1% estavam no Nordeste, enquanto que no Norte, que vem logo em seguida no ranking, registou participação de 10,2%.

Em um aspecto geral do País, a fonte alternativa mais comum de renda era aposentadoria ou pensão, com 14,1%, seguido por outros rendimentos e doação ou mesada de não morador com respectivos 7,5% e 2,4%.

Bolsa Família e BPC

De acordo com o IBGE, no ano passado, 13,7% dos domicílios brasileiros participaram do Programa Bolsa Família. A variação é de queda quando comparada com 2016, quando a porcentagem era de 14,3%. Em 2017, as regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores percentuais de participação com respectivos, 25,8% e 28,4%.

No estudo foi constatado que o rendimento mensal real domiciliar per capita nas casas que recebiam o benefício foi de R$ 324, enquanto que naquelas que não recebiam foi de R$ 1.489.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) destinado à assistência de pessoas com deficiência e idosos era recebido por 3,3% dos domicílios do País. Nesses lares, a renda média domiciliar por pessoa foi de R$ 696, enquanto que nos demais o valor chegou a R$ 1.293.

Desigualdade

O Índice de Gini que mede a desigualdade da distribuição de renda varia de zero (igualdade) a um (desigualdade máxima). E no Brasil, em 2017, o índice de Gini do rendimento mensal real domiciliar por pessoa foi de 0,549.

No Sudeste, o indicador passou de 0,535, em 2016 para 0,529, em 2017, enquanto que nas outras regiões o índice de desigualdade apenas subiu. No Sul, o saldo que antes era de 0,473 passou para 0,477, no Centro-Oeste foi de 0,523 para 0,536. Enquanto que no Norte, o índice cresceu de 0,539 para 0,544 e, no Nordeste aumentou de 0,555 para 0,567.

Lido 142 vezes Última modificação em Quinta, 12 Abril 2018 17:15

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