Éternel: Paris celebra 130° aniversário da Torre Eiffel

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Quinta, 16 Maio 2019 13:42

Data foi comemorada com projeções no icônico cartão-postal parisiense

Crianças francesas

A última quarta-feira (15/05) foi uma data muito importante para os franceses. Há exatos 130 anos, a famosa Torre Eiffel, um dos cartões-postais mais conhecidos do planeta, recebia seus primeiros visitantes.

Para celebrar a data, o monumento foi iluminado por um verdadeiro show de luzes, que presenteou parisienses e turistas com belas imagens. Mais cedo, um grupo de 1.300 crianças (na foto ao lado) já havia participado de um grande piquenique debaixo da Torre Eiffel.

Construída para ser o arco de entrada da Exposição Universal de 1889, a torre projetada por Gustave Eiffel foi inaugurada no dia 31 de março. Porém, só foi aberta ao público quase dois meses depois.

Seus 324 metros de altura são frequentados por cerca de 6 milhões de pessoas a cada ano, o que faz da Torre Eiffel o monumento pago mais visitado de todo o planeta. Além disso, detém também o recorde de ser a estrutura mais alta da cidade de Paris , posto que ocupou mundialmente até a conclusão do Chrysler Building, em Nova York, em 1930.

Veja o vídeo (com narração em espanhol):

Prefeito de NY anuncia candidatura à sucessão de Trump

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Quinta, 16 Maio 2019 13:45

Desafeto de Bolsonaro, líder novaiorquino disputará nomeação democrata para enfrentar Trump em 2020

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio (na foto), lançou, na manhã desta quinta-feira (16/05), sua candidatura à nomeação democrata para as eleições presidenciais de 2020. O líder novaiorquino publicou o anúncio em um vídeo no YouTube no qual convocou eleitores a se unirem à sua plataforma, cujo tema central será a priorização da classe trabalhadora.

"Quando colocamos nossas famílias trabalhadoras em primeiro lugar em Nova York, a cidade ficou mais forte. Isso também pode acontecer no nosso país", destacou De Blasio, o prefeito de Nova York. "É hora de colocar o povo trabalhador em primeiro lugar".

No vídeo de lançamento da candidatura, De Blasio ressalta que há muito dinheiro nos EUA , mas que ele está nas mãos erradas. O político destaca a luta da prefeitura em garantir que os novaiorquinos ganhassem um salário decente, como no aumento do salário mínimo para US$ 15 por hora e na garantia de remunerada licença de saúde.

O prefeito ainda classifica o acesso à saúde, inclusive a mental, como um direito fundamental do cidadão e reforça a sua mobilização pela preservação de recursos naturais do mundo. "Donald Trump precisa ser parado. Já o venci no passado e vou fazer isso de novo", ressaltou no vídeo.

Segundo a rede ABC , o primeiro ato de campanha do democrata ocorrerá em Gowrie, no estado de Iowa, ao lado da mulher, Chirlane McCray. No segundo mandato à frente da administração de Nova York, De Blasio se lança agora em uma acirrada disputa pela indicação do Partido Democrata. Há mais de 20 postulantes à nomeação para enfrentar o republicano Donald Trump, que buscará a reeleição.

Desafeto de Bolsonaro

Nas últimas semanas, Bill de Blasio se envolveu em uma troca de farpas com Jair Bolsonaro. As desavenças começaram em abril, quando cresceu a polêmica sobre a homenagem da Câmara de Comércio Brasil-EUA ao presidente brasileiro. Inicialmente, o prêmio seria entregue ao presidente em Nova York, mas o prefeito deixou claro que o líder brasileiro não seria bem-vindo.

De Blasio acusou o presidente brasileiro de ser "racista, homofóbico e destrutivo". Bolsonaro rebateu que o prefeito era um radical e recebeu o apoio, entre outros, do vice-presidente Hamilton Mourão, que acusou o líder americano de ofender todos os brasileiros. O presidente cancelou a visita a Nova York e transferiu a agenda para Dallas, no Texas.

"Também amo Nova York, pretendo, se o prefeito de lá deixar o poder, que vai deixar brevemente, conhecer essa cidade que também foi um sonho meu", destacou Bolsonaro durante a visita a Dallas, onde se reuniu com o ex-presidente republicano George W. Bush.

No início da semana, em desafio a Trump , De Blasio participou de evento na Trump Tower e destacou que oito dos prédios marcados com o nome do republicano deveriam à cidade US$ 2,1 milhões por ano caso a Organização Trump não ajustasse suas emissões de gases de efeito estufa. Enquanto discursava no palco, manifestantes levantaram cartazes com os dizeres "pior prefeito". O protesto fez jornalistas questionaram o democrata se a reação indicava o que estava por vir em uma eventual campanha presidencial dele.

"Significa que estamos fazendo algo importante aqui em Nova York. Se todas essas pessoas que apoiam o presidente Trump estão se opondo ao que estamos fazendo, devemos estar fazendo algo certo", ressaltou o prefeito.

Taiwan é o 1º país da Ásia a legalizar a união homoafetiva

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Sexta, 17 Maio 2019 12:27

Parlamento taiwanês, em Taipei, aprovou o casamento gay por 66 votos contra 27

Taiwan se tornou o primeiro país da Ásia a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, após a aprovação no Parlamento de uma lei sobre o tema na sexta-feira (17/05). A medida passou com 66 votos a favor e 27 contrários.

A decisão foi comemorada por centenas de pessoas do lado de fora do Parlamento (ver na foto), em Taipei. Em 2017, a Corte Constitucional tinha estabelecido que os casais gays tinham direito ao matrimônio e estabeleceu um prazo de dois anos - que termina dia 24 de maio - para que as leis do país fossem alteradas.

Com isso, o Parlamento analisou três propostas de lei para regulamentar o matrimônio homossexual. A proposta aprovada foi a mais progressista, contemplando amplamente os casais e prevendo questões como pensão e guarda dos filhos.

Mundo

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a comunidade LGBT corre o risco de sofrer condenações em 65 países do mundo atualmente, sendo que em oito um homossexual pode ser condenado à morte. A ONU divulgou hoje um relatório sobre o tema, por ocasião do Dia Mundial contra a Homofobia.

Trabalhistas decidem encerrar negociações sobre Brexit

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Sexta, 17 Maio 2019 13:16

Conversas com o Partido Conservador de Thereza May estão encerradas

O Partido Trabalhista do Reino Unido, de oposição, anunciou o fim das conversas sobre o Brexit com o governo da primeira-ministra Theresa May.

Quase três anos depois de o país decidir por sua saída da União Europeia (UE), em um referendo por 52% a 48% dos votos, ainda não está claro quando, como ou mesmo se o país sairá algum dia do bloco ao qual se filiou em 1973. O novo prazo de saída é 31 de outubro.

As conversas do Partido Conservador, de May, e dos trabalhistas sobre o Brexit desmoronaram horas depois de a premiê concordar, na quinta-feira (16/05), em estabelecer um cronograma para sua renúncia no início de junho.

O líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, escreveu a May informando-a que as conversas do Brexit, que começaram em 3 de abril, foram "tão longe quanto podem" devido à instabilidade de seu governo.

"Não conseguimos superar diferenças de diretrizes importantes entre nós", escreveu Corbyn, socialista que votou contra a filiação do Reino Unido à antecessora da UE em 1975, a May.

"Ainda mais crucial é que a fraqueza e a instabilidade crescentes de seu governo significam que não pode haver confiança em assegurar o que quer que seja combinado entre nós", disse Corbyn.

Acrescentou que os trabalhistas se oporão ao acordo de May quando este voltar ao Parlamento no início do próximo mês.

O acordo de separação, que May acertou com a UE no ano passado, já foi rejeitado três vezes por um Parlamento profundamente dividido.

A libra esterlina caiu para US$ 1,275, seu nível mais baixo desde meados de janeiro.

Os trabalhistas temem que qualquer meio-termo em temas como os direitos dos trabalhadores seja descartado pelo sucessor de May.

A crise britânica do Brexit surpreende aliados e rivais, e o impasse em Londres faz com que a quinta maior economia do mundo enfrente opções como uma saída com acordo para suavizar a transição, uma saída sem um pacto, uma eleição ou um segundo referendo.

O impasse do Brexit não deve ser superado rapidamente. May submeterá o "Projeto de Lei (do Acordo de Retirada) da União Europeia" a uma votação no Legislativo no início de junho, embora rebeldes de seu partido tenham prometido rejeitá-lo. Depois, ela tem que aceitar um cronograma para a eleição de um sucessor.

Após recado do Irã, Donald Trump retoma ameaças

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Terça, 21 Maio 2019 10:05

Presidente norte-americano disse que está disposto a negociar "quando Irã estiver pronto"

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump (na foto), afirmou, na segunda-feira (20/05), que o Irã enfrentará uma reação de "grande força" caso faça algo que vá contra os interesses norte-americanos no Oriente Médio. Acrescentou ainda que Teerã tem sido muito hostil em relação a Washington, mas que está disposto a negociar com o Irã "quando eles estiverem prontos", mas que agora não há discussões em andamento.

As declarações de Trump foram dadas apesar de pressões de Teerã para que os EUA tratem a República Islâmica com respeito, e não com ameaças de guerra, em resposta a comentários feitos pelo líder norte-americano no último domingo (19/05), que ampliaram as preocupações quanto a um possível conflito entre os dois países.

"Com o Irã, veremos o que acontece", disse Trump. "Mas eles têm sido muito hostis. Eles realmente têm sido os provocadores número 1 do terror."

"Acho que o Irã estará cometendo um grande erro se fizer algo. Se fizer alguma coisa, receberá uma reação de grande força, mas não temos indicações de que eles farão", disse. "Não teremos escolhas", completou.

Trump alertou os líderes iranianos que não telefonem para conversas, a não ser que estejam preparados para negociar.

Ford anuncia demissão de 7 mil funcionários no mundo

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Terça, 21 Maio 2019 11:19

O CEO da Ford, Jim Hackett, revelou a notícia aos trabalhadores através de um e-mail

ROMA, 21 MAI (ANSA) – Visando economizar US$ 600 milhões, a fabricante norte-americana Ford anunciou na segunda-feira (20/05) o corte de sete mil funcionários dos setores administrativos até o fim de agosto.

O CEO da Ford, Jim Hackett, revelou a notícia aos trabalhadores através de um e-mail. A fabricante iniciará o processo nesta terça-feira (21/05) e informou que serão 2,3 mil empregos a menos somente nos Estados Unidos.

“Para ter sucesso em nossa indústria competitiva e posicionar a Ford para vencer em um futuro de rápidas mudanças, precisamos reduzir a burocracia, capacitar gerentes, acelerar a tomada de decisões, focar no trabalho mais valioso e cortar custos”, informou Hackett.

A manobra para tentar salvar a Ford também eliminará cerca de 20% dos gerentes do alto escalão da companhia. A Ford está seguindo os mesmos passos da General Motors, que anunciou no ano passado o corte de mais de 14 mil postos de trabalho e o fechamento de cinco fábricas de produção, sendo quatro nos Estados Unidos e uma no Canadá.

A montadora vem sofrendo dificuldades globalmente, mas ainda não foi informado se os cortes afetarão os trabalhadores da Ford no Brasil. No entanto, em fevereiro, a companhia anunciou o fechamento da fábrica de caminhões de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

Além disso, as fábricas da Ford no Brasil poderão ser assumidas pela Caoa até o final de 2019.

EUA suspeitam de novo ataque químico contra rebeldes na Síria

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Quarta, 22 Maio 2019 16:12

Governo Trump vê indícios de que o rgoverno iraniano fez ataque com cloro no noroeste do país

O governo dos Estados Unidos afirmou na terça-feira (21/05) que há indícios de que o regime do ditador Bashar al-Assad tenha usado armas químicas na região de Idlib, noroeste da Síria. Em comunicado, o Departamento de Estado americano afirmou que se o uso de armas químicas for confirmado os Estados Unidos podem dar “resposta rápida”.

Segundo a informação divulgada pelo governo Trump, Bashar al-Assad teria realizado um ataque com cloro para reconquistar a última área dominada por rebeldes no país. O suposto ataque aconteceu no último domingo (19/05)

"Infelizmente, continuamos a ver sinais que o regime de Assad pode estar usando armas químicas mais uma vez”, informou a porta-voz da diplomacia americana Morgan Ortagus. “Ainda estamos reunindo informações sobre o incidente, mas reafirmamos nossa advertência: se o regime de Assad utilizar armas químicas, os Estados Unidos e seus aliados responderão rapidamente e de maneira apropriada", declarou.

Ainda de acordo com a porta-voz, o ataque teria sido parte de uma campanha das forças do presidente sírio, que violou um cessar-fogo na região. Nas últimas semanas, Assad já promoveu uma campanha militar em Idlib que resultou em 150 mortes e 200 mil desabrigados.

"Os ataques do regime contra as comunidades do noroeste da Síria devem acabar", disse o comunicado. "Os Estados Unidos reiteram sua advertência, de setembro de 2018, de que um ataque contra Idlib seria uma escalada imprudente que ameaça desestabilizar a região".

A Síria vive uma rotina de guerra e ataques desde 2011, quando uma onda de protestos populares que pedia a saída do presidente Bashar al-Assad foi violentamente reprimida pelo ditador. O país também já teve áreas sob o domínio do Estado Islâmico e atualmente sofre influência dos Estados Unidos e da Rússia.

Fracassa manobra de May para aprovar Brexit no Parlamento

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Quarta, 22 Maio 2019 16:23

Ela tenta aprovar o acordo antes que seu período como premiê se encerre

A última manobra da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May (na foto), para concretizar a separação britânica da União Europeia (UE) fracassou nesta quarta-feira (22/05), poucas horas depois de sua proposta de votação de um segundo referendo e de uma relação comercial mais próxima com o bloco se mostrarem incapazes de convencer os parlamentares da oposição, muitos de seu próprio partido.

Quase três anos depois de o Reino Unido decidir por sua saída da UE por 52% a 48% dos votos, May está tentando uma última vez, que o Parlamento aprove o acordo de saída antes que seu período como premiê se encerre.

Na terça-feira (21/05), May apelou aos parlamentares para que apoiem o acordo, acenando com a perspectiva de um segundo referendo e arranjos comerciais mais estreitos com a UE como incentivos.

A rejeição foi forte. Tanto parlamentares do governista Partido Conservador quanto do opositor Partido Trabalhista criticaram o Projeto de Lei do Acordo de Retirada, ou WAB, a legislação que implanta os termos do rompimento britânico – e alguns intensificaram os esforços para afastar a líder.

"A segunda leitura proposta do WAB está claramente destinada ao fracasso, então não faz sentido perder mais tempo com a esperança fútil de salvação da primeira-ministra. Ela tem que partir", disse Andrew Bridgen, um parlamentar conservador, à Reuters.

Ele é um dos muitos conservadores que rejeitam o pacto, algo que levou outros postulantes ao cargo de May a também fazê-lo. Boris Johnson, o favorito das casas de apostas para ser o próximo premiê britânico, disse que não votará a favor da proposta.

Mais parlamentares conservadores entregaram cartas ao Comitê 1922, grupo que decide os líderes partidários, para exigir uma moção de desconfiança contra May, cuja estratégia de separação da UE foi esfacelada.

Vários parlamentares, incluindo o negociador trabalhista do Brexit, Keir Starmer, disseram não fazer muito sentido votar o projeto de lei, que a maioria concordou não ter chance de passar em um Parlamento tão dividido.

Com o impasse em Londres, continua sendo incerto quando, como ou mesmo se o país sairá algum dia do clube ao qual se filiou em 1973. O novo prazo de saída é 31 de outubro.

A crise britânica do Brexit surpreende aliados e rivais, e o impasse faz com que a quinta maior economia do mundo enfrente opções como uma saída com um acordo para suavizar a transição, uma saída sem um pacto, uma eleição ou um segundo referendo.

A libra esterlina enfraqueceu, já que investidores veem uma chance crescente de um Brexit sem acordo.

O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, disse que sua sigla não pode votar a favor do projeto de lei de retirada, descrevendo a nova proposta da premiê como "essencialmente a posição do governo requentada", em conversas com os governistas que fracassaram na semana passada.

"Hoje, mostrei que estou disposta a fazer concessões para entregar o Brexit ao povo britânico", escreveu May. "O WA é nossa última chance de fazê-lo."

Theresa May: o fim de uma era de fracassos políticos

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Sexta, 24 Maio 2019 10:23

Premiê não resistiu ao fracasso na condução do processo do Brexit

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira (24/05) que vai deixar o cargo em 7 de junho. A renúncia foi anunciada após a líder do Partido Conservador fracassar na condução do Brexit, processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

May, que vinha sofrendo uma forte pressão para deixar o cargo — inclusive dentro do seu próprio partido —, declarou ao discursar que fez o seu melhor ao tentar implementar o Brexit. Agora, os conservadores iniciarão um processo para escolher o novo líder do governo.

"Eu fiz tudo o que eu podia para convencer os parlamentares a apoiarem esse acordo [do Brexit]. Infelizmente, eu não fui capaz de fazer isso. Eu tentei três vezes. Então, hoje eu anuncio que estou deixando a liderança do Partido Conservador e o governo na sexta-feira, 7 de junho. Então, um sucessor pode ser escolhido", disse May.

A primeira-ministra britânica, que tem 62 anos e está há quase três anos no poder, afirmou que decidiu deixar o cargo após o terceiro fracasso em aprovar no Parlamento Britânico o acordo costurado por ela com a União Europeia sobre o Brexit.

"Sempre será motivo de profundo pesar para mim que eu não tenha sido capaz de entregar o Brexit”, afirmou a premiê, que ficou com a voz embargada e chegou a chorar no fim do seu pronunciamento.

"Eu, em breve, vou deixar a função que foi a honra da minha vida: a segunda primeira-ministra mulher, mas certamente não a última. Eu fiz isso sem ser obrigada, mas com uma gratidão enorme e duradoura em ter tido a oportunidade de servir o país que eu amo.”
Agora, o favorito para ocupar o cargo que será deixado por May é o ex-ministro de Relações Exteriores e ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, que liderou a campanha em defesa do Brexit. Johnson já admitiu ter a pretensão de assumir a liderança. Outros quatro políticos estão entre os que têm mais chances de ocuparem o cargo.

O processo de sucessão deve começar em 10 de junho. A oposição pede eleições gerais. O processo de escolha do novo líder deve ser concluído até o fim de junho, antes da folga de verão do Parlamento, que tradicionalmente ocorre em julho.

May tinha prometido deixar cargo

May já tinha prometido que deixaria o governo assim que seu acordo com a UE fosse aprovado. No início da semana, ela apresentou sua última proposta a ser submetida aos deputados britânicos. A premiê propunha que os parlamentares votassem, após a aprovação da íntegra do texto, se o documento final deveria ou não passar por um segundo referendo.

A proposta foi um fracasso e motivou, na última quarta-feira (22/05), a renúncia de outra figura importante no Partido Conservador, a líder do governo na Câmara dos Comuns, Andrea Leadson — contrária à ideia de um novo referendo.

Do poder à renúncia

A líder conservadora assumiu o governo nas semanas posteriores ao referendo de 2016, que decidiu pelo Brexit. O resultado tinha levado à renúncia do também conservador David Cameron, de quem May foi ministra do Interior por seis anos.

Apesar de ser considerada cética sobre a União Europeia, ela havia defendido a permanência do Reino Unido no bloco. No entanto, May teve pouco envolvimento na campanha do referendo e insistiu na necessidade de limitar a imigração — pauta dos defensores do Brexit.

Um ano após assumir o gabinete de governo, a primeira-ministra convocou eleições legislativas para fortalecer sua posição, mas acabou perdendo a maioria absoluta. Desde então, aumentaram os ataques contra ela dos eurocéticos e pró-europeus de seu próprio partido.

Diversos ministros abandonaram May, descontentes com a ideia dela de negociar um relacionamento próximo com a União Europeia. Um deles foi o próprio Boris Johnson, que deixou o comando da diplomacia britânica em julho do ano passado. O apoio à gestão May só diminuiu de lá para cá.

Eleições para o Parlamento Europeu

O anúncio da renúncia de May ocorre um dia após o início das eleições para o Parlamento Europeu. O Reino Unido não queria participar do pleito, em que surge como favorito o Partido do Brexit, de Nigel Farage.

Os resultados serão conhecidos somente no domingo (26/05), quando termina a votação em todos os 28 países do bloco.

O Reino Unido determinou sua saída da União Europeia para o dia 31 de outubro, após solicitar um adiamento da data que inicialmente estava estabelecida para 29 de março deste ano.

Donald Trump admite novo acordo nuclear com o Irã

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Segunda, 27 Maio 2019 21:55

Presidente norte-americano negou buscar mudança de regime em Teerã e disse que acordo nuclear com a Coreia do Norte será assinado "algum dia"

O presidente dos EUA, Donald Trump (na foto), afirmou nesta segunda-feira (27/05) ser possível chegar a um novo acordo nuclear com o Irã, além de garantir que o objetivo de Washington não é a mudança de regime.

“Eu realmente acredito que o Irã queira fazer um acordo, acho que é bem inteligente da parte deles, acho que existe uma possibilidade de acontecer”, afirmou Trump , em declaração à imprensa em Tóquio, durante visita oficial ao Japão . Para ele, o Irã pode “ser um grande país, com a mesma liderança”, mas sem a presença de armas nucleares.

Em maio de 2018 o governo americano abandonou o acordo que estabelecia limites ao programa nuclear iraniano , conhecido pela sigla JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global, em inglês). O plano foi assinado em 2015 por Rússia, China, Alemanha, Reino Unido, França e pelos EUA, além do Irã, oferecendo alívio das sanções econômicas em troca do comprometimento das autoridades iranianas.

Mas durante a campanha à Casa Branca, em 2016, Trump não economizou críticas, prometendo retirar o país do acordo caso fosse eleito.

Além das sanções já existentes e retomadas após a saída dos EUA foram aplicadas novas medidas, incluindo sobre as exportações de petróleo, maior fonte de renda do Irã. Alguns setores do governo, inclusive, não escondem a preferência por uma ação militar, como o Conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton.

Por enquanto a estratégia de pressão máxima não deu resultados práticos. Os outros países do acordo nuclear tentam evitar um fracasso. Já o Irã afirmou que não pretende se reunir com representantes americanos para desenhar um novo texto.

Além do Irã, o presidente americano também falou sobre a Coreia do Norte , que realizou novos testes com mísseis balísticos nas últimas semanas, colocando em dúvida o compromisso de Pyongyang com iniciativas para pacificar a região. Mesmo assim Trump demonstrou otimismo.

“Meu pessoal diz que houve uma violação, como sabem. Eu vejo isso de outra maneira - eu vejo como um homem, talvez ele (Kim Jong-un) esteja querendo atenção. Talvez não. Quem sabe?”, disse o presidente, antes de confirmar que um acordo sairá “algum dia” . Trump ainda chamou o líder norte-coreano, Kim Jong-un, de “homem inteligente”, e defendeu o diálogo direto entre a Coreia do Norte e o Japão .

A visita de quatro dias de Trump ao Japão, iniciada no domingo (26/05), ainda terá como prioridade as discussões sobre comércio internacional, especialmente em tempos instáveis nas relações entre Washington e Pequim.

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