Líder do EI, aparece em vídeo pela primeira vez em 5 anos

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Segunda, 29 Abril 2019 16:23

Abu Bakr al-Baghdadi aparece sentado falando com outras pessoas e cita vingança

O líder do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, apareceu pela primeira vez em cinco anos em um vídeo de propaganda transmitido pela organização jihadista nesta segunda-feira (29/04).

A data em que o vídeo foi feito não é conhecida e, como se trata de material de propaganda, sua autenticidade não pode ser verificada de forma independente. Segundo a Associated Press, a suspeita é de que a gravação, com 18 minutos de duração, tenha sido feita antes dos ataques realizados em Sri Lanka, que foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

Nas imagens, Abu Bakr al-Baghdadi, líder do "califado" jihadista autoproclamado em 2014, declara que "a batalha por Baghuz acabou", em referência a uma ação do grupo ultrarradical no leste da Síria, em que eles caíram em 23 de março de 2019. O líder terrorista diz ainda que o Estado Islâmico vai buscar vingança pela morte e pela prisão de seus militantes.

A última aparição dele em vídeo foi num sermão em que proclamava o califado numa mesquita em Mossul, no Iraque, cinco anos atrás, quando seu grupo estava em ascensão.

"Há um sério perigo não apenas pelo fato de que Baghdadi, o chamado califa do EI, ainda está vivo -- mas também porque ele é capaz de ressurgir para seus seguidores e reafirmar sua mensagem de 'nós contra o mundo' depois de todo o progresso feito contra o grupo", avalia Rita Katz, diretora do SITE Intel Group, organização que monitora a atuação de grupos extremistas na internet.

Já foi dado como morto

As incógnitas em torno do líder do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Baghdadi, são incontáveis e aumentaram depois que ele perdeu o "califado" que proclamou em 2014 na cidade iraquiana de Mossul e que se expandia até a Síria.

Dado como morto em várias ocasiões, Baghdadi já costumava publicar mensagens de áudio encorajando seus seguidores a continuarem sua chamada "guerra santa".

Citando como fontes "líderes de primeira e segunda linhas" do EI, a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmou sua morte em 11 de julho de 2017, embora sem detalhar a data ou o local.

Esta informação foi divulgada quase um mês depois de o Ministério de Defesa da Rússia afirmar que Baghdadi poderia ter morrido em 28 de maio de 2017 em um bombardeio das forças do país ao sul da cidade de Raqqa, que era a "capital" dos extremistas na Síria.

Os Estados Unidos e a coalizão internacional que lideram duvidaram então de tal informação e já consideravam que o líder jihadista segue vivo, embora assegurem que já não se trata de uma ameaça, uma vez que vive escondido depois de se ver encurralado no vale do rio Eufrates, no leste da Síria.

Sua última "prova de vida" datava do último dia 22 de agosto, quando o EI divulgou uma gravação de 54 minutos por ocasião do início da festa muçulmana do Sacrifício. Al-Baghdadi pediu então aos seus seguidores para continuar com a luta, em mensagem cuja autenticidade não pôde ser verificada e na qual comentava fatos atuais, comprovando que era recente.

Quem é Abu Bakr Al-Baghdadi?

 Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico, durante sermão em uma mesquita de Mossul, no Iraque, em 2014. — Foto: Al-Furqan Media / Anadolu Agency / AFP /Arquivo

Nascido na cidade de Samarra, no Iraque, em 1971 com o nome Ibrahim Awad Ibrahim Ali al Badri al Samarrai, Baghdadi trabalhou como imã durante anos, antes de se unir à resistência armada contra a ocupação americana do Iraque, em 2003.

Foi detido e encarcerado no campo de prisioneiros de Bucca, administrado pelos EUA, em 2004, antes de se reengajar na luta jihadista.

Ibrahim, o antigo orador, também conhecido como Abu Duaa, optou finalmente pelo codinome Abu Bakr al Baghdadi al Hosseini al Quraishi, em homenagem a Abu Bakr, primeiro califa após a morte de Maomé, e à tribo do profeta, Al Quraishi.

Baghdadi é considerado um dos terroristas mais procurados no mundo, e os Estados Unidos oferecem US$ 25 milhões por qualquer informação sobre ele.

Wassim Nasr, especialista em movimentos jihadistas e autor do livro "Etat islamique, le fait accompli" ("Estado Islâmico, missão cumprida", em tradução livre), afirmou à agência Efe que Baghdadi "conhece a clandestinidade há 10 anos", razão pela qual sabe as técnicas para se esconder no território que conhece, como é a fronteira "aberta" entre a Síria e o Iraque.

Seja no deserto sírio, onde o EI tem presença, ou na província iraquiana de Ambar, que faz fronteira com a Síria, o líder jihadista dispõe de esconderijos, disse Nasr.

Segundo o especialista, a morte ou captura de Baghdadi não significaria o fim do EI, embora ressalte que seria um grande golpe para a organização, que poderia levar a algumas mudanças em sua estrutura.

Mas, em nenhum caso, provocaria o fim do grupo, uma vez que, segundo o analista, continuará atuando, como está demonstrando no Iraque, com ataques, assassinatos e sequestros, apesar de o governo iraquiano ter anunciado sua derrota em dezembro de 2017.

Luis Almagro manifesta apoio aos militares contra Maduro

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Terça, 30 Abril 2019 13:43

A mensagem do secretário-geral da OEA foi divulgada no início da tarde desta terça-feira

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro (na foto), manifestou apoio à possível adesão de oficiais das Forças Armadas da Venezuela ao movimento que tenta derrubar o presidente venezuelano Nicolás Maduro e permitir que o presidente da Assembleia Nacional, o deputado venezuelano Juan Guaidó, assuma interinamente o poder.

“Saudamos a adesão de militares à Constituição e ao [autodeclarado] presidente Juan Guaidó. É necessário o mais pleno respaldo ao processo de transição democrática de forma pacífica”, escreveu Almagro, nas redes sociais.

A mensagem do secretário-geral da OEA foi divulgada poucos instantes após Guaidó divulgar uma mensagem em vídeo afirmando ter obtido o apoio de oficiais das Forças Armadas para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder. No mesmo vídeo, Guaidó conclama a população a sair às ruas para se manifestar contra o governo de Maduro. A partir daí, milhares de venezuelanos contrários e favoráveis a Maduro tomaram as ruas da capital, Caracas, e de outras cidades venezuelanas.

Segundo sites de notícias do país, há relatos de confrontos entre manifestantes e forças de segurança – até o momento, sem informação de feridos.

O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a situação. O presidente Jair Bolsonaro vai reunir no início da tarde de hoje (30) ministros de Estado e o vice-presidente Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto, para tratar da situação na Venezuela. Devem participar os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, da Defesa, Fernando Azevedo, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.

Há pouco, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, disse que o governo brasileiro está reunindo informações sobre o que está ocorrendo na Venezuela. “Precisamos ver a dimensão disso”, afirmou.

Julian Assange não quer ser extraditado para os Estados Unidos

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Quinta, 02 Maio 2019 13:01

O ativista australiano foi condenado a 50 anos de prisão no Reino Unido

O fundador da Wikileaks, Julian Assange (no centro da foto) declarou nesta quinta-feira (02/05), em um tribunal em Londres, que não quer ser extraditado para os Estados Unidos (EUA), onde se arrisca a ir a julgamento por uma das maiores fugas de informação confidencial da história.

Depois de, na quarta-feira (01/05), ter sido punido com 50 semanas de prisão no Reino Unido por violação de uma medida de coação, Assange enfrenta nesta quinta uma audiência sobre a eventual extradição para os Estados Unidos.

Quando questionado, por meio de videochamada entre o tribunal de Westminster e a prisão britânica onde se encontra, depois de ter sido detido em 11 de abril, sobre se concordava em ser extraditado, o fundador do Wikileaks disse que não quer render-se à extradição.

Lauri Love, hacker e amigo de Assange, tinha já declarado à CNN que uma “difícil batalha” não faria com que o ativista australiano parasse de lutar contra a extradição para os Estados Unidos. “Ele faz um ar corajoso, mas é evidente que está muito preocupado”, afirmou.

Retrato inédito marca 500 anos da morte de Da Vinci

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Quinta, 02 Maio 2019 13:03

Obra será apresentada ao público em exposição no Palácio de Buckingham

Um esboço inédito de um retrato de Leonardo da Vinci, provavelmente feito por um de seus assistentes, foi apresentado nesta quinta-feira (02/05) no Reino Unido, coincidindo com o 500º aniversário da morte do mestre da Renascença.

A obra (na foto ao lado), que segundo estimativas teria sido realizada entre 1517 e 1518, é um dos dois únicos retratos de Leonardo da Vinci feitos durante sua vida que sobreviveram através dos séculos. O outro, mais famoso, é o trabalho de Francesco Melzi, seu mais fiel discípulo.

Ambos serão apresentados ao público em uma grande exposição em Londres dedicada a Da Vinci no Palácio de Buckingham, de 24 de maio a 13 de outubro, informou em comunicado a Royal Collection Trust, organização responsável pela conservação da herança real.

Foi precisamente durante a realização de uma investigação para preparar esta exposição que Martin Clayton, diretor de pinturas e desenhos da Royal Collection Trust, identificou o retrato inédito entre as inúmeras obras da coleção.

O esboço foi "provavelmente" feito por "um assistente não identificado de Leonardo" em uma folha de papel de estudo, na qual também há esboços de pernas de cavalo feitas por Da Vinci, explica o comunicado.

— Se compararmos este esboço com o retrato de Leonardo da Vinci de Francesco Melzi, há fortes indícios de que também é uma representação do mestre da Renascença — explica Clayton. — Nariz elegante liso, a linha da barba que sobe diagonalmente da bochecha até a orelha, (...) cabelo longo e ondulado — detalha no comunicado.

Neste desenho, Leonardo da Vinci "tem cerca de 65 anos e parece um pouco melancólico, cansado do mundo", acrescenta.

A exposição apresentará outra surpresa: os estudos de mãos feitos por Da Vinci para "A Adoração dos Magos", uma pintura inacabada. Esses esboços, que desapareceram com o tempo, serão visíveis usando a tecnologia ultravioleta.

Mecha de cabelo do pintor é exposta na Itália

A partir desta quinta-feira, uma “extraordinária relíquia” passa a ser exposta no Museu Ideal Leonardo da Vinci , na Itália: uma mecha de cabelo de Leonardo da Vinci. Descoberta em uma coleção americana, a mecha permitirá verificar se o artista de fato repousa em Amboise, na França. Ele foi sepultado na capela do castelo local, parcialmente destruído durante a Revolução Francesa. Seus ossos teriam sido transferidos para outra capela, mas ninguém sabe ao certo.

Testes de DNA já identificaram 35 descendentes de Domenico, meio-irmão de Da Vinci. A maioria deles vive na Toscana e o cineasta Franco Zeffirelli, de “Romeu e Julieta”, é um deles. A mecha pode ajudar a encontrar mais parentes vivos de Da Vinci e talvez assegurar que são dele os restos morais em Amboise.

A exposição da mecha de cabelo é apenas uma das muitas celebrações organizadas por museus ao redor do mundo para lembrar por que o gênio renascentista ainda nos impressiona e surpreende cinco séculos após sua morte.

O brilhante pintor e cientista, nascido na cidade italiana de Vinci em 15 abril de 1452 de uma relação ilegítima entre um tabelião rico e uma camponesa adolescente, morreu no dia 2 de maio de 1519 na França.

Da Vinci ajudou a formatar o método científico e enveredou pelas mais diversas ciências: da botânica à engenharia militar, da cartografia à ótica, da anatomia à geologia. Deixou mais de 7 mil papéis com desenhos, projetos, esboços, perguntas (“o que é a alma?”) e listas de tarefas (“descrever as causas da risada”), hoje preservados em bibliotecas europeias e na coleção privada de Bill Gates. Em 1990, o fundador da Microsoft comprou, por mais de US$ 30 milhões, o “Codex Leiceste”, uma publicação com 72 páginas nas quais Da Vinci descreve o luar, os fósseis e o movimentos aquáticos.

Paciente recebe órgão transportado por drone nos EUA

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Quinta, 02 Maio 2019 14:33

Objetivo é reduzir tempo de transporte para minimizar descartes por problemas logísticos

BALTIMORE, Maryland — Médicos e pesquisadores da Universidade de Maryland, em Baltimore, acabam de realizar um feito que pode ajudar a reduzir as filas de transplante em todo o mundo. Em demonstração inédita, eles usaram um drone (ver na foto) especialmente modificado para transportar um rim, que foi implantado numa paciente com falência renal. O voo foi curto, de apenas cinco quilômetros, mas ilustra o potencial desses equipamentos como método mais rápido, seguro e, principalmente, com maior disponibilidade para o transporte de órgãos.

Para pacientes que esperam nas filas por um órgão, a compatibilidade é apenas o primeiro passo. E o transporte, do doador ao centro hospitalar onde o transplante será realizado, é uma etapa crítica. Sem circulação de sangue, os órgãos possuem um tempo máximo de sobrevida, conhecido como tempo de isquemia fria. Por problemas logísticos, muitos acabam sendo descartados. Nos EUA, a estimativa é que 20% dos rins aptos para transplantes não sejam aproveitados.

Em entrevista ao “New York Times”, Joseph Scalea, professor da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e líder do experimento, contou que o projeto é uma resposta às suas próprias frustrações. Em várias ocasiões, órgãos foram perdidos pela demora no transporte. Como exemplo, citou o caso de um rim coletado no estado do Alabama, que demorou 29 horas para chegar ao hospital onde trabalha. Os voos entre os dois estados duram cerca de duas horas.

— Se eu conseguisse em nove horas, o paciente provavelmente teria muitos anos de vida pela frente — afirmou Scalea. — Por que não podemos resolver isso?

A tarefa não foi fácil. Os pesquisadores precisaram modificar um drone para atender tanto os padrões para o transporte de órgãos, como as exigências da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). Eles criaram uma caixa especial para manter e monitorar o órgão; um drone com oito rotores e sistemas redundantes de transmissão; e sistemas de controle, monitoramento e comunicação com a aeronave.

— Nós tivemos que criar um novo sistema que ainda atendia a estrutura regulatória da FAA, mas também capaz de carregar o peso adicional de órgãos, câmeras, rastreamento, comunicação e segurança sobre áreas urbanas, densamente povoadas. E por longas distâncias — explicou Matthew Scassero, da Escola de Engenharia da universidade. — Há uma pressão tremenda por saber que existe uma pessoa esperando por esse órgão, mas é um privilégio fazer parte dessa missão crítica.

Antes de transportar o rim apto para transplantes, o drone passou por mais de 700 horas de voo em 44 testes. O equipamento possui hélices, motores e baterias de backup, além de um sistema de paraquedas para recuperação em caso de acidente. Dois pilotos monitoraram o voo, prontos para assumir o controle em caso de emergência.

— Nós construímos muitas redundâncias, porque queremos fazer de tudo para proteger a carga — explicou Anthony Pucciarella, diretor de operações da área de teste.

EUA pede transparência após eleições anuladas em Istambul

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Terça, 07 Maio 2019 22:21

Pleito foi anulado porque o Recep Tayyip Erdogan e o seu partido foram derrotados

Os Estados Unidos pediram nesta terça-feira (07/05) um “processo eleitoral livre, justo e transparente” na Turquia, após a polêmica invalidação da vitória da oposição nas eleições municipais em Istambul.

“Observamos a decisão do Alto Comitê Eleitoral da Turquia (YSK) e estamos acompanhando a situação de perto”, disse à AFP um porta-voz do Departamento de Estado americano sem fazer uma declaração contundente sobre os fatos.

“Queremos que todos os atores respeitem plenamente um processo eleitoral livre, justo e transparente para que a vontade dos eleitores se reflita nos resultados”, acrescentou o porta-voz.

E concluiu: “Uma democracia turca saudável é de interesse para a Turquia e seus parceiros, incluindo os Estados Unidos, e ajuda a torná-la um aliado estável, próspero e confiável”.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e seu partido conservador foram derrotados na eleição de 31 de março em seu reduto, Istambul.

Após o fracasso, eles denunciaram “irregularidades”, e depois de vários recursos, a Autoridade Eleitoral decidiu anular a eleição anterior e ordenar uma nova.

Após a invalidação da votação, que levará a novas eleições em 23 de junho, a oposição denunciou um “golpe contra as urnas”.

Entre outros aliados de Ancara, a Alemanha lamentou uma decisão “não transparente” e “incompreensível”, enquanto a França considerou que levantava “questões”.

Governador da Geórgia proíbe aborto em caso excepcional

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Terça, 07 Maio 2019 22:25

Proibição diz respeito aos casos em que for detectado batimento cardíaco do feto

O Estado norte-americano da Geórgia se tornou o quarto Estado neste ano a proibir o aborto em casos onde um médico detectar o batimento cardíaco do feto.

A medida foi sancionada pelo governador republicano nesta terça-feira (07/05) e recebeu imediatamente promessas de combate de grupos de defesa ao direito do aborto

Adversários classificaram a nova legislação como uma proibição praticamente total, já que os batimentos cardíacos podem ser detectados com até seis semanas de gestação, antes mesmo que uma mulher venha a descobrir a gravidez.

Opositores à legalização do aborto dizem que os projetos tem como intenção provocar batalhas legais até chegarem à Suprema Corte dos Estados Unidos, onde uma maioria de juízes conservadores, incluindo dois apontados pelo presidente republicano Donald Trump poderiam revogar a histórica decisão do caso Roe vs. Wade, de 1973, que estabeleceu o direito da mulher ao aborto.

"Nosso trabalho é fazer o que é certo, não o que é fácil", disse o governador da Geórgia, Brian Kemp (na foto acima), ao sancionar a lei, cercado de seus apoiadores que o aplaudiam.

Kentucky, Mississippi, Ohio aprovaram a mesma lei desde meados de março, e Iowa aprovou no ano passado. Tribunais suspenderam as leis de Iowa e Kentucky, e outras enfrentam apelações legais. A União de Liberdades Civis Americana da Geórgia e o Centro dos Direitos Reprodutivos prometeram combater legalmente a medida.

"Essa lei é desconcertantemente inconstitucional", disse Elisabeth Smith, conselheira chefe do centro, em nota. "Proibições assim são sempre bloqueadas por tribunais. Processaremos o Estado da Geórgia para nos assegurarmos que essa lei tenha o mesmo destino."

Macaco é morto pelo próprio bando após ficar impotente

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Quinta, 09 Maio 2019 22:03

Cornelius deixou de conseguir satisfazer nove fêmeas de zoológico na Alemanha

Antes líder do bando de macacos do zoológico Monkey World Affenwelt, na Alemanha, o macaco Cornelius (na foto), de 18 anos, foi brutamente morto pelos demais integrantes depois que se tornou impotente. Nas últimas semanas, ele deixou de satisfazer as nove fêmeas presentes no local e perdeu o respeito dos demais primatas.

O diretor do Affenwelt, Silvio Dietzel, explicou ao jornal Mirror , da Inglaterra, que Cornelius já não recebia o mesmo tratamento pelo bando há alguns dias. De acordo com ele, quando um macaco não consegue reproduzir, ele passa a ser desprezado.

"Ele era apenas tolerado, já não tinha mais respeito de nenhum outro. Sem as presas, ele não pôde se defender e acabou sendo morto . Não houve se quer resistência", disse Dietzel.

Com a morte de Cornelius, Jonas, de seis anos, passou a comandar o bando. Ele também é considerado o principal reprodutor do Monkey World Affenwelt.

Para se tornar líder, Cornelius chegou a brigar com rivais machos e chegou, incluisve a matar um macaco em 2015. A ideia do zoológico da Alemanha é que os primatas vivam da maneira mais parecida possível que quando estão soltos na natureza.

Ex-ditador do Sudão é acusado por morte de manifestantes

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Segunda, 13 Maio 2019 17:19

Omar al-Bashir é acusado de crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio

Ex-presidente do Sudão, Omar al-Bashir (na foto) foi formalmente acusado na Justiça do seu país pela morte de manifestantes durante protestos contra seu regime, informou nesta segunda-feira (13/05) o Ministério Público.

As acusações contra al-Bashir resultaram da abertura de uma investigação sobre a morte de um médico durante manifestações na capital do Sudão , Cartum. Em nota, a promotoria sudanesa recomendou acelerar a investigação sobre a morte dos manifestantes. Outras pessoas foram acusadas junto com o ex-presidente.

Em 11 de abril, al-Bashir foi deposto num golpe militar que sucedeu meses consecutivos de protestos. Ele governava o país há três décadas.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) o acusa de crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio pelos conflitos na região de Darfur, no oeste do Sudão. O presidente nega. Em abril último, dez dias após a sua deposição, Ministério Público também abriu investigação por lavagem de dinheiro contra o ex-ditador, após a apreensão do equivalente a R$ 440 milhões na sua casa .

De 75 anos, al-Bashir enfrentou rebeliões armadas, crises econômicas e tentativas do Ocidente de torná-lo um pária, mas só caiu após uma onda de protestos desencadeada em dezembro passado por cortes nos subsídios do pão e dos combustíveis no Sudão . As manifestações contra o aumento do pão cresceram e passaram a pedir sua saída até que o ministro da Defesa, Awad Mohamed Ahmed Ibn Auf, anunciou sua deposição.

Agora é oficial: Irã suspende regras de acordo nuclear

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Quarta, 15 Maio 2019 17:11

Teerã admite restabelecer os limites anteriores com as potências internacionais

ISTAMBUL, 15 MAI (ANSA) – O Irã formalizou nesta quarta-feira (15/05) a suspensão de algumas obrigações do acordo assinado com potências mundiais em 2015 para controlar seu programa nuclear.

A medida chega uma semana depois de o presidente Hassan Rohani (na foto) ter dado um ultimato de 60 dias para Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia renegociarem os termos do tratado, que foi abandonado pelos Estados Unidos em 2018.

As regras suspensas pelo Irã dizem respeito ao limite de armazenamento de urânio enriquecido e água pesada, elementos essenciais para a produção nuclear. O excesso desses itens era exportado pelo país persa, mas essa atividade foi inviabilizada pelas novas sanções americanas.

Teerã, no entanto, prometeu restabelecer os limites anteriores se chegar a um acordo com as potências internacionais no prazo de 60 dias. “O Irã superará o momento difícil que está enfrentando com solidariedade, união nacional, resistência, planejamento e uma melhor gestão dos recursos”, disse Rohani, após um encontro com o guia supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.

Em meio à crescente tensão com Teerã, os Estados Unidos evacuaram seus funcionários não essenciais da embaixada em Bagdá e do consulado de Irbil, no Iraque. Washington denunciou “ameaças” iranianas contra os interesses americanos na região.

No entanto, em visita oficial à Rússia, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, garantiu na terça-feira (14/05) que seu país “não quer uma guerra contra o Irã”.

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