Maduro acusa assessor de Guaidó de integrar célula terrorista

Publicado em Mundo
Segunda, 25 Março 2019 20:55

Roberto Marrero, que é chefe de gabinete do principal opositor do ditador venezuelano, foi detido por agentes do serviço de inteligência local

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (na foto), disse que a prisão de Roberto Marrero por agentes do serviço de inteligência justifica-se por ele participar de uma “célula terrorista”. Marrero é chefe de gabinete de Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela e principal opositor de Maduro.

De acordo com Maduro e a imprensa oficial, a prisão de Marrero foi para desmantelar uma célula terrorista. Segundo informações da AVN, agência pública de notícias da Venezuela, as autoridades de segurança venezuelanas capturaram um chefe paramilitar colombiano contratado pela oposição para promover a violência no país.

Guaidó, nas redes sociais, afirmou que Marrero seu “irmão de luta” seria julgado nos tribunais venezuelanos por “juízes cúmplices na ditadura”. Na semana passada, o Grupo de Lima e várias entidades internacionais reagiram à prisão do assessor do presidente interino.

Marrero foi retirado de casa na quinta-feira (21) de madrugada. De acordo com relatos, um grupo de agentes secretos encapuzados violaram a residência do assessor parlamentar e o retiraram com violência.

“Desde as 2h24, funcionários do Sebin assediam as casas do deputado e chefe de bancada da VP, Sergio Vergara, e do chefe do meu gabinete, o advogado Roberto Marrero, mantidos sequestrados no local”, escreveu Juan Guaidó em sua conta no Twitter. Os agentes do Sebin teriam entrado sem mandado judicial nas casas de Marrero e Vergara, no bairro de Las Mercedes, em Caracas, capital da Venezuela .

O líder da bancada parlamentar da Vontade Popular descreveu os acontecimentos da madrugada em Las Mercedes: “Mantiveram-me no chão, entraram em casa e perguntaram-me se estava com mais alguém. Perguntaram se sabia onde vivia Roberto Marrero, ao que não respondi. Repeti-lhes que estavam violando um direito constitucional, como a imunidade parlamentar", contou Vergara.

Na semana retrasada, o regime de Nicolás Maduro chegou a prender o jornalista Luis Carlos Díaz. Ele trabalha como apresentador de rádio é um ativista pela liberdade digital. O jornalista foi acusado de ter causado os apagões que atingiram a Venezuela por seis dias.

O apresentador foi liberado em Caracas depois de 30 horas de prisão, mas ainda responde a acusação de incitação à deliquência, terá que comparecer diante das autoridades a cada oito dias e não poderá deixar o país sem autorização.

Em conversa com a imprensa, Díaz disse que está proibido de comentar o caso. "O processo segue, não posso dar declarações. Tenho mil histórias, mas não posso dizer nada. Isso dependeu de vocês. Viva o jornalismo venezuelano, todo poder às redes. Esse é o momento das redes", afirmou.

Existe um impasse na Venezuela entre Maduro e Juan Guaidó, presidente autodeclarado. Mais de 50 países, incluindo o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia, apoiam Guaidó, enquanto China, Rússia e Turquia estão ao lado de Maduro.

Unido há 56 anos, casal morre de mãos dadas no mesmo dia

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Quarta, 27 Março 2019 13:24

Judy e Will Webb (ambos com 77 anos) morreram com apenas algumas horas de diferença

Judy e Will Webb (na foto), ambos de 77 anos, compartilharam os últimos momentos de suas vidas juntos após um casamento de 56 anos. A linda história de amor ganhou espaço nos veículos internacionais depois que eles morreram de mãos dadas com apenas algumas horas de diferença.

“Eles nunca se separaram mais do que um ou dois dias. Estavam sempre juntos por todos esses anos de vida”, declara a filha do casal, MaryBeth Webb, em entrevista à emissora de televisão WXYZ . Em dezembro, a saúde de Judy passou a se deteriorar rapidamente após um procedimento. E o marido permaneceu ao lado dela até o fim – e de mãos dadas .

A mulher teve uma infecção e foi levada para um hospital de Detroit, em Michigan, nos Estados Unidos, onde passou a respirar por aparelhos. MaryBeth conta que o pai não lidou bem com a doença da esposa e, daquele momento em diante, tudo que acontecia com ela também passava a acontecer com ele.

Diante disso, os dois passaram a ficar em hospitais diferentes por dois meses. “Ela teve febre, ele também. Ela começava a ter congestão, ele desenvolvia pneumonia. Ela teve reação à uma medicação, então ele foi lá e passou a ter o mesmo”, explica a filha.

Após esse período, eles foram colocados na mesma instituição de cuidados paliativos . Nos momentos finais, suas camas estavam lado a lado. Will morreu às 2h da manhã do dia 6 de março e, após algumas horas, foi a vez de Judy.

Casal não queria se separar

MaryBeth diz que sua mãe ficou sem palavras quando o marido morreu e passou a esfregar a mão dele constantemente. “Para mim, eles não queriam viver um sem o outro”, declara a mulher ao jornal The News-Herald .

“Eu sei que parece loucura, mas as pessoas podem morrer por conta de um coração partido – e sinto que foi isso que aconteceu com o meu pai. Tudo o que a minha mãe queria fazer - já que não estava respondendo bem ao tratamento - era estar ao lado do meu pai. Perguntei se ela queria os cuidados paliativos. Ela se animou, balançou a cabeça e disse: 'Sim, onde ele está?'”, detalha.

Após a morte de mãos dadas , Judy e Will deixam três filhos, cinco netos e quatro bisnetos. A família realizou um funeral para o casal no dia 12 de março.

Trump quer militares da Rússia bem longe da Venezuela

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Quarta, 27 Março 2019 17:26

Presidente dos EUA se encontrou com Fabiana Rosales, mulher de Juan Guaidó

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (27/03) que os soldados russos precisam deixar a Venezuela dias depois do anúncio da chegada de um contingente militar russo a Caracas.

"A Rússia tem que sair", disse Trump a repórteres durante uma reunião (ver na foto acima) com Fabiana Rosales, mulher do líder da oposição e autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

Fabiana Rosales afirmou que o país enfrenta uma grave crise econômica e política. Ela afirmou que o chefe de gabinete de seu marido e familiares foram detidos, em uma tentativa de desestabilizar Guaidó.

Quando perguntado sobre o que ele faria para as forças russas saírem, Trump disse: "Vamos ver. Todas as opções estão abertas".

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que também estava no encontro, afirmou que eles enxergam a chegada dos aviões como uma "provocação indesejável". Ele fez um apelo para que a Rússia "cesse todo o apoio ao regime de Maduro e se mantenha ao lado de Juan Guaidó".

Aviões da Força Aérea

Aviões da Força Aérea da Rússia pousam em Caracas, na Venezuela, no sábado (23) — Foto: REUTERS/Carlos Jasso

Dois aviões (na foto ao lado) da Força Aérea da Rússia pousaram no sábado (23/03) no aeroporto de Maiquetia – o maior da Venezuela. Eles transportavam cerca de 100 militares russos, segundo a imprensa local. O regime de Nicolás Maduro confirmou que autorizou a chegada dos aviões, mas não deu mais detalhes.

De acordo com uma fonte ouvida pela agência Reuters, o contingente militar da Rússia que chegou à Venezuela é composto por forças especiais, incluindo "equipes de segurança". A pessoa ouvida disse que os EUA estão convictos de que o contingente russo inclui especialistas em cibersegurança e que parte da missão deles é ajudar o grupo leal a Maduro com ações de vigilância, bem como com a proteção da infraestrutura cibernética.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta terça-feira que a presença de "especialistas russos" na Venezuela é guiada por um acordo de cooperação técnico-militar entre os dois países, sem dar mais detalhes.

Rússia e Venezuela

A Rússia é um dos países que ainda reconhecem Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela. Os EUA, por outro lado, foram os primeiros a reconhecer o chefe da Assembleia Nacional e líder oposicionista Juan Guaidó como presidente interino.

No fim do ano passado – antes da disputa entre Guaidó e Maduro pela legitimidade no cargo – bombardeiros russos pousaram no mesmo aeroporto venezuelano para "exercícios de cooperação militar" entre Rússia e Venezuela, informou o regime chavista. As aeronaves tinham capacidade para transportar armas nucleares.

Dias antes, Maduro e o presidente russo, Vladimir Putin, haviam se reunido em Moscou. A reunião resultou na assinatura de contratos da ordem de US$ 6 bilhões em investimentos russos nas áreas de mineração e petróleo na Venezuela.

Guaidó acusa 'violação à Constituição'

Na terça, Guaidó disse a congressistas na Assembleia Nacional que a chegada de militares russos à Venezuela é uma violação à Constituição.

"Parece que eles [o regime de Maduro] não confiam em seus militares", ironizou Guaidó em discurso aos parlamentares. Segundo a lei, é o Parlamento que deve ou não autorizar missões militares estrangeiras na Venezuela.

"Eles não trouxeram geradores elétricos naqueles aviões, não trouxeram técnicos. Não. Trouxeram soldados estrangeiros para o solo nacional", disse Guaidó, segundo a agência France Presse.

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, defendeu, por sua vez, essa comitiva castrense em nome do governo de Maduro. "O apoio da Rússia à Venezuela se baseia em verdades, senso comum e respeito ao Direito Internacional", escreveu no Twitter.

Brasil enviará 870 kg de remédios e insumos a Moçambique

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Sexta, 29 Março 2019 21:02

Bombeiros de MInas Gerais e Força Nacional também partem para ajuda no local

Criança ao lado de poças de água parada em Beira, Moçambique, nesta quarta-feira (27) — Foto: Mike Hutchings/Reuters

O Brasil enviou na sexta-feira (29/03) dois aviões com ajuda humanitária para Moçambique, após a passagem do ciclone Idai, que afetou cerca de 1,85 milhão de pessoas e deixou mais de 460 mortos no país (na foto acima, menino recebe comida de um centro de distribuição de um supermercado em Dondo, a cerca de 35km de Beira, em Moçambique. — Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP).

Os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) saíram do Rio de Janeiro levando seis kits de medicamentos e insumos, totalizando 870 quilos. A quantidade é suficiente para atendar até três mil pessoas durante três meses, segundo o Ministério da Saúde (na foto ao lado, criança ao lado de poças de água parada em Beira, Moçambique, nesta quarta-feira (27) — Foto: Mike Hutchings/Reuters).

Além dos insumos, equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e da Força Nacional.

Segundo comunicado do ministério, os kits têm antibióticos, anti-hipertensivos e antitérmicos, como penicilina, amoxicilina, paracetamol e soro para hidratação. Além de materiais de primeiros socorros, como ataduras, gazes, luvas, máscaras, seringas, esparadrapos, entre outros.

Risco de cólera

Autoridades moçambicanas confirmaram na quarta-feira (27) o registro de cinco casos de cólera. Além da doença, os moradores da região ainda enfrentam escassez de alimentos, água e outros itens essenciais.

"Haverá mais [casos], porque cólera é uma pandemia. Quando há um caso, podemos temer outros. Estamos pondo em marcha medidas preventivas para limitar o impacto", disse o diretor nacional de Saúde, Ussein Isse, em entrevista coletiva em Beira, cidade que ficou 90% destruída pela passagem do ciclone.

O cólera se espalha pela contaminação de água ou comida por fezes. Surtos podem se desenvolver rapidamente durante crises humanitárias em que os sistemas de saneamento entram em colapso. A doença pode matar dentro de horas, caso não haja tratamento.

O Idai chegou a Moçambique no dia 14 de março com ventos de mais de 170 km/h, e foi seguido de fortes chuvas. Sua passagem danificou casas, provocou inundações e deixou destruída a cidade portuária de Beira, segunda maior do país. A situação ali está "em ebulição", disse o chefe de uma operação de resgate da África do Sul no fim da semana passada.

Ajuda humanitária

A Unicef (sigla em inglês para Fundo Internacional de Emergência para a Infância das Nações Unidas) lançou, também na quarta (27/03), um apelo para conseguir US$ 122 milhões (cerca de R$ 488 milhões) em ajuda humanitária destinada a Moçambique, Zimbábue e Malauí. Segundo a Unicef, são 3 milhões de pessoas afetadas nos três países — e cerca de metade são crianças.

e acordo com a organização, o ciclone é o pior desastre a atingir o sul da África em pelo menos duas décadas. A intenção é que a ajuda humanitária se estenda pelos próximos nove meses.

"A escala massiva da devastação causada pelo ciclone Idai está ficando mais clara a cada dia", disse a diretora-executiva da Unicef, Henrietta Fore, em visita à cidade de Beira na semana passada. "As vidas de milhões de crianças estão em risco, e nós precisamos urgentemente montar uma resposta humanitária nos três países."

A situação nos lugares atingidos pelo ciclone deve ficar pior antes de melhorar, segundo a Unicef, à medida que mais áreas afetadas fiquem acessíveis por terra. A organização também registrou preocupação com a segurança de mulheres e crianças que estão em abrigos temporários e correndo risco de sofrer violência e abuso.

De acordo com a Unicef, mais de 869 mil pessoas foram afetadas no Malauí, incluindo 443 mil crianças e mais de 85 mil pessoas desabrigadas. No Zimbábue, foram mais de 270 mil pessoas afetadas — metade delas, crianças.

 

Pobreza chega ao maior nível desde 2001 na Argentina

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Sexta, 29 Março 2019 21:12

Ao todo, 8,9 milhões de pessoas nos 31 maiores centros urbanos se encontram abaixo da linha de pobreza, segundo instituto de pesquisa estatal do país

O índice que mede a pobreza na Argentina subiu para o patamar de 32% no segundo semestre de 2018, com 6,7% da população em estado de indigência, informou na quinta-feira (28/03) o estatal Instituto de Estatísticas (na foto, argentinos protestam na avenida 9 de Julho, em Buenos Aires, contra políticas do presidente Mauricio Macri, — Foto: Juan Mabromata/AFP).

Ao todo, 8,9 milhões de pessoas nos 31 maiores centros urbanos se encontram abaixo da linha de pobreza, informou o estudo da entidade. A medição não inclui a pobreza em zonas rurais.

Trata-se da cifra mais alta desde a crise econômica de 2001. No segundo semestre de 2017, a pobreza atingia 25,7% da população, e no primeiro semestre de 2018, 27,3%.

A Argentina entrou em recessão em 2018, ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 2,5%, a inflação atingiu 47,6% e o desemprego fechou o ano em 9,1%.

Para enfrentar a crise, o governo do presidente Mauricio Macri fez um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por US$ 57 bilhões e prometeu fazer um ajuste para alcançar o equilíbrio fiscal neste ano.

De acordo com um estudo da Universidade Católica publicado nesta semana, em 2018 "os mais empobrecidos foram os trabalhadores e as classes médias baixas".

"Talvez muitas pessoas tivessem problemas de carências multidimensionais estruturais, mas agora se somou a incapacidade monetária em setores de consumo para cobrir a cesta básica total", informou a universidade.

Eleitores de Chicago elegem advogada negra e gay prefeita

Publicado em Mundo
Quarta, 03 Abril 2019 16:26

Lori Lightfoot, de 56 anos, venceu Toni Preckwinkle, também afro-americana, por 74% contra 26% dos votos

Em um fato histórico, Chicago elegeu sua primeira prefeita negra e gay, para enfrentar os difíceis problemas de desigualdade econômica e violência na terceira maior cidade dos Estados Unidos.

Lori Lightfoot (na foto), uma ex-promotora federal e advogada de 56 anos, que jamais ocupou um cargo eletivo, venceu Toni Preckwinkle, também afro-americana, por 74% contra 26% dos votos, segundo resultados preliminares.

Lightfoot se tornará a primeira prefeita abertamente homossexual de Chicago e a primeira mulher afro-americana a ocupar o cargo. Desde 1837, os eleitores desta cidade elegeram apenas um prefeito negro e uma prefeita mulher.

“Enfrentamos interesses poderosos”, disse Lightfoot em seu discurso da vitória, acompanhada por sua esposa e filha. “Hoje vocês conseguiram mais do que fazer história, criaram um movimento para a mudança”.

Preckwinkle é a encarregada do condado de Cook, onde está Chicago, o que segundo os analistas prejudicou sua campanha.

Os eleitores optaram pela mudança, cansados de uma violência armada que mata mais ali do que em qualquer outra grande cidade americana e de anos de corrupção política neste tradicional reduto democrata.

Nesta metrópole de 2,7 milhões de habitantes, diversos grupos se queixam há anos das disparidades nas condições de vida entre as comunidades da extensa cidade, onde a violência armada, intensificada por gangues e pelo narcotráfico, afeta diretamente os bairros mais pobres do sul e do oeste, a maioria deles de população negra.

O distrito financeiro, as áreas do norte e as zonas às margens do lago Michigan viveram boom econômico, ao mesmo tempo em que mais de 500 pessoas foram assassinadas no ano passado.

Reformar o departamento de polícia, que detém um sórdido histórico de práticas abusivas, e a prefeitura, atualmente na mira por uma investigação federal por corrupção de um de seus membros, são outras das prioridades.

Os eleitores “estão cansados de corrupção, de investigações federais de funcionários da cidade, da má conduta da Polícia e de uma crise orçamentária”, destacou Evan McKenzie, professor de ciência política da universidade do Illinois.

Lightfoot substituirá Rahm Emanuel, que em dado momento foi um astro do Partido Democrata e o primeiro chefe de gabinete da administração Obama na Casa Branca.

Emanuel sofreu alguns arranhões políticos pela gestão do caso Laquan McDonald e decidiu não se apresentar para um terceiro mandato.

Em 2014, um policial branco disparou dezesseis vezes contra Laquan McDonald, um adolescente negro de 17 anos, que segurava uma faca, embora estivesse bem afastado do agente.

A divulgação tardia, em 2015, de um vídeo mostrando a morte do adolescente despertou a ira da população e desencadeou meses de manifestações.

Emanuel enfrentou, então, acusações de tentativa de acobertamento. Expulsou o chefe da polícia e embarcou em uma reforma que instituiu algumas mudanças, trabalhou para recuperar a confiança pública e reduzir a violência armada.

O policial, Jason Van Dyke, foi condenado em janeiro a cerca de sete anos de prisão pela morte do jovem.

Otan completa 70 anos dividida e de olho em ameaça da China

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Quinta, 04 Abril 2019 16:25

Organização também se preocupa com o fato da Rússia estar fortalecendo seu poderio militar

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principal aliança militar do Ocidente, completa 70 anos nesta quinta-feira (04/04) com um olho na Rússia e outro na crescente ameaça da China, enquanto busca se preparar para os desafios da segurança no mundo pós-Guerra Fria em meio a abalos internos, como as desavenças entre Estados Unidos e Turquia pela intenção dos turcos de comprar um sistema de mísseis antiaéreos russo e as repetidas críticas do presidente americano Donald Trump aos aliados, que afirma não gastarem o suficiente para sua defesa.

Em discurso no Congresso americano na quarta-feira (03/04), véspera da reunião de cúpula dos chanceleres dos países-membros que marcará o aniversário da organização, o secretário-geral da Otan, o norueguês Jens Stoltenberg (no centro da foto acima), voltou a alertar para o perigo de “uma Rússia mais assertiva”, que investe no fortalecimento de seu poderio militar e no desenvolvimento de novas armas, embora tenha destacado que a aliança não está buscando uma nova “Guerra Fria” com o país.

"Não queremos uma nova corrida armamentista. Não queremos uma nova Guerra Fria. Mas não devemos ser ingênuos", afirmou, urgindo a Rússia a voltar a cumprir os termos do acordo que baniu armas nucleares de médio alcance, assinado entre EUA e a antiga União Soviética em 1987 e que Trump anunciou que vai abandonar por supostas violações da parte dos russos.

"A Otan não tem intenção de instalar mísseis nucleares baseados em terra na Europa. Mas a Otan sempre vai tomar todos as medidas necessárias para prover uma dissuasão confiável e efetiva (contra qualquer ameaça)", ponderou.

Já com relação à China, os ministros da Otan, focada principalmente na proteção da Europa, discutem formalmente pela primeira vez a crescente ameaça que o país asiático representa para o Ocidente, com temores que vão do interesse e presença chineses no Ártico às disputas pelo controle e soberania no Mar do Sul da China e ao uso de equipamentos “Made in China” nas suas redes de telecomunicações.

"Precisamos avaliar as consequências do crescente poder da China, não há dúvidas disso. A China é uma potência econômica em crescimento, mas também uma militar. Com exceção dos EUA, nenhum outro país gasta tanto em armas quanto a China", disse Stoltenberg em recente entrevista à revista alemã Der Spiegel.

"Os chineses estão desenvolvendo capacidades que podem usar ao redor do mundo, novos sistemas de armas, novos mísseis, e não estão limitados pelo tratado de armas nucleares de médio alcance. Não é uma questão da Otan se expandir na direção do Mar do Sul da China, pelo contrário: os chineses que estão se aproximando de nós. Eles fazem manobras navais no Mediterrâneo, no Mar Báltico e no extremo Norte", acrescentou.

Diante disso, Stoltenberg fez um apelo pela unidade da aliança, que classificou aos congressistas americanos, que o receberam com aplausos e ovações em pé, como “a mais bem-sucedida da História”.

"Precisamos superar nossas diferenças, pois vamos precisar de nossa aliança cada vez mais no futuro", alertou. "Encaramos desafios sem precedentes, desafios que nenhuma nação pode enfrentar sozinha. A força de uma nação não é medida só pelo tamanho de sua economia ou pelo número de soldados, mas também por quantos amigos ela tem. E por meio da Otan os Estados Unidos têm mais amigos e aliados que qualquer outra potência. Isso tem feito dos EUA mais fortes e seguros".

Trump tem incomodado os aliados europeus ao dizer repetidamente que eles precisam gastar mais com seus militares para aliviar o fardo dos EUA na sua defesa. Ainda nesta quarta, seu vice, Mike Pence, destacou a Alemanha, a maior economia da Europa, entre os que não estão pagando o suficiente para sua proteção, criticando também a decisão do país em seguir em frente com a construção de um gasoduto patrocinado pela Rússia .

"Não podemos garantir a defesa do Ocidente se nossos aliados ficarem cada vez mais dependentes da Rússia", disse Pence em evento da Otan em Washington. Ele também criticou a Turquia por insistir na compra do sistema de mísseis antiaéreos russo S-400, que os EUA veem como uma ameaça às capacidades de seu novo caça “invisível” a radares F-35, cuja entrega de equipamentos relacionados aos turcos foi recentemente suspensa pelos americanos.

"A Turquia precisa escolher. Ela quer continuar a ser uma parceira crucial na mais bem-sucedida aliança militar da história ou quer arriscar a segurança dessa parceria ao tomar decisões imprudentes como esta que minam nossa aliança?", questionou.

A Turquia respondeu prontamente, com o vice-presidente turco, Fuat Oktay, fazendo seu próprio alerta no Twitter: “Os Estados Unidos devem escolher. Eles querem continuar aliados da Turquia ou arriscar nossa amizade ao unir forças com terroristas que minam as defesas de seu aliado na Otan contra seus inimigos?”. Desta forma, a Otan completa 70 anos.

Inflação da Venezuela chegará a 10.000.000% em 2019

Publicado em Mundo
Terça, 09 Abril 2019 17:58

FMI prevê queda de 25% no PIB do país neste ano e de 10% em 2020 em meio a crise econômica, política e social no segundo mandato de Maduro

A inflação da Venezuela deve chegar a 10.000.000% (dez milhões) neste ano, segundo o relatório o Fundo Monetário Internacional (FMI), após registrar cerca de 1.000.000% (um milhão) no ano passado. O órgão também aponta que a economia do país comandado por Nicolás Maduro (na foto) deve encolher 25% neste ano, após contração de 18% em 2018.

Para 2020, a projeção aponta para uma queda de 10% no PIB da Venezuela , o que afeta diretamente as expectativas de crescimento da América Latina neste ano (1,4%) e no próximo, segundo o FMI. O relatório "Work Economic Outlook", divulgado nesta terça-feira (09/04), não discute as causas da depressão econômica do país.

Na semana passada, o Banco Mundial também anunciou a expectativa de queda de 25% na economia venezuelana em 2019. Desde 2013, o PIB caiu mais de 50%, como destaca o diretor do Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner. Segundo ele, a retração é consequência da “queda vertiginosa da produção de petróleo e da deterioração das condições no setor não petrolífero”.

Além da hiperinflação e a queda do PIB, as projeções para o desemprego no país de Maduro também alertam para a gravidade da situação local. O Fundo espera que a taxa aumente de 35% em 2018 para 44,3% neste ano, atingindo 47,9% em 2020. A situação agrava a crise humanitária na Venezuela , que leva a grande emigração para países vizinhos, em especial o Brasil.

EUA pedem extradição de Assange após prisão em Londres

Publicado em Mundo
Quinta, 11 Abril 2019 18:51

O fundador do Wikileaks foi preso pela policia metropolitana na embaixada do Equador

Os Estados Unidos pediram a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange (na foto), informou a polícia britânica, após a prisão de Assange na Embaixada do Equador em Londres nesta quinta-feira (11/04).

"Julian Assange, 47 anos, foi hoje, quinta-feira, 11 de abril, preso por policiais do Serviço de Polícia Metropolitana na Embaixada do Equador", informou a polícia.

"Esse é um mandado de extradição nos termos da Seção 73 da Lei de Extradição. Ele comparecerá sob custódia à Corte de Magistrados de Westminster o mais rápido possível."

WikiLeaks libera lista completa de arquivos secretos

Publicado em Mundo
Sexta, 12 Abril 2019 16:04

Vazamento teria sido solicitado pelo próprio Julian Assange, após ser preso

Após a prisão de Julian Assange (na foto), que pegou o mundo inteiro de surpresa na última quinta-feira (11/04), o WikiLeaks resolveu disponibilizar todos os documentos do seu acervo ao público. Esta já era uma promessa antiga do site, que, de fato, liberaria todas as informações secretas caso seu fundador fosse preso – o que aconteceu ontem em Londres.

São muitas as entidades citadas nos arquivos, e nem mesmo figuras políticas do Brasil escaparam do vazamento, casos da ex-senadora Roseana Sarney (MDB-MA) e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Outro material importante da relação indica que o fundador da Apple, Steve Jobs, teria falecido, na verdade, em decorrência de AIDS, e não de câncer pancreático. Você pode acessar a lista completa do WikiLeaks neste link.

O material disponibilizado é repleto de atas de reuniões, contratos, fotos e demais documentos, e tudo indica que foi vazado mediante solicitação do próprio Assange. O jornalista segue em prisão em Londres, mas há um pedido de extradição para os Estados Unidos, sob acusações de conspiração.

Até o momento, não foi divulgado se os arquivos ficarão disponíveis para sempre ou serão retirados do ar depois de um prazo. Muitos deles, aliás, apareceram no site em ocasiões anteriores.

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