Em carta, Papa acusa Maduro de "descumprir acordos"

Publicado em Mundo
Quarta, 13 Fevereiro 2019 13:20

Pontífice enviou correspondência como resposta ao pedido do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de que o pontífice mediasse conflito no país

Em carta enviada ao presidente em exercício da Venezuela, Nicolás Maduro, o papa Francisco reclamou da falta de “gestos concretos” nas tentativas de amenizar os conflitos no país e criticou o líder por descumprir acordos. O documento divulgado nesta quarta-feira (13/02) pelo jornal italiano Corriere della Sera foi enviado como resposta ao pedido feito pelo presidente venezuelano de que o papa ajudasse e mediasse o conflito na Venezuela .

A correspondência data do último dia 7 de fevereiro, dois dias depois de o líder católico ter cogitado a possibilidade da Santa Sé intervir na crise venezuelana, caso fosse o desejo do governo e da oposição. Porém, não foi essa a intenção expressa pelo papa na carta, que lamentou as falhas tentativas anteriores de facilitar o diálogo na Venezuela.

"Infelizmente, todas foram interrompidas porque o que havia sido acordado nas reuniões não foi seguido de gestos concretos. E as palavras pareciam deslegitimar os bons propósitos que haviam sido colocados por escrito", escreveu o pontífice.

Segundo o veículo italiano, o papa teria se dirigido ao líder venezuelano como “Excelentíssimo Senhor Nicolás Maduro”, evitando usar a palavra ‘presidente’. Na correspondência de duas páginas e meia, Francisco ainda reitera a “necessidade de se evitar qualquer forma de derramamento de sangue na Venezuela ”.

Considerado ilegítimo por grande parte da comunidade internacional – como Estados Unidos, Brasil e mais de a metade da União Europeia – Maduro também enfrenta oposição de bispos e padres venezuelanos. Apesar disso, o Vaticano tentou ser mediador do conflito em diversas ocasiões, a fim de repetir o sucesso do seu envolvimento na reaproximação entre Cuba e Estados Unidos.

No avião de volta de sua visita aos Emirados Árabes Unidos, o papa disse que para que haja uma nova tentativa de intervenção da Igreja Católica seria necessário que houvesse “vontade” de ambas as partes. “As condições iniciais são claras: que as partes a solicitem, sempre estamos disponíveis”, afirmou o líder católico.

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, também requisitou a ajuda do papa Francisco por meio de uma delegação enviada à Secretaria do Estado do Vaticano, semana passada. Guaidó afirmou torcer para que o país chegue a uma solução justa e pacífica, a fim de superar a crise na Venezuela.

Maduro bloqueia ponte que divide Colômbia e Venezuela

Publicado em Mundo
Sexta, 15 Fevereiro 2019 10:47

Forças Armadas venezuelanas impedem a entrada de ajuda humanitária no país em meio a crise

Militares reforçam uma espécie de bloqueio na ponte que faz fronteira entre Venezuela e Colômbia. A ação ocorre no momento do impasse entre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (na foto), e o interino, Juan Guaidó, que promove uma campanha internacional para angariar ajuda humanitária.

Com o bloqueio, a dificuldade para o ingresso de doações aumenta. De acordo com informações da Andina, agência pública de notícias do Peru, há contentores na ponte Tienditas, que liga os locais de Cúcuta, na Colômbia e Urena, na Venezuela.

Na semana passada, a estrada havia já sido bloqueada com o tanque de combustível e dois contêineres. A ajuda humanitária foi enviada por alguns países para Cucuta (Colômbia) a pedido de Guaidó . Maduro nega que promova um bloqueio na região e diz que a ação é de proteção contra eventual intervenção militar liderada pelos Estados Unidos.

Maduro e Guaidó lideram protestos na Venezuela

Onda de protestos marcam polarização de crise na Venezuela

Na terça-feira (12/02) milhares de manifestantes saíram nesta às ruas da capital da Venezuela (ver na foto ao lado) e de outras cidades do país para protestar contra e a favor do governo de Nicolás Maduro. As manifestações em favor do presidente Maduro se concentraram principalmente nas ruas de Caracas, como parte da marcha para a celebração do Dia da Juventude e em defesa da soberania do país.

"Eu quero a paz para a Venezuela , todos queremos paz para a Venezuela. Que os tambores da guerra se afastem, que as ameaças de invasão militar se afastem e que a Venezuela diga em um só coro, com uma só voz: Queremos paz! Queremos felicidade!", discursou Maduro.

Por outro lado, em ruas de outras cidades do país, manifestantes pediam a entrada de ajuda humanitária no país. O presidente autoproclamado, Juan Guai dó , marcou para o próximo dia 23 a data para entrada no país de doações internacionais. Neste dia completará um mês que ele se proclamou presidente da República.

“Um mês depois que nós, venezuelanos, fizermos o juramento, 23 de fevereiro será o dia da ajuda humanitária para entrar no país. A partir de hoje vamos nos organizar para a maior mobilização da nossa história”, afirmou Guaidó no seu perfil no Twitter.

Guaidó também anunciou que haverá um centro de distribuição de doações em Roraima. O centro faz parte da cooperação coordenada por um gabinete interministerial do Brasil, envolvendo os ministérios da Saúde e da Defesa, e será instalado nos próximos dias.

“Para que a ajuda humanitária entre, precisamos de organização e mobilização. Não há ninguém que possa contra uma maioria organizada”, alertou Juan Guaidó , informando que no sábado (16) serão organizados conselhos destinados à organização da ajuda humanitária.

Segundo o venezuelano, no domingo (17/02) haverá “acampamentos humanitários itinerantes” em distintos pontos do país. “Tudo o que estamos fazendo é impedir que continuemos a ver os venezuelanos sofrerem. Já basta. É hora de ajudar”, ressaltou nas redes sociais.

Guaidó disse ainda que haverá mais um centro de distribuição de ajuda humanitária, além de Roraima e Cúcuta, na Colômbia. De passagem por Brasília, a nova embaixadora venezuelana no Brasil, María Teresa Belandria, disse na segunda-feira (11/02) que há necessidade de alimentos, medicamentos, transporte e logística.

Em meio à chegada da primeira carga de ajuda humanitária ao, Nicolás Maduro manifestou sua insatisfação com a “intervenção” norte-americana e apontou o país de Donald Trump como o principal causador da crise venezuelana.

Em entrevista à BBC News , divulgada nesta manhã, Maduro garantiu que não aceitará que a Venezuela receba ajuda humanitária dos Estados Unidos, já que esse seria um “show” projetado pelo país como uma forma de controlar e intervir na política venezuelana. “Eles são belistas que querem tomar a país."

"É uma guerra política, do império dos Estados Unidos, dos interesses da extrema-direita e da Klu Klux Klan , que governa a Casa Branca, para assumir a Venezuela", disse o líder venezuelano.

Nos últimos meses, o país vem enfrentando grave escassez de itens básicos, como medicamentos e alimentos. Porém, tal questão foi negada por Maduro , que afirmou que a Venezuela tem a capacidade de satisfazer as necessidades de seu povo e que não precisa de “migalhas de ninguém”.

Padres homossexuais são 80% no Vaticano, diz jornalista

Publicado em Mundo
Segunda, 18 Fevereiro 2019 20:49

Escritor francês afirma que o Vaticano é uma das maiores comunidades homossexuais do mundo

O Vaticano tem uma das maiores comunidades homossexuais do mundo, segundo o jornalista e escritor francês Fréderic Martel. A declaração foi dada durante entrevista à revista Le Point sobre o lançamento de seu livro ‘No Armário do Vaticano’, com o qual o jornalista promete provocar um escândalo ao revelar a presença de homossexuais nas hierarquias mais alta da Igreja Católica.

Após quatro anos de pesquisa e mais de 1.500 entrevistas com cardeais, bispos, embaixadores papais, oficiais diplomáticos, guardas suíços, padres e seminaristas, Martel afirmou que 80% dos padres que trabalham no Vaticano são gays, embora não necessariamente sexualmente ativos. Segundo o autor, há várias “categorias” de homossexuais, às quais Martel chama de “Fifty Shades of Gay”, um trocadilho com o livro '50 Tons de Cinza'.

"Tem os que não praticam e respeitam os votos de castidade, tem os que vivem mal sua homossexualidade e tentam se ‘curar’, tem alguns que vivem em relações estáveis com seus companheiros, que eles apresentam como um assistente ou um cunhado, e tem aqueles que multiplicam os parceiros ou apelam para a prostituição", revelou.

O jornalista, que é homossexual assumido, explicou que há um “sistema gay” dentro da Santa Sé, que só foi descoberto porque ele se tornou muito próximo dos religiosos durante a investigação, que contou com a ajuda de quatro pessoas próximas ao papa Francisco. Na obra, não fica claro se o pontífice é a favor das revelações dentro do Vaticano.

Com 630 páginas, o livro será publicado no próximo dia 21 de fevereiro, data que coincide com o início da cúpula convocada pelo papa, com bispos de mais de 100 países, a fim de debater sobre os casos de abuso sexual contra menores cometidos por bispos e padres , nos últimos anos.

Segundo o jornalista, a existência de homossexuais dentre os integrantes do clero é o “segredo mais bem guardado” do Vaticano e revela um dos diversos casos de “corrupção e hipocrisia” que envolvem a Igreja Católica.

Rússia e China temem por conflitos por ajuda à Venezuela

Publicado em Mundo
Sexta, 22 Fevereiro 2019 17:08

Russos acusam os EUA e seus aliados da Otan de tentarem armar a oposição venezuelana

O ministério de Relações Exteriores da Rússia e o da China afirmaram nesta sexta-feira (22) que a entrada de ajuda humanitária na Venezuela pode criar conflitos. Os dois governos apoiam o regime de Nicolás Maduro.

"Uma entrega forçada da chamada ajuda humanitária poderia desencadear conflitos e provocar graves consequências, e ninguém quer ver isso", afirmou na sexta-feira )22/02) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, em entrevista coletiva diária.

"A China é contra qualquer intervenção militar na Venezuela e de qualquer ação que possa causar uma escalada ou conflitos nesse país", acrescentou o porta-voz.

A porta-voz do ministério russo, Maria Zakharova, também falou que a entrada pode gerar conflitos e que pode criar um "pretexto para uma ação militar" para remover o presidente Nicolás Maduro do poder.

"Uma provocação perigosa, de grande magnitude, inspirada e dirigida por Washington, o ingresso pela fronteira venezuelana do suposto comboio humanitário, está prevista para 23 de fevereiro", disse.

Zakharova ainda acusou os Estados Unidos e seus aliados da Otan de discutirem como armar a oposição venezuelana, sem detalhar mais, e disse que Washington estava implementando forças especiais e equipamentos perto da Venezuela.

Centro da tensão

A ajuda humanitária oferecida à Venezuela está no centro da tensão envolvendo o regime de Nicolás Maduro e a oposição liderada por Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.

Guaidó fixou para este sábado (23/02) a entrada de ajuda de outros países na Venezuela. Voluntários irão em caravanas às fronteiras terrestres e marítimas do país para ajudar. Mas Maduro se nega a receber ajuda internacional, que segundo ele representa um pretexto para uma invasão militar à Venezuela e subsequente golpe para tirar o chavismo do poder.

Na quinta-feira (21/02), Maduro ordenou o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil (na foto acima). Normalmente, a passagem é fechada à noite e reabre por volta das 7h do dia seguinte (horário local, às 8h de Brasília), o que não aconteceu nesta manhã.

Nesta manhã, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com 22,8 toneladas de leite em pó e 500 kits de primeiros-socorros para os venezuelanos decolou de Brasília em direção a Boa Vista. Da capital de Roraima, os produtos serão levados de caminhão com motoristas brasileiros até Pacaraima, na fronteira.

"Meu dever é estar em Caracas, apesar dos riscos", diz Guaidó

Publicado em Mundo
Terça, 26 Fevereiro 2019 21:31

Líder oposicionista anunciou que voltará nesta semana a Caracas para exercer suas “funções”

O líder da oposição Juan Guaidó (na foto), reconhecido por cerca de 50 países como presidente interino da Venezuela, assegurou de Bogotá que retornará ao seu país, apesar do risco de ser preso por desrespeitar uma ordem judicial chavista que o impedia de deixar o país.

“Um preso não serce para ninguém, um presidente exilado tampouco. Estamos em uma zona inédita. E minha função e meu dever é estar em Caracas apesar dos riscos, apesar das implicações”, disse Guaidó em uma entrevista difundida nesta terça-feira pelo canal NTN24.

Guaidó chegou à Colômbia na última sexta-feira (22/02) para coordenar a entrega de ajuda humanitária por a fronteira com a Venezuela, país que enfrenta uma severa crise econômica, com a carência de alimentos e medicamentos. A tentativa frustrada levou a confrontos com as tropas leais a Nicolás Maduro.

Também participou em Bogotá da reunião do Grupo de Lima, que se comprometeu a apertar o cerco contra Maduro, mas sem recorrer à força.

Guaidó insistiu que voltará nesta semana a Caracas para exercer suas “funções”, “se decidirem dar o passo” de prendê-lo.

A Colômbia denunciou “ameaças sérias” contra Guaidó e responsabilizou o governo “usurpador” do que possa acontecer a ele. Maduro disse que Guaidó deverá responder à justiça.

Paquistão diz que vai libertar piloto indiano como 'gesto de paz'

Publicado em Mundo
Quinta, 28 Fevereiro 2019 14:25

Piloto foi capturado na quarta após Exército do Paquistão derrubar avião da Índia na Caxemira

Destroços de avião indiano que caiu na área de Budgam, na Caxemira indiana — Foto: AP Photo/Mukhtar Khan

O Paquistão anunciou nesta quinta-feira (28/02) que vai libertar na sexta, como "um gesto de paz", o piloto da força aérea indiana capturado na quarta.

"Como gesto de paz, vamos libertar o piloto indiano (amanhã)", declarou o primeiro-ministro Imran Khan perante a Assembleia Nacional do país.

O avião do tenente coronel Abhinandan Varthaman (na foto acima) foi derrubado (ver destroços da aeronave na foto ao lado) na quarta no espaço aéreo da Caxemira, durante um confronto aéreo entre as duas potências nucleares.

O Exército do Paquistão anunciou que derrubou dois caças indianos e capturou um dos pilotos. Já a Índia disse que perdeu um de seus aviões e anunciou ter derrubado um caça paquistanês no espaço aéreo da Caxemira.

A tensão entre Índia e Paquistão se acirrou desde um atentado suicida em 14 de fevereiro na Caxemira indiana que matou 40 soldados indianos. O atentado foi reivindicado pelo grupo rebelde JeM, que reclama a independência da região ou a anexação ao Paquistão.

A Caxemira, na região do Himalaia, foi dividida entre Índia e Paquistão ao fim da colonização britânica. Os dois países reivindicam a totalidade do território, o que provocou duas das três guerras que enfrentaram desde a independência, em 1947.

De acordo com analistas, a Índia mantém 500.000 soldados mobilizados em sua região, o que faz desta uma das zonas mais militarizadas do mundo.

EUA pagam recompensa de US$ 1 mi por filho de Bin Laden

Publicado em Mundo
Sexta, 01 Março 2019 16:01

Hamza bin Laden é considerado um dirigente em ascensão da Al-Qaeda e desde 2015 divulga mensagens pedindo ataques aos Estados Unidos

Os Estados Unidos ofereceram na quinta-feira (28/02) uma recompensa de US$ 1 milhão por informações sobre um filho do falecido líder da rede Al-Qaeda, Osama bin Laden, ao catalogá-lo como um dirigente em ascensão no grupo extremista.

A localização de Hamza bin Laden (na fotomontagem acima com o pai), às vezes chamado de "príncipe herdeiro da jihad", tem sido objeto de especulações por anos, durante os quais têm sido recebidos informes dele no Paquistão, no Afeganistão ou em prisão domiciliar no Irã.

Segundo o Departamento de Estado americano, que promete o dinheiro em troca de informação "para identificá-lo ou localizá-lo em qualquer país", é um "líder emergente" da Al-Qaeda.

"Desde pelo menos agosto de 2015, tem publicado mensagens de áudio e vídeo na internet, pedindo ataques aos Estados Unidos e seus aliados ocidentais, e ameaçado com ataques aos Estados Unidos em vingança pela morte de seu pai, assassinado em maio de 2011 por soldados americanos", escreveu a diplomacia americana em um comunicado.

Segundo especialistas em grupos islamitas, o jovem, agora em seus 30 anos, está a cargo do grupo Ansar al-Fourqan, que tem recrutado durante alguns meses na Síria os combatentes mais doutrinados da Al-Qaeda ou à organização jihadista Estado Islâmico.

Hamza bin Laden costuma ser visto como o "príncipe-herdeiro da jihad": há documentos, entre eles as cartas reveladas pela AFP em maio de 2015, que mostram que Osama Bin Laden pretendia que tivesse êxito à frente da Jihad global antiocidental.

Entre os arquivos do líder jihadista apreendidos durante a operação americana em 2011, na qual o extremista foi morto no Paquistão, e revelados no fim de 2017 pela CIA, também está um vídeo do casamento de Hamza, aparentemente no Irã.

EUA impõem sanções a funcionários do governo venezuelano

Publicado em Mundo
Sexta, 01 Março 2019 16:23

Eles são acusados de impediram a entrada de ajuda humanitária no dia 23 de fevereiro

Os Estados Unidos impuseram novas sanções à Venezuela na sexta-feira (01/03), visando seis funcionários do governo venezuelano ligados ao presidente Nicolás Maduro, em sua última medida para pressionar o líder (na foto, a fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, segue fechada pelo 8º dia — Foto: Alan Chaves/G1 Roraima).

Em um comunicado, o Departamento do Tesouro dos EUA citou a batalha pela assistência humanitária e culpou as seis atuais ou ex-autoridades de segurança, que disseram que grupos controlados impediram que a ajuda chegasse às pessoas no país latino-americano.

"Estamos sancionando os membros das forças de segurança de Maduro em resposta à violência repreensível, às mortes trágicas e à destruição indiscriminada de alimentos e remédios destinados aos venezuelanos doentes e famintos", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, depois que a violência bloqueou a ajuda humanitária no final de semana.

Os Estados Unidos "continuarão tendo como alvo os seguidores de Maduro que prolongam o sofrimento das vítimas dessa crise humanitária provocada pelo homem", acrescentou Mnuchin.

A ação de sexta-feira é o segundo conjunto de sanções nesta semana, depois que os Estados Unidos atacaram na segunda-feira (25/02) quatro governadores venezuelanos aliados a Maduro. Os EUA, na segunda-feira, também pediram aos aliados que congelem os ativos da estatal petrolífera PDVSA.

As sanções dos EUA bloqueiam todos os ativos que os indivíduos controlam nos Estados Unidos e impedem as entidades do país de realizar negócios ou transações financeiras com eles.

Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer Juan Guaidó como presidente autoproclamado da Venezuela. Em janeiro, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma declaração em que não reconhece a legitimidade do novo mandato de Nicolás Maduro.

Sanções anteriores

Em maio de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump (na foto acima), assinou uma ordem executiva banindo o envolvimento de cidadãos norte-americanos em negociações de títulos da dívida da Venezuela e de outros ativos. A medida, adotada após a reeleição de Maduro para a presidência, vale para bens relacionados ao petróleo e a outras áreas do governo da Venezuela.

Na ocasião, o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse que as sanções estavam “em contradição absoluta com a lei internacional”.

Em janeiro deste ano, os EUA anunciaram outras sanções contra a Venezuela. De acordo com uma nota do Departamento de Tesouro dos EUA, essas sanções visam um esquema de rede de câmbio venezuelano que teria desviado bilhões de dólares para funcionários do governo Maduro. Os alvos são 7 indivíduos e 23 organizações.

Fechamento da fronteira

Na semana passada, Nicolás Maduro determinou o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima (RR).

Guaidó no Brasil

O autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, se reuniu na quinta-feira (28/02) com o presidente Jair Bolsonaro, lideranças do Congresso e diplomatas da União Europeia. Na sexta-feira, Guaidó embarcou para o Paraguai, onde participará de reunião com o presidente Mario Abdo Benítez.

Ao deixar o hotel na capital federal, Guaidó disse que a passagem pelo Brasil foi "muito importante", um "respaldo da democracia" para a reconstrução da Venezuela. Guaidó chamou o Brasil de "povo irmão" e agradeceu ao país.

"Muito obrigada ao Brasil, ao seu presidente, ao Senado, ao Congresso", disse.

Jornalista, crítico de Maduro, é assassinado na Venezuela

Publicado em Mundo
Quinta, 07 Março 2019 21:13

Chavista, Alí Domínguez rompeu com a atual gestão e era considerado um dissidente

Morreu, na madrugada desta quinta-feira (07/03) o jornalista e ativista chavista Alí Domínguez (na foto). Desaparecido há uma semana, ele foi encontrado em uma estrada com sinais de espancamento e chegou a ser socorrido para um hospital de Caracas, mas não resisitu aos ferimentos. Pouco antes de sumir, Domínguez afirmou que estava sendo ameaçado por membros do governo da Venezuela.

Apesar de chavista, o jornalista havia rompido relações com o governo comandado por Nicolás Maduro e era considerado um dissidente. De acordo com a ONG Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea), o ativista foi encontrado por policiais em uma autoestrada perto da capital da Venezuela , com traumatismo craniano, fraturas e desprendimento dos dentes, o que poderia indicar que ele teria sido torturado.

As autoridades venezuelanas ainda não se pronunciaram sobre o ocorrido. O Vontade Popular, partido de oposição a Maduro , pediu uma “investigação exaustiva” e lembrou que o jornalista havia denunciado casos de corrupção no governo.

Em sua última entrevista antes de desaparecer, Domínguez fala sobre ameaças. "Eles te ameaçam, vão ao lugar onde você mora, tentam te colocar medo", explicou o jornalista.

Domínguez sumiu na última quinta-feira (28), após assistir uma reunião de voluntários da ajuda internacional com Juan Guaidó, autoproclamado presidente venezuelano. Guaidó também ainda não falou sobre a morte do ativista.

Guaidó pede sanções à Venezuela

Também nesta quinta, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, pediu à Europa que intensifique as sanções econômicas contra o regime de Nicolás Maduro. O pedido se deu após a expulsão do embaixador da Alemanha no país

"Os países europeus devem reforçar as sanções econômicas contra o regime. A comunidade internacional deve evitar que o dinheiro venezuelano seja utilizado para matar opositores do regime e povos indígenas", defendeu Juan Guaidó em entrevista à revista alemã Der Spiegel .

Na quarta-feira (06/03), a Venezuela declarou "persona non grata" o embaixador da Alemanha em Caracas, Daniel Kriener, que foi acusado de praticar "recorrentes atos de ingerência" em assuntos internos. O diplomata tem 48 horas para sair do país.

À revista alemã, Guaidó reiterou que "condena veementemente" a decisão e pediu ao embaixador para ficar na Venezuela. "O regime não está apenas ameaçando verbalmente o embaixador, a sua integridade física também está ameaçada", disse o opositor de Nicolás Maduro .

Guaidó também considerou que "a Venezuela vive sob uma ditadura e esta abordagem é uma ameaça para a Alemanha. Não é legítimo declarar um embaixador como indesejável". Ele agradeceu à Alemanha a ajuda humanitária que prestou.

No mesmo dia, embaixador John Bolton, assessor especial da Casa Branca, escreveu, em comunicado à imprensa e nas redes sociais, que os Estados Unidos podem endurecer as sanções econômicas adotadas contra o governo da Venezuela .

EUA acusam ministro da Venezuela de ajudar narcotráfico

Publicado em Mundo
Sexta, 08 Março 2019 19:00

Aliado de Nicolás Maduro, contratou aviões privados norte-americanos para reuniões particulares na Turquia e na Rússia

O ministro da Indústria e ex-vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami (na foto), foi acusado em uma corte de Nova York de violar a lei de chefões estrangeiros de tráficos de drogas, informou nesta sexta-feira (08/03) o procurador federal de Manhattan.

"Usou sua posição de poder para se envolver no narcotráfico internacional", "contornou as sanções e violou a lei americana sobre barões da droga estrangeiros", disse Angel Meléndez, agente especial do departamento de Segurança Nacional, citado no comunicado.

O procurador dos Estados Unidos Geoffrey Berman acusou El Aissami de contratar empresas norte-americanas para fornecer aviões privados, uma forma de violar sanções. Com os jatos, ele poderia viajar pelo mundo para reuniões particulares em países aliados do regime de Nicolás Maduro, como Turquia e Rússia.

Além dele, o empresário venezuelano Samark Jose Lopez Bello foi acusado de violar a lei dos chefões estrangeiros de narcotráficos. Eles também violaram sanções impostas pelo departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Ambos são, agora, considerados foragidos da Justiça em Nova York.

Até o momento, o governo da Venezuela não comentou o assunto.

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