Zona do euro fecha acordo sobre nova ajuda à Grécia

Publicado em Mundo
Segunda, 13 Julho 2015 20:13

 

Líderes afirmam que acordo é alcançado por unanimidade e que está tudo pronto para um terceiro programa de ajuda. Comissão Europeia assegura que Grécia fica no euro.
Os líderes da zona do euro chegaram a um acordo "unânime" sobre um terceiro pacote de resgate e um plano de reformas para a Grécia nesta segunda-feira (13/07), em Bruxelas, afirmaram vários participantes da reunião de cúpula.

Após cerca de 17 horas de discussão, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, confirmou o acordo e uma extensa agenda de compromissos para combater a crise na Grécia. Com isso está "tudo pronto" para um terceiro programa de apoio, por via do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), com "reformas sérias e apoio financeiro", disse.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que, com o acordo, o "Grexit" (saída da Grécia do euro) foi evitado. Ele disse que um compromisso foi alcançado e que não há vencedores nem perdedores. Juncker ainda destacou que um programa de 35 bilhões de euros para estimular o crescimento e gerar empregos faz parte do compromisso.

Segundo o chefe do Eurogrupo (grupo dos ministros das Finanças dos países do euro), Jeroen Dijsselbloem, o Parlamento grego deve aprovar o pacote até esta quarta-feira, além de medidas individuais prioritárias. A aprovação de outros parlamentos nacionais, incluindo o alemão, também será necessária.

Depois, o Eurogrupo, na condição de representante do MEE, iniciará formalmente as negociações para o novo pacote de ajuda. Dijsselbloem disse esperar que isso aconteça até o fim desta semana.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, declarou que as vantagens se sobrepõem às desvantages e pediu ao Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) que aprove o plano. Segundo ela, até esta quarta-feira a Grécia terá de implementar medidas prioritárias, incluindo mudanças no imposto sobre valor agregado (VAT) e o sistema de aposentadorias. Merkel afirmou que não haverá perdão da dívida.

Ela disse que os parceiros gregos e europeus ainda enfrentarão um caminho difícil para dar início ao terceiro pacote de resgate à Grécia. "O caminho será longo e, a julgar pelas negociações desta noite, difícil", disse. Ela acrescentou que o pacote engloba entre 82 bilhões e 86 bilhões de euros para os próximos três anos e que mais de 25 bilhões de euros serão utilizados para recapitalização dos bancos gregos.

O presidente francês, François Hollande, destacou que a Grécia continua integrada à zona do euro. Ele disse que o parlamento grego deve se reunir em algumas horas para analisar e aprovar as reformas requeridas pelo plano. Para a zona do euro, perder a Grécia seria perder "o coração da nossa civilização", afirmou Hollande.

O líder francês disse que, com o acordo, preservou-se a soberania grega. Ele elogiou a "corajosa escolha" do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, de aceitar um entendimento com os seus credores. Hollande acrescentou que a França tem sabido pensar na Europa e não apenas na França e destacou que, "se a zona do euro tivesse ouvido apenas uma voz, isso teria resultado na saída da Grécia do euro".

Tsipras afirmou que o seu governo travou uma "batalha dura" durante seis meses e lutou até o final por um acordo que permitirá ao país se recuperar. "Enfrentamos dilemas difíceis. Assumimos a responsabilidade pela decisão para evitar a implementação de objetivos ainda mais extremos dos círculos ultraconservadores da União Europeia", disse Tsipras no fim da cúpula, em Bruxelas. Segundo ele, o compromisso fechado inclui a reestruturação da dívida.

Os detalhes do acordo ainda não são conhecidos. Os mercados europeus reagiram positivamente ao anúncio de Tusk. O índice alemão DAX, o francês CAC e o Britânico FTSE tiveram alta de 0,6% a 1,4%. O índice dos bancos da zona do euro também teve alta de 1,5%.

Radiação faz flores mutantes na região de Fukushima

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Sexta, 24 Julho 2015 14:15

 

Um fotógrafo japonês registrou o nascimento de margaridas mutantes em uma região próxima a usina nuclear de Fukushima, no Japão.

As plantas mutiladas foram registradas por usuário japonês do Twitter, que vive na cidade de Nasushiobara, a cerca de 110 quilômetros da usina nuclear, que sofreu um acidente em 2011 após um terremoto e um posterior tsunami.

Traduzida pelo jornal The International Business Times, a mensagem diz: "A da direita cresceu e se dividiu em dois caules, com flores conectadas uma na outra, tendo quatro caules de flores unidas como um cinto."

 

As flores apresentam um quadro conhecido como fasciação, que é um desequilíbrio hormonal nas plantas vasculares. A rara anomalia faz os vegetais terem peso e altura muito maiores do que o normal.

A fasciação acontece quando partes de um embrião se fundem de maneira anormal, resultando em uma célula achatada. Geralmente, as flores e folhas da planta irão desenvolver formas anormais a partir dessa célula defeituosa.

Quatro anos após o acidente que causou o derretimento de três dos seis reatores nucleares na usina de Fukushima, a área ao redor ainda sofre com os efeitos da radiação liberada após a tragédia.

Em 2014, cientistas descobriram que a expectativa de vida e tamanho das populações de algumas espécies de pássaros e borboletas diminuíram. Além disso, alguns desses animais também mostraram sinais de crescimento anormal.

Desde a tragédia de 2011, a área de Fukushima permanece evacuada pelas autoridades locais.

Militantes do EI caem em golpe de garotas da Chechênia

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Quinta, 30 Julho 2015 19:54

 

Um dos métodos mais eficientes usados por militantes do Estado Islâmico (EI) para convencer jovens a viajarem para a Síria é o contato por meio das redes sociais. Foi assim que dezenas de meninas de diferentes partes do mundo deixaram tudo para trás para realizar o sonho jihadista.

A estratégia, contudo, se mostrou furada depois que um grupo de adolescentes na Chechênia teria usado a aproximação para benefício próprio. É o que informa o canal de televisão russo Life News, que entrevistou três meninas desta região predominantemente muçulmana e que se envolveram no esquema.

De acordo com uma das jovens, que não se identificou por razões de segurança, tudo começou quando um homem se aproximou de uma delas via internet há alguns meses. Depois de algumas conversas, o homem, que seria ligado ao EI, teria então perguntado se ela não toparia ir para a Síria, “um lugar muito legal”.

“Eu disse a ele que não tinha dinheiro e então ele me enviou 10 mil rublos (cerca de 560 reais)”. Assim que o dinheiro caiu, ela o bloqueou das redes sociais. O sucesso do golpe animou as amigas, que entraram na jogada e começaram a ludibriar os recrutadores. Ao todo, contaram, juntaram doze mil reais.

As meninas logo chamaram a atenção das autoridades que monitoravam a internet e elas acabaram detidas para prestarem esclarecimentos sobre as suas atividades nas redes sociais e os contatos com estes homens.

Um agente do governo russo ouvido pelo canal lembrou que o envio de dinheiro é uma prática comum, já que os militantes do EI arriscariam ser presos se tentassem comprar as passagens pessoalmente. “De todo o modo, eu não recomendo que alguém tente se corresponder com estes perigosos criminosos, ainda mais para conseguir dinheiro”, disse.

EI na Rússia

Segundo estimativas do serviço secreto russo, divulgadas pelo site RIA Novosti, 1.700 cidadãos do país podem estar hoje na Síria ou Iraque lutando ao lado dos extremistas. O número fez com que o governo decidisse por se engajar na luta da coalizão, especialmente quando o tema é a radicalização de jovens.

Guerra é alternativa se acordo com Irã não for aprovado?

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Quinta, 06 Agosto 2015 13:25

 

Barack Obama defendeu nesta quarta-feira (5) que o Congresso aprove o acordo nuclear com o Irã costurado no mês passado. Na American University, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o pacto firmado com o Teerã no mês passado é a melhor forma de evitar uma guerra. Disse também que o Irã será descoberto se tentar enganar outros países e construir uma bomba nuclear.

"A escolha que fizemos é entre a diplomacia e alguma forma de guerra. Se o Irã trapacear, nós podemos pegá-lo e vamos pegá-lo", disse Obama em trecho reproduzido pelo jornal O Globo.

O Congresso americano precisa aprovar o acordo que Obama e outras nações firmaram com Hassan Rouhani, presidente iraniano, em meados de julho. Os parlamentares têm prazo de 60 dias.

O Irã se comprometeu a remover dois terços das centrífugas para gerar energia nuclear e armazená-las em locais com supervisão internacional, acabar com 98% do urânio enriquecido que já possui, aceitar que sanções podem ser aplicadas rapidamente se o novo acordo for violado e dar à Agência Internacional de Energia Atômica (Iaea, na sigla em inglês), acesso ilimitado e irrestrito.

"Ao matar esse acordo, o Congresso não iria só pavimentar o caminho do Irã para a bomba, mas acelerá-lo. O acordo não é apenas a melhor escolha entre as alternativas. É o acordo mais forte de não-proliferação que já fizemos", argumentou Obama nesta quarta, segundo O Globo. Os cenários que críticos do acordo "projetam para 15 anos poderiam acontecer daqui a seis meses", disse o presidente.

RCN

Sem latinos neste país, quem vai limpar seu banheiro?

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Segunda, 10 Agosto 2015 21:46

 

A desclassificada Kelly Osbourne, filha do famoso rockeiro britânico Ozzy Osbourne, criticou a Donald Trump por seus comentários sobre a imigração, porem a maneira como o foi dito, resultou ser não menos racista e desencadeou uma onda de indignação nas redes sociais.

"Se você perder todos os latinos neste país, que vai limpar sua casa e seu banheiro, Donald Trump?", Disse Kelly Osbourne durante o debate do programa 'The View' da cadeia ABC '.

Guerra provoca retirada de sementes de silo do “apocalipse”

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Terça, 22 Setembro 2015 14:22

 

O silo, inaugurado no arquipélago de Svalbard em 2008, foi projetado para proteger sementes de cultivo contra os piores cataclismos provocados por guerras nucleares ou doenças
A guerra civil na Síria provocou a primeira retirada de sementes de silo do “apocalipse” construído no Ártico para assegurar o fornecimento de alimentos no mundo, disseram os responsáveis nesta segunda-feira (21).

Parece o cenário de filme de ficção científica. E o motivo pelo qual foi criado também remete aos momentos mais apocalípticos do cinema. Mas, assustadoramente, é uma hipótese real: desde 2008, cientistas mantêm em uma área gélida do ártico um grande cofre de sementes para serem usadas, na teoria, no caso de uma grande catástrofe.

As sementes, incluindo exemplares de trigo, cevada e gramas adaptadas para regiões secas, foram solicitadas por pesquisadores no Oriente Médio para substituir as sementes de um banco genético danificado pela guerra na cidade síria de Aleppo.

“Proteger a biodiversidade do mundo dessa maneira é precisamente o propósito do Silo Global de Sementes Svaldbard”, disse Brian Lainoff, porta-voz para o Fundo Crop, responsável pelo armazenagem subterrânea das sementes em uma ilha norueguesa a 1.300 quilômetros do Polo Norte.

O silo, inaugurado no arquipélago de Svalbard em 2008, foi projetado para proteger sementes de cultivo – tais como feijão, arroz e trigo – contra os piores cataclismos provocados por guerras nucleares ou doenças.

A instalação abriga mais de 860 mil exemplares, provenientes de todos os países. Mesmo se o fornecimento de energia fosse cortado, o silo perduraria congelado e selado por 200 anos.

O banco de sementes de Aleppo vinha funcionando parcialmente, incluindo sua câmara fria, apesar do conflito. Mas não foi mais capaz de manter seu papel como polo para o crescimento e distribuição de sementes para outros países, sobretudo do Oriente Médio.

Turquia abate caça russo na fronteira com a Síria

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Terça, 24 Novembro 2015 11:43

 

O Ministério da Defesa russo confirmou a queda do caça Su-24, pouco depois de o governo turco anunciar o abate de um avião militar que teria violado o seu espaço aéreo.

A força aérea da Turquia abateu um avião militar russo perto da fronteira com a Síria nesta terça (24) por suposta violação de espaço aéreo. Segundo fontes militares turcas, os pilotos teriam sido avisados até dez vezes antes do ataque.

A queda do caça Su-24 foi confirmada por representantes do Ministério da Defesa russo, que nega as justificativas apresentadas pela liderança turca.

“Durante o voo, o avião permaneceu todo o tempo sobre o território da Síria”, declarou a pasta, afirmando ter provas de que o avião russo não deixou o espaço aéreo sírio.

O ministério declarou também que os pilotos teriam conseguido se ejetar e chegado ao solo de paraquedas. “O avião voava a 6 mil metros de altitude. De acordo com os dados preliminares, os pilotos conseguiram abandonar o avião”, anunciou a Defesa russa.

A rede de televisão turca CNNTÜRK, porém, divulgou que um dos pilotos havia morrido, e outro estaria sob custódia das milícias turcomanas, que se opõem ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad.

O vídeo divulgado por outro canal turco, o NTV, mostra claramente a imagem de um avião em chamas que cai em um terreno arborizado.

Paralelamente, o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, pediu ao o Ministério das Relações Exteriores do país informar a Otan e a Onu sobre a derrubada pela aviação turca de um caça russo na fronteira sírio-turca.

Trata-se do primeiro avião russo derrubado após o início de bombardeio de posições do Estado Islâmico (EI) na Síria, em 30 de setembro.

A Turquia, que se opõe à operação militar russa no país árabe, havia pedido a criação de uma zona de exclusão aérea sobre o território sírio junto à sua fronteira.

Russia afirma a sua superioridade em guerra convencional

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Quinta, 26 Novembro 2015 00:00

 

A intervenção militar de Moscovo na Síria não revirou simplesmente a sorte das armas e semeou o pânico entre os jiadistas. Ela tem mostrado ao resto do mundo, em situação de guerra real, as actuais capacidades do exército russo. Para surpresa geral, este dispõe de um sistema de empastelamento capaz de tornar a Aliança Atlântica surda e cega. Apesar de um orçamento muito maior, os Estados Unidos acabam de perder a sua preponderância militar.
ntervenção militar russa na Síria, que devia ser uma aposta arriscada para Moscovo (Moscou-br) face aos jiadistas, transformou-se numa manifestação de poderio que altera o equilíbrio estratégico mundial [1]. Concebida à partida para isolar os grupos armados dos Estados que os apoiam, em violação das resoluções decisivas do Conselho de Segurança, depois destruí-los, a operação é conduzida para cegar o conjunto dos actores ocidentais e seus aliados. Estupefacto, o Pentágono está dividido entre os que tentam minimizar os factos, e encontrar uma falha no dispositivo russo, e aqueles que, pelo contrário, consideram que os Estados Unidos perderam a sua superioridade em matéria de guerra convencional e que lhes será necessário longos anos para a recuperar
Lembre-se que em 2008, aquando da guerra da Ossétia do Sul, as Forças russas foram capazes de repelir o ataque georgiano, é certo, mas haviam mostrado ao mundo, sobretudo, o estado deplorável do seu equipamento. Ainda há dez dias atrás, o antigo secretário da Defesa, Robert Gates, e a antiga conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice, falavam do exército russo como uma força de «segundo nível» [3].

Como é que, então, a Federação da Rússia conseguiu reconstruir a sua indústria de defesa para conceber e produzir armas da mais alta tecnologia, sem que o Pentágono captasse a amplitude do fenómeno e se deixasse distanciar ? Os Russos utilizaram todas as suas novas armas na Síria, ou dispõem ainda de outras maravilhas de reserva? [4]

O mal-estar é tão grande em Washington que a Casa Branca acaba de cancelar a visita oficial do Primeiro-ministro Dmitry Medvedev, e de uma delegação do Estado-maior russo. A decisão foi tomada após uma visita idêntica de uma delegação militar russa à Turquia. É inútil discutir as operações na Síria quando o Pentágono não sabe, mais, o que lá se passa. Furiosos, os "falcões liberais" e os neo-conservadores exigem a retoma de um maior orçamento militar e obtêm a suspensão de retirada das tropas do Afeganistão.

Da forma mais estranha que se possa considerar os comentadores atlantistas, que assistem à ultrapassagem do poder militar dos E. U., denunciam o perigo do imperialismo russo [5]. No entanto, a Rússia trata aqui apenas de salvar o Povo sírio, e propõe aos outros Estados trabalhar em cooperação com ela, enquanto os Estados Unidos impuseram o seu sistema económico e destruíram numerosos estados, enquanto detinham a proeminência militar, .

Forçoso é constatar que as declarações incertas de Washington durante a manobra russa, antes da ofensiva, não devem ser interpretadas como uma adaptação política lenta da retórica oficial, mas, sim, pelo que elas exprimem : o Pentágono desconhecia o que se passava no terreno. Ele estava cego e surdo, a propósito.

Um sistema de empastelamento generalizado

Sabe-se, desde o incidente do USS Donald Cook no mar Negro, a 12 abril de 2014, que a Força aérea russa dispõe de uma arma que lhe permite empastelar todos os radares, circuitos de contrôlo, sistemas de transmissão de informação, etc. [6]. Desde o início da colocação militar (na Síria- ndT), a Rússia instalou um centro de empastelamento em Hmeymim, a norte de Lataquia. De repente, o incidente do USS Donald Cook repetiu-se, mas, desta vez, num perímetro de 300 km; incluindo a base da Otan em Incirlik (Turquia). E, ainda persiste. Tendo o evento ocorrido durante uma tempestade de areia de densidade histórica, o Pentágono acreditou, inicialmente, que os seus instrumentos de medição estavam desregulados, antes de constatar que eles estavam “baralhados”. Todos alvo de empastelamento electrónico.

Ora, a moderna guerra convencional repousa no «C4i»; uma sigla correspondendo aos termos em Inglês de «command»(comando), «control»(contrôlo), «communications»(comunicações), «computers»(computadores) e «intelligence»(inteligência). Os satélites, os aviões e os drones(aviões teleguiados), os navios e submarinos, os blindados, e agora até mesmo os combatentes, estão ligados uns aos outros por comunicações permanentes, que permitem aos estados-maiores comandar as batalhas. É todo este conjunto, o sistema nervoso da Otan, que está actualmente empastelado na Síria e numa parte da Turquia.

Segundo o perito romeno Valentin Vasilescu a Rússia teria instalado vários Krasukha-4, teria equipado os seus aviões de aparelhos de guerra electrónica SAP / SPS-171 (como o avião que sobrevoou o USS Donald Cook), e os seus helicópteros Richag -AV. Além disso, usaria o navio-espião Priazovye (da classe Projecto 864, Vishnya na nomenclatura da Otan), no Mediterrâneo [7].

Parece que a Rússia assumiu o compromisso de não perturbar as comunicações de Israel ---coutada guardada dos E. U.---, de modo que se guarda de implantar o seu sistema de empastelagem no Sul da Síria.

As aeronaves russas deram-se ao luxo de violar um monte de vezes o espaço aéreo turco. Não para medir o tempo de reação da sua Força Aérea, mas para verificar a eficácia do empastelamento-electrónico na zona requerida, e para vigiar as instalações colocadas à disposição dos jiadistas na Turquia.

Mísseis de cruzeiro de ultra-desempenho

Finalmente, a Rússia utilizou várias novas armas, como os 26 mísseis de cruzeiro furtivos 3M-14T Kaliber-NK, equivalentes aos RGM/UGM-109E Tomahawk [8] . Disparados a partir da Frota do Mar Cáspio--- sem qualquer fundamento militar---, eles atingiram e destruíram 11 alvos situados a 1.500 km de distância, na zona não-empastelada --- afim de que a Otan pudesse apreciar o desempenho---. Estes mísseis sobrevoaram o Irão e o Iraque, a uma altitude variável de 50 a 100 metros, segundo o terreno, passando a quatro quilómetros de um drone norte-americano. Nenhum se perdeu, ao contrário dos americanos cujos erros se situam entre os 5 e os 10%, segundo os modelos [9]. De passagem, estes disparos mostram a inutilidade das despesas faraónicas do «escudo» anti-mísseis construido pelo Pentágono em volta da Rússia —mesmo se era oficialmente justificado como estando dirigido “contra os lançadores iranianos”—.

Sabendo que estes mísseis podem ser disparados a partir de submarinos, localizados em qualquer ponto dos oceanos, e que eles podem transportar ogivas nucleares, os Russos recuperaram o seu atraso em termos de lançadores.

Em última análise, a Federação da Rússia seria destruída pelos Estados Unidos--- e vice-versa--- -em caso de confrontação nuclear, mas sairia vencedora em caso de guerra convencional.

Apenas os Russos e os Sírios estão à altura de avaliar a situação no terreno. Todos os comentários militares vindos de outras fontes, aqui incluídos os jiadistas, são infundados, porque só a Rússia e a Síria tem uma visão do terreno. Ora, Moscovo e Damasco entendem tirar o máximo partido da sua vantagem e, mantêm pois, o sigilo sobre as suas operações.

Dos poucos comunicados públicos, e confidências de oficiais, pode concluir-se que pelo menos 5.000 jiadistas foram mortos, entre os quais numerosos chefes da Ahrar al-Sham, da al-Qaida e do Emirado Islâmico. Pelo menos 10.000 mercenários fugiram para a Turquia, Iraque e Jordânia. O Exército Árabe Sírio e o Hezbolla reconquistaram o terreno sem esperar pelos anunciados reforços iranianos.

A campanha de bombardeamentos deverá terminar no Natal ortodoxo. A questão que se colocará então será saber se a Rússia está autorizada, ou não, a terminar o seu trabalho, perseguindo para tal os jiadistas que se refugiam na Turquia, no Iraque e na Jordânia. Caso contrário, a Síria seria salva, mas, o problema também não seria resolvido por completo. Os Irmãos Muçulmanos não deixariam de procurar uma revanche e os Estados Unidos de os utilizar, de novo, contra outros alvos.

Vídeo mostra guarda costeira grega afundando bote de imigrantes

Publicado em Mundo
Domingo, 29 Novembro 2015 00:00

 

Algumas coisas mais que as outras me fazem perder a fé na humanidade… Comecem a focar apenas a positividade, e coisas boas pois se dependermos dos governos e suas leis, é só ladeira abaixo…

Um vídeo compartilhado pelo site Metro UK, mostrando a guarda costeira da Grécia deliberadamente afundando botes com imigrantes, vem causando perplexidade na web.

Na reprodução, um marinheiro se aproxima do pequeno barco e começa a espetá-lo com um arpão enquanto os tripulantes gritam em desespero. Poucos segundos depois, o navio começa a partir como se nada tivesse acontecido.

O vídeo foi gravado pelo governo da Turquia, que jogou a reprodução na internet para denunciar e reprimir a ação do país grego. As autoridades da Grécia repudiaram a ação de seus marinheiros e dizem que não apoiam atitudes como essa. A Anistia Internacional, organização não governamental que defende os direitos humanos, também se posicionou em relação ao vídeo e exigiu que os gregos conduzam investigações sobre o ocorrido. Assista abaixo:

 

Trump: reaproximação das Coreias é crédito dos EUA

Publicado em Mundo
Sexta, 27 Abril 2018 15:32

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, e Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul, tiveram um encontro histórico na sexta-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (na foto), elogiou, na manhã desta sexta-feira (27/04), o encontro histórico entre o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e seu homólogo sul-coreano, Moon Jae-in. A reunião intercoreana ocorreu nesta sexta, na Coreia do Sul.

A declaração de Donald Trump sobre o encontro foi feita por meio do Twitter. Na rede sociai, Trump se adiantou e chegou a declarar que a guerra na península coreana chegou ao fim.

"A guerra da Coreia TERMINOU! Os Estados Unidos e todo seu GRANDE povo deveriam estar muito orgulhoso do que está acontecendo agora na Coreia", escreveu o magnata.

Em um outra publicação, na mesma rede social, o líder norte-americano ressaltou que o encontro acontece depois de um "furioso ano de lançamentos de mísseis e testes nucleares". Nessa afirmação, Trump se referia às discussões e trocas de farpas entre ele e Kim Jong-un.

Para encerrar a sua declaração sobre o assunto, o republicano deu espaço à questão tempo: "Boas coisas estão ocorrendo, mas apenas o tempo dirá", escreveu.

Encontro histórico e a influência dos EUA

Nesta sexta-feira, Kim Jong-un e Moon Jae-in comprometeram-se em assinar um acordo para realizar a desnuclearização da Península Coreana, abrindo um nova era de paz entre os países. No encontro, eles prometeram ainda que a Guerra das Coreias, que passa por um cessar-fogo de 65 anos, mas nunca terminou efetivamente, será encerrada definitivamente neste ano.

O presidente dos Estados Unidos acredita que tal acordo não se faria possível sem a interferência dos norte-americanos nas questões da península. Porém, o diálogo entre os líderes das duas Coreias – que teve início na virada do ano de 2017 para 2018 – ocorreu, segundo informações divulgadas pelos países coreanos, sem qualquer consulta a Donald Trump ou ao governo norte-americano.

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