Alasca e Havaí exigem direito de autodeterminação

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Sexta, 08 Maio 2015 14:12

 

Os representantes dos povos nativos da Alasca e Havaí solicitaram que a ONU estude, em 11 de maio, a questão da anexação ilegítima dos seus territórios pelas autoridades dos EUA e exigiram garantir os seus direitos de autodeterminação e realização de um referendo.

11 de maio é a data da próxima reunião periódica do Conselho da ONU dedicada à revisão periódica de direitos humanos nos EUA.

Segundo o comunicado publicado nesta sexta-feira (8) durante a sessão da ONU em Genebra, o território da Alasca e Havaí “em 1959 [quando eles receberam o status de Estados com plenos diretos] foi absorvido pelos Estados Unidos por meio de fraude e violação premeditada do mandato e princípios da ONU e processo de autodeterminação libre”. Os autores do documento apelam às Nações Unidas para “corrigir o erro”.

“Os EUA tomaram a nossa terra, extraem em enormes quantidades os recursos naturais, prejudicando o meio ambiente”, frisou o representante da Alasca no grupo “Aliança da Alasca e Havaí pela autodeterminação” Ronald Barnes.

Ele também sublinhou que a venda de Alasca aos EUA por parte da Rússia em 1867 “não significava a transferência da soberania sobre Alasca aos EUA”.
O representante de Havaí Leon Siu também por sua vez manifestou o seguinte:

Lembramos que no ano passado no site da Casa Branca apareceu uma petição que exige retorno da Alasca à Rússia que recebeu dezenas de votos. Porém, este instrumento da voz popular não obriga a Casa Branca a fazer nada, exceto dar uma resposta qualquer.

Tepuis, o último lugar que não sofreu ação do homem?

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Domingo, 10 Maio 2015 14:12

 

Os tepuis no sul da Venezuela, são montanhas com paredes verticais e topos planos, oferece aos viajantes a oportunidade única de sentir exploradores: a maioria destas maravilhas naturais nunca foi visitada por causa de sua inacessibilidade.

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Os tepuis são especialmente íngreme do Escudo da Guiana na América do Sul, encontrada na Venezuela com seus planaltos. Erguendo-se sobre uma floresta circundante, os tepuis são penhascos quase verticais, e muitos deles chegando a mais de 1.000 metros acima da selva. E, embora os tepuis pareçam desertos, eles oferecem uma biodiversidade impressionante e única: cerca de um terço de suas espécies da flora não são encontrado em nenhum outro lugar do mundo.

As paredes quase verticais e floresta tropical densa em torno deles são inacessíveis aos exploradores a pé. Assim, você pode chegar a pé apenas em três montanhas da região de Gran Sabana, entre eles o mais acessível, o Monte Roraima, 2.180 metros de altura, que está dividido entre Venezuela, Guiana e Brasil.

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E tendo em conta que mais de 90% dos tepuis não foi trilhado pelo homem, mistérios escondidos e um monte de espécies biológicas ainda não descobertas. Tal inacessibilidade e mistério deram origem a lendas e até mesmo a artistas inspirados.

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Acredita-se que precisamente o Monte Roraima, com suas pequenas cachoeiras e depósitos de quartzo naturais, vegetação exuberante, grutas e lagos inspirou o romance "O Mundo Perdido", de Arthur Conan Doyle-.

Imigrantes à deriva saltam ao mar para pegar comida

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Sábado, 16 Maio 2015 00:44

 

Um barco de pesca com cerca de 6 mil migrantes birmaneses foi encontrado na costa da Tailândia.

O grupo era composto de bengalis desempregados que buscavam melhores condições de vida e de muçulmanos rohingya, que fugiam da perseguição em Mianmar, onde sequer são reconhecidos como cidadãos. Eles saíram de Bangladesh e estavam há dois meses e meio no mar.

Os passageiros afirmaram que a tripulação havia abandonado o barco seis dias antes e que o motor havia parado de funcionar.

Houve cenas de caos quando um helicóptero da Marinha tailandesa jogou mantimentos próximo ao barco e dezenas pularam na água, desesperados.

As autoridades tailandesas providenciaram o conserto do motor, mas não aceitaram a permanência dos migrantes.

Na falta de tripulantes, oficiais tailandeses tiveram que ensinar homens despreparados a conduzirem o barco. No dia seguinte, os birmaneses continuaram sua jornada rumo à Indonésia.

Milhares viajam à bordo de barcos que transportam migrantes ilegalmente em busca de uma vida melhor, mas muitos ficam à deriva. Países como a Tailândia, a Indonésia e a Malásia costumam rejeitá-los.
Os países do sudeste asiático foram acusados pela ONU de tratamento "incompreensível" e "desumano" dos migrantes.

 

Discurso de Bachelet deixa 20 feridos e 37 detidos no Chile

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Quinta, 21 Maio 2015 23:13

 

A demonstração anti-governo na cidade portuária de Valparaíso termina em motins violentos que terminam com muitos feridos e cerca de 40 detidos.

Milhares de pessoas manifestaram-se nesta quinta-feira perto do Congresso chileno em Valparaíso, onde o presidente, Michelle Bachelet, apareceu para pagar sua segunda conta pública, relata La Vanguardia.

Os protestos começou de forma pacífica, mas terminou com confrontos entre a polícia e manifestantes.

Conforme relatado pelas autoridades, cerca de 37 pessoas foram presas por terem participado nos motins, que também deixou uma dezena de feridos, um dos quais está em estado grave.

 

Pescador morre ao ser atingido por peixe-espada

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Domingo, 31 Maio 2015 12:34

Randy Llanes (foto) foi atacado ao cravar arpão no peixe. Segundo autoridades, peixe-espada também morreu

O pescador americano Randy Llanes, de 47 anos, morreu na sexta-feira (29/05) após ser atingido por um peixe-espada enquanto tentava capturar o peixe na marina de Honokohau, segundo o Departamento de Recursos Naturais do Havaí (EUA).

Segundo as autoridades, Llanes havia entrado na água e espetou o peixe-espada com um arpão. No entanto, ao tentar escapar, o peixe-espada acabou atingindo o pescador no tórax. Llanes chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu.

O peixe-espada também morreu. O Departamento de Recursos Naturais do Havaí abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente envolvendo a morte de Llanes, que era capitão de barco e um pescador experiente.

O médico super sincero

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Segunda, 01 Junho 2015 19:31

 

 

O cirurgião Atul Gawande revela como milhões de americanos são submetidos a exames, cirurgias e tratamentos que não trazem nenhum benefício. Alguma semelhança com o Brasil?
Sou fã de carteirinha da categoria dos médicos escritores. Aqueles que não só têm a coragem de apontar as distorções da medicina e do mercado da saúde como ainda demonstram o talento dos grandes contadores de história. No Brasil, eles são raros. Drauzio Varella é o mais produtivo, mas o país carece de muitos outros. Quando teremos uma safra variada como a americana?

Só a revista The New Yorker conta com dois autores de primeira: o cirurgião Atul Gawande e o clínico geral Jerome Groopman. O oncologista Siddhartha Mukherjee ganhou o Prêmio Pulitzer com o monumental O imperador de todos os males – uma biografia do câncer. O cirurgião Martin Makary comprou briga ao desvendar aquilo que os hospitais não contam.

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A decisão de abraçar a carreira paralela (seja o jornalismo ou a literatura) não é indolor. Quase sempre envolve enfrentar o corporativismo médico e as maledicências que o mercado trata de espalhar assim que eles começam a fazer sucesso. “Fulano não é um médico tão bom assim”; “Se preocupa mais em escrever do que em estudar” e outros venenos que, felizmente, não colam.

O público agradece a existência deles e pede mais. Livros assinados por médicos brasileiros (em geral, inteiramente produzidos por ghost writers) existem aos montes. Servem para dar prestígio e certo verniz intelectual aos “autores”. Não têm nada a ver com a categoria a qual me refiro.

Quero ler mais textos produzidos por profissionais que vivam o cotidiano da medicina brasileira e sejam capazes de relatá-lo com autocrítica madura, sinceridade, clareza e – se não for pedir muito – qualidade jornalística ou literária.

Se eles existem no Exterior, se existe Drauzio Varella no Brasil, por que não podem surgir outros? Quem sabe algum talento adormecido possa se inspirar no exemplo do cirurgião Atul Gawande. Filho de imigrantes indianos, nascido em Nova York e criado numa cidadezinha do interior do Estado de Ohio, ele se tornou conhecido por falar abertamente sobre erros médicos – tema ainda obscuro no Brasil.

O último livro de Gawande (Being Mortal) alcançou o primeiro lugar na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times. É um relato honesto sobre a forma como os médicos e as famílias tendem a alimentar falsas esperanças e a adotar tratamentos inúteis diante de mortes inevitáveis. Atitudes que podem encurtar a vida em vez de trazer conforto. Na próxima semana, o livro será lançado no Brasil, com o título Mortais (264 páginas, Editora Objetiva).

O desperdício de recursos sem melhoria da qualidade de vida é outro de seus temas prediletos. No artigo mais recente, publicado há algumas semanas na The New Yorker, ele trata da epidemia de tratamentos desnecessários – uma realidade comum também na medicina privada brasileira. Gawande demonstra como milhões de pessoas são submetidas anualmente a exames, cirurgias e tratamentos que não trazem nenhum benefício – apesar de custarem bilhões de dólares.

O fenômeno é causado por uma sucessão de distorções. A insegurança ou o interesse financeiro dos médicos produz pedidos de exames em excesso (o chamado overtesting, em inglês). Os testes revelam uma enormidade de características que fogem do padrão (overdiagnosis), mas que não necessariamente produziriam riscos se permanecessem ignoradas. Mesmo sem representar riscos, pelo sim, pelo não, as diferenças são tratadas (overtreatment). O dano ocorre quando o risco da intervenção supera algum possível benefício.
Um dos exemplos citados pelo autor, especialista em cirurgia de tireoide, é o da mulher de 50 anos que descobriu um nódulo nessa glândula, logo removido por outro médico. Embora a biópsia tenha revelado que o nódulo era benigno, o patologista encontrou um “microcarcinoma” de cinco milímitros próximo a ele.

Ao ouvir a palavra (sinônimo de câncer), a paciente ficou apavorada. Quem não ficaria? Gawande esclarece que mais de um terço da população tem esses tumores minúsculos na glândula tireoide. É muita gente! No entanto, menos de uma pessoa a cada centenas de milhares morrem disso a cada ano.

Raros tumores como o daquela paciente desenvolvem a capacidade de se comportar como um câncer perigoso e invasivo. “As diretrizes médicas recomendam que não haja tratamento adicional quando eles são descobertos”, afirma.

O médico que atendeu a paciente antes de Gawande decidiu submetê-la a uma série de ultrassonografias ao longo de meses para monitorar o que havia restado da tireoide. Quando uma das imagens revelou o nódulo de cinco milímetros, ele recomendou que a glândula fosse extirpada.

No dia da operação, o médico teve um imprevisto. A paciente procurou Gawande para que ele o substituísse. Queria voltar para casa sem a tireoide e com o problema resolvido.O que fez o autor? Recusou-se a operá-la e explicou que os riscos do procedimento superavam qualquer benefício.

A mulher poderia sofrer paralisia das cordas vocais ou sangramento grave. Sem a glândula, precisaria tomar pílulas de reposição hormonal para o resto da vida. Gawande recomendou que o tamanho do nódulo fosse acompanhado uma vez ao ano e que a cirurgia fosse feita apenas se houvesse um crescimento significativo.

Quais as razões de histórias impressionantes e corriqueiras como essa? A relação entre os médicos e os pacientes é marcada por um jogo de forças desigual. O conhecimento confere poder aos médicos. Os pacientes confiam nas indicações que recebem, mas a realidade demonstra que eles não deveriam fazer isso de forma passiva. Precisam se informar cada vez mais, discutir as opções com os médicos e entender que todo e qualquer procedimento envolve riscos.

A sinceridade é uma das maiores qualidades de Gawande. “Nós, os médicos, podemos recomendar tratamentos de pouco ou nenhum valor porque isso aumenta os nossos ganhos. Ou porque esse é o nosso hábito. Ou porque nós, genuinamente, mas incorretamente acreditamos nas nossas recomendações”.

Autores como ele são essenciais porque examinam feridas, informam, transformam confusão em clareza e conduzem o leitor com competência – a mesma missão do bom jornalismo de saúde.


Editora de 'Game of Thrones' é morta por leão durante safári

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Quarta, 03 Junho 2015 17:35

 

Americana Katherine Chappell, que foi atacada por um leão durante um passeio na África do Sul, era editora da série 'Game of Thrones' e trabalhou ainda nos filmes 'Divergente' e 'Capitão América'
A americana Katherine Chappell, de 29 anos, é a turista que foi atacada por um leão durante um safári na África do Sul e acabou morrendo. De acordo com informações divulgadas pelo DailyMail e pela irmã da vítima, Jennifer Chappell, a jovem era editora de filmes e fazia parte da equipe da série Game of Thrones, da HBO, além de ter trabalhado nos longas Capitão América e Divergente.

Katherine foi morta após abrir a janela do carro enquanto fazia um safári no Lion Park, em Joanesburgo. Ela estava na cidade para fazer um trabalho voluntário.

O guia turístico Pierre Potgieter, de 66 anos, que estava responsável por Katherine, sofreu um ataque cardíaco ao tentar salvá-la e está internado no hospital. Por telefone, ele disse que não desobedeceu nenhuma regra do parque e afirmou estar em estado de choque com o que aconteceu.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Jennifer lamentou o ocorrido: “Estamos com o coração partido para compartilhar esta notícia com os nossos amigos e familiares: Ontem de manhã, durante uma missão de voluntariado para proteger a vida selvagem na África do Sul, Kate Chappell sofreu um acidente trágico e fatal. Sua energia e paixão não pôde ser contida por continentes e oceanos. Ela era muito querida e compartilhou seu amor pela vida com aqueles que ela conheceu. Nós não temos como a agradecer a todos o suficiente para as amáveis ??palavras e apoio. Isso significa muito para nós durante neste tempo difícil”.

Cruz Vermelha americana arrecada mas não repassa

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Quinta, 04 Junho 2015 16:07

 

Depois de levantar cerca de US $ 500 milhões para operações de socorro após o terremoto que devastou o Haiti em 2010, a Cruz Vermelha Americana construiu somente um total de 6 casas, de acordo com um novo relatório.

Uma investigação da organização sem fins lucrativos ProPublica e NPR organização de mídia descobriu irregularidades no manejo de doações para a Cruz Vermelha que seria para as vítimas do terremoto de 2010 no Haiti. Então, em 2011, a Cruz Vermelha lançou um projeto de vários milhões de dólares para reconstruir a área de extrema pobreza que surgiram após o terremoto que atingiu o país.

O principal objetivo do projeto foi a construção de centenas de casas nas áreas afetadas. A Cruz Vermelha americana arrecadou US $ 500 milhões em doações, o que deveria ter sido fornecida para a construção de casas para mais de 130.000 pessoas. No entanto, no final, apenas 6 casas foram construídas, denunciou o relatório.

Por que transformar Marte e não os desertos na Terra?

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Segunda, 15 Junho 2015 19:39

 

Se você pode mudar o clima de um planeta inteiro para torná-lo habitável, por que não colocar mais ênfase na renovação da Terra, combater as alterações climáticas e as suas consequências?
Embora nos últimos anos a ciência tenha avançado para tornar Marte habitável, será necessário criar uma camada de oxigênio respirável e para isso precisará centenas de milhares de anos, para não mencionar a toxicidade real para os astronautas e à dificuldade de viagens.

O Portal Hopes & Fears tem falado com o cientista da NASA Christopher McKay para descobrir por que não se tenta fazer o mesmo na Terra e reverter os nossos desertos que se tornam cada vez mais inóspitos.

"É possível realizar mudanças climáticas regionais, mas é muito difícil fazê-lo sem afetar outras regiões", diz McKay. "Em princípio, poderia mudar o clima na Terra, de modo que quanto mais modificar o deserto do Saara, ao fazê-lo, sem dúvida, haverá mudança climática em outra área", acrescenta. "Ninguém iria apoiar um programa para tentar transformar o Sahara em uma floresta tropical devido a efeitos secundários que possam ter sobre o clima do resto da Terra", explica o cientista.

Na esnobe Noruega, a riqueza está virando problema

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Sábado, 11 Julho 2015 01:17

Endividamento das famílias norueguesas é o maior da Europa. Para muitos, Estado enriquecido pelo petróleo acabou mimando cidadãos, que se acomodaram e se acostumaram a gastar sem planejamento.

A riqueza na Noruega não é tão evidente quanto nas paisagens extravagantes de Beverly Hills ou Dubai, mas sinais de opulência podem ser notados por todas as partes. No centro da cidade de Oslo, as pessoas dirigem carros esportivos, o porto está cheio de belos barcos particulares, ter uma segunda casa nas montanhas ou na costa é algo relativamente comum.

O dinheiro do país se deve principalmente ao fundo petrolífero nacional, hoje em 800 bilhões de euros, estabelecido por lei para apoiar a gestão de longo prazo sobre as receitas da commodity. Ele funciona, segundo o governo, como investimento nas gerações futuras – o país tem, por exemplo, a maior bolsa previdenciária do mundo.

Para muitos, no entanto, o Estado acabou mimando os cidadãos. O endividamento pessoal é mais alto na Noruega do que em qualquer outro país da Europa. Em parte por problemas no mercado imobiliário, mas também pela incapacidade – ou falta de vontade – dos noruegueses de se planejarem financeiramente de forma adequada.

Entre a segurança e o comodismo

O economista Trond Bentestuen, do maior banco da Noruega, o DnB, acredita que a população se tornou simplesmente acomodada demais: o dinheiro fluindo para os cofres do Estado as fez acreditar que isso é suficiente para assegurar o seu futuro.

“Nós estamos entre os países mais ricos do mundo, e eu acho que a riqueza nos tornou um pouco preguiçosos. Nós, noruegueses, precisamos aprender com outros países europeus. Eles fazem escolhas melhores, fazem orçamentos – então nós aqui no banco decidimos recrutar famílias de outros países para nos ajudar a ensinar nossas crianças a controlar as suas economias”, explica Bentestuen.

No início deste ano, Bentestuen liderou os esforços do seu banco para encontrar uma família polonesa para participar de um programa educacional de finanças pessoais direcionado a escolas primárias na Noruega. A moradora de Varsóvia Dorota Dziubalko, de 40 anos, e sua família foram escolhidas para a campanha.

“Os noruegueses não pensam sobre seu futuro financeiro porque o Estado sempre cuidou deles. Não existe nada errado nisso, mas às vezes é bom se sentir no controle e completamente responsável por sua vida”, afirma Dorota.

Ela diz que os poloneses planejam geralmente muito melhor as suas finanças pessoais do que os noruegueses. Para Dorota, a longa história de recessão pode ter influenciado no comportamento polonês sobre a sua economia privada.“O planejamento financeiro era uma necessidade, tornou-se algo normal nas nossas vidas. E graças a isso nós nos sentimos mais seguros. Eu acho que a coisa mais importante é fazer um orçamento mensal. Saber para onde o seu dinheiro está indo, perguntar a si mesmo se você realmente quer gastar tanto dinheiro”, sugere.

Os noruegueses talvez devessem ouvir os conselhos de Dorota Dziubalko. Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que 30% das famílias da Noruega estão perigosamente endividadas – a média europeia é de 9,5%.

A despreocupação jovem

Isso ainda não preocupa os jovens que aproveitam os cafés na orla moderna de Oslo. Três sorridentes estudantes admitem que “não poupam” nem fazem planejamentos financeiros ou orçamentos.

“Eu gasto todo o meu dinheiro quando saio no fim de semana”, explica uma das jovens. Sobre o futuro, uma admite: “Eu não penso sobre isso”. A outra amiga ri e acrescenta: “Quando eu tenho dinheiro, eu gasto. Estou sempre com a conta no vermelho no final do mês.”

O desemprego é baixo, em torno de 4%, e os salários são altos. Mas por que os jovens noruegueses – que vivem em um país com uma das maiores rendas per capita do mundo – sentem a necessidade de se endividar com cartões de crédito?

“Eu acho que, para os jovens, é um grande choque sair da casa dos pais”, afirma Ellen Nyhus, especialista em finanças da Universidade de Agder. “Porque eles vivem uma vida boa numa casa de classe média por tantos anos. Para muitos, é muito difícil ajustar seu consumo ao nível de renda bem menor – que é o que eles vão ter como jovens trabalhadores.”
A economia norueguesa ainda está nos trilhos, com crescimento estimado em 2% em 2015. O mercado imobiliário ainda está em expansão. Mas o país é altamente dependente do petróleo e do gás.

A queda acentuada do preço do petróleo afetou a indústria, e alguns especialistas já alertam para uma bolha especulativa do setor imobiliário que pode estourar a qualquer momento. A geração mais velha pode até dizer que ser prudente é tipicamente norueguês. Deveria ser a hora de ensinar isso também aos mais jovens.

“Esses jovens que não apreenderam o básico sobre finanças pessoais poderão não ser capazes de realizar os seus sonhos devido aos erros que cometeram quando mais novos”, alerta Bentestuen.

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