Mais três secretários da gestão municipal pedem desfiliação do PT

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Quinta, 24 Setembro 2015 15:45

Hildevânio Macedo, Anderson Pires e Lucius Fabiani vão seguir o prefeito Luciano Cartaxo para o PSD

Mais três secretários da Prefeitura de João Pessoa anunciaram a desfiliação do PT. Hildevânio Macedo, do Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Anderson Pires, Adjunto da Comunicação Social (Secom) e Lucius Fabiani, da Emlur, vão seguir com o Prefeito Luciano Cartaxo para o PSD. A decisão foi tomada após reunião onde foram definidas as diretrizes do partido para a Capital.

Os secretários escutaram de Luciano Cartaxo, que o PSD será agora o espaço partidário para formulação de políticas públicas, como as que vêm sendo implementadas em João Pessoa nos últimos dois anos.

A proposta de fortalecimento do PSD, com um trabalho de crescimento em toda Paraíba foi uma das diretrizes que o prefeito Luciano Cartaxo tratou em conversa com os secretários. A participação de quadros com experiência, engajados no sucesso da gestão municipal será de grande importância para esse trabalho de construção partidária.

Para os secretários, o desafio de um novo projeto com perfil progressista foi determinante para a decisão de filiação ao PSD. “Será a oportunidade de resgatar bandeiras e elaborar políticas públicas dentro de um espaço mais amplo e sintonizado com a sociedade e o momento que o Brasil vive”, destacou Anderson Pires.

Projetos de Lei que beneficiam advogados são aprovados

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Quarta, 30 Setembro 2015 18:09

 

Dois Projetos de Lei do vereador Lucas de Brito (DEM) foram aprovados nesta quarta-feira (30), durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Eles garantem direitos importantes para os advogados que atuam na Capital.

As matérias pretendem ampliar para os prazos administrativos uma determinação do novo Código de Processo Civil (CPC), que prevê a suspensão dos prazos judiciais no período de férias dos advogados (20 de dezembro a 20 de janeiro subsequente).

Além disso, a legislação também assegura que a contagem desses prazos somente ocorra em dias úteis, buscando garantir ao advogado uma maior tranquilidade em períodos como finais de semana e feriados.

“Os textos representam uma luta antiga da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Se os prazos judiciais, de acordo com o Novo Código Civil, ficam suspensos durante este período, então nada mais justo do que os administrativos também ficarem suspensos, para permitir aos advogados férias justas. A CMJP, de forma pioneira, incorpora essas mudanças legislativas importantes”, concluiu o democrata.

Vice-prefeito critica Cartaxo por fazer nova mudança na Saúde

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Segunda, 23 Novembro 2015 19:02

Cartaxo deu posse, nesta segunda, a a nova secretária Municipal de Saúde, Aleuda Nágila de Sá Cardoso, e o adjunto da pasta, José Maria de França

O vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira (foto), do PPS, criticou, nesta segunda-feira (23/11), o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) pela nova troca feita pelo gestor na Secretária de Saúde do Município. Nesta manhã Cartaxo deu posse a a nova secretária Municipal de Saúde, Aleuda Nágila de Sá Cardoso, e o adjunto da pasta, José Maria de França.

Segundo Bandeira, ele e o prefeito têm visões administrativas diferentes. “Às vezes a gente tem visões administrativas um pouco diferente. Eu respeito, por exemplo, a decisão de escolher uma boa médica para assumir a Saúde. Eu só não concordo que em três anos se troque quatro vezes o secretário de Saúde”, disse.

Ele afirmou que possui um estilo ponderado, mas ressaltou que o prefeito que tem ciência sobre as necessidades da administração. “Eu sou mais prudente. Eu custaria mais para mexer, eu pensaria sempre em longo prazo, mas que está no comando do leme é quem sabe, então o prefeito que está no comando e é ele que deve saber as necessidades da cidade”, declarou.

Aleuda Nágila assume o lugar deixado pela ex-secretária Mônica Rocha, exonerada pelo prefeito na semana passada.

Para Romero, criação do TCM em uma época de crise é escárnio e desrespeito ao povo paraibano

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Quarta, 25 Novembro 2015 12:44

 

Em Nota Oficial divulgada na manhã desta quarta-feira, 25, o prefeito Romero Rodrigues, de Campina Grande, voltou a criticar duramente a criação de um Tribunal de Contas dos Municípios na Paraíba. Leia a nota, na íntegra:

"Mais uma vez, venho a público externar meu mais veemente repúdio a toda e qualquer manobra política em prol da criação de um Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) na Paraíba. Trata-se de um escárnio, uma excrescência, uma iniciativa que evidencia a vocação perdulária dos que desrespeitam o povo - fonte contribuinte de um Estado cada vez mais dissociado das reais prioridades dos cidadãos e lamentavelmente em prol de um projeto de poder que não vê limites e sepulta a ética em favor de seus objetivos imediatos.

Em recente entrevista ao Jornal da Paraíba, não tergiversei quando abordado sobre a criação desse novo órgão que afronta o paraibano pelas motivações políticas canhestras e inoportunas. E nesse sentido, a história registra minha coerência: fui o primeiro deputado estadual a manifestar publicamente minha opinião à ideia similar em 2008, levantando minha voz contra a proposta e convocando a todos para uma reflexão mais profunda sobre a iniciativa. Felizmente, prevaleceu o bom senso à época e o projeto natimorto de um TCM na Paraíba sucumbiu diante da grandeza dos que decidiram recuar em sintonia com a opinião pública e o bom senso.

Naturalmente, por princípio democrático que tenho zelado desde que ingressei na vida pública, há mais de 20 anos, defendo que sejam ampliadas as ferramentas de controle social e que os mandatários sejam fiscalizados profundamente em seus atos administrativos. Mas que ninguém se engane: esse TCM que tentam de novo viabilizar na Paraíba, nem de longe, é motivado por essas razões nobres.

Se a intenção é oferecer à sociedade uma maior fiscalização sobre os municípios, então que se destinem recursos para a contratação de mais auditores no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), fortalecendo uma estrutura que funciona há 45 anos e que tem-se destacado em nível nacional pelas inovações tecnológicas e parcerias institucionais em prol da transparência e regulação das gestões públicas.

O argumento de que o atual Tribunal de Contas vem orçamentariamente aplicando recursos que seriam destinados a um possível TCM há vários anos é pífio, por si só. Se existe a avaliação de que o TCE-PB vem apresentando limitações em sua atuação, esvaziá-lo de recursos é simplesmente por em prática o desmonte do órgão que tem tecnicamente incomodado e contrariado os interesses do atual governo do Estado.

Não restam dúvidas sobre a tramóia bem urdida nos porões do poder, com apoio do Palácio da Redenção, no sentido de se criar uma estrutura extremamente cara e descartável, para acomodar apadrinhados e gerar uma ferramenta de pressão política sobre os gestores municipais. Em seu nascedouro, neste momento em que o debate serpenteia a opinião pública, portanto, o inoportuno TCM já sinaliza sua falta de republicanismo e escancara a face mais cínica de um grupo que está eventualmente no poder.

Nem que estivéssemos no melhor dos mundos, em termos econômicos e de saúde financeira do Estado, a criação de um TCM na Paraíba seria recomendável. O escândalo da proposta e sua afronta ao cidadão comum saltam aos olhos neste momento crítico de crise econômica do país, quando cresce cada vez mais o número de pessoas desempregadas, a arrecadação despenca e a economia dá claros sinais de hipertrofia. Em nível estadual, enfrentamos um agudo colapso em nossos mananciais, a população enfrenta um clima de insegurança sem precedentes e lamentavelmente temos constatado o crescimento dos casos de bebês vítimas de acefalia, numa escala alarmante. Essas, sim, deveriam constar na pauta de prioridades das autoridades constituídas na Paraíba.

TCE-PB impõe débito de R$ 1,3 milhão a ex-prefeito por despesa de pessoal não comprovada

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Quarta, 25 Novembro 2015 22:30

 

O Tribunal de Contas da Paraíba impôs o débito de R$ 1.357.321,53 ao ex-prefeito de Barra de São Miguel, Pedro Pinto da Costa, por despesas de pessoal não documentalmente comprovadas. A decisão, decorrente de inspeção especial nas contas de 2008 do município, deu-se conforme voto do conselheiro substituto Antonio Gomes Vieira Filho, relator do processo, do qual ainda cabe recurso.

O TCE aprovou, nesta quarta-feira (25), as contas de 2013 dos prefeitos de Lagoa Seca (José Tadeu Sales de Luna, com voto de desempate do conselheiro André Carlo Torres Pontes, na presidência da sessão plenária), Pilar (Virgínia Maria Peixoto Velloso Borges Ribeiro), Imaculada (Aldo Lustosa da Silva) e Frei Martinho (Aguifaildo Lira Dantas).

Os ex-prefeitos de São José de Piranhas (Domingos Leite da Silva Neto) e de Esperança (Nobson Pedro de Almeida) tiveram as contas de 2012 aprovadas, em grau de recurso e, assim também, o ex-prefeito de Santa Cecília (Roberto Florentino Feitosa, exercício de 2008), conforme votos do conselheiro substituto Antonio Gomes Vieira Filho.

Também foram aprovadas as contas oriundas das Câmaras Municipais de Cuitegi, Riachão, Frei Martinho, Casserengue e Barra de Santa Rosa (exercício de 2014), João Pessoa, Belém do Brejo do Cruz e Areia de Baraúnas (2013). Houve aprovação, ainda, neste caso com ressalvas, às contas de 2012 do Departamento de Estradas de Rodagem.

A sessão plenária desta quarta-feira, conduzida pelo vice-presidente André Carlo Torres Pontes, no exercício da Presidência do TCE, teve as participações dos conselheiros Nominando Diniz, Fernando Catão, Fábio Nogueira e Marcos Costa. Também, dos conselheiros substitutos Antonio Gomes Vieira Filho, Antonio Cláudio Silva Santos, Oscar Mamede e Renato Sérgio Santiago Melo. O Ministério Público de Contas esteve representado pela procuradora geral Sheyla Barreto Braga de Queiroz.

Temer envia por engano a parlamentares do PMDB áudio com discurso que faria após impeachment passar na Câmara

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Segunda, 11 Abril 2016 18:25

Gravação enviada a parlamentares fala em governo de "salvação nacional" e alerta para "sacrifícios"

Em mensagem de quase 15 minutos enviada por engano a parlamentares do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer (foto), disse que “aconteça o que acontecer” é preciso construir um governo de “salvação nacional” e alertou que haverá “sacrifícios” para retomar o crescimento. O áudio do vice antecipa o discurso que seria feito à Câmara caso a Casa autorizasse a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o que está previsto para ocorrer apenas no próximo fim de semana.

"Aconteça o que acontecer no futuro, é preciso um governo de salvação nacional e, portanto, de União nacional. É preciso que se reúna todos os partidos políticos e todos os partidos políticos estejam dispostos à colaboração para tirar o País da crise”, afirmou Temer no áudio ao qual o Estado teve acesso.

Temer diz no áudio que “sem essa unidade nacional, penso que será difícil tirar o País da crise em que nos encontramos”.

O atual vice-presidente da República diz, como “substituto constitucional da presidente da República”, que o País terá que se submeter a sacrifícios. “Vamos ter muitos sacrifícios pela frente. Sem sacrifícios não conseguiremos avançar para retomar o crescimento e o desenvolvimento que pautaram a atividade do nosso País nos últimos tempos antes desta última gestão”, afirmou.

Temer diz no áudio que, assumindo a Presidência, manterá programas sociais como Bolsa Família, Pronatec e Fies. “Sei que dizem de vez em quando que, se outrem assumir, vamos acabar com Bolsa Família, vamos acabar com Pronatec, vamos acabar com Fies. Isso é falso. É mentiroso e fruto dessa política mais rasteira que tomou conta do País. Portanto, neste particular, quero dizer que nós deveremos manter estes programas e até, se possível, revalorizá-los e ampliá-los”, afirmou.

O vice diz, no entanto, que o Bolsa Família será um programa de transição em seu eventual governo. “Há de ser um estágio do Estado brasileiro. Daqui a alguns anos, a empregabilidade tenha atingido um tal nível que não haja necessidade de Bolsa Família. Mas, enquanto persistir a necessidade, manteremos”, afirmou.

O vice-presidente diz também que terá a retomada dos empregos. “Para que haja emprego, é preciso que haja uma conjugação dos empregadores com os trabalhadores. Você só tem emprego se a indústria, o comércio, as atividades de serviço todas estiverem caminhando bem. A partir daí que você tem emprego e pode retomar o emprego”, afirmou.

Ele defendeu ainda as parcerias público-privadas para que o Estado fique responsável exclusivo apenas de algumas áreas específicas. “Vamos incentivar enormemente as parcerias público-privadas à medida que isso pode trazer emprego ao País. Temos absoluta convicção de que hoje, mais do que nunca, o Estado não pode tudo fazer. O Estado depende da atuação dos setores produtivos do País.

Empregadores de um lado, trabalhadores de outro lado. Estes setores produtivos é que, aliançados, vão fazer a prosperidade do Estado brasileiro. Estado brasileiro tem que cuidar de segurança, saúde, educação, enfim, de alguns temas fundamentais que não podem sair da órbita pública. Mas, no mais, tem que ser entregue à iniciativa privada”, afirmou.

Uma dor de cabeça monumental para João Doria em São Paulo

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Quinta, 02 Março 2017 21:26

Empresa responsável pela iluminação pública de São Paulo foi tragada pela Lava-Jato

Responsável por 40% do fornecimento de iluminação pública na cidade de São Paulo, a Alumini Engenharia foi declarada inidônea pela Controladoria Geral da União.

A empresa é acusada de pagamento de propinas no âmbito da Lava-Jato. É uma dor de cabeça em escala monumental para o prefeito João Doria (na foto), do PSDB, que terá que decidir agora se interrompe ou não contrato com a empresa.

A articulação de Temer: presidente é pressionado por aliados, mas não pretende lotear cargos ocupados por tucanos

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Sexta, 21 Julho 2017 19:09

A ameaça de desembarque faz com que os partidos aliados cobicem os cargos ocupados pelos tucanos. Mas, por ora, o presidente não quer saber do PSDB longe de seu ninho

Enquanto o presidente Michel Temer (na foto), do PMDB, faz as vezes de equilibrista, caminhando de uma ponta a outra da linha tênue que o separa do abismo, os partidos da base aproveitam para exercitar o que sabem fazer de melhor: pressão por mais e mais poder. A indefinição do PSDB sobre permanecer ou não no governo fez abrir o apetite de outras legendas aliadas ao PMDB, que pressionam o Palácio do Planalto para realizar uma nova reforma ministerial, redistribuindo os nacos de poder que hoje alimentam os tucanos.

A pasta mais cobiçada entre partidos como PSD, PP, PR, PTB, e o próprio PMDB, é a das Cidades, ocupado hoje por Bruno Araújo, um político com tendências, por assim dizer, separatistas. Em maio deste ano, quando vieram à tona as denúncias do empresário Joesley Batista, da J&F, contra o presidente, o ministro chegou a colocar o cargo à disposição, mas foi demovido da decisão por seus correligionários, que queriam manter a sigla trabalhando no Executivo.

O PSD, que conta hoje com uma bancada de 37 deputados na Câmara, sonha em ver o presidente do partido, Gilberto Kassab, de volta à cadeira de ministro das Cidades, administrando um orçamento de R$ 20 bilhões só neste ano. Embora ele jure estar muito feliz onde se encontra, ou seja, pilotando o Ministério da Ciência e Tecnologia, a capilaridade e o poder de realização da pasta atiçam a sede de qualquer político.

O PSDB ocupa também a Secretaria de Governo, comandada por Antonio Imbassahy, e o das Relações Exteriores, por Aloysio Nunes, e um eventual desembarque agora abriria mais dois ministérios para serem redistribuídos entre a base fiel. Mas os dois tucanos articulam internamente para que a legenda não abandone o governo tão cedo.

De acordo com interlocutores de Temer, o desembarque tucano já está precificado pelo governo. Ninguém mais queima as pestanas para saber “se o PSDB vai deixar o governo”, e sim “quando o PSDB vai deixá-lo” porque é evidente que no ano que vem isso acontecerá naturalmente, já que a sigla lançará candidato à Presidência.

No muro

Por isso, por mais que os tucanos fiquem em cima do muro, deem declarações controversas sobre a gestão presidencial ou possam eventualmente votar contra os interesses do Executivo, Temer não fará nenhum movimento para precipitar a saída.

Adotar retaliações, como a de não liberar emendas, ou despejar os tucanos dos ministérios que ocupam não estão no horizonte, por ora. A ideia de Temer, diante da inevitabilidade do desembarque, é prolongar ao máximo a permanência desta que é uma das maiores bancadas do Legislativo. Quer, com isso, manter a grife PSDB em seu governo, ainda dona de prestígio no País. “Quem apostar numa briga de Temer contra os tucanos vai perder”, assegurou uma das fontes ouvidas pela ISTOÉ esta semana.

Atualmente, o único ministério “ocupável” é o da Transparência, que está sob a gestão de um interino. Mas não desperta o interesse dos partidos por duas razões: o orçamento é mínimo e também porque entre suas atribuições está fiscalizar prefeitos Brasil afora – atividade que gera problemas e nenhum ganho eleitoral para quem assume esta tarefa.

A Cultura, sem ministro desde maio, com a saída de Roberto Freire (PPS), foi preenchida nesta semana. Pesou a influência de Rodrigo Maia e a necessidade de aparar arestas com o presidente da Câmara. Temer escolheu para o posto o jornalista Sérgio Sá Leitão, do Rio de Janeiro. Além da escolha ter passado pelo crivo de Maia, Temer também optou por escolher alguém bem entrosado com a classe artística. Sá Leitão tem bagagem. Foi diretor da Ancine, secretário de Cultura do Rio e chefe de gabinete da pasta quando Gilberto Gil foi ministro, na gestão de Lula.

“Quem apostar numa briga de Temer contra os tucanos vai perder”, diz um auxiliar do presidente

Além de administrar o apetite dos partidos da base por mais cargos, Temer também se concentra em atender aos pedidos de liberação de emendas parlamentares. O governo já torrou parte de seus cartuchos para agradar aos 40 integrantes da CCJ que votaram relatório contrário à aceitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra si: ao menos 39 deles foram contemplados com o empenho de R$ 266 milhões somente de junho para cá.

Até o mês de agosto, quando a decisão deve ir a plenário, o presidente pretende distribuir ainda mais agrados. É fundamental sublinhar que dinheiro de emenda parlamentar não vai (ou não deveria ir) para o bolso do legislador. Trata-se de recurso para que o deputado possa investir em seu estado, especialmente nos municípios que ajudaram a elegê-lo.

É uma maneira democrática de manter a fidelidade de seus aliados e alcançar a maioria. Faz parte do jogo político e permeou todos os governos, desde a redemocratização. Abomináveis são os mensalões, destinados a comprar com dinheiro público as consciências das vossas excelências, não o empenho de recursos para a realização de obras pelo País.

Temer mexe as peças

Para manter a base aliada fiel, Temer pode movimentar o tabuleiro ministerial

• O Ministério das Cidades, ocupado por Bruno Araújo (PSDB), pode parar nas mãos de Gilberto Kassab (PSD)
• Com isso, fica vago o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, atualmente ocupado por Kassab
• Os ministérios das Relações Exteriores e Secretaria de Governo, ocupados pelo PSDB, estão sendo cobiçados por partidos como PSD, PP, PR, PTB e até PMDB, caso os tucanos resolvam desembarcar do governo
• O Ministério da Transparência está vago, mas ainda não há interessados
• Além das mudanças no ministério, Temer trabalha para aumentar a bancada do PMDB. Quer evitar que o DEM, de Rodrigo Maia, consiga a adesão de dez deputados do PSB que desejam deixar o partido e voltar à base do governo. Temer quer que esses deputados migrem para o PMDB, enfraquecendo Maia

Sem consenso, comissão cancela votação de relatório da reforma política

Publicado em Política
Terça, 08 Agosto 2017 18:24

Proposta altera o sistema eleitoral e cria um fundo com recursos públicos para bancar campanhas dos candidatos. Presidente do colegiado diz que não há acordo sobre o texto

Diante da divergência de partidos, a comissão da Câmara destinada a analisar um dos projetos de reforma política que tramitam na Casa cancelou a votação do relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP), que estava prevista para a tarde desta terça-feira (08/08).

Os parlamentares correm contra o tempo para aprovar uma reestruturação do sistema eleitoral até o início de outubro para que as novas regras possam valer nas eleições de 2018.

Os deputados consideram que no modelo atual, sem a possibilidade de doações de empresas para campanhas, a eleição do ano que vem será inviável.

A reunião desta terça foi cancelada antes mesmo do horário de abertura, a pedido do presidente da comissão, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Segundo ele, há divergência entre partidos com relação a alguns pontos do texto, principalmente sobre o sistema eleitoral.

A proposta estabelece o sistema distrital misto a partir de 2020 nas eleições para deputado federal e estadual e vereador, nos municípios com mais de 200 mil eleitores. O modelo é uma mistura dos sistemas proporcional e majoritário.

Nessa modalidade, para escolher deputados federais, por exemplo, o eleitor vota duas vezes. Uma para candidatos no distrito e outra para as listas fechadas dos partidos. A metade das vagas vai para os candidatos eleitos por maioria simples. A outra metade é preenchida conforme o quociente eleitoral pelos candidatos da lista.

No caso de municípios de até 200 mil eleitores, será adotado o sistema eleitoral de lista preordenada nas eleições para vereador.

“O sistema eleitoral não é consenso”, declarou Vieira Lima ao G1. “Tem uma gama de partidos. Alguns acham, por exemplo, que seria ruim tirar o vice”, completou, ao falar sobre o trecho do texto que extingue as figuras do vice-presidente da República, dos vice-governadores e dos vice-prefeitos.

O projeto também institui o Fundo Especial de Financiamento da Democracia, que será mantido com recursos públicos, previstos no orçamento. Para 2018, o valor do fundo será de 0,5% da Receita Corrente Líquida no período de junho 2016 a junho de 2017, o que corresponde a cerca de R$ 3,6 bilhões.

Um novo encontro do colegiado está marcado para quarta-feira (09/08). No mesmo dia, está prevista reunião de outra comissão para votar um relatório que também trata da reforma política.

Vieira Lima ressaltou que estão previstas para esta terça reuniões do PSDB e dos presidentes da Câmara e do Senado. Desse modo, será melhor esperar para que a comissão discuta um texto “mais redondo”.

Membro suplente do colegiado, o deputado Danilo Forte (PSB-CE) criticou o adiamento da votação.

“A continuar do jeito que está, termina o processo eleitoral e vai todo mundo para o processo penal, principalmente pela falta de perspectiva sobre financiamento (de campanha)”, disse. “As eleições do ano que vem têm o risco de serem insolventes. Tem que colocar para votar o que é consenso e deixar as picuinhas de lado”, afirmou.

Câmara Federal ouvirá um dos juízes mais ameaçados do Brasil

Publicado em Política
Terça, 22 Agosto 2017 20:15

Odilon de Oliveira, de Mato Grosso do Sul, condenou dezenas de narcotraficantes

A Comissão Externa sobre Consumo de Drogas entre Jovens no Brasil ouvirá nesta quarta-feira (23/08) o juiz federal Odilon de Oliveira (na foto), que atua em Mato Grosso do Sul.

Oliveira ganhou fama ao condenar dezenas de narcotraficantes e bloquear milhões em bens de organizações criminosas. Vive cercado por forte esquema de segurança.

A ideia do convite para Oliveira partiu da presidente da comissão, a deputada Eliziane Gama (PPS-MA).

Será uma chance, também, para Oliveira se ambientar no Congresso. Ele já afirmou ter pretensões eleitorais. O PDT, de Carlos Lupi, tem assediado o magistrado para lançar candidatura pela legenda.

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