Vale vai ter que pagar R$ 12 mi para famílias paulistas

Publicado em Economia
Quinta, 19 Setembro 2019 19:21

Todos são parentes de vítimas fatais da tragédia de Brumadinho, em janeiro deste ano

Fernanda Damian de Almeida, 30 anos, grávida de 5 meses de Lorenzo, morreu em Brumadinho — Foto: Arquivo Pessoal

A mineradora Vale foi condenada a pagar indenização de quase R$ 12 milhões a duas famílias de São Paulo que perderam os filhos e o neto no rompimento da barragem de Brumadinho. Da decisão cabe recurso.

A tragédia socioambiental, considerada uma das maiores do país, matou 270 pessoas em janeiro deste ano. Dois bebês que estavam em gestação, um deles destas famílias, não constam como vítimas oficiais do desastre na lista da Polícia Civil.

A sentença foi dada em primeira instância pelo juiz Rodrigo Heleno Chaves às famílias dos irmãos Luiz Taliberti Ribeiro da Silva, de 31 anos, e Camila Taliberti da Silva, de 33 anos, e ainda de Fernanda Damian de Almeida (na foto ao lado), de 30 anos, que era casada com Luiz e esperava o primeiro filho do casal (ver todos na foto acima).

Luiz, Fernanda e Camila passeavam em Brumadinho de férias em companhia do pai, Adriano Ribeiro da Silva, de 61 anos, e da mulher dele, Maria de Lourdes da Costa Bueno, de 59 anos. Os dois também morreram na tragédia. O processo sobre as duas mortes corre em separado e não há sentença ainda.

A reportagem entrou em contato com a Vale sobre a condenação e aguarda retorno.

O advogado Paulo Thomas Korte, que defende as famílias nesta ação, disse que ainda será estudado se eles irão recorrer sobre o valor das indenizações, apesar de o determinado pelo juiz ser cerca de dez vezes maior do que o proposto pela mineradora no processo.

Korte considerou satisfatório o reconhecimento de Lorenzo como vítima, ponto que foi relutado pela Vale durante toda a ação.

O padrasto de Luiz e Camila, Vágner Diniz, disse que a família vai analisar a sentença e decidir o melhor encaminhamento. Até lá, eles não vão se pronunciar.

Maria de Lurdes e o marido Adriano Ribeiro da Silva moravam em São José do Rio Pardo; processo sobre as mortes deles segue separado — Foto: Reprodução/Facebook

Maria de Lurdes e o marido Adriano Ribeiro da Silva moravam em São José do Rio Pardo; processo sobre as

mortes deles segue separado — Foto: Reprodução/Facebook

Indenizações

Em janeiro, um dos advogados da ação, Roberto Delmanto Júnior, disse que eles buscariam indenização de R$ 40 milhões - R$ 10 milhões para cada um dos mortos. Ele considerou o lucro da mineradora, de R$ 25 bilhões, em 2018 para fazer o cálculo.

À Helena Taliberti, mãe de Luiz e Camila, e avó de Lorenzo, que não chegou a nascer, o juiz determinou indenização de R$ 2 milhões para cada filho e mais R$ 750 mil pela perda do neto.

A Teresinha e Joel, irmã e pais de Fernanda, a Justiça determinou indenização de R$ 2 milhões pela morte da filha e mais R$ 750 mil pela perda do neto a cada um. Daniele, irmã de Fernanda, deve receber R$ 1,625 milhão.

Um dos pontos questionados pelo padrasto de Luiz e Camila, Vágner Diniz, era o reconhecimento do neto como vítima. Ele contou que, durante o processo, a Vale chegou a questionar se o bebê, que estava saudável, iria realmente nascer.

Na decisão, porém, o juiz negou o pedido de desculpas formal requisitado pelas famílias por parte da Vale e a construção de um memorial pelas vítimas. O magistrado entendeu que este pedido deve partir de uma ação coletiva envolvendo as outras pessoas que também morreram na tragédia.

O advogado Paulo Korte considerou este também um ponto positivo, apesar da negativa. Ele disse que o reconhecimento do juiz sobre a justa homenagem às vítimas é uma vitória.

"Não vamos abrir mão deste pedido para as vítimas. A Vale tem que dar uma resposta com mais honra, com mais moral, com mais civilidade", disse o advogado.

Black Friday: compras em lojas e online devem empatar

Publicado em Economia
Sexta, 20 Setembro 2019 15:42

Pesquisa aponta que os dois grupos de compradores aumentou

A Black Friday, dia de promoções mais esperado do ano no Brasil e no mundo, está programada para acontecer em 29 de novembro neste ano, mas já virou tradição que os descontos se estendam por mais tempo. Neste ano, pela primeira vez, o número de compras em lojas físicas e online deve se igualar.

De acordo com tendência mapeada por pesquisa realizada pelo Google em parceria com a consultoria Provokers, a intenção de compra exclusivamente pela internet durante a Black Friday caiu de 52% no ano passado para 38% em 2019, enquanto a parcela de compradores que pretende aproveitar os descontos somente em lojas físicas passou de 41% para 37%.

A pesquisa apresenta que isso ocorre porque o grupo dos consumidores que pretendem comprar tanto online quanto nas lojas presenciais aumentou de 7% em 2018 para 25% neste ano. Dois a cada três pesquisam online antes de irem às lojas, segundo o levantamento.

O Brasil está entre os países que mais utilizam aplicativos de varejistas. De acordo com a apuração, 57% dos consumidores já compraram por meio de um app. O principal fator na hora de efetuar a compra online, segundo a pesquisa, é a confiança na loja (para 16%), depois a confiança na marca ou no produto (para 13%), a opção de parcelar o pagamento (11%), o valor do frete (10%) e, por fim, o tempo de entrega (4%).

O levantamento aponta que o brasileiro está mais atento às promoções e, em muitos casos, pesquisa antes de comprar. 74% já tinham planejado ou tinham certeza do que comprariam na hora de ir à loja na Black Friday Brasil 2018.

A pesquisa ouviu ao todo 2.500 pessoas, sendo 1.500 pela Provokers e mais 1.000 por meio da ferramenta Google Survey, produto comercial que facilita a pesquisa de mercado personalizada.

Governo libera R$ 8,3 bi do Orçamento para os ministérios

Publicado em Economia
Sexta, 20 Setembro 2019 15:49

Do total, R$ 2,6 bilhões vêm das receitas recuperadas por meio da Lava Jato

Os ministérios da Educação, da Economia e da Defesa foram os maiores beneficiados pela liberação de recursos do Orçamento anunciada na sexta-feira (20/09) pelo Ministério da Economia. O governo desbloqueou ao todo R$ 12,459 bilhões. A informação foi antecipada pelo Broadcast e consta no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 4º bimestre, divulgado pela pasta.

Parte desse dinheiro não poderá ser distribuída livremente. Do total, R$ 2,6 bilhões vêm das receitas recuperadas por meio da Operação Lava Jato. Esse dinheiro já está carimbado e não pode ser redirecionado. A decisão foi um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF). Outros R$ 8,3 bilhões foram distribuídos entre os órgãos da Esplanada dos Ministérios.

O Ministério da Educação recebeu R$ 1,99 bilhão dos recursos ordinários do Orçamento e mais R$ 1 bilhão do fundo da Lava Jato, que será direcionado para a educação infantil.

O Ministério da Economia, por sua vez, recebeu R$ 1,75 bilhão. Já a Defesa foi contemplada com R$ 1,65 bilhão.

Com volume menor de recursos, foram beneficiados Saúde (R$ 700 milhões), Infraestrutura (R$ 450 milhões) e Minas e Energia-MME (R$ 340 milhões). Como mostrou o Broadcast, o MME chegou a usar como argumento o megaleilão de petróleo do pré-sal em seu pedido por recursos para a PPSA, empresa que gerencia os contratos de exploração do pré-sal. A pasta chegou a afirmar que havia risco para a arrecadação de União, Estados e municípios.

O Ministério do Desenvolvimento Regional, que gerencia o programa Minha Casa Minha Vida, recebeu R$ 200 milhões na distribuição dos recursos.

Além dos órgãos do Executivo, os demais poderes também poderão gastar mais. Eles receberão R$ 83,538 milhões em limite adicional. Também haverá liberação para as emendas impositivas, num total de R$ 799,659 milhões (sendo R$ 533,1 milhões para emendas individuais e R$ 266,5 milhões para as de bancada).

No fundo da Lava Jato, além da educação infantil, foram destinados R$ 250 milhões para o pagamento das bolsas de pesquisa do CNPq e R$ 250 milhões para o programa Criança Feliz, do Ministério da Cidadania. Já as ações socioeducativas do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos receberão um reforço de R$ 100 milhões.

Do volume de R$ 1,060 bilhão destinado para ações na Amazônia, R$ 630 milhões irão para a prevenção, fiscalização e combate ao desmatamento, incêndios florestais e ilícitos ambientais – a cargo das pastas de Defesa, Agricultura e Meio Ambiente. Os outros R$ 430 milhões irão para ações descentralizadas tomadas pelos Estados que abrigam a floresta.

Os valores do fundo da Lava Jato (R$ 2,66 bilhões) estão num primeiro momento na chamada reserva orçamentária, usada pelo governo para ir liberando recursos aos poucos. A reserva total soma R$ 3,275 bilhões porque outros R$ 613,87 milhões foram destinados a essa conta.

Maioria dos juízes no BR ganha mais que teto de R$ 39,3 mil

Publicado em Economia
Segunda, 23 Setembro 2019 11:26

Apesar do aperto fiscal, teto é rompido pelos magistrados mesmo depois do fim do pagamento indiscriminado do auxílio-moradia

Foi na semana de sexta-feira (13/09) neste mês de setembro, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que o melhor era não dar chance ao azar. Apesar de a situação das contas públicas do País não ir bem, o órgão que controla o Poder Judiciário decidiu que era preciso cuidar melhor da saúde de seus magistrados e servidores e aprovou um auxílio que pode chegar a 10% do salário - um juiz no Brasil ficará muito próximo de ganhar o teto, que é de R$ 39,3 mil mensais. É mais do que o salário do presidente da República, de R$ 30.900,00.

Antes de sair criando novas despesas, o CNJ fez uma consulta a tribunais estaduais, federais e associações de juízes. Ouviu deles que o novo gasto era justificado. Uma das justificativas veio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que havia feito pesquisa mostrando que mais de 90% dos magistrados se dizem mais estressados do que no passado.

O CNJ operou em um dos poucos vácuos deixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. Essa lei dá as bases para os gastos do governo e, por causa da crise fiscal, proibiu reajustes aos auxílios alimentação, moradia e assistência pré-escolar. O auxílio-saúde ficou fora da vedação.

O dinheiro poderá ser usado para pagar médicos, hospitais, planos de saúde, dentista, psicólogo e até os remédios comprados na farmácia. Livre do teto remuneratório, o auxílio será mais um "penduricalho" a turbinar salários dos servidores e magistrados. Uma despesa criada pelo Judiciário para beneficiar o próprio Judiciário.

Pesquisa feita pelo partido Novo mostra que, mesmo após o fim do pagamento indiscriminado de auxílio-moradia, 65% dos magistrados no País estão recebendo acima do teto do funcionalismo em 2019. O porcentual já considera uma margem de R$ 1 mil, para excluir aqueles que passam do limite por auxílios menores, como o de alimentação. Na advocacia pública, que inclui advogados da União e procuradores federais, o porcentual é bem menor, de 15%.

Liminar para garantir benefício

O auxílio-moradia para todos os juízes foi obra de uma liminar concedida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2014. Seu fim só foi decretado após uma negociação dura que obrigou o governo Michel Temer a avalizar um reajuste de 16,38% para os magistrados, que gerou efeito cascata nos Estados, por elevar o teto de salários para todos os servidores.

O levantamento do Novo analisou mais de 200 mil contracheques, inclusive de juízes estaduais. O Poder Judiciário nos Estados é blindado de qualquer crise e não recebe um centavo a menos que o previsto no Orçamento, mesmo quando as receitas caem. Por lá, o porcentual de quem extrapola o teto estadual (R$ 35,5 mil) chega a 77%.

A pesquisa exclui os meses de janeiro e julho deste ano para evitar um resultado inflado por quem "furou" o teto com o terço de férias.

O economista Daniel Couri, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, diz que o problema dos "penduricalhos" é que, embora seja preciso uma lei para criá-los, o valor é decidido de forma administrativa. Ou seja, os próprios poderes podem escolher se merecem ou não um aumento.

"A LDO seria o lugar em que se poderia limitar de alguma forma essa autonomia", diz Couri. Para ele, o impacto do novo auxílio-saúde aprovado pelo CNJ deve ser significativo e levará aos órgãos do Judiciário federal a ter de cortar gastos em outras áreas, já que a emenda do teto fixa um limite total para as despesas. Caberá a cada tribunal regulamentar o pagamento do benefício.

A reportagem questionou o CNJ sobre o impacto da medida e as razões que levaram à decisão, mas não obteve resposta.

Mercado financeiro tem projeção de inflação de 3,44% em 2019

Publicado em Economia
Segunda, 23 Setembro 2019 11:37

Instituições financeiras reduziram, pela sétima vez seguida, a estimativa para a inflação neste ano

De acordo com pesquisa do Banco Central (BC) ao mercado financeiro, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 3,45% para 3,44%, em 2019.

Para 2020, foi mantida em 3,80%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

As estimativas para 2019 e o próximo ano estão abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 5% ao ano. Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic de 6% para 5,5% ao ano.

A expectativa do mercado é que Selic voltará a ser reduzida em 0,5 ponto percentual em outubro e permanecerá em 5% ao ano na última reunião do ano marcada para dezembro.

O mercado não espera por alteração na Selic em 2020, com a taxa permanecendo em 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,75% ao ano. Na semana passada, a previsão era 7% ao ano. Para o fim de 2022, a expectativa é que a taxa chegue a 7% ao ano.

Crescimento da economia

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,87% em 2019.

As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2%, em 2020; e 2,50%, em 2021 e 2022.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,90 para R$ 3,95 e, para 2020, foi mantida em R$ 3,90.

Governo revisa normas de segurança e saúde no trabalho

Publicado em Economia
Terça, 24 Setembro 2019 18:06

Seis normas sobre segurança e saúde dos trabalhadores nas empresas já foram revisadas este ano

A modernização de três normas foi publicada nesta terça-feira (24/09) no Diário Oficial da União pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.

Estão com nova redação a Norma Regulamentadora NR-3, sobre embargo e interdição; a NR-24, que trata das condições de higiene e conforto nos locais de trabalho; e a NR-28, de fiscalização e penalidades. Com isso, chega a seis o número de normas sobre segurança e saúde dos trabalhadores nas empresas que já passaram por revisão este ano.

Modernização

Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, a modernização das 36 normas reguladoras em vigor na data, iniciada em fevereiro, prevê revisão de todo o conteúdo.

Conduzida pela Secretaria do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, a modernização ocorre a partir de discussões na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), que tem representantes do governo, de empregadores e trabalhadores. Também estão sendo levadas em conta as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Embargo e Interdição

A norma regulamentadora NR-3, anteriormente vigente, tinha cinco itens, fazendo com que seu conteúdo fosse subjetivo, na avaliação da secretaria. “A nova NR 3 estabelece diretrizes e requisitos técnicos objetivos para caracterização das situações ou condições de trabalho que levem ao embargo e interdição. Esses requisitos técnicos, que até então não eram claro, tem como objetivo auxiliar os auditores a tomarem decisões consistentes e transparentes.”

Condições de Higiene e Conforto nos locais de Trabalho

Para a secretaria, os problemas mais graves da NR-24 estavam relacionados à desatualização da norma. Publicada em 1978, ela ainda estava vigente com a mesma redação e trazia exigências que 41 anos. “Entre os itens obsoletos da regra, estavam a exigência de que as janelas dos alojamentos fossem de madeira ou de ferro; determinava o uso de lâmpadas incandescentes, obrigava a instalação de um banheiro masculino e um feminino para qualquer tipo e tamanho de empreendimento e previa a possibilidade de aplicar mais de 40 multas apenas em um banheiro.”

Pela nova NR-24, estabelecimentos com funções comerciais, administrativas ou similares com até 10 trabalhadores podem ter apenas um banheiro individual de uso comum entre os sexos, desde que garantida a privacidade. Também de acordo com as mudanças, todas as instalações previstas, como sanitários, vestiários e locais para refeições, por exemplo, deverão ser dimensionadas com base no número de trabalhadores usuários do turno com maior contingente.

Fiscalização e penalidades

Com a modernização da NR-28, que estabelece as linhas de fiscalização, caiu para 4 mil o número de possibilidades de multa para todo o setor produtivo. Como é para toda a economia, uma mesma empresa não está submetida a todas essas linhas de fiscalização. Exemplo: a construção civil tem 600 itens aplicáveis, enquanto 534 são do setor de mineração.

Com a revisão das outras 30 NRs, o número terá uma redução ainda maior.

A norma antiga previa aproximadamente 6,8 mil possibilidades de multas. Na nova NR-28, ocorreu um processo de racionalização dessas possibilidades de multas. Tópicos que tratavam do mesmo assunto foram unificados, sem prejuízo aos trabalhadores ou à ação da auditoria fiscal, informou a secretaria.

Economia deve crescer ligeiramente no terceiro trimestre

Publicado em Economia
Terça, 24 Setembro 2019 19:04

Essa é a conclusão do Copom, na ata da última reunião, divulgada nesta terça-feira

Após expansão acima do esperado no segundo trimestre, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) estima que a economia deve apresentar ligeiro crescimento no terceiro trimestre. Essa é a conclusão do Copom, na ata da última reunião, divulgada nesta terça-feira (24/09).

“Os trimestres seguintes devem apresentar alguma aceleração, que deve ser reforçada pelos estímulos decorrentes da liberação de recursos do FGTS e PIS-PASEP – com impacto, em especial, no último trimestre de 2019”, disse o comitê. Ao excluir os efeitos desses estímulos temporários, o Copom acredita que o crescimento da economia será gradual.

Na última quarta-feira (18/09), o Copom decidiu reduzir a Selic mais uma vez em 0,5 ponto percentual, para 5,5% ao ano.

Ajuste adicional

No documento divulgado hoje, o Copom indica que a “consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional” na taxa Selic. Entretanto, o comitê destacou que os próximos passos na definição da Selic “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

Segundo o comitê, as projeções de curto prazo do mercado financeiro indicam que a inflação acumulada em 12 meses deve recuar nos próximos meses e retornar, ao final do ano, para níveis próximos aos observados até agosto. “Essa trajetória de curto prazo reflete, dentre outros fatores, comportamento benigno de alguns componentes mais voláteis da inflação e dinâmica da inflação importada, cujos vetores altistas têm sido moderados pela trajetória de preços externos”. E a previsão para a inflação em 2020 está abaixo da meta de 4%.

No cenário com trajetórias para a taxa de juros em 5% ao ano no fim de 2019 e câmbio em R$ 3,90, e manutenção desses patamares em 2020, a inflação deve ficar em 3,3% em 2019 e 3,6% no próximo ano.

Reformas

Na ata, o Copom reiterou “a importância de continuidade da agenda de reformas e de perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira”. “Avaliaram também que, não obstante o cenário externo ter se mantido relativamente favorável para a condução da política monetária em economias emergentes, o risco de cenários adversos para ativos de risco parece ter se intensificado”, acrescentou.

Inteligência artificial toma conta de call centers

Publicado em Economia
Quarta, 25 Setembro 2019 15:16

Boa parte do trabalho de atendimento de call centers já é feito por máquinas

Entre as profissões mais ameaçadas pela inteligência artificial e pela automatização de processos, o atendimento de call centers aparece no topo da lista. Isso porque a substituição de humanos por robôs de chats nessas empresas já é uma realidade. Na líder do segmento, a Atento, que tem 75 mil funcionários e receita anual de R$ 3 bilhões, boa parte do trabalho já é feito por máquinas, segundo o presidente da companhia, Dimitrius de Oliveira. Ele assumiu o cargo há pouco menos de um ano, justamente com o objetivo de ampliar o uso de tecnologia pela Atento.

De acordo com o executivo, hoje 40% dos atendimentos da Atento são feitos via ferramentas automáticas, enquanto 60% são realizados por humanos. No planejamento estratégico para os próximos quatro anos, a ideia é inverter essa proporção. Isso deverá tanto ampliar o peso do time de tecnologia dentro do negócio quanto exigir um novo tipo de profissional para o atendimento, uma vez que todas as operações mais básicas deverão ser realizadas sem a interferência humana.

As duas alternativas também serão combinadas: a Atento já desenvolveu internamente a ferramenta "estressômetro". A partir do cruzamento de informações de interações prévias de clientes, como reclamações feitas em sites e chamadas anteriores, os atendentes conseguem ter acesso a informações para medir o nível de estresse do cliente em relação a um produto ou serviço. Assim, será possível priorizar os casos mais graves na hora do atendimento. "Em vez de fazer mil ligações, a empresa poderá procurar primeiro quem está mais estressado, ganhando eficiência", diz Maurício Castro, diretor de marketing e transformação de negócios da Atento.

Dos 75 mil funcionários da Atento atualmente, 35% são de pessoas que estão em seu primeiro emprego. O presidente da companhia de call centers diz que as exigências para contratações tendem a ficar mais rígidas. Além de saber falar ao telefone e passar informações básicas, explica Oliveira, as pessoas precisarão mostrar alguma familiaridade com ferramentas tecnológicas. Hoje, a Atento tem 4 mil vagas em aberto. Para fazer a seleção, quase todo o processo é online. Para cada candidato contratado, cinco ficam pelo caminho. Ou seja: para fechar essas 4 mil vagas, a empresa vai interagir com um total de 20 mil candidatos.

A Atento não prevê reduzir significativamente sua força de trabalho nos próximos anos. Mas isso não ocorrerá pelo aumento das posições de atendimento, e sim pela transferência de call centers de grandes companhias para firmas terceirizadas. "Com a mudança da lei trabalhista, essa tendência está se intensificando", diz o executivo. Ou seja: o total de empregos gerado pelo setor diminuirá.

Perigos

Para o presidente da Associação Brasileira de Telesserviço (ABT), Cássio Azevedo, o setor vive uma transição. "É uma fase delicada e perigosa", diz o representante. Em alguns casos, ferramentas automáticas estão fechando call centers inteiros. No ano passado, a startup Acordo Certo, especializada em renegociação de dívidas, contou ao Estado que fechou um acordo para realizar via inteligência artificial um trabalho que antes empregava 700 atendentes de telemarketing. É para concorrer com ferramentas como esta que a Atento está ampliando seu rol de serviços feitos 100% via tecnologia.

Um estudo feito pela consultoria McKinsey, divulgado no ano passado, coloca o atendente de telemarketing como o profissional com a maior possibilidade de perder o emprego ao longo da próxima década por causa da evolução da inteligência artificial. De acordo com o mesmo estudo, cerca de 14% das vagas atuais do Brasil correm risco de ser fechadas por causa da evolução tecnológica nos próximos dez anos.

O presidente da ABT dá um exemplo claro da economia que as ferramentas automatizadas podem representar aos trabalhadores do setor. No que se refere à renegociação de dívidas, um robô consegue fazer um número maior de contatos do que os atendentes humanos - e por um custo bem menor. Por enquanto, diz Azevedo, a vantagem de eficiência ainda está a favor dos humanos - 42% de resoluções, contra 38% dos robôs. Mas como o custo da tecnologia deve cair e a eficiência tende a ser ampliada, a vantagem econômica da automatização deve ficar cada vez mais óbvia.

Mudança gradual

A introdução da inteligência artificial é feita pouco a pouco para que os consumidores tentam tempo de se acostumar a interagir com a tecnologia. "As empresas que têm sucesso colocam bots (robôs) para interações iniciais. O bot vai aprendendo (à medida que recebe mais informações), e essa substituição ganha força", explica Luís da Cunha Lamb, pesquisador em inteligência artificial e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

No caso de processamento de linguagem, o espaço de adoção da IA é amplo. "As empresas sabem quais são as demandas típicas de seus clientes. Em 90% dos casos elas são bem repetitivas", diz Lamb, que também é secretário gaúcho de Ciência, Inovação e Tecnologia. "E os millennials já preferem a interação digital, que consideram mais objetiva."

Lemann volta a ser a pessoa mais rica do Brasil

Publicado em Economia
Quarta, 25 Setembro 2019 15:27

O sócio do fundo 3G Capital voltou a liderar a lista da Forbes

O empresário Jorge Paulo Lemann (na foto), um dos sócios do fundo 3G Capital, voltou ao posto de homem mais rico do Brasil, segundo a revista Forbes , que acompanha diariamente a fortuna dos homens e mulheres mais ricos do mundo.

Em março, Lemann havia perdido o posto para o dono do Banco Safra, Joseph Safra. Agora, voltou ao topo com fortuna avaliada em R$ 104,71 bilhões, de acordo com a Forbes.

O megainvestidor ocupava a liderança desde 2013, quando desbancou Eike Batista. No entanto, a fusão das gigantes americanas Kraft Heinz, controlada pelo fundo 3G e a empresa de investimentos de Warren Buffett, esbarrou em vários tropeços, levando à queda das suas ações.

Isso tirou o posto de Lemann por alguns meses. O bilionário carioca também tem investimentos em empresas como a gigante AB-InBev e o Burger King.

Após assumir o topo momentaneamente, Safra aparece em segundo lugar na lista de bilionários brasileiro, com fortuna estimada em R$ 95,04 bilhões.

Completam a lista dos bilionários do Brasil:

2 - Joseph Safra, dono do banco Safra - R$ 95,04 bilhões

3 - Marcell Herrmann Telles, sócio de Lemann na 3G Capital - R$ 43,9 bilhões

4 - Eduardo Saverin, cofundador do Facebook - R$ 43,16 bilhões

5 - Carlos Alberto Sicupira, sócio de Lemann na 3G Capital - R$ 37,35 bilhões.

 

 

Dívida pública tem alta de 2% e supera a marca de agosto

Publicado em Economia
Quinta, 26 Setembro 2019 17:49

Resultado reflete emissão de títulos públicos e despesas com juros. Dívida é emitida pelo governo para financiar déficit orçamentário

A dívida pública federal em títulos, que inclui os débitos do governo no Brasil e no exterior, registrou aumento de 2,03% em agosto e atingiu R$ 4,074 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (26/09). Em julho, a dívida somava R$ 3,993 trilhões.

Foi a primeira vez que a dívida ultrapassou a marca dos R$ 4 trilhões. O crescimento em agosto está relacionado com a emissão de títulos públicos (acima do volume de resgates) de R$ 39,62 bilhões e, também, com as despesas com juros, que somaram R$ 41,37 bilhões.

A dívida pública é a emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Ou seja, para pagar despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e tributos.

O crescimento da dívida pública está dentro dos planos do governo federal. A dívida pública pode chegar a até R$ 4,3 trilhões em 2019, segundo programação do Tesouro Nacional divulgada no começo deste ano. Em todo ano passado, a dívida pública teve aumento de 8,9%, segundo números oficiais.

Dívidas interna e externa

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa.

- Dívida interna: teve alta de 1,74% em agosto e chegou a R$ 3,913 trilhões.
- Dívida externa: resultado da emissão de bônus soberanos (títulos da dívida) no mercado internacional e de contratos firmados no passado, contabilizou uma queda de 9,55% em agosto e foi para R$ 160,87 bilhões.

Compradores

Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna registrou queda em agosto.

No mês passado, os não residentes no país detinham 12,14% da dívida total, o equivalente a R$ 474 bilhões, contra 12,31% do total da dívida interna em julho (R$ 473 bilhões).

Com isso, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna, atrás de:

1 - fundos de investimento (R$ 1,062 trilhão, ou 27,15% do total);

2 - fundos de previdência (R$ 945 bilhões ou 24,16% do total);

3 - instituições financeiras (R$ 897 bilhões, ou 22,93% do total).

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