Nubank vai recrutar mil funcionários, a maioria no Brasil

Publicado em Economia
Sexta, 16 Agosto 2019 15:47

Processo seletivo acontecerá ainda no México, Argentina e Alemanha

Um dos maiores bancos digitais da América Latina, o Nubank terá a difícil missão de recrutar mil novos funcionários nos próximos meses.

Isso porque a fintech dará início ao seu mais agressivo plano de expansão da história, depois de receber um aporte de US$ 400 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) recentemente. Com isso, o Nubank passou a valer US$ 10 bilhões.

Segundo a fintech, a maior parte dos novos empregados será contratada para o Brasil, mais precisamente para a área de operações.

Entre os novos profissionais buscados pela empresa, estão especialistas de marketing e produtos, cientistas de dados, engenheiros de software e especialistas em atendimento, que atuarão diretamente no atendimento ao cliente.

Os salários não foram revelados, mas a remuneração média para essas funções no mercado de trabalho vai de R$ 8 mil a R$ 32 mil.

Além do Brasil, o processo seletivo tentará preencher vagas no México, na Argentina e Alemanha, que conta com um centro de engenharia.

No mês passado, o Nubank atingiu a marca de 10 milhões de clientes, dos quais cerca de 70% são correntistas da NuConta, uma conta corrente semelhante a de bancos tradicionais, com acesso a débito, empréstimos pessoais e até investimentos em títulos do próprio banco.

Crescimento econômico tem melhora e inflação deve cair

Publicado em Economia
Segunda, 19 Agosto 2019 12:34

Projeção para a expansão do PIB passa de 0,81% para 0,83% este ano

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,81% para 0,83% neste ano.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também subiu, ao passar de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,5%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,76% para 3,71%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,90%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,5%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa permanece em 5,5% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 e, para 2020, de R$ 3,80 para R$ 3,81.

Receita Federal pode parar de emitir CPF e outros serviços

Publicado em Economia
Terça, 20 Agosto 2019 17:44

Cortes no Orçamento também vão afetar sistemas responsáveis pela restituição do IR, envio de cobranças e operações de comércio exterior

Os sistemas da Receita Federal responsáveis por serviços como emissão de CPF e restituição do Imposto de Renda podem parar a partir da semana que vem por causa de cortes no Orçamento. Segundo um comunicado interno ao qual o GLOBO teve acesso, os sistemas serão desligados, “em sua integralidade”, já a partir do próximo domingo (25/08).

Desde o início do ano, o governo segurou mais de R$ 33 bilhões em gastos. O contingenciamento foi necessário porque, com a economia fraca, a arrecadação de impostos e contribuições ficou abaixo do inicialmente projetado. No Ministério da Economia, pasta responsável pela Receita , os cortes acumulam R$ 4,4 bilhões, desde o início do ano.

Além da emissão de CPF e restituição de IR, o Fisco terá que suspender o envio de cartas de cobrança aos devedores e paralisar as operações de comércio exterior, diz o comunicado interno. A disponibilização de recursos para Fundos de Participação de Estados e Municípios também está comprometida.

A crise orçamentária foi uma das demandas feitas na segunda-feira (19/08) por subsecretários da Receita, em reunião com o secretário especial do órgão, Marcos Cintra. A expectativa é que ele trabalhe para conseguir recursos para manter as atividades em funcionamento.

Segundo uma fonte, essa é uma manobra de pressão e a previsão é que, no fim das contas, o dinheiro necessário para evitar um shutdown(paralisia da máquina) seja providenciado.

A falta de autonomia orçamentária é um dos pontos que leva parte do corpo técnico da Receita a apoiar a ideia de transformar o Fisco em uma autarquia. Essa ideia, no entanto, que seria também uma resposta à crise política desencadeada por pressões sobre os auditores, perdeu força após a troca do subsecretário-geral da Receita, João Paulo Fachada, que será substituído pelo auditor-fiscal José de Assis Ferraz Neto.

Hoje, Ferraz Neto atua na delegacia da Receita em Recife. De acordo com pessoas próximas a Ferraz Neto, o novo subsecretário tem perfil semelhante ao do atual: técnico e discreto. Ambos são auditores há mais de 20 anos.

A substituição de Fachada ocorre em um momento de crise institucional no Fisco. Com o movimento, a equipe econômica espera baixar a temperatura. Nos últimos dias, Cintra vinha sendo pressionado para demitir seu secretariado, diante de críticas de autoridades dos três Poderes em relação a procedimentos de fiscalização adotados pela Receita.

A troca na cúpula pegou de surpresa técnicos do segundo escalão, que chegaram a considerar entregar seus cargos, mas resolveram dar a Cintra um ultimato: exigiram blindagem a interferências políticas e uma defesa mais enfática do papel do órgão.

Suspensão de apurações do Fisco

No início de agosto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de 133 apurações da Receita, alegando haver desvio de finalidade. A lista incluía nomes da própria Corte.

Na semana passada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse haver “excessos” na atividade do órgão . Bolsonaro, por sua vez, reclamou de uma devassa na vida financeira de sua família.

O subsecretário-geral é responsável por tocar, de fato, o dia a dia da Receita . Ele faz o elo entre os técnicos e Cintra, que dedica a maior parte do tempo a debates sobre a reforma tributária. Por isso, a expectativa é que a troca acalme os ânimos.

Segundo fontes do órgão, o secretário especial também percebeu que, se não tomasse essa atitude, seu próprio cargo estaria sob risco.

Previdência sozinha não vai gerar empregos, diz secretário

Publicado em Economia
Terça, 20 Agosto 2019 17:51

Rogério Marinho defendeu no Senado a importância da reforma para a economia brasileira

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, falou nesta terça-feira (20/08), em audiência pública (ver na foto) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sobre a proposta de reforma aprovada pela Câmara que segue para apreciação dos senadores. Marinho defendeu a importância da mudança para a economia brasileira, mas admitiu que “Não será a reforma do sistema previdenciário que vai gerar emprego, renda e oportunidades no Brasil".

Um dos principais articuladores do governo pela aprovação do texto, o secretário voltou a defender, no entanto, a necessidade de reformar o sistema, controlar os gastos e a crescer. "Alguma coisa se quebrou nesse país, que foi a confiança das pessoas, e isso temos a obrigação como sociedade de remontarmos. Essa confiança é essencial para a previsibilidade, a segurança jurídica”, defendeu.

“Hoje o sistema é injusto, porque poucos ganham muito e muitos ganham pouco, e ele é insustentável ao longo do tempo”, disse o secretário no início de sua fala na comissão. Ele chamou de “catástrofe” o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços do país, abaixo de 1% nos últimos 4 anos, e argumentou que a reforma seria um "ponto inicial" para a recuperação da economia.

“Acredito que o Brasil está em um momento de inflexão. Temos muitos problemas, muitas diferenças, muitas desavenças até. Mas, certamente, há uma situação que nos une que é o desejo de melhorar o país”, argumentou.

Nesta semana, estão programados seis eventos ao longo de três dias (terça, quarta e quinta), reunindo 46 convidados e atendendo a pedidos de oito senadores. A comissão é responsável por analisar se a proposta de reforma da Previdência aprovada pelos deputados está de acordo com a Constituição Federal.

Novo crédito imobiliário da Caixa deixa parcelas mais baratas

Publicado em Economia
Quarta, 21 Agosto 2019 13:04

Simulações projetam valores financiados de R$ 300 mil a R$ 1 mi, em 30 anos

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, 20, uma linha de financiamento que utilizará a inflação oficial do país, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como composição para as taxas de juros. Com isso, o consumidor terá acesso as parcelas mais baixas das até então oferecidas pelo banco, que detém mais de 70% do crédito imobiliário no país. A pedido de VEJA, a plataforma de crédito imobiliário Melhortaxa simulou três cenários de financiamentos imobiliários. A redução chega a 25%.

Até esta terça-feira, a Caixa oferecia apenas modelos de financiamento com juros calculados pela Taxa Referencial (TR) — que é zero desde 2017— somada a um valor fixo de 8,5% a 9,75%. Agora, também será possível ter acesso a crédito indexado ao IPCA mais uma taxa fixa de 2,95% a 4,95%. O IPCA é medido e divulgado mensalmente pelo IBGE. Para o financiamento, será utilizado o valor acumulado em 12 meses, que é recalculado mensalmente com a divulgação da inflação mensal.

Os cenários calculados pelo Melhortaxa mostram a diferença no valor da parcela inicial entre a nova linha e a atual. As previsões são para financiamentos de 300 mil reais, 500 mil reais e 1 milhão de reais, em 30 anos, utilizando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 3,22% em julho, de acordo com o IBGE.

O modelo inclui apenas o valor do financiamento – taxas e seguros podem ser embutidos adicionalmente pelo banco. No exemplo usado pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o banco utilizou uma variável de comprometimento de renda, que também pode afetar no valor do financiamento – variável não considerada no cálculo do Melhortaxa.

Os cenários calculados pelo Melhortaxa mostram a diferença no valor da parcela inicial entre a nova linha e a atual. As previsões são para financiamentos de 300 mil reais, 500 mil reais e 1 milhão de reais, em 30 anos, utilizando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 3,22% em julho, de acordo com o IBGE.

O modelo inclui apenas o valor do financiamento – taxas e seguros podem ser embutidos adicionalmente pelo banco. No exemplo usado pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o banco utilizou uma variável de comprometimento de renda, que também pode afetar no valor do financiamento – variável não considerada no cálculo do Melhortaxa.

Correios, Telebras e EBC na lista de privatizações de Guedes

Publicado em Economia
Quarta, 21 Agosto 2019 13:07

Eletrobras, Docas de São Paulo, Dataprev e Casa da Moeda também figuram na lista

Os Correios, a Telebras e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estão na lista das 17 empresas que devem ser privatizadas pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes, segundo informações a que VEJA teve acesso. O governo deve fazer o anúncio oficial nesta quarta-feira, 21/08.

Pela manhã, o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que entre as privatizações anunciadas no dia anterior por Guedes, está a dos Correios. Procurada, a pasta da Economia ainda não confirma a venda das outras companhias listadas. Fontes ligadas ao ministério afirmaram que os planos de privatização da Casa da Moeda, do Dataprev e do Serpro estão confirmados e em estágios mais avançados.

Para Bolsonaro, o processo de privatização dos Correios deve ser “bastante longo” por depender do aval do Parlamento. “A lista do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para o processo de privatização começa pelos Correios, o resto não lembro de cabeça”, afirmou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada.

Na terça (20/08), Paulo Guedes disse que seriam anunciadas 17 empresas que devem ser privatizadas até o final deste ano. “As coisas estão acontecendo devagarzinho, vai uma BR Distribuidora aqui, daqui a pouco vem uma Eletrobras, uma Telebras, daqui a pouco vem também os Correios, está tudo na lista. Amanhã [quarta-feira 21] devem ser anunciadas umas 17 empresas só para completar o ano. Ano que vem tem mais”, disse o ministro em evento na capital paulista.

Confira a lista:

- Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
- ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
- Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
- Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);
- Casa da Moeda;
- Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);
- Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);
- CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);
- Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);
- Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
- EBC (Empresa Brasil de Comunicação);
- Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);
- Telebras
- Correios
- Eletrobras
- Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);
- Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

Correios

No início de agosto, o presidente Jair Bolsonaro declarou que a privatização dos Correios estava no radar do governo. “Vocês sabem o que foi feito com os Correios. O mensalão começou com eles. Sempre foi um local de aparelhamento político e que foi saqueado, como no fundo de pensão. Os funcionários perderam muito, tiveram que aumentar a contribuição para honrar”, disse o presidente, na ocasião.

Em maio, Bolsonaro já havia afirmado a VEJA que deu sinal verde para a privatização dos Correios. “Vamos partir para a reforma tributária e para as privatizações. Já dei sinal verde para privatizar os Correios. A orientação é que a gente explique por que é necessário privatizar”, disse ele;

O governo enxerga a privatização da estatal com urgência. Em julho, VEJA teve acesso a cálculos preliminares feitos pela equipe do governo. As primeiras conclusões mostram que o tempo de vida útil para concretizar a venda dos Correios está em torno de cinco anos. Desde o início de 2018, a principal fonte de receita da estatal deixou de ser o monopólio postal — a entrega de cartas, largamente substituídas por várias formas de mensagem eletrônica — e passou a ser a entrega de encomendas, mudança impulsionada, sobretudo, pelo crescimento do e-commerce. No prazo previsto pela equipe econômica, as transportadoras privadas ultrapassarão a estatal na prestação do serviço. O ponto de virada inviabilizaria por completo a sua venda.

União poderá bloquear repasses voluntários a estados

Publicado em Economia
Quarta, 21 Agosto 2019 16:47

STF rejeitou o argumento de que o bloqueio dos repasses feriria a independência fiscal dos entes federativos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (21/08), por unanimidade, que é constitucional a União bloquear repasses voluntários a estados e municípios caso eles não cumpram seu dever de instituir e arrecadar tributos locais.

A possibilidade do bloqueio está prevista no artigo 11 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000), cuja validade foi julgada nesta quarta-feira pelo plenário do Supremo.

Ao todo, são analisadas sete ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) e uma de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), nas quais são contestados mais de vinte dispositivos da LRF. O julgamento foi suspenso para o almoço e deve ser retomado à tarde. Ainda resta mais de uma dezena de artigos da LRF a serem analisados.

O relator das ações, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou o argumento de que o bloqueio dos repasses feriria a independência fiscal dos entes federativos, uma vez que os repasses obrigatórios não são abrangidos pela norma.

"O que se quer é evitar que aqueles municípios e estados que ignoram a responsabilidade fiscal recebam um bônus, que seriam as transferências voluntárias. É evitar que se faça cortesia com chapéu alheio", disse Moraes, que foi acompanhado por todos os demais ministros, sem qualquer ressalva.

Artigos

Além do artigo 11, foi julgado constitucional também o artigo 4, que disciplina o cálculo e a apresentação de metas orçamentárias anuais, e o artigo 14, que prevê condições para a concessão de benefícios tributários que resultem em renúncia fiscal.

Nesta manhã, os ministros do Supremo também aprovaram, por unanimidade, a rejeição de diversos outros pontos contestados, por entender que não haveria mais eficácia em julgá-los. Isso porque as ações contra a LRF tramitam há 19 anos na Corte, e alguns dispositivos contestados tinham prazo definido, não sendo mais válidos. É o caso, por exemplo, do artigo que impunha por três anos, a partir da sanção da lei, um limite para a despesa com serviços terceirizados.

Entre os dispositivos que devem suscitar maior discussão, está a possibilidade de redução de jornada e de salários dos servidores públicos por parte de estados em crise fiscal. Outro tema é a permissão para o Poder Executivo segurar repasses a outros Poderes e também travar gastos em casos de frustração nas receitas do orçamento.

Ambos os dispositivos estão suspensos por força de liminares (decisões provisórias) concedidas ainda na década passada pelo plenário do Supremo.

Receita só tem recursos até setembro, segundo jornal

Publicado em Economia
Sexta, 23 Agosto 2019 14:44

No próximo mês, o governo divulgará um novo relatório avaliando receitas e despesas com as projeções para o fim do ano

Os recursos remanejados pelo Ministério da Economia darão um fôlego para os sistemas da Receita Federal, mas não serão suficientes para manter o funcionamento até o fim do ano, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A avaliação é que os recursos são suficientes para manter os sistemas funcionando apenas até setembro. No próximo mês, o governo divulgará um novo relatório avaliando receitas e despesas com as projeções para o fim do ano. A equipe espera contar com receitas extraordinárias para liberar parte dos recursos bloqueados, cerca de R$ 31 bilhões.

Na quinta-feira (22/08), o Ministério da Economia anunciou cortes que vão desde a limitação do expediente dos funcionários até o cafezinho servido na Pasta para priorizar sistemas de atendimento ao cidadão, como o da Receita Federal e do INSS.

Como mostrou o jornal na semana passada, a falta de recursos poderia levar a Receita Federal a desligar todos os seus sistemas informatizados a partir do dia 25 de agosto. Um aviso interno chegou a circular entre as áreas do órgão informando que, se não fossem liberadas mais verbas do orçamento, os sistemas responsáveis por emissão de CPF e processamento de restituições de Imposto de Renda seriam desligados, entre outros.

Primeira parcela do 13º começa a ser paga pelo INSS

Publicado em Economia
Segunda, 26 Agosto 2019 21:22

Antecipação deve representar injeção de R$ 21,9 bi na economia no terceiro trimestre

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a pagar nesta segunda-feira (26/08) a primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas. A data de pagamento varia de acordo com o número final do benefício. O dinheiro será depositado junto com a folha mensal de agosto.

A antecipação vai beneficiar aqueles que, durante o ano, tenham recebido auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria, auxílio-reclusão ou pensão por morte e demais benefícios administrados pelo INSS que também façam jus ao abono anual. A parcela dos 50% restantes será paga no fim do ano.

“É o cronograma normal de pagamento. Você recebe sua aposentadoria, ou sua pensão, acrescido dos 50% [do décimo terceiro]", disse o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, ao anunciar a medida no último dia 5 de agosto, em entrevista à imprensa.

Segundo Marinho, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao assinar a Medida Provisória (MP) 891/2019, transformou a antecipação dos pagamentos em regra. Anteriormente, a gratificação em agosto era determinada com assinatura de decreto presidencial anualmente.

“Com a medida, a partir de agora, haverá previsibilidade para que, no futuro, os aposentados e pensionistas do INSS possam se programar, uma vez que terão uma garantia real de que receberão esse adiantamento no mês de agosto. Não dependerão mais do poder discricionário do presidente da República na ocasião”, disse o secretário.

A antecipação representará uma injeção de R$ 21,9 bilhões na economia neste terceiro trimestre. Terão direito à primeira parcela do abono anual cerca de 30 milhões de benefícios. Não haverá desconto de Imposto de Renda nessa primeira parcela, que será cobrado apenas em novembro e dezembro, quando for depositada a segunda parte do abono.

Confira o calendário de pagamentos

A data de pagamento varia dependendo do número final do benefício, desconsiderando-se o dígito. Veja a programação para cada número a seguir.

Para quem ganha até R$ 998 (um salário mínimo):

Final 1: 26/8;
Final 2: 27/8;
Final 3: 28/8;
Final 4: 29/8;
Final 5: 30/8;
Final 6: 2/9;
Final 7: 3/9;
Final 8: 4/9;
Final 9: 5/9; e
Final 0: 6/9.

Para quem ganha mais de R$ 998 (um salário):

Finais 1 e 6: 2/9;
Finais 2 e 7: 3/9;
Finais 3 e 8: 4/9;
Finais 4 e 9: 5/9; e
Finais 5 e 0: 6/9.

BTG Pactual pode falir por causa do efeito Lava Jato

Publicado em Economia
Segunda, 26 Agosto 2019 21:32

Queda das ações do banco foi de 16% na sexta-feira quando a PF chegou à casa de André Esteves

Alvo da 64ª fase da Operação Lava Jato na última sexta-feira (23), o banco BTG Pactual amargou uma queda de nada menos que 16% no valor de suas ações e passou a protagonizar uma série de rumores quanto à possibilidade de falência do negócio.

O revés se deu por conta da ação de busca e apreensão por parte da Polícia Federal na residência do banqueiro André Esteves (na foto), simultaneamente à residência da ex-presidente da Petrobras Graça Foster em investigação por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, bem como lavagem de capitais.

O movimento foi o primeiro motivado pela delação do ex-ministro Antônio Pallocci e diz respeito à venda de ativos da estatal para o banco, numa transação que resultou em prejuízo de US$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.

Ainda durante a operação, sócios e ex-sócios da instituição bancária foram surpreendidos por informações que davam conta da possibilidade de multa de R$ 30 bilhões ao BTG Pactual, bem como de possível pedido de falência por parte da instituição financeira.

Procurada, a empresa alegou não ter problemas no campo dos negócios. Apenas no primeiro semestre de 2019, o BTG Pactual fechou o semestre de 2019 com lucro superior a R$ 1,6 bilhão, um crescimento acima de 30% em relação ao ano anterior.

Apesar da queda no valor de mercado, até o momento em 16%, os ativos totais da empresa somavam R$ 174,3 bilhões até junho deste ano.

Na história, a referência de multas aplicadas oferece dimensão de como as supostas punições estariam distantes da realidade. No caso do desastre de Mariana (MG), a Vale gastou um total de R$ 6 bilhões em compensações pelo rompimento da barragem que comprometeu o rio Doce.

Já o episódio recente de Brumadinho (MG), com 270 mortos ou desaparecidos, resultou em multa ambiental de R$ 250 milhões e multa trabalhista de R$ 1,6 bilhão – 18 vezes inferior ao rumor de suposta multa que seria aplicada ao banco.

Fontes ouvidas pelo Brasil Econômico acreditam que as informações sejam motivadas por resistências internas ao retorno do banqueiro André Esteves ao grupo controlador da empresa, em dezembro de 2018.

Ele foi preso em 2015 acusado de tentar comprar o silêncio de uma testemunha envolvida num esquema de suborno, mas acabou absolvido em julho do ano passado e obteve sinal verde para retornar a seus poderes decisórios na chamada G7 Holding.

Ele ocupou o lugar deixado vago pelo ex-sócio da BTG Marcelo Kalim, que, junto a antigos parceiros do BTG, criou a startup C6Bank.

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