Asteroide destrutivo pode atingir a Terra em outubro

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Sexta, 05 Julho 2019 16:25

Apesar do risco de cataclismo ser baixo, cientistas da Nasa alertam que devemos ficar espertos

Um asteroide com o poder destrutivo de 2.700 megatons de explosivos TNT tem o potencial de atingir a Terra no final deste ano. Os rastreadores da NASA revelaram que o asteróide identificado como "FT3" se aproximará de nosso planeta em 3 de outubro. A agência espera que o sobrevôo seja apenas a primeira de 165 aproximações entre 2019 e 2116.

Apesar do risco de cataclismo, ou seja, transformação em grandes proporções da crosta terrestre, ser baixo, os cientistas alertam que devemos ficar espertos. O FT3 é um objeto rochoso monstruoso que mede 340 metros de diâmetro e chega a pesar 55.000.000.000 kg. Se ele se chocasse contra nosso planeta, atingiria a superfície a uma velocidade de 20,37 km por segundo, o equivalente à mais de 45.500 km/h.

A força do impacto seria igual a 2.700 megatons de TNT ou 2.700.000.000 de toneladas de TNT. Em comparação, a bomba nuclear lançada contra Hiroshima, no Japão, em 1945 estava na faixa de 13 a 18 quilotons - 13.000 a 18.000 toneladas de TNT.

O asteroide FT3 é uma rocha espacial do tipo Apollo, o que significa que segue uma órbita semelhante ao asteróide 1862 Apollo, e circula o Sol dentro dos limites do cinturão entre Marte e Júpiter. A NASA avistou a rocha pela primeira vez em 20 de março de 2007 e desde então confirmou a órbita dele com base em um total de 14 observações.

A agência espacial afirmou que “no caso improvável de que um evento de impacto em potencial persista até que a órbita esteja relativamente bem definida, a probabilidade de impacto e o risco associado tende a aumentar à medida que as observações são adicionadas”.

Felizmente, até o momento a probabilidade de impacto, apesar de existente, é baixa: para a aproximação de 3 de Outubro deste ano ela é de uma em 11 milhões, ou seja, há 99.9999908% de chance dele errar o alvo, para nossa sorte. Depois disso, a NASA estima outras possibilidades de impacto em 2 de Outubro de 2024 e 3 de Outubro de 2025.

A agência publicou em seu site que “um asteroide em uma trajetória de impacto na Terra não poderia ser abatido nos últimos minutos ou mesmo horas antes do impacto”. Por isso, é importante o monitoramento contínuo do espaço, em busca de ameaças em potencial.

Galaxy Watch Active 2 oferece ECG e detecção de queda

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Sexta, 05 Julho 2019 16:30

Próximo smartwatch da Samsung deverá ter recursos semelhantes aos do Apple Watch 4

A Samsung está indo atrás do Apple Watch 4 com a próxima interação do Galaxy Watch Active, que está recebendo os recursos de ECG (eletrocardiograma) e detecção de queda e de fibrilação atrial. De acordo com o pessoal da SamMobile, o Galaxy Watch Active 2 (na foto acima) mantém um design semelhante ao modelo atual, e estará disponível em opções de 40 mm e 44 mm.

“O aplicativo permitirá que os usuários capturem o ritmo cardíaco quando apresentarem sintomas como batimentos cardíacos rápidos, baixos ou irregulares. Os dados podem então ser compartilhados com os médicos”, afirma o artigo da SamMobile. “O dispositivo também será capaz de fornecer aos usuários notificações de fibrilação atrial (Afib), checando ocasionalmente o ritmo cardíaco em segundo plano”.

Além disso, os usuários poderão receber notificações Afib se um problema cardíaco potencialmente grave for notado pelo ritmo irregular do batimento. É importante mencionar que este recurso precisa de autorização da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA, e ainda não está claro se a Samsung já a obteve.

O Galaxy Watch Active 2, também incluirá a detecção de quedas, outro dos incríveis recursos do Apple Watch 4. De acordo com a SamMobile, se o wearable detectar que o usuário tenha sofrido uma “queda forte” o relógio mostrará um alerta, além de vibrar. Se o usuário não descartar a notificação ou responder dentro de um prazo predefinido, os atendentes de emergência receberão uma chamada automaticamente.

Esses recursos ajudaram a posicionar o mais recente wearable da Apple como uma peça de tecnologia particularmente impressionante, por isso não é surpresa que a Samsung queira seguir o exemplo. Como dissemos, a empresa ainda não divulgou quando o Galaxy Watch Active 2 chegará ou o que incluirá, então ainda estamos aguardando a confirmação da empresa sobre se esses recursos farão parte do dispositivo.

Campanha na internet contra Greenwald foi criada por robôs

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Segunda, 08 Julho 2019 17:17

Usuários reais da rede social acabaram ajudando a propagar a campanha contra o jornalista

A empresa de pesquisas DFRLab verificou algumas contas do Twitter que desencadearam uma campanha pedindo a deportação do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, de volta para os EUA.

A campanha de protesto usou várias hashtags e, entre elas, uma das mais populares (#DeportaGreenwald) foi analisada e apontou que várias das contas mais ativas são suspeitas de comportamento automatizado, com atuação de perfis falsos e robôs. Um exemplo é a de "Vânia", identificada como @Vnia60277936, que chegou a postar a hashtag 294 vezes em quatro horas e meia.

No dia 9 de junho, o site The Intercept Brasil, cofundado por Greenwald, publicou uma reportagem revelando conversas vazadas de um app de mensagens, em que supostos diálogos trocados entre o ex-juiz Sérgio Moro e o promotor público Deltan Dallagnol demonstravam condutas conspiratórias para incriminar e acelerar a prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Campanha com indícios de atividade automatizada

A conta @Vnia60277936 foi a segunda mais ativa a usar a hashtag #DeportaGreenwald, que acabou entrando para a seção dos tópicos de tendências do Twitter. Além do nome com identificador numérico e uma foto de perfil genérica, a DRFLab constatou que a conta postava uma média de 577 tweets por dia, sendo que a empresa já considera acima de 144 tweets diários como altamente suspeito. Somente no dia 2 de junho foram 1.700 posts.

Outras das contas mais ativas também possuem várias características semelhantes às de @Vnia60277936, e a suspeita de se tratar de comportamento automatizado foi confirmada pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas, parceira da DFRLab.

Criada por bots, impulsionada por pessoas

O estudo concluiu que, embora a campanha tenha surgido com os bots, grande parte dos retweets foi feito por usuários reais do Twitter. Um dado interessante é que o primeiro e o terceiro posts mais populares eram exatamente contra a campanha, sendo que um deles citava que as "milícias digitais" a favor de "calar" Greenwald são as mesmas que criticam a falta de liberdade de expressão na Venezuela.

Amazon Prime Vídeo tem novo lançamento no Chromecast

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Terça, 09 Julho 2019 21:51

O aplicativo havia sido excluído da plataforma como parte da disputa entre Google e Amazon

Duas novidades de uma só vez. A partir desta terça-feira (09/07), depois de quase um ano e meio, o YouTube está de volta aos dispositivos Fire TV. O aplicativo havia sido excluído da plataforma como parte da disputa entre Google e Amazon. Além disso, serviço de streaming Prime Video, da Amazon, também está sendo lançado hoje, com suporte para o Chromecast e outros dispositivos de TV Android.

Segundo a Amazon, o aplicativo do YouTube estará disponível nos seguintes dispositivos: o Fire TV Stick (2ª geração), o Fire TV Stick 4K, o Fire TV Cube e o Fire TV Stick Basic Edition.

A Amazon promete que mais dispositivos Fire TV também receberão o aplicativo do YouTube "nos próximos meses", além de oferecer suporte ao YouTube Kids e ao serviço de TV ao vivo do YouTube que será lançado no final deste ano.

Ou seja, a partir de agora, o aplicativo Prime Video da Amazon para iOS e Android também funciona com dispositivos Chromecast, permitindo que os usuários transmitam vídeos desses aplicativos diretamente para suas TVs. E o aplicativo Prime Video para Android TV - que até então era limitado a apenas alguns dispositivos - será muito mais abrangente com o novo aplicativo disponível para download a partir desta terça.

IA supera humanos em teste de compreensão de texto

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Quarta, 10 Julho 2019 20:31

Programa mostra como as máquinas estão melhorando na compreensão de linguagem natural

Um programa de Inteligência Artificial (IA) desenvolvido pelo Alibaba obteve uma pontuação recorde em um teste de compreensão de leitura, e o resultado mostra como as máquinas estão melhorando constantemente no processamento de texto e fala. O modelo da empresa superou as pontuações humanas quando testado pelo conjunto de dados Microsoft Machine Reading Comprehension (MS Marco), um dos mais desafiadores para a compreensão de leitura do mundo da IA.

Desenvolvido por cientistas da Academia DAMO - programa de pesquisa global da Alibaba -, o modelo obteve 0,54 na tarefa de responder perguntas do MS Marco, que avalia a capacidade de uma máquina de usar a linguagem natural - o modo como os humanos se comunicam - para responder questões reais. Isso superou a pontuação humana de 0,539, obtida em um benchmark fornecido pela Microsoft. Para que isso fosse possível, o programa precisou de um tempo para ser elaborado, uma vez que leu milhares de páginas da Web para saber responder o que estava sendo perguntado.

Essas habilidades estão se tornando cada vez mais importantes para máquinas graças à crescente popularidade de tecnologias inteligentes. Perguntas e respostas realistas ajudam os sistemas de treinamento a “lidar melhor com as nuances e complexidades que as pessoas comuns realmente fazem, incluindo aquelas que não têm uma resposta clara ou tem mais de uma possível”, disseram os desenvolvedores da MS Marco em um post no blog.

A equipe do Alibaba desenvolveu uma técnica que basicamente remove textos irrelevantes antes de tentar responder o que está sendo questionado. Com uma melhor compreensão da linguagem, a empresa consegue melhorar os chatbots e assistentes virtuais que oferecem suporte a pequenos varejistas, diz Lou Si, vice-presidente da DAMO e lider da equipe que desenvolveu o novo algoritmo.

Ela acrescenta que essa técnica será uma parte fundamental das ofertas da empresa e poderá até ajudar a derrubar as barreiras linguísticas entre os diferentes negócios. Embora tenha se saído bem nos testes, o novo algoritmo não oferece “melhor compreensão de leitura do que os humanos” em todos os aspectos.

“Ainda há uma longa jornada à nossa frente para que as máquinas usem a linguagem tão livremente quanto os humanos”, diz Li. “Na maioria das vezes, as máquinas respondem a perguntas baseadas em fatos recuperados dos documentos, mas não possuem habilidades de raciocínio ... Isso é diferente de como as pessoas usam a linguagem”.

Twitter excluirá posts de ódio contra grupos religiosos

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Quarta, 10 Julho 2019 20:32

Normas estão em vigor, com práticas de moderação atualizadas contra discursos ofensivos

O Twitter anunciou uma atualização em sua política de uso nesta quarta-feira (10/07) com novas medidas contra mensagens de ódio direcionadas a grupos religiosos. O serviço vai passar a remover postagens com este tipo de conteúdo, o que representa uma mudança significativa nas práticas de moderação da plataforma. Se o sistema for bem-sucedido, o mesmo padrão pode ser aplicado para outros grupos protegidos no futuro.

No ano passado, o Twitter lançou um apelo público pedindo ajuda para reescrever suas políticas contra a desumanização – a proposta inicial fazia menção a discursos direcionados a "grupos identificáveis". A companhia recebeu 8 mil respostas espalhadas por mais de 30 países, e a maioria sugeria uma definição exata dos grupos minoritários, uma vez que a categoria descrita era muito ampla. Como resultado, o Twitter está fazendo testes, de início, apenas com grupos religiosos.

A rede social expôs exemplos específicos de conteúdo inadequado que devem ser removidos se reportados. Tweets que desumanizam pessoas em favor de seu alinhamento religioso – por exemplo, referindo-se a elas como "câncer", "ratos" e "animais nojentos" – são agora proibidos pela plataforma.

"Nós criamos nossas regras para manter as pessoas seguras no Twitter, e elas evoluem continuamente para refletir as realidades do mundo em que estamos operando", escreveu em seu blog a equipe de segurança do Twitter. “Nosso foco primário é abordar os riscos de ofensas offline, e pesquisas apontam que linguagem desumanizadora aumenta esse risco."

O Twitter tem lutado muito para detectar e policiar as ofensas em grande escala, resultando em alterações significativas na política de moderação da plataforma. No final do mês passado, a empresa anunciou que notificaria os usuários quando tweets postados por figuras políticas violassem as regras de conduta. Se um líder mundial postar algo nocivo, a empresa agora colocará uma caixa cinza antes do tweet informando os usuários sobre o conteúdo infrator. Os usuários precisarão clicar na caixa para que possam visualizar a mensagem.

Falha em lançamento de foguete destrói satélite militar

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Quinta, 11 Julho 2019 21:52

Como consequência, o satélite que o foguete carregava foi destruído

Uma missão europeia para lançar um satélite a bordo do foguete Vega, da Arianespace, chegou a um fim prematuro depois de uma falha dois minutos após o lançamento. O problema ocorreu durante a ignição do segundo estágio de lançamento, logo depois que o controle da missão perdeu a comunicação com o dispositivo.

O objetivo era levar o satélite militar Falcon Eye 1 dos Emirados Árabes até a órbita do Centro Espacial da Guiana, na América do Sul. A falha fez que ele colidisse com o Oceano Atlântico e o satélite fosse destruído.

Ainda não se sabe qual foi a causa do problema. Na livestream de lançamento, o vice-presidente executivo de missões da Arianespace, Luce Fabreguettes, disse que uma "grande anomalia" havia ocorrido. Um comunicado no site da empresa informa que "análises de dados estão em andamento para esclarecer as razões da falha" e que uma "comissão de inquérito" será criada nas próximas horas.

A transmissão ao vivo não oferece muitas pistas sobre o que deu errado. Aos 26 minutos de transmissão, é possível notar a ignição do primeiro estágio do foguete chegando ao fim e, logo depois, os dados de telemetria do voo mostram que seu curso passa a ser diferente da rota pretendida.

O Vega é o foguete mais novo da Arianespace e pode lançar cargas de até 1.500Kg em órbita. Ele já fez 14 missões de sucesso desde seu primeiro lançamento, em fevereiro de 2012. Já o satélite Falcon Eye 1 foi construído pela Airbus Defence and Space e já serviu em missões das Forças Armadas dos Emirados Árabes, bem como para fornecer imagens comerciais.

Confira o momento da decolagem:

Novo malware espiona WhatsApp de usuários de iOS e Android

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Quinta, 11 Julho 2019 21:57

Novas funções do FinSpy permitem monitorar e desviar dados até mesmo de aplicativos de mensagem considerados seguros, como o Telegram

O FinSpy é um software extremamente potente para a espionagem direcionada. Ele permite que seus operadores alterem o comportamento de cada recurso malicioso para atingir um alvo específico ou um grupo de alvos. O malware permite ainda desviar dados confidenciais aos invasores, como localização GPS, mensagens, imagens, chamadas entre outros. Para piorar, agora o malware tem versões funcionais tanto para iOS quanto para Android.

De acordo com pesquisadores da empresa de segurança Kaspersky, o FinSpy atualizado também apresenta melhorias no monitoramento de serviços populares de mensagens – incluindo os criptografados – e na ocultação de seus rastreamentos.

As recentes versões do malware estendem a espionagem a serviços de mensagens considerados "seguros", como o Telegram, Signal ou Threema. Eles também são mais eficazes ao cobrir rastros. Por exemplo, a versão do malware para iOS, direcionada para o iOS 11 ou sistemas mais antigos, agora pode ocultar o jailbreak (ou seja, o hack na raiz do sistema). A nova versão para Android, por sua vez, contém um mecanismo que dá acesso quase ilimitado e completo a todos os arquivos e comandos do dispositivo.

Reprodução

Com base na pesquisa da Kaspersky, a infecção acontece de duas maneiras: quando os invasores obtêm acesso físico ao dispositivo Android ou iOS desejado que já esteja desbloqueado. Caso contrário, é necessário recorrer a outros métodos de infecção remotas, como envio de mensagens SMS, e-mail e notificações. Segundo a pesquisa da empresa, dezenas de dispositivos móveis foram infectados no ano passado.

A funcionalidade básica do malware inclui o monitoramento quase ilimitado das atividades do dispositivo: como geolocalização, SMS recebidos e enviados, contatos, mídia armazenada e dados de serviços de mensagens como WhatsApp, Facebook Messenger ou Viber. Todos os dados desviados são transferidos para o invasor por meio de mensagens SMS ou protocolo HTTP. É importante lembrar que ele foi identificado roubando dados de ONGs, governos e órgãos legislativos em todo o mundo.

"Os desenvolvedores do FinSpy monitoram constantemente as atualizações de segurança nas plataformas móveis para que possam adequar o malware e evitar que suas operações sejam bloqueadas por essas correções. Além disso, eles seguem tendências e implementam funcionalidades para desviar dados de apps da moda", afirma Alexey Firsh, pesquisador de segurança da Kaspersky.

Para evitar ser vítima do FinSpy, os especialistas da Kaspersky aconselham:

- Não deixe seu smartphone ou tablet desbloqueado e certifique-se de que ninguém possa ver sua senha ao acessá-lo;

- Não faça o jailbreak nem o root do dispositivo, pois isso facilitará o trabalho do invasor;

- Instale apenas aplicativos móveis em lojas de aplicativos oficiais, como Google Play e App Store;

- Não clique em links suspeitos, principalmente aqueles recebidos de desconhecidos;

- Nas configurações do seu dispositivo, bloqueie a instalação de programas de fontes desconhecidas;

- Evite divulgar a senha de seu dispositivo móvel, mesmo com alguém em quem você confia;

- Nunca armazene arquivos ou aplicativos desconhecidos em seu dispositivo, pois eles podem comprometer sua privacidade.

Crânio encontrado pode reescrever história do homem moderno

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Sexta, 12 Julho 2019 14:35

Segundo cientistas, fóssil achado em caverna nos anos 70 tem 210 mil anos

Pesquisadores encontraram o mais antigo exemplo da nossa espécie (humanos modernos) fora da África.

Acredita-se que um crânio escavado na Grécia seja de 210 mil anos atrás, uma época em que a Europa era ocupada pelos neandertais.

Por isso, a descoberta representa uma evidência de que houve uma migração anterior de pessoas partindo da África, que não teriam deixado vestígios no DNA de pessoas vivas hoje.

Os resultados foram publicados na revista Nature.

Pesquisadores descobriram dois fósseis significativos na caverna de Apidima, na Grécia, na década de 1970, e estavam guardados em um museu do país, até serem reexaminados, mais recentemente.

Um deles estava muito danificado e o outro, incompleto. Foram necessários tomografia computadorizada e exames com urânio para desvendar as informações contidas ali.

O crânio mais completo parece ser um neandertal, segundo os pesquisadores. Mas o outro mostra características de humanos modernos.

E o principal: o crânio do neandertal era mais novo.

Isso pode mudar o entendimento sobre as teorias a respeito de migração para fora da África.

"Agora, trabalhamos com o cenário de que havia um grupo moderno na Grécia há 210 mil anos atrás, mas que foi posteriormente substituída por uma população neandertal (Apidima 2) há cerca de 170 mil anos", disse o co-autor do estudo, professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres.

As populações fora da África hoje traçam sua ancestralidade a uma migração que deixou o continente africano há 60 mil anos.

À medida que esses humanos modernos se expandiram pela Eurásia (Europa e Ásia), eles substituíram outras espécies que encontraram, como os neandertais e os denisovanos.

Mas esta não foi a primeira migração dos humanos modernos (Homo sapiens) da África.

Fósseis de Homo sapiens encontrados em Skhul e Qafzeh, em Israel, foram avaliados na década de 1990 e datados de 90 mil e 125 mil anos atrás. E, na época, foram vistos como uma anomalia, como se tivesse acontecido uma breve incursão fora do continente africano.

No entanto, nos últimos anos passamos a entender que nossas espécies estiveram fora da África ainda mais cedo do que imaginávamos e foram mais longe do que acreditávamos anteriormente.

Nos últimos anos, paleontologistas descobriram fósseis humanos modernos em Daoxian e Zhirendong, na China, que datam de 80 mil e 120 mil anos atrás.

Estudos de DNA revelaram sinais de cruzamento entre os humanos africanos e os neandertais. Evidências de neandertais alemães mostram que a mistura ocorreu entre 219 mil e 460 mil anos atrás - embora não esteja claro se o Homo sapiens estava envolvido, ou outro grupo africano primitivo.

Índia vai lançar sonda à Lua para pesquisar sinais de água

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Sexta, 12 Julho 2019 14:49

A missão Chandrayaan-2 parte com o objetivo de analisar minerais, mapear a superfície lunar e procurar água

A Índia quer dar um salto gigantesco em seu programa espacial e solidificar seu lugar entre as nações que exploram o espaço do mundo. O país se prepara para lançar sua segunda missão não tripulada à Lua, destinada a pousar um veículo perto do inexplorado polo sul. "Irá com ousadia para onde nenhum país jamais foi", disse a Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) em um comunicado.A missão ganhou o nome de Chandrayaan-2, e teve um custo de US $ 141 milhões.

A organização planeja lançar uma espaçonave usando tecnologia caseira na próxima segunda-feira (15/07), e está se programando para pousar na Lua em 6 ou 7 de setembro. A Índia também planeja enviar seres humanos ao espaço até 2022, tornando-se apenas a quarta nação a fazê-lo.

Com a Índia prestes a se tornar a quinta maior economia do mundo, o governo nacionalista do primeiro-ministro Narendra Modi está ansioso para mostrar as conquistas do país em segurança e tecnologia. Por enquanto, um teste com uma arma anti-satélite em março foi realizado com sucesso e, segundo Modi, demonstrou a capacidade do país como potência espacial ao lado dos Estados Unidos, Rússia e China.

As ambições do país estão se desenrolando em meio a uma corrida espacial ressurgente. Os EUA - que neste mês comemoram o 50º aniversário da missão Apollo 11 - estão trabalhando para enviar uma espaçonave tripulada ao polo sul lunar até 2024. Em abril, uma aeronave não tripulada israelense caiu na lua em uma tentativa fracassada em ser o primeiro pouso no satélite natural com financiamento privado.

Décadas de pesquisa espacial permitiram que a Índia desenvolvesse tecnologias de comunicações e sensoriamento remoto que estão ajudando a resolver problemas cotidianos, desde a previsão da migração de peixes até a previsão de tempestades e inundações.

A primeira missão lunar da Índia, Chandrayaan-1, cujo nome é sânscrito para “ofício lunar”, orbitou a lua em 2008 e ajudou a confirmar a presença de água. Já em 2013, a Índia colocou um satélite em órbita ao redor de Marte na primeira missão interplanetária do país.

A Chandrayaan-2 terá um módulo orbital, lander e um rover. A sonda transportará uma câmera, um sismômetro, um instrumento térmico e um retrorefletor a laser fornecido pela NASA que ajudará a calcular a distância entre a Terra e a Lua.

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