Publicadas regras para declaração do Imposto de Renda 2019

Publicado em Economia
Sexta, 22 Fevereiro 2019 16:53

Declarações são obrigatórias para quem recebeu mais de R$ 28.559,70 em 2018 e devem ser enviadas entre os dias 7 de março e 30 de abril

O Ministério da Economia publicou no Diário Oficial da União de sexta-feira (22/02) as regras para declaração do Imposto de Renda 2019. De acordo com o texto, as declarações devem ser apresentadas pela internet entre os dias 7 de março e 30 de abril.

O contribuinte que perder o prazo estará sujeito à multa de 1% sobre o valor total do imposto devido. A cobrança mínima pelo atraso foi fixada em R$ 165,74 e poderá atingir o valor máximo de até 20% do valor do imposto devido.

A multa mínima por atraso será aplicada inclusive no caso das declarações que não tenham de pagar o imposto.

A declaração do IR 2019 é obrigatória para pessoas físicas residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 no ano de 2018. Também devem declarar os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma foi superior a R$ 40 mil.

Devem fazer a declaração ainda as pessoas físicas que obtiveram ganhos de capital na alienação de bens ou realizaram operações em bolsas de valores.

No caso dos trabalhadores rurais, a declaração é obrigatória para quem teve receita superior a R$ 142.798,50 em 2018 e para quem é proprietário de bens com valores superiores a R$ 300 mil.

Os contribuintes com poucas despesas poderão optar pela versão simplificada da declaração, no qual a Receita Federal deduz 20% sobre os valores dos rendimentos tributáveis que somem até R$ 16.754,34.

O saldo do imposto devido poderá ser pago em até oito quotas mensais. As parcelas não podem ser inferiores a R$ 50. O imposto com valor inferior a R$ 100 deverá ser pago em quota única.

Envio da declaração do Imposto de Renda 2019

As declarações do IR 2019 deverão ser elaboradas exclusivamente por meio do Programa Gerador da declaração (PGD) ou via o aplicativo "Meu Imposto de Renda", que serão disponibilizados no site da Receita Federal.

O app, que poderá ser utilizado em tablets e smartphones com sistema operacional Android ou iOS, também ficará disponível nas lojas virtuais Google Play e App Store.

Não poderão enviar as declarações pelo "Meu Imposto de Renda" os contribuintes com rendimentos tributáveis que somaram mais de R$ 5 milhões.

A Receita Federal deverá conceder uma coletiva de imprensa às 10h30 desta sexta-feira no Ministério da Economia, em Brasília, para detalhar todas as normas.

para ver quais são os documentos necessários para a declaração do IR 2019.

Reforma: governadores negam para chantagear o governo

Publicado em Economia
Sexta, 22 Fevereiro 2019 16:56

Em reunião com Guedes, governadores chegaram a afirmar que governo federal não tem votos suficientes para aprovar proposta

BRASÍLIA - Apoiadores de primeira hora da reforma da Previdência, governadores provocaram uma saia-justa no dia da divulgação da proposta ao afirmarem que o governo federal não tem votos para aprovar o texto na forma como foi enviado ao Congresso e que será necessário fazer ajustes. A reação causou mal-estar na equipe econômica, que recebeu nos últimos dias uma procissão de governadores buscando socorro financeiro em troca do apoio à reforma.

Ao mesmo tempo, a abrangência da proposta também desagradou aos deputados federais, que temem arcar com um desgaste excessivo em suas bases eleitorais para aprovar medidas de ajuste que deveriam ser implementadas pelos Estados e suas assembleias. A avaliação é de que deputados estaduais ficaram praticamente livres de qualquer ônus político.

A proposta inclui uma série de medidas para ajudar os Estados, como a elevação imediata das alíquotas previdenciárias para 14% e a possibilidade de cobrança extra dos servidores. As medidas provocaram reação das categorias de servidores públicos e "assustaram" pela abrangência. O deputado Fabio Ramalho (MDB-MG) diz que vários congressistas têm defendido nos bastidores que Estados e municípios tenham "autonomia" para fazer os próprios ajustes. "Ninguém quer assumir ônus dos Estados."

Encontro - O ministro da Economia, Paulo Guedes (na foto acima), e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, se reuniram com os governadores na quarta-feira para explicar os detalhes da reforma. Na saída, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), chegou a afirmar que "a grande maioria dos governadores não topa a reforma como está aí". Ele previu que o governo não tem 50 votos. A avaliação é de que os governadores "vendem dificuldades" agora para ganhar "dinheiro fácil" por meio de um socorro financeiro que já está sendo negociado.

A declaração causou desconforto ainda mais porque Ibaneis será um dos coordenadores do grupo de trabalho dos governadores para discutir a reforma. O outro coordenador é o governador do Maranhão, Flávio Dino (PcdoB), que classificou a proposta de "pegadinha" com os mais pobres.

Os Estados também querem criar um fundo para cobrir o déficit de suas Previdências, abastecidos com os recursos do bônus de assinatura do megaleilão de pré-sal. A proposta foi apresentada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirma que a base do governo ainda está sendo construída e alerta que é preciso ver se os governadores estão conseguindo apresentar resultados de sua promessa de apoio. "Eu vi uma grande manifestação dos governadores de que querem parte do pré-sal e querem aprovação de outros projetos em troca da reforma da Previdência. Eles têm os votos para entregar para a reforma da Previdência? Eles têm voto, governador tem voto? Tem de ver se eles têm os votos para entregar, porque a reforma não é do governo Bolsonaro, é para o País e para salvar a governabilidade de prefeitos e governadores. Temos de dialogar."

Tesouro diz que sete estados descumpriram a LRF em 2018

Publicado em Economia
Segunda, 25 Fevereiro 2019 21:46

Cinco deles ultrapassaram o limite máximo para despesas com pessoal; outros dois terminaram o ano com uma dívida acima do permitido pela lei

Sete estados brasileiros violaram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em 2018, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (25/02) pelo Tesouro Nacional. Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Roraima e Tocantins ultrapassaram o limite máximo permitido para despesas com pessoal, enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul terminaram o ano com a dívida consolidada líquida acima do liberado pela lei.

A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que os gastos dos estados com o salário de servidores do Executivo não podem passar de 49% da receita corrente Líquida. No ano passado, porém, as despesas de Mato Grosso chegaram a 58%; de Minas, a 67%; da Praíba, 51%; de Roraima, 52%; e de Tocantins, 57%. Outros três estados – Alagoas, Piauí e Santa Catarina – ficaram justamente no limite de 49%.

A LRF também prevê que a dívida consolidada líquida dos estados não pode ser maior que o dobro (ou 100%) de sua receita corrente líquida. No Rio de Janeiro, o único estado que conseguiu entrar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), e no Rio Grande do Sul, essa relação chegou a 262% e 223%, respectivamente.

As unidades federativas que descumprem o limite estabelecido para despesas com pessoal ficam automaticamente impedidas de contratar operações de crédito e não podem receber transferências voluntárias da União até reajustarem as contas. A exceção é feita apenas àqueles estados em recuperação judicial. As punições em relação ao limite de endividamento, porém, são variadas e não são automáticas.

Calamidade financeira

O Rio Grande do Norte, da governadora Fátima Bezerra (PT), decretou estado de calamidade financeira no início de 2019

Dos sete estados que violaram a Lei de Responsabilidade Fiscal, três já decretaram estado de calamidade financeira : Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Ao lado de Goiás, Rio Grande do Norte (na foto ao lado, a governadora Fátima Bezerra, do PT) e Roraima, as unidades federativas tentam entrar no RRF, que lhes permitirá ficar até seis anos sem pagar suas dívidas com a União e contrair novos empréstimos em troca da adoção de medidas de ajuste fiscal.

A calamidade financeira , quando aprovada pelas assembleias legislativas estaduais, dá brecha para que os estados afrouxem a Lei de Responsabilidade Fiscal em períodos de crise. Com o decreto, é possível atrasar o pagamento de dívidas, especialmente as discricionárias (não obrigatórias), e abrandar regras que punem governadores que ultrapassam o limite de gastos com servidores públicos estabelecido pela LRF.

O decreto por si só não garante que o estado poderá entrar no RRF. Minas Gerais e Rio Grande do Sul estão em calamidade financeira desde 2016 e até hoje não conseguiram atingir as condições mínimas para fazer companhia ao Rio. É necessário, por exemplo, que as contas a pagar não sejam cobertas pelo dinheiro em caixa e que os gastos com pessoal, juros e amortização da dívida sejam iguais ou superiores a 70% da receita corrente líquida.

A fim de avaliar se um estado se encaixa nos parâmetros do RRF, o Ministério da Economia envia equipes do Tesouro Nacional para fazer uma auditoria nas contas do governo. O órgão público também sugere medidas para reequilibrar as finanças, como o aumento de impostos e a venda de estatais. Esta última, inclusive, é uma das razões que impedem o Rio Grande do Sul de entrar no regime: o estado reluta em privatizar o Banrisul.

Mercado reduz projeção de inflação para o final de 2019

Publicado em Economia
Segunda, 25 Fevereiro 2019 21:56

Na semana passada, expectativa do Boletim Focus era que inflação terminasse o ano em 3,87%

Economistas do mercado financeiro reduziram a projeção de inflação para o Brasil em 2019. De acordo com os analistas, o País deve fechar o ano com inflação de 3,85%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Boletim Focus, produzido pelo Banco Central (BC).

Na semana passada, a estimativa era de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, ficasse em 3,87% no final do ano , uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p) se comparado à previsão de hoje (25).

Com essa projetação, o número segue abaixo da meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano, que é de 4,25% com intervalo de tolerância que vai de 2,75% a 5,75%.

Para o ano que vem, a estimativa do mercado finaceiro permaneceu em uma inflação de 4% – número dentro da meta, que é de exatamente 4% em 2020, com intervalo de tolerância entre 2,5% e 5,5%. Para os anos de 2021 e 2022 as previsões do IPCA também não foram alteradas: ficaram ambas em 3,75%.

Além de inflação, Boletim Focus revela outras previsões para 2019

As projeções para o Produto Interno Bruto ( PIB ), que mede todos os bens e serviços produzidos pelo País, permaneceram as mesmas da semana passada, com crescimento de 2,48% no fim de 2019. As estimativas para o PIB do Brasil vem em queda desde o começo do ano, quando marcavam expansão de 2,53% para o País.

As previsões para 2020 e 2021, no entanto, não foram alteradas e continuaram em 2,50% para ambos os anos.

Além da inflação e do PIB, os analistas do mercado financeiro tambémfizeram projeções para a taxa básica de juros, a Selic, que deve continuar em 6,5% até o fim do ano e registrar 8% no ano que vem. Ká para o dólar, a estimativa é de que, no final de 2019, a moeda americana esteja em R$ 3,70 contra R$ 3,75 em 2020.

BC: Plenário do senado aprova indicação de Campos Neto

Publicado em Economia
Terça, 26 Fevereiro 2019 21:21

Economista assume a presidência do banco em substituição a Ilan Goldfajn

O Senado aprovou, no início da noite desta terça-feira (26/02), a indicação do economista Roberto Campos Neto (na foto, com o senador Omar Aziz), para o cargo de presidente do Banco Central. Foram 55 votos favoráveis, seis contrários e uma abstenção. Campos Neto foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e vai substituir Ilan Goldfajn.

Na mesma sessão, o Senado aprovou os nomes de Bruno Serra Fernandes para a Diretoria de Política Monetária e de João Manoel Pinho de Mello, que assumirá a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro.

Campos Neto passou por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, pela manhã, e teve o nome aprovado no colegiado, antes de ser votado no plenário. Na sabatina, o economista defendeu a autonomia do Banco Central, uma das metas do governo federal.

Para o economista, objetivo da autonomia é “aprimorar o arranjo institucional de política monetária para que ela dependa menos de pessoas e mais de regras, e para que estejamos alinhados à moderna literatura sobre o tema e aos melhores pares internacionais".

Perfil

O novo presidente do Banco Central foi um dos formuladores da política econômica do governo e integrou a equipe do governo brasileiro que foi ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em janeiro deste ano.

É neto do economista, diplomata e escritor Roberto Campos (1917-2001), defensor do liberalismo econômico.

Bacharel e mestre em economia pela Universidade da Califórnia, Campos Neto atuou nos bancos Bozano Simonsen e Santander por vários anos.

Acionistas da Embraer aprovam parceria com a Boeing

Publicado em Economia
Terça, 26 Fevereiro 2019 21:27

A empresa americana deterá 80% da nova empresa e a brasileira os 20% restantes

A parceria entre a Embraer e a Boeing foi aprovada por 96,8% dos votos válidos dos acionistas da fabricante brasileira, na assembleia extraordinária realizada nesta terça-feira (26/02). Os acionistas aprovaram a proposta que estabelecerá uma joint venture composta pelas operações de aeronaves comerciais e serviços relacionados da Embraer. A Boeing deterá 80% da nova empresa e a Embraer os 20% restantes.

Segundo a Embraer, a transação avalia 100% das operações de aeronaves comerciais da empresa em US$ 5,26 bilhões e contempla um valor de US$ 4,2 bilhões pela participação de 80% da Boeing na joint venture. Os acionistas da Embraer também aprovaram a criação de uma joint venture para promover e desenvolver novos mercados para o avião multimissão KC-390. Sob os termos da parceria proposta, a Embraer deterá 51% das ações da joint venture e a Boeing, os 49% restantes.

“Essa importante parceria posicionará as duas empresas para oferecer uma proposta de valor mais robusta a nossos clientes e investidores, além criar mais oportunidades para nossos empregados. Nosso acordo criará benefícios mútuos e aumentará a competitividade tanto da Embraer quanto da Boeing”, disse o presidente e CEO da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva.

A Embraer informou, por meio de nota, que os negócios de defesa e jatos executivos e as operações de serviços da empresa associados a esses produtos permanecerão como uma empresa independente e de capital aberto. “Uma série de acordos com foco na cadeia de suprimentos, engenharia e instalações garantirá benefícios mútuos e maior competitividade entre a Boeing, a joint venture e a Embraer”, diz a nota.

A Boeing e a Embraer anunciaram em dezembro de 2018 que haviam aprovado os termos das duas joint ventures e o governo brasileiro aprovou a transação em janeiro de 2019. Em seguida, o conselho de administração da Embraer ratificou seu apoio ao acordo e os documentos definitivos foram assinados. A conclusão do negócio está sujeita a aprovações das autoridades reguladoras e a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação desse tipo, marcos que a Boeing e a Embraer esperam alcançar até o final de 2019.

A Embraer continuará operando as áreas de aviação comercial e do programa KC-390 de forma independente até a conclusão da transação.

 

Senado: BPC de R$ 520 não alteraria gastos da Previdência

Publicado em Economia
Sexta, 01 Março 2019 15:37

No projeto da Previdência, o governo propõe R$ 400 para pessoas entre 60 e 69 anos

O valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio fornecido para idosos em situação de miséria, poderia ser maior do que o previsto na reforma da Previdência sem alterar os gastos nas contas públicas. O cálculo foi realizado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal.

De acordo com o IFI, os idosos de baixa renda que são atendidos pelo BPC poderiam receber R$ 520, e não R$ 400, como está proposto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da nova Previdência, entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no último dia 20 para aprovação no Congresso Nacional.

A proposta de nova Previdência para o BPC prevê o pagamento de R$ 400 para os idosos a partir de 60 anos cuja renda mensal, dividida pelos integrantes de sua família, seja menor que um quarto do salário mínimo (atualmente em R$ 998). Quando esses idosos completassem 70 anos, o benefício enfim chegaria a um salário mínimo. Hoje, o benefício já é equivalente a um salário mínimo e é pago aos idosos pobres a partir de 65 anos.

Para justificar a diminuição brusca no valor do auxílio, a gestão de Bolsonaro argumenta que, dessa forma, vai estimular a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Caso a reforma da Previdência seja aprovada de acordo com o texto original, o governo prevê uma economia, em dez anos, de R$ 1 trilhão . Só com a redução no auxílio para idosos , segundo o IFI, R$ 28,7 bilhões seriam economizados.

Senadores estão insatisfeitos com proposta para o BPC

Na última quarta-feira (27/02), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM), alertou o ministro da Economia, Paulo Guedes, de que os senadores estão descontentes com as mudanças no BPC . "Eles entendem que os recursos que o governo podem arrecadar em relação a isso são poucos em relação ao prejuízo que pode trazer para as pessoas que recebem, portadores de necessidades especiais e idosos", afirmou.

De acordo com o Alcolumbre, "O sentimento no Senado é de que a gente precisa rever [o BPC]. O Senado já quer se manifestar em relação a isso e debater junto com a Câmara as alterações necessárias desse projeto."

Dois dias antes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia também criticou a diminuição do benefício . Para ele, mexer nesse ponto tornaria mais difícil a negociação do apoio à PEC da Previdência com governadores de partidos mais à esquerda, como PT e PSB.

Depois da repercussão, Bolsonaro falou a jornalistas na quinta-feira (28/02) que o valor do BPC , junto com a idade mínima para aposentadoria das mulheres, podem ser negociados . "Eu acho que dá para cortar um pouco de gordura e chegar a um bom termo, o que não pode é continuar como está", afirmou Bolsonaro sobre a Previdência.

Salão de Genebra 2019 exibe o carro mais caro do mundo

Publicado em Economia
Quinta, 07 Março 2019 22:49

Trata-se da única unidade produzida, e que já foi vendida por R$ 71 milhões, numa conversão simples. Além da exclusividade, traz o motor de 1500 cv

Bugatti La Voiture Noire. Foto: Divulgação

Bugatti La Voiture Noire: o carro mais caro de todos os tempos. Sua chegada inesperada espantou o público do Salão de Genebra 2019 (Suíça) logo na abertura do evento. Em uma conversão direta, a única unidade produzida — que já encontrou comprador — sairia por US$ 19 milhões, ou cerca de R$ 71 milhões numa conversão simples. Se o novo proprietário fosse brasileiro, considere um valor mais que duas vezes maior — por conta dos impostos, transporte, taxas para a sua regulamentação, entre outros.

O hiperesportivo do Salão de Genebra 2019 é inspirado no Type 57 SC Atlantic, de 1936, clássico criado pelo próprio Jean Bugatti — filho de Ettore Bugatti, criador da marca — e que teve apenas duas unidades artesanalmente produzidas. Visualmente, o Bugatti La Voiture Noire remete ao clássico com suas curvas bem demarcadas nos para-lamas, além do vinco que percorre o centro da carroceria, começando pelo capô, invadindo o para-brisa e terminando na traseira. Além disso, a ausência de uma janela na traseira é outra alusão ao “avô”.

Outros elementos de destaque são a lanterna inteiriça de um lado a outro e nada menos do que 6 saídas de escape. Ao mesmo tempo em que se une o clássico com o futurista, e o artesanal com o exclusivo, a agressividade, a esportividade e a brutalidade dão o toque especial. Mesmo que não hajam notícias sobre, como é de praxe nos modelos mais refinados já configurados pelos donos, deve ostentar materiais de luxo nos acabamentos, além dos metais e compostos nobres em sua estrutura e mecânica. Nem foram divulgadas imagens do interior, do nome do comprador e tampouco dos números de desempenho.

Bugatti La Voiture Noire. Foto: Divulgação

Desempenho mais monstruoso do Salão de Genebra 2019

Apesar disso, definitivamente garante uma performance exemplar. Isso porque traz a mecânica do Bugatti Divo, com dois motores 4.0 V8 biturbo montados lado a lado (totalizando 8 litros, quatro turbos e 16 cilindros em “W”) que geram nada menos que 1.500 cv e 163,2 kgfm. O câmbio é de dupla embreagem, com sete marchas, enviando o movimento às quatro rodas.

Bugatti La Voiture Noire. Foto: Divulgação

No “irmão menos exclusivo” (se é que dá para dizer isso), ao ser levado ao limite, é capaz de “sugar” 60.000 litros de ar por minuto (um ser humano respira cerca de 55 litros de ar por minuto ao correr). Seu tanque de combustível de 100 litros seca em menos de 7 minutos, também quando é levado ao seu máximo potencial. É assim que vai de 0 a 100 km/h em apenas 2,3 segundos e atinge os 420 km/h. De fato, são números impressionantes, e que podem se aplicar ao carro mais caro do mundo , a grande celebridade do Salão de Genebra 2019.

Desigualdade de gênero no trabalho doméstico preocupa OIT

Publicado em Economia
Sexta, 08 Março 2019 18:41

Relatório da organização prevê que problema só vai chegar ao fim daqui a 209 anos

A desigualdade de gênero no trabalho doméstico só deve acabar daqui a 209 anos, de acordo com o relatório "Um passo decisivo para a igualdade de gênero: Em pró de um futuro melhor de trabalho para todos", divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) na quinta-feira (07/03), em decorrência do Dia Internacional da Mulher.

Segundo o estudo, um dos maiores fatores que impedem a equivalência de oportunidades entre homens e mulheres nas empresas é a desigualdade de gênero que ainda existe no trabalho doméstico. Enquanto as mulheres gastam, em média, 4 horas e 25 minutos em atividades da casa, os homens passam apenas 1 hora e 23 minutos realizando esse tipo de tarefa. Nesse ritmo, de acordo com a OIT, a igualdade entre homens e mulheres só será atingida no ano de 2228.

"Uma série de fatores está bloqueando a igualdade no emprego, e o que desempenha um papel maior é o trabalho de cuidar", aponta a diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da entidade, Manuela Tomei. Entre as pessoas que cuidam da casa em tempo integral, 21,7% são mulheres enquanto apenas 1,5% são homens.

Tomei ressalta que, em 20 anos os homens passaram a realizar apenas mais oito minutos de tarefas domésticas. “Nos últimos 20 anos, a quantidade de tempo que as mulheres gastaram com cuidados não remunerados e trabalho doméstico quase não diminuiu, e a de homens aumentou apenas oito minutos por dia. Nesse ritmo, serão necessários mais de 200 anos para alcançar a igualdade no tempo gasto em trabalho de assistência não remunerado", explicou.

Dentro desse cenário de trabalho doméstico , as mães são ainda mais prejudicadas, sofrendo com o que a OIT chama de ""penalização profissional da maternidade". O relatório da aponta que apenas 45,8% das mulheres com filhos pequenos então empregadas, enquanto a taxa de ocupação entre as mulheres que não tem crianças é de 53,2%.

A organização mostra, ainda, que nem a dificuldade de encontrar um emprego não é o único problema para as mães de filhos pequenos: elas também tem mais dificuldade durante a trajetória profissional como um todo, conseguindo menos cargos de liderança.

Apenas 25,1% dos cargos de diretoria são ocupados por mulheres com crianças de menos de seis anos. Caso elas não tenham filhos nesta idade, o número aumenta para 31,4%, Já com os homens, 74,9% dos que tem filhos pequenos tem ocupação, frente a 68,6% dos que não possuem crianças nesta idade.

Mulheres são maioria, mas estão mais desempregadas

Segundo os dados da OIT , no ano passado, a probabilidade de uma mulher conseguir um emprego era 26% menor que a de um homem, uma queda de apenas 1,9% na diferença desde 1991. Ou seja: dentro dos últimos 27 anos, a desigualdade de gênero no trabalho quase não mudou.

A entidade aponta que, atualmente, existem 647 milhões de mulheres em idade de trabalhar (21,7% do total da população feminina) e 41 milhões de homens (ou 1,5% de sua população total). Desses, apenas 45,3% das mulheres estão empregadas, enquanto 71,4% da ala masculina tem um trabalho.

Mesmo em maior número, 20% das mulheres ainda recebem menos que os homens para exercer um mesmo cargo. Entre os postos de trabalho mais altos, como cargos executivos e de diretoria, por exemplo, apenas 27,1% são ocupados por mulheres.

Apesar de estarem menos presentes nestes cargos, as mulheres estudam mais: enquanto 44,3% das mulheres em cargo de direção cursaram ensino superior, apenas 38,3% dos homens nessa mesma situação tem diploma. Memso assim, 41,5% das mulheres que têm cursos universitários estão desempregadas, enquanto que só 17,2% dos homens que fizeram faculdade ficam de fora do mercado de trabalho .

A Organização Internacional do Trabalho ressalta que, para alcançar a igualdade de gênero , são precisas mudanças políticas. Segundo Manuela Tomei, não basta estabeler regras dentro das empresas em que o cumprimento ou não seja voluntário: é preciso que os países adotem leis específicas para garantir a igualdade de tratamento, oportunidades e resultados.

As mesmas medidas para acabar com a desigualdade de gênero foram pontuadas por Guy Ryder, diretor-geral da organização: "Precisamos implementar uma agenda transformadora que inclua a imposição de leis e regulamentações – talvez possamos até mesmo revisitar essas leis e regulamentos – apoiada pelo investimento em serviços que nivelem o campo de atuação para as mulheres, como cuidados e proteção social, e uma abordagem mais flexível para as horas de trabalho e para as carreiras profissionais", disse.

Venda de 46 planos de saúde está proibida em todo o país

Publicado em Economia
Segunda, 11 Março 2019 15:33

De acordo com a ANS, a decisão se deu em função de reclamações de usuários

A comercialização de 46 planos de saúde de 13 operadoras está suspensa a partir desta segunda-feira (11/02) por decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida, anunciada pela agência no último dia 1º, é temporária e acompanha os resultados trimestrais do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que monitora o desempenho do setor.

A mesma avaliação permitiu a retomada, também a partir de hoje, da venda de sete planos de saúde de duas operadoras, que haviam sido suspensos anteriormente.

De acordo com a ANS, a suspensão temporária da comercialização de planos de 13 operadoras se deu em função de reclamações sobre cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento, entre outras. A medida foi anunciada antes do carnaval, com base em reclamações de beneficiários no último trimestre de 2018.

“Os planos suspensos só podem voltar a ser comercializados quando forem comprovadas melhorias”, informou a agência. Eles atendem, juntos, a cerca de 570 mil beneficiários, que não são afetados pela medida. A assistência médica continua valendo para quem já é cliente, mas novas vendas não podem ser feitas.

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