Percentual de famílias endividadas sobe de 59% para 62,2%

Publicado em Economia
Sexta, 05 Janeiro 2018 19:03

Pesquisa revela que três em cada duas famílias terminou o ano no vermelho

O percentual de famílias brasileiras com dívidas fechou 2017 em 62,2%, acima dos 59% de 2016. Os dados, registrados em dezembro, são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta sexta-feira (05/01) no Rio de Janeiro.

As famílias inadimplentes, isto é, com dívidas ou contas em atraso, ficaram em 25,7% em dezembro, acima dos 24% de dezembro de 2016. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso ficou em 9,7%, acima dos 9,1% de dezembro de 2016.

A proporção de famílias que disseram estar muito endividadas ficou em 14,6%, mesmo resultado de dezembro de 2016. O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,3 dias em dezembro de 2017, superior aos 63,8 dias do mesmo período do ano anterior.

Para 76,7% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (17,5%) e financiamento de carro (10,9%).

Comparação com novembro

O percentual de famílias endividadas em dezembro (62,2%) manteve-se estável em relação a novembro, depois de cinco altas mensais consecutivas.

Os inadimplentes passaram de 25,8% em novembro para 25,7% em dezembro. Já as famílias sem condições de pagar as dívidas em atraso caíram de 10,1% em novembro para 9,7% em dezembro.

Michel Temer ressalta que BR retomou o rumo do crescimento

Publicado em Economia
Quinta, 01 Fevereiro 2018 18:47

Medidas como o teto para os gastos públicos, a reforma do ensino médio e a retomada da abertura de vagas de emprego foram defendidas por Temer

O presidente Michel Temer (na foto), do MDB, voltou a apontar nesta quinta-feira (01/02) que as ações de seu governo fizeram o Brasil retomar o rumo do desenvolvimento. Em evento realizado pela Caixa Econômica Federal, em Brasília, ele defendeu medidas como o teto para os gastos públicos, a reforma do ensino médio e a retomada da abertura de vagas de emprego.

"Este governo, de um ano e oito meses, fez o que o Brasil precisava", disse Temer, que destacou a liberação de R$ 44 bilhões na economia por conta dos saques das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Segundo ele, o pagamento de contas do PIS/Pasep deverá liberar mais R$ 1,6 bilhão.

O presidente lembrou da participação da Caixa para a execução do programa Minha Casa, Minha Vida, que segundo ele, deve contratar este ano cerca de 700 mil unidades, e de projetos de modernização da infraestrutura do país e de atração de investimentos.

Durante o evento, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também exaltou a melhora na governança e a parceria do banco com o governo. "A Caixa trabalha na mesma direção com que estamos trabalhando no país, com programas de ganho de eficiência, dimensionamento da rede, com automação e melhoria nos processos”, disse.

Suspeitas de corrupção na Caixa

Em janeiro, o presidente afastou 4 dos 12 vice-presidentes da Caixa Econômica Federal por suspeita de envolvimento em práticas de corrupção investigadas pela Polícia Federal na Operação Greenfield. Dias depois, o conselho de administração do banco decidiu destituir do cargo três dos quatro suspensos.

O único afastado por Temer e, posteriormente mantido no cargo foi José Henrique Marques da Cruz, vice de Clientes, Negócios e Transformação Digital. Segundo o conselho, a decisão levou em consideração a "ausência de elementos suficientes para configuração de sua responsabilidade" após o executivo ser acusado de vazar informações privilegiadas e negociar cargos de alto escalão no banco.

Orçamento de 2018: Governo vai bloquear R$ 16,2 bilhões

Publicado em Economia
Sexta, 02 Fevereiro 2018 15:11

Ministério do Planejamento vê folga de R$ 4,2 bilhões em relação ao rombo máximo permitido no ano, mas fará contingência por incerteza sobre Eletrobras

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou na sexta-feira (02/02) que o governo fará um corte de 8 bilhões de reais no Orçamento deste ano, devido à cautela com o processo de privatização da Eletrobras, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. Haverá também um remanejamento de verbas somando 8,2 bilhões de reais.

Segundo Oliveira, as revisões de receitas e despesas de 2018 em relação à Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano levariam a um resultado primário de déficit de 154,8 bilhões de reais, inferior à meta de déficit de 159 bilhões de reais. Desse modo, a sobra seria de 4,2 bilhões de reais.

Mas, como o governo preferiu ter cautela em relação às receitas de 12,2 bilhões de reais esperadas com a privatização da Eletrobras, haverá um contingenciamento de 8 bilhões de reais. “Não temos preocupação com a realização em si da privatização da Eletrobras, mas pelo tempo. Vamos bloquear despesas até ter maior segurança sobre privatização da Eletrobras”, explicou o ministro.

O ministro do Planejamento anunciou que, além do bloqueio de 8 bilhões de reais no Orçamento deste ano, o governo fará uma reserva de contingência de mais 8,2 bilhões de reais que serão remanejados entre as diversas áreas da administração. “Iremos colocar 16,2 bilhões de reais em uma reserva de contingência, mas já iremos liberar 8,2 bilhões de reais quando o Congresso autorizar o remanejamento de recursos para essas áreas. Enviaremos um projeto de lei no começo da próxima semana”, explicou Dyogo.

Segundo o ministro, esses 8,2 bilhões de reais serão direcionados para repasses para municípios (2 bilhões de reais), Fundo de Garantia a Exportação (1,5 bilhão de reais), defesa civil (1 bilhão de reais), saúde (2 bilhões de reais), educação (600 milhões de reais) e outras áreas. “As despesas ficaram dentro do Teto de Gastos, por isso não será necessário haver nenhum cancelamento de despesas”, completou o ministro. “A redução de 6,5 bilhões de reais na projeção de gastos com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) possibilitou isso”, destacou Dyogo.

Reavaliação

O ministro do Planejamento disse que o governo espera reavaliar o bloqueio de recursos com a privatização da Eletrobras até julho. “No meio do ano devemos ter um cronograma mais claro desse processo e poderemos reavaliar o bloqueio”, afirmou. Ele alegou que qualquer resultado positivo nas receitas em 2018 servirá para melhorar o resultado primário do governo, cuja meta de um déficit de 159 bilhões de reais.

Segundo Oliveira, não será possível aumentar as despesas. “Como as despesas já obedecem ao teto de gastos, não é necessário alterar a meta fiscal para forçar a um resultado melhor de primário. E não acho que haja espaço para isso”, respondeu o ministro.

Para o ministro, fazer um déficit pior em 2018 do que o de 2017 não significaria uma política expansionista pelo lado fiscal. “O resultado melhor no ano passado ocorreu devido a aumentos nas receitas no final do ano e não pelo das despesas”, completou.

Projeto de 'táxi aéreo' entre Embraer e Uber está avançando

Publicado em Economia
Terça, 13 Março 2018 21:33

Empresas anunciaram em 2017 acordo para desenvolver um sistema de transporte urbano aéreo em pequenos veículos

O diretor de inovação corporativa da Embraer, Antonio Campello (à esquerda na foto com Mark Moore, da Uber, após palestra no SXSW / Foto: Karina Trevizan/G1), disse nesta terça-feira (13/03) que ainda não há prazo para o lançamento do serviço de transporte aéreo urbano, em projeto feito em parceria com a Uber. Mas o executivo garantiu que as pesquisas estão evoluindo rápido, e adiantou que a ideia é que o preço do serviço deve garantir acesso a um grande número de pessoas.

“Todo mundo pode voar. O serviço é realmente para todo mundo”, declarou ele, explicando que o preço “vai permitir que isso aconteça”. A declaração foi feita em uma palestra no South by Southwest, festival de inovação que acontece em Austin, nos Estados Unidos. A Embraer foi uma das empresas brasileiras que estiveram no SXSW, que neste ano passou a receber também grandes companhias do país.

Campello se apresentou para uma plateia numerosa ao lado de Mark Moore, diretor de engenharia de aviação da Uber, para falar sobre o acordo anunciado em 2017 para desenvolver um sistema para tráfego de veículos elétricos aéreos (como este da foto acima) - ou seja, um sistema de transporte urbano aéreo em pequenos veículos.

Os dois executivos se mostraram bastante empolgados após a jornalista Kym McNicholas, que estava fazendo a mediação da palestra, perguntar aos presentes quem aceitaria ser transportado pela aeronave que a Embraer e a Uber estão propondo.

Questionando sobre a segurança, ela perguntou aos presentes quantos, “honestamente”, estariam dispostos a viajar dessa forma num curto prazo. Quase todos levantaram suas mãos, fazendo com que os executivos lançassem um sonoro e conjunto “uau!”.

“Eu fiquei muito entusiasmado com o que eu vi”, comemorou Campello em conversa com jornalistas após a palestra. “Eu vi pelo menos 80% das pessoas levantando a mão. Se essa proporção se mantiver, a mudança na sociedade de transformação vai ficar muito mais facilitada”, disse.

'É possível'

Campello e Moore se mostraram conscientes de que, para algumas pessoas, a ideia de um pequeno veículo elétrico transportando pessoas por grandes centros urbanos possa parecer um tanto irreal. No entanto, eles afirmaram categoricamente que o projeto é, sim, possível.

“Não é só algo que alguém disse que, talvez, um dia aconteça”, disse Campello durante a palestra, complementando em seguida a jornalistas que o projeto “já é viável com as tecnologias atuais”.

Moore brincou sobre a reação das pessoas ao verem um vídeo que foi apresentado sobre o projeto antes da palestra. “No rosto dos mais jovens, a reação era ‘uau!’, e no dos mais velhos era ‘isso nunca vai acontecer”, comparou.

“Estamos no caminho. Estamos construindo um mercado novo inteiro”, analisou o executivo da Uber, que garantiu em seguida: “Estamos avançando muito rápido”.

Imagem mostrada em vídeo da Embraer sobre parceria com Uber (Foto: Reprodução)

Imagem mostrada em vídeo da Embraer sobre parceria com Uber (Foto: Reprodução)

Prazo e características do veículo

As empresas não deram muitos detalhes além do que já havia sido anunciado sobre o projeto em 2017. Antes de chegar para o evento em Austin, Campello já havia adiantado, em nota enviada ao G1, que o objetivo em participar do SXSW era criar relacionamentos. “Queremos ouvir as expectativas do público sobre o novo conceito de aviação sob demanda”, disse ele.

No evento, Campello evitou dar muitos detalhes técnicos sobre o projeto, que ainda está em fase inicial de desenvolvimento. Ele comentou, no entanto, que cada aeronave terá capacidade para transportar pessoas por cerca de 100 quilômetros em segurança, adiantando também que elas não terão capacidade para acomodar um número muito grande de passageiros.

“A capacidade dos veículos dependem da capacidade das baterias, e as baterias estão evoluindo de uma forma muito rápida”, disse ele sobre as distâncias que se pode atingir com as pequenas aeronaves, que serão baseadas na tecnologia conhecida como VTOLs.

“Não vai ser um veículo para 30 pessoas, a capacidade das baterias de hoje não permite que isso aconteça. Sendo um veículo completamente elétrico, é tipicamente para menos pessoas serem transportadas”, completou.

Muita gente envolvida

Sem precisar o número de engenheiros envolvidos nessa fase inicial de elaboração do projeto, Campello contou que a Embraer está empenhando um esforço humano maior que o de costume para ele, embora o investimento financeiro não possa ser considerado “significativo”.

“Eu não vou precisar número de engenheiros, mas eu diria, só para ter uma ideia, que ele é bem significativo para essa fase do projeto. É uma fase de concepção. Para essa fase do projeto, nós estamos envolvendo mais pessoas do que tradicionalmente a gente envolve”, contou o executivo brasileiro.

Questionado pelo G1 sobre o tempo que deve levar para a apresentação de um protótipo, Campello evitou falar em prazos. “Nós não estamos falando em particular dos nossos prazos, nós estamos trabalhando de uma forma bastante firme nisso. Os prazos serão anunciados quando as coisas estiverem mais bem definidas”, respondeu.

Ministro agora nega subir impostos para compensar diesel

Publicado em Economia
Terça, 29 Maio 2018 11:52

Segundo Eduardo Guardia, compensação virá da redução de incentivos fiscais

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia (0 primeira à esquerda na foto), afirmou nesta terça-feira (29/05) que o governo não considera mais a possibilidade de aumento de tributos para compensar a redução da Cide e do PIS-Cofins sobre o diesel.

No domingo (27/05), o presidente Michel Temer anunciou novas medidas para tentar pôr fim à geve dos caminhoneiros, que chegou ao nono dia. Entre as medidas está a redução de R$ 0,46 no valor do litro de diesel, sendo que parte desse desconto (R$ 0,16) virá do corte da Cide e redução do PIS-Cofins.

Entenda: impacto das medidas do governo para pôr fim à greve dos caminhoneiros
Na segunda (28/05), em entrevista coletiva, Guardia disse que o governo poderia elevar outros tributos para compensar a queda da arrecadação com a redução da Cide e do PIS-Cofins sobre o diesel.

Agora, de acordo com ele, essa compensação virá da redução de incentivos fiscais - desoneração que o governo ou o Congresso, por exemplo, propõem a alguns setores, normalmente para incentivar a produção e geração de empregos (leia mais abaixo).

"O que o governo fará para compensar essa redução de impostos [do diesel] é a redução de incentivos fiscais. Em nenhum momento o governo trabalha com a hipótese de aumento de impostos", declarou Guardia durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

Entretanto, ele não especificou quais setores serão afetados pela redução de incentivos fiscais.

Mais cedo nesta terça, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Congresso não iria aprovar aumento de tributos para compensar a redução no preço do diesel e chamou de "irresponsável" a declaração anterior do ministro da Fazenda.

Durante a audiência no Senado Federal, o ministro da Fazenda declarou que houve uma "incompreensão na comunicação" feita por ele na segunda e que aproveitava a oportunidade "para deixar absolutamente claro" que o governo não proporá aumentos de tributos.

Redução da tributação sobre o diesel

Da redução de R$ 0,46 por litro de diesel proposta pelo governo, R$ 0,16 virão do corte a zero da Cide e redução do PIS-Cofins.

Os outros R$ 0,30, para chegar aos R$ 0,46, virão do subsídio do governo, que na prática é uma compensação à Petrobras, para manter por mais tempo a decisão da empresa de aplicar desconto de 10% no valor do litro do diesel.

A estimativa do governo é que esse subsídio vai custar R$ 9,5 bilhões aos cofres públicos. Ou seja, o governo vai usar dinheiro público para manter o diesel mais barato.

Durante a audiência no Senado, Guardia repetiu que a redução da Cide e do PIS-Cofins só vai vigorar quando o Congresso Nacional aprovar o projeto da reoneração da folha de pagamentos, que prevê a volta da cobrança de impostos previdenciários de alguns setores da economia que haviam sido beneficiados com desoneração.

Compensação

O ministro voltou a dizer que a arrecadação extra que virá neste ano com a aprovação do projeto da reoneração não será suficiente para cobrir a perda de receitas prevista com a redução da Cide e do PIS-Cofins sobre o diesel.

Por isso, repetiu ele, vai ser necessário aplicar uma outra medida para compensar totalmente o rombo deixado pela medida, e que, segundo o ministro, será por meio da redução de incentivos fiscais.

De acordo com Guardia, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê que "qualquer redução de impostos, à exceção de regulatórios", "exige compensação no mesmo exercício financeiro", ou seja, em 2018.

O ministro afirmou que, ao propor a eliminação da Cide e redução do PIS-Cofins sobre o diesel, o governo tem de compensar mediante "aumento de impostos, aumento de alíquotas, ou redução de bases de cálculos, ou seja, de incentivos fiscais".

Eduardo Guardia, porém, ainda não detalhou quais incentivos fiscais podem ser reduzidos. De acordo com ele, isso sera feito "tão logo possamos sair com atos fiscais", ou seja, depois que a reoneração da folha de pagamentos passar pelo Congresso e for sancionada por Temer.

Eletrobras: leilão de SPEs terá valor mínimo de 3,1 bilhões

Publicado em Economia
Quarta, 15 Agosto 2018 15:25

O leilão está previsto para 27 de setembro de 2018 na B3, a bolsa de valores de São Paulo

A diretoria executiva da Eletrobras aprovou os preços mínimos de venda de suas participações em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) de geração eólica e linhas de transmissão. Os valores mínimos totalizam R$ 3,1 bilhões, conforme comunicado ao mercado divulgado na noite de terça-feira (14/08) pela companhia.

O leilão está previsto para 27 de setembro de 2018 na B3, a bolsa de valores de São Paulo. Serão alienadas 71 participações societárias em SPEs, reunidas em 18 lotes.

O preço mínimo mais elevado é o da Santa Vitória do Palmar Holding, lote A, no valor de R$ 635,6 milhões. A Eletrobras tem 78% desse empreendimento, dedicado à geração eólica. De acordo com a estatal, os preços estão referenciados à data-base de 31 de dezembro de 2017 e incluem os custos de transação.

A SPE é uma sociedade empresarial, com as mesmas características do consórcio, que é formada para a execução de um determinado empreendimento, podendo inclusive ter seu prazo de existência determinado. Normalmente é utilizada para isolar o risco financeiro de uma atividade.

O capital social da SPE pode ser constituído pelos sócios com dinheiro, bens móveis e imóveis e, ainda, com direitos, desde que estes tenham valor econômico. Uma vez formado o capital, as contribuições dos sócios passam a compor o patrimônio da sociedade

Na terça-feira (14/08), a Eletrobras também anunciou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre deste ano.

58% dos brasileiros não possuem investimentos financeiros

Publicado em Economia
Sexta, 31 Agosto 2018 22:36

Caderneta de poupança é o investimento preferidoa pelos entrevistados

Pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra que 58% dos brasileiros não têm nenhum investimento financeiro. Segundo o levantamento, dos 42% que têm alguma aplicação, apenas 9% fizeram algum aporte em 2017.

A pesquisa revela ainda que mais da metade dos brasileiros não conhece produtos de investimento. Em respostas espontâneas, ou seja, sem opções de escolha, apenas 45% da população disseram conhecer um ou mais tipos de produtos, com destaque para a poupança, citada por 32%.

“A primeira razão [para não fazer investimento financeiro] e a justificativa mais imediata é a de que não sobra nenhum dinheiro. Tem essa questão objetiva, a gente pode associar isso ao número de desempregados, pessoas que perderam poder de compra, mas historicamente, se a gente olhar, há uma cultura de baixa poupança no Brasil mesmo”, destacou a superintendente de Educação da Anbima, Ana Leoni.

“A gente teve períodos de mais abundância em anos passados, e o recurso extra ia para o consumo, e não para o investimento. É importante que as pessoas invertam essa ordem. O que tem que ser primeiro é o investimento e as contas, e essas contas têm que estar dentro do seu padrão de ganho, e gastar o que sobrar, e não investir o que sobrar”, acrescentou Ana.

Imóvel próprio

A compra ou a quitação do imóvel próprio é o principal objetivo do retorno das aplicações financeiras do investidor brasileiro.

De acordo com o levantamento da Anbima, 31% dos investidores pretendem comprar ou quitar parcelas de imóvel ou terreno; 15%, guardar para emergências; 11%, comprar carro, motocicleta ou caminhão; 10%, fazer uma viagem; 7%, investir em negócio próprio; 6%, investir em estudos; 6%, deixar para os filhos ou investir no futuro deles; 6%, construir ou reformar a casa; 5%, usar na velhice ou aposentadoria; e 5%, manter o valor do dinheiro e ir usando quando precisar.

Apesar de não ser o investimento que mais rende, o brasileiro continua a ter preferência pela caderneta de poupança. Os investimentos em títulos públicos somam 3%; em títulos privados, 4%; em fundos de investimento, 5%; em previdência privada, 6%; e na poupança, 89%.

“A intenção primeira não é o retorno – 54% das pessoas que investem declaram fazer o investimento por segurança financeira e possibilidade de juntar uma reserva. Isso está muito associado ao guardar, a deixar em alguma lugar longe do impulso, inacessível para que eu não acione o meu impulso de gastar aquele dinheiro”, ressaltou Ana Leoni. “A poupança é [investimento] antigo, tradicional, muito conhecido; os outros produtos têm elementos mais sofisticados de compreensão.”

Contas externas têm déficit de US$ 717 mi em agosto

Publicado em Economia
Segunda, 24 Setembro 2018 23:18

Resultado superou o registrado no mesmo período de 2017, de US$ 320 milhões

As contas externas do Brasil apresentaram resultado negativo em agosto. O déficit em transações correntes, relativas às compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações, chegou a US$ 717 milhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24/09) pelo Banco Central (BC).

O saldo das contas externas em agosto superou o déficit registrado no mesmo mês de 2017, de US$ 320 milhões. No acumulado dos oito primeiros meses de 2018, o resultado negativo chegou a US$ 8,901 bilhões, ante os US$ 3,168 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

No mês passado, ao chegar a US$ 3,356 bilhões, o superávit comercial - isto é, quando as exportações superam as importações - contribuiu para reduzir o déficit das contas externas. O índice, porém, ficou abaixo do saldo registrado em agosto de 2017 (US$ 5,330 bilhões) e, por ora, com US$ 34,735 bilhões, também não bateu o resultado do acumulado do ano passado (US$ 46,306 bilhões).

Segundo Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do BC, o fator determinante para o crescimento no déficit em transações correntes é o superávit comercial menor. “A razão para isso é o crescimento das importações, com impacto do Repetro [regime especial que suspende os tributos cobrados sobre bens destinados a atividades de exploração de petróleo e gás natural]”, disse.

Rocha também explicou que, com o novo Repetro em vigor, as empresas não são mais beneficiadas com a exportação de plataformas de petróleo . “Por isso, algumas plataformas feitas anteriormente estão sendo importadas. Isso contribui para a redução do superávit comercial”, destacou o representante do BC.

Além das contas externas, a conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), que também faz parte das transações correntes, ficou negativa em US$ 1,607 bilhão em agosto e em US$ 22,980 bilhões nos oito primeiros meses do ano.
Leia também: Tesouro pagou R$ 328 milhões em dívidas de Minas, Rio e Roraima só em agosto

A conta de renda secundária, referente à renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens, por exemplo, teve resultado positivo de US$ 267 milhões no mês e de US$ 1,692 bilhão no acumulado de 2018.

A conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros), por sua vez, anotou saldo negativo de US$ 2,733 bilhões em agosto e de US$ 22,349 bilhões nos oito primeiros meses do ano.

Para melhorar as contas externas, investimentos

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no país (IDP), já que, desta forma, os recursos são aplicados no setor produtivo.

Em agosto, esses investimentos chegaram a US$ 10,607 bilhões; nos primeiros oito meses do ano, ficaram em US$ 44,379 bilhões. Por si só, esses resultados foram suficientes para cobrir o déficit em transações correntes.

Segundo Rocha, quatro setores da economia responderam por pelo menos 60% do IDP em agosto. “Temos o setor de petróleo, de celulose, extração de minerais metálicos e produtos químicos. Houve investimento mais significativos nesses setores e operações que se aproximaram de US$ 1 bilhão”, comentou.

Para setembro, a previsão é que o IDP fique em US$ 7 bilhões. Neste mês, de acordo com dados preliminares levantados até o dia 20, o ingresso chegou a US$ 6 bilhões, o que deve ajudar a cobrir o déficit nas contas externas.

Dólar despenca 3% e chega a bater R$ 3,70 após 1º turno

Publicado em Economia
Segunda, 08 Outubro 2018 23:06

Resultados das eleições geraram impacto na cotação do dólar e nas ações da Bolsa de Valores

A cotação do dólar opera em forte queda nesta segunda-feira (08/10). Um dia após o primeiro turno das eleições 2018, o mercado financeiro reagiu bem aos resultados das urnas e além de uma queda que chegou aos 3% na cotação da moeda americana, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) também apresentou alta de mais de 5% até o momento.

Com a queda, a cotação do dólar chegou na mínima de R$ 3,7095, mas mesmo a máxima de R$ 3,7654 ficou bem abaixo do valor em que a moeda americana fechou na última sessão antes do primeiro turno, na sexta-feira (05/10), quando dólar fechou em queda de 1,01%, mas ainda era vendido a R$ 3,8547. Esse era o valor mais baixo da moeda desde o dia 9 de agosto (R$ 3,8023), mas tudo indica que a desvalorização dessa segunda-feira quebre o recorde novamente.

No total, na semana passada, o dólar acumulou uma perda de 4,53%, num movimento contrário à valorização acumulada no ano de 16,33%. Hoje, às 12h38, a moeda americana caía 1,73%, vendida a R$ 3,778.

A grande movimentação na cotação do dólar é apenas um sinal da animação na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) como um todo. O resultado do 1º turno das eleições que, no âmbito nacional, colocou Jair Bolsonaro, do PSL, com 46%, e Fernando Haddad, do PT, com 28%, no 2º turno causou euforia entre os investidores, levando o principal Índice da Bovespa, a operar em alta de mais de 5%, acima dos 86 mil pontos. As ações ordinária da Petrobras, principal empresa da Bolsa, chegaram a subir 12%.

Isso porque o resultado fortemente favorável ao candidato da direita, Jair Bolsonaro, favorece as inteções do mercado financiero que prefere candidatos com viés mais reformistas e entende que aqueles colocados mais à esquerda oferecem um risco aos seus interesses.

O reforço de que os resultados da Bolsa se devem mais ao cenário nacional do que ao internacional se deve ao fato de que o mercado doméstico está na contramão das demais bolsas, onde a cotação do dólar apresenta valorização em relação às moedas dos demais países emergentes.

Boletos a partir de R$ 100 já podem ser pagos em qualquer banco

Publicado em Economia
Sábado, 13 Outubro 2018 16:29

Mudança, que tem sido feita gradualmente, permitirá que até mesmo boletos vencidos sejam pagos em qualquer banco, e não mais no bando de origem da cobrança

Começou a valer neste sábado (13/10) o novo limite para o pagamento de boletos, inclusive vencidos, em qualquer banco. A partir de agora, está liberado também o pagamento de contas atrasadas acima de R$ 100, por meio da nova plataforma de cobrança da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Desde 25 de agosto, foi liberado o pagamento de boletos a partir de R$ 400.

Os clientes com boletos sem registro na plataforma e que forem rejeitados deverão procurar o emissor do boleto para quitar o débito.

Com a inclusão e processamento desses boletos no sistema, a plataforma terá incorporado cerca de 3 bilhões de documentos, 75% do total emitido anualmente no país, calcula a Febraban.

O restante, cerca de 1 bilhão de boletos, corresponde a documentos abaixo de R$ 100, que deverão estar integrados ao sistema em 27 de outubro.

A mudança tem sido gradual para diferentes valores e o cronograma inicial atrasou. Até 10 de novembro todos os boletos de cartões de crédito, doações, e outros pagamentos de qualquer valor, passarão a ser aceitos em todos os bancos.

A validação foi feita por etapas, segundo a Febraban, devido à grande utilização do meio de pagamento. Cerca de R$ 3,5 bilhões de boletos são emitidos por ano no Brasil, calcula a entidade.

Veja abaixo o cronograma da nova plataforma de boletos:

- A partir de 13/10/2018: boletos iguais ou acima de R$ 100.
- A partir de 27/10/2018: boletos de qualquer valor.
- A partir de 10/11/2018: boletos de cartões de crédito, doações, entre outros.

Rastreamento por CPF

Segundo a Febraban, além do pagamento em qualquer agência bancária, a nova plataforma permite a identificação do CPF do pagador, facilitando o rastreamento das cobranças. Se os dados do boleto coincidirem com o sistema, a operação é validada.

Se houver divergência, o pagamento do boleto não será autorizado e o consumidor poderá pagar exclusivamente no banco que emitiu a cobrança, que tem condições de fazer as checagens necessárias, diz a entidade.

No modelo anterior, nem todos os boletos são registrados em uma base centralizada. Por isso, os emissores dos boletos devem registrá-los no seu banco de relacionamento, com as informações necessárias.

Todos os boletos enviados aos consumidores devem conter necessariamente o nome e o CPF do pagador, como determina o Banco Central, além de data de vencimento e valor do pagamento e autorização do cliente para que enviem a cobrança à residência.

Vantagens

Segundo a Febraban, outro benefício da nova plataforma é uma maior transparência nos pagamentos, melhorando a gestão de recebimentos das empresas, uma vez que as condições da operação negociadas com os consumidores serão preservadas.

Além disso, o comprovante de pagamento é mais completo, apresentando todos os detalhes do boleto, (juros, multa, desconto, etc) e as informações do beneficiário e pagador.

A nova plataforma também cruza informações para evitar inconsistências de pagamento, identificação do CPF do pagador do boleto para controle de lavagem de dinheiro e mais transparência na relação com o consumidor, de acordo com a Febraban.

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