Justiça manda quebrar sigilo bancário de Flávio Bolsonaro

Escrito por  Último Segundo
Publicado em Brasil
Segunda, 13 Maio 2019 18:50

Tribunal acatou pedido do MP e também ordenou retirada do sigilo de Fabrício Queiroz

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, e do ex-policial militar Fabrício Queiroz, seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). O pedido foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e autorizado em 24 de abril de 2019, mas vinha sendo mantido em sigilo até esta segunda-feira (13/05).

A quebra do sigilo bancário de Flávio Bolsonaro e de seu ex-assessor (ver os dois na foto acima) foi autorizada no período que vai de janeiro de 2007 a dezembro de 2018. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados, entre 2008 e 2018.

A decisão é de autoria do juiz Flávio Nicolau, que afirmou, no documento, que o afastamento do sigilo é "importante para a instrução do procedimento investigatório criminal" instaurado contra os investigados.

No domingo (12/05), em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo , Flávio criticou o pedido do Ministério Público . Segundo ele, a medida visa "dar um verniz de legalidade naquilo que já está contaminado e não tem mais jeito". "Não tem outro caminho para a investigação a não ser ela ser arquivada – e eles [MP] sabem disso. Por isso, o desespero de tentar justificar e correm agora para requerer a quebra do meu sigilo bancário e fiscal", reclamou o senador.

As declarações motivaram reação dos procuradores fluminenses . Em nota oficial, o MP-RJ assegurou que agiu dentro da lei e de forma "isenta e apartidária" na investigação e reclamou que o senador nunca compareceu ao órgão para prestar esclarecimento, apesar de ter recebido convites.

As investigações conduzidas pelo MP-RJ tiveram origem em relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações atípicas em contas de Fabrício Queiroz . O documento indicou que o ex-assessor parlamentar de Flávio recebia, sistematicamente, transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam no gabinete do então deputado na Alerj. Os valores suspeitos giram em torno de R$ 1,2 milhão.

Entre as movimentações financeiras atípicas registradas pelo Coaf , há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie no mesmo valor dos depósitos suspeitos feitos nas respectivas vésperas.

Na entrevista ao Estadão, Flávio reconheceu que faltam esclarecimentos mais contundentes de seu ex-assessor, mas garantiu que não atuou em suposto esquema para cobrar a devolução de parte do salário de seus funcionários.

"Essa história de 'rachadinha' não tem liga com o histórico do nome Bolsonaro. Se eu quisesse esse dinheiro, eu estava rico. Talvez estivesse preso. Não tem por que o Queiroz ter feito isso. Se fez, o que eu não acredito, foi obviamente sem o meu consentimento. Ou eu seria o primeiro a cortar a cabeça dele", garantiu o senador.

Lido 47 vezes Última modificação em Segunda, 13 Maio 2019 18:58

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