Anac suspende voos do Boeing 737 MAX 8 em todo o pais

Escrito por  Último Segundo
Publicado em Brasil
Quinta, 14 Março 2019 14:31

Entre as companhias aéreas no Brasil, apenas a Gol operava com o modelo suspenso

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a suspensão dos voos com aviões Boeing 737-8 Max no Brasil. A decisão foi anunciada três dias após a queda de um avião do mesmo modelo na Etiópia, que deixou 157 pessoas mortas, e deve ser cumprida imediatamente em todo o território nacional.

Em outubro do ano passado, o modelo também protagonizou um acidente na Indonésia, que matou outras 189 pessoas. "Após a ocorrência de dois acidentes fatais com a aeronave Boeing 737-8 e devido a similaridade dos dois acidentes, decidiu-se como medida preventiva que todas as operações comerciais utilizando a aeronave Boeing 737-8 com marcas brasileiras devem ser paralisadas até que as medidas de segurança apropriadas sejam tomadas", informou a Anac.

Entre as companhias aéreas no Brasil, apenas a Gol (ver na foto acima) operava com o modelo suspenso. A companhia, porém, já havia retirado as aeronaves de circulação desde às 20h de segunda-feira (11/03), depois de um pedido da Fundação Procon (Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo pelo cancelamento imediado de todos os esses voos.

A Anac informou que convesou com a empresa antes de tomar a decisão. Em nota, a agência também relatou ter contatado a própria Boeing e a agência reguladora do setor aéreo dos Estados Unidos, a Federal Aviation Administration (FAA).

Na quarta-feira (13/03), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também mandou cancelar as operações de todos os voos feitos com os Boeings 737 MAX 8 e 9. "Os pilotos foram notificados, as companhias aéreas foram todas notificadas. As empresas concordam com isso. A segurança do povo norte-americano e de todas as pessoas é nossa maior preocupação", declarou, ao se juntar aos mais de 50 países que também proibiram os voos.

31 suspensões no mundo

Logo após a tragédia na Etiópia , 31 das 68 companhias aéreas que utilizavam aeronaves Boeing 737 MAX 8 d ecidiram suspender todos os voos operados com os modelos . Entre as empresas, estão as Aerolíneas Argentinas, a Air China, a low cost Norwegian Air, que começou a operar no Brasil recentemente, e a Gol , a única brasileira que voava com esse tipo aeronave.

A decisão é motivada pelo fato de que a tragédia na Etiópia não foi um caso isolado. Em outubro do ano passado, um avião de modelo idêntico, operado pela Lion Air, caiu na costa da Indonésia e vitimou 189 pessoas. Na segunda-feira (11), baseadas na coincidência entre os dois acidentes, China, Etiópia e Indonésia já haviam anunciado que proibiriam as companhias aéreas locais de decolar quaisquer voos com esses aviões.

Além das empresas, os governos de diversos países também tomaram precauções. Na segunda-feira (12,03), as autoridades de aviação civil de Noruega, Suíça, Reino Unido, Austrália, Malásia, Singapura, Omã, Coreia do Sul, Mongólia e dos 27 países da União Europeia suspenderam, pelo menos temporariamente, todos os trajetos desse modelo de aeronave em seu espaço aéreo.

Há mais de 370 aviões Boeing 737 MAX 8 registrados atualmente. Destes, 40% estão fora de operação por decisão das companhias aéreas. Na semana do dia 25 de fevereiro, segundo o FlightRadar24, página especializada no acompanhamento de operações aéreas, esse tipo de aeronava realizou mais de 8.500 voos em todo o mundo.

Tragédia na Etiópia

Na manhã de domingo (11/03), uma aeronave da Ethiopian Airlines , que voava de Adis Abeba, capital da Etiópia, para Nairóbi, no Quênia, acabou caindo poucos minutos depois de decolar. O acidente deixou 157 mortos, sendo 149 passageiros e oito tripulantes. As vítimas eram de 35 nacionalidades diferentes.

De acordo com a companhia aérea, o voo ET 302 saiu às 8h38 do aeroporto de Bole, em Adis Abeba, e perdeu o contato com a torre de controle apenas seis minutos depois, às 8h44. A queda aconteceu perto da cidade de Bishoftu, a apenas 62 km do ponto inicial de partida.

Até o momento, as causas do acidente são desconhecidas. Em nota, o CEO da Ethiopian Airlines, Tewolde G Medhin , disse que o piloto relatou dificuldades após a decolagem e chegou a pedir autorização para regressar ao aeroporto. A controladoria de voo permitiu a volta da aeronave.

Medhin, que esteve no local da queda, também lamentou o ocorrido com o avião da Boeing e expressou "sua profunda simpatia e condolências aos familiares, amigos e conhecidos dos passageiros que perderam suas vidas neste trágico acidente."

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