Fake news: não existe vírus da gripe H2N3 circulando no Brasil, diz Ministério da Saúde

Escrito por  Agência Brasil
Publicado em Brasil
Domingo, 15 Abril 2018 11:03

Mensagem circulando no WhatsApp sobre a existência de uma variação do vírus da gripe no País que está matando pessoas em São Paulo e Goiás é falsa

O áudio com o alerta sobre o vírus da gripe H2N3 circulando no Brasil que está sendo compartilhado no WhatsApp não é verdade. A mensagem, que está deixando muitas pessoas confusas e preocupadas com a segurança da vacina contra influenza, foi desmentida pelo Ministério da Saúde.

“Não existe uma cepa ‘H2N3’ de vírus da influenza no Brasil. Essa é uma informação inverídica que está circulando nas mídias sociais”, informou a pasta em relação aos rumores sobre a suposta nova variação do vírus da gripe no país.

No áudio, uma pessoa diz que esse vírus causa uma versão mortal da doença e que a Organização Mundial da Saúde não estaria divulgando a informação para evitar alarde da população. Além disso, a "fake news" afirma que mesmo a vacina da gripe não seria capaz de proteger contra o H2N3 .

No entanto, a pasta esclarece que os vírus de influenza que atualmente circulam no Brasil são o influenza A/H1N1pdm09, A/H3N2 e influenza B. “A vacina contra gripe, cuja campanha inicia no segunda quinzena de abril, protege contra estes tipos de três vírus”, ressaltou o ministério.

A mensagem também menciona um casal que morreu em Rio Claro, no interior de São Paulo, colocando a causa do óbito na gripe, que seria uma variação da influenza A H1N1, de acordo com o áudio. A mensagem também afirma que em Goiás a doença está se espalhando, com diversas mortes acontecendo e mais de 70 casos sob investigação.

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro esclarece que, de acordo com o laudo médico informado pelo Instituto Adolfo Lutz, as mortes aconteceram em decorrência da H1N1.

Em Goiás, a explicação foi a mesma. Até o momento, 286 casos de influenza foram registrados em todo o território nacional, sendo 62 em Goiás, o que poderia ser uma explicação para a confusão.

O Ministério da Saúde garante que se mantém vigilante quanto à circulação de vírus influenza no Brasil. “O país possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza, distribuídas em serviços de saúde em todas as unidades federadas. Com esta rede é possível monitorar a circulação do vírus influenza por meio da captação de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG)”.

Vírus H3N2

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2017, houve a circulação do vírus influenza A H3N2 no Brasil. Esse mesmo vírus provocou um surto de gripe nos Estados Unidos recentemente.

O que aconteceu no país norte-americano foi que a vacina contra gripe, que é modificada uma vez ao ano, não contou com a mutação do vírus, o que deixou as pessoas desprotegidas. Contudo, no Brasil, o imunizante que está sendo produzido já conta com essa proteção.

“A vacina já vem com uma composição que abrange esses tipos de life vírus [vírus vivo] que são específicos para a imunização, a vacina já tem o H1N1, o H3N2 e tem também influenza B”, garantiu a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a biomédica Regiane de Paula.

Os principais sintomas da gripe H3N2 são febre alta, coriza, dores no corpo e tosse seca. O quadro pode ser agressivo em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Como prevenir?

O método mais eficaz de evitar o aumento de casos da doença é a imunização contra o contra o vírus da gripe. “A vacina já vem com uma composição que abrange esses tipos de life vírus [vírus vivo] que são específicos para a imunização, a vacina já tem o H1N1, o H3N2 e tem também influenza B”.

Ainda não há uma data oficial emitida pelo Ministério da Saúde sobre o início da campanha nacional de vacinação , mas segundo a assessoria de imprensa da pasta, deve ocorrer entre abril e maio.

Idosos acima de 60 anos, crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas e professores da rede pública e particular serão convocados para receber as doses.

Além disso, adotar as mesmas medidas de prevenção usadas para evitar os outros tipos de gripe também são válidas. “É seguir a etiqueta respiratória: colocar sempre o braço para tossir e/ou espirrar nas pessoas (porque ao tossir/espirrar nas mãos a pessoa pode tocar em superfícies e passar o vírus), fazer a lavagem das mãos, evitar locais fechados, principalmente população de risco e, aos primeiros sinais de sintomas, procurar um médico”, destacou biomédica.

Casos

Neste ano, até o dia 7 de abril, dos 286 casos de influenza em todo o país, 41 evoluíram para óbito. Desse total, 71 casos e 12 óbitos foram por A/H3N2.

Em relação ao vírus A/H1N1pdm09, foram registrados 116 casos e 16 óbitos. Ainda foram registrados 52 casos e 6 óbitos por influenza B e os outros 46 casos e 7 óbitos por influenza A não subtipado.

Já em 2017, o vírus influenza A/H3N2 foi predominante no Brasil durante a sazonalidade e foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza; até a SE 14 de 2017 haviam registrados 344 casos de influenza no país, com 59 óbitos.

O vírus influenza é uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. Uma pessoa pode contraí-la várias vezes ao longo da vida e, em geral, tem evolução autolimitada. Mas alguns casos podem evoluir para uma forma grave.

Os vírus influenza são transmitidos facilmente por pessoas infectadas ao tossir ou espirar. Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública, não estando relacionada com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

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