Domador morre após ser atacado por quatro tigres na Itália

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Sexta, 05 Julho 2019 14:23

Ettore Weber chegou a ser encaminhado para hospital, mas não resistiu aos ferimentos

Um domador do famoso circo italiano Orfei morreu na quinta-feira (04/07) depois de ser atacado por quatro tigres durante um treinamento em Triggiano, na província de Bari.

De acordo com informações preliminares, Ettore Weber (na foto), de 61 anos, estava ensaiando os animais para uma apresentação por volta das 19h30 (horário local), quando foi derrubado por um dos tigres. Na sequência, todos os outros avançaram no homem, que não resistiu aos ferimentos.

Segundo as autoridades locais, Weber sofreu uma séria lesão na coluna vertebral. A polícia investiga o caso.

O italiano era conhecido no mundo do circo como um dos melhores treinadores de tigres do planeta e era dono do Circo Weber. Ele deixa sua esposa, a artista Loredana Vulcanelli.

Maduro e oposição na Venezuela retomam negociações

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Segunda, 08 Julho 2019 17:02

Diálogos foram confirmados pela Noruega, que mediou encontro anterior, e ocorrerão em Barbados

A oposição venezuelana e o regime de Nicolás Maduro (na foto) aceitaram voltar à mesa de negociações ainda nesta semana, informou a Noruega, que participa da mediação da crise política no país sul-americano.

Em uma nota divulgada na noite de domingo (07/07), o Ministério das Relações Exteriores de Oslo disse que "os principais atores políticos da Venezuela decidiram continuar o processo de negociação facilitado pela Noruega". Maduro deve enviar representantes, que se encontrarão com o próprio autodeclarado presidente interino, Juan Guaidó .

"As partes se reunirão esta semana em Barbados para avançar na busca por uma solução concordada e constitucional para o país. As negociações ocorrerão de maneira contínua e veloz", ressaltou o comunicado.

Guaidó divulgou um comunicado no qual afirma que o encontro tratará do fim do governo atual. "Nos dirigimos ao país e à comunidade internacional, a fim de anunciar que, em atenção à mediação do Reino da Noruega, se assistirá a uma reunião com representantes do regime usurpador em Barbados, para estabelecer uma negociação de saída da ditadura". Nicolás Maduro, por sua vez, não se pronunciou.

ONU: Irã enriqueceu urânio em grau acima do permitido

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Segunda, 08 Julho 2019 17:19

Pacto nuclear internacional previa que o urânio fosse enriquecido no limite de 3,67%

O Irã enriqueceu urânio em grau acima do permitido no acordo nuclear de 2015, confirmou nesta segunda-feira (08/07) a Organização Internacional de Energia Atômica (OIEA), que é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). O acordo nuclear internacional previa que o urânio fosse enriquecido no limite de 3,67%.

O urânio de baixo enriquecimento é usado para produzir combustível para reatores nucleares, mas, potencialmente, pode servir para a produção de armas nucleares. O país persa ameaçou reiniciar as centrífugas desativadas e aumentar o enriquecimento de urânio para 20%.

Apesar das ameaças, feitas por um porta-voz da agência nuclear do país, o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Hossein Salami, afirmou que "o mundo sabe" que o Irã não está em busca de armas nucleares.

"Por que eles nos sancionam globalmente sobre a questão nuclear quando o mundo sabe que não estamos buscando uma arma? Na realidade, eles estão nos sancionando por causa do conhecimento", declarou Salami, segundo a Reuters.
A Casa Branca confirmou nesta segunda que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria conversado sobre a ameaça iraniana no aumento do enriquecimento de urânio com o presidente francês Emmanuel Macron.

"Eles discutiram sobre os esforços atuais que têm tomado para impedir o acesso iraniano às armas nucleares e também sobre a atuação perturbadora do Irã no Oriente Médio" disse o porta-voz da presidência dos EUA.

O conselheiro de segurança do governo Trump, John Bolton, confirmou que os EUA seguirá com as sanções e ampliará a pressão contra o Irã até que o país persa abandone seu programa nuclear.

"Vamos seguir pressionando o regime iraniano até que abandonem seu programa de armas nucleares e acabe com suas investidas violentas no Oriente Médio, que inclui a condução e o apoio do terrorismo no mundo", disse Bolton em um discurso. O Irã nega a produção de armas nucleares.

No domingo (07/07), o porta-voz da Organização da Energia Atômica do Irã, Behruz Kamalvandi, afirmou que o país está totalmente preparado para "enriquecer urânio a qualquer nível e com qualquer quantidade" e que, em algumas horas, o processo de enriquecimento superaria os 3,67%. "Por enquanto, chegaremos a um enriquecimento de 5%", afirmou.

Segundo Kamalvandi, o nível de enriquecimento de 5% é o necessário para o fornecimento de combustível para alimentar as centrais térmicas do país, sem "aumentar o número das centrífugas".

A possibilidade de o Irã passar a enriquecer urânio acima do acordado com a comunidade internacional já havia sido anunciada pelo presidente do país, Hassan Rohani, na quarta-feira (3), sem mais detalhes.

Na última sexta-feira (05/07), Ali Akbar Velayati, conselheiro para Assuntos Internacionais do aiatolá Ali Khamenei, disse que o enriquecimento de urânio do Irã aumentaria "o que for necessário para nossas atividades pacíficas".

Aumento do estoque

O anúncio de Rohani foi a segunda reação do governo iraniano à saída dos Estados Unidos do pacto internacional e ao restabelecimento de sanções por parte de Washington contra Teerã.

Na segunda-feira (01/07), o governo confirmou que ultrapassou o limite previsto de 300 kg de estoque de urânio de baixo enriquecimento, também previsto pelo acordo.

Sob o tratado, o Irã foi autorizado a produzir até 300 kg desse produto e a enviar as quantidades excedentes para fora do país para armazenamento ou venda.

O programa de enriquecimento de urânio do país também ficou submetido a um amplo sistema de controle pelos próximos 20 anos. Teerã aceitou ainda diminuir o número total de centrífugas de 19 mil para cerca de 6 mil, e a não conduzir pesquisas relacionadas ao enriquecimento de urânio até 2030.

Parlamento do Havaí descriminaliza porte de maconha

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Terça, 09 Julho 2019 21:37

A legislatura de maioria democrata do estado aprovou o novo projeto em maio e o enviou ao governador David Ige para aprovação final

O estado americano do Havaí descriminalizou o porte de pequenas quantidades de cannabis nesta terça-feira (09/07), juntando-se a outras duas dezenas de estados que adotaram medidas semelhantes no país.

Segundo a nova lei, qualquer pessoa com até três gramas de maconha deve pagar uma multa de US$ 130, mas a possibilidade de 30 dias de prisão até mesmo por uma pequena quantidade da droga e uma multa de até US$ 1 mil foram removidas.

A legislatura de maioria democrata do estado aprovou o novo projeto em maio e o enviou ao governador David Ige para aprovação final.

Ige não o assinou, mas também não o vetou, efetivamente deixando o projeto se tornar lei nesta terça-feira.

A nova lei entrará em vigor em 11 de janeiro de 2020.

Grupos de defesa receberam bem a medida, embora tenham dito que não avançou o suficiente para legalizar a droga.

"Infelizmente, três gramas é a menor quantidade de qualquer estado que tenha descriminalizado (ou legalizado) a simples posse de maconha", disse o Marijuana Policy Project em um comunicado.

"Ainda assim, a remoção de penalidades criminais e o possível tempo de prisão por posse de uma pequena quantidade de cannabis é uma melhoria".

Atualmente, outros 24 estados, bem como Washington DC, aprovaram leis que descriminalizaram ou legalizaram a maconha.

Trabalhistas britânicos apoiam 2º referendo do Brexit

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Terça, 09 Julho 2019 21:41

Oposicionista Jeremy Corbyn diz que legenda vai defender permanência do Reino Unido na União Europeia

O líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn (na foto), disse nesta terça-feira (09/07) que pedirá ao novo primeiro-ministro conservador que submeta a referendo um eventual novo acordo do Brexit. Se isso acontecer, antecipou, sua legenda defenderá a permanência na União Europeia.

Numa carta às bases do partido, após uma reunião da direção trabalhista, Corbyn indicou que o partido "fará campanha pela permanência frente a uma saída sem acordo ou um pacto conservador que não proteja nem a economia nem o emprego". "Quem quer que seja escolhido novo primeiro-ministro deve ter a confiança de submeter seu acordo, ou a falta dele, a uma consulta popular", escreveu Corbyn.

O futuro chefe do governo britânico, a ser conhecido em 23 de julho, será ou Jeremy Hunt ou o favorito Boris Johnson, segundo a decisão das eleições internas entre os militantes do governista Partido Conservador.

Corbyn lembrou que o partido aceitou o resultado do referendo de 2016, quando 52% dos eleitores britânicos votaram pela saída britânica da UE, mas reconheceu que a questão do Brexit "tem sido divisiva nas nossas comunidades e, às vezes, no nosso partido também".

Ao esclarecer sua posição sobre o Brexit, a direção trabalhista espera pôr fim às profundas divisões que castigaram a legenda desde o referendo de 2016. Na ocasião, o partido fez uma campanha ambígua e confusa que foi alvo de críticas. Imersos em tensões ideológicas desde ascensão de Corbyn à liderança, os trabalhistas se debateram durante muito tempo para conciliar o humor das bases, mais pró-europeias, com o de um terço de seus eleitores, que apoia a saída da UE.

O mau desempenho do partido nas recentes eleições ao Parlamento Europeu serviu de incentivo para que se definisse uma postura. Também houve pressão pelos sindicatos, que em reunião na segunda-feira pactuaram um plano de ação.

No entanto a mudança de postura de Corbyn ainda não foi total e não prevê que os trabalhistas estejam firmes em agir para que o Reino Unido permaneça na EU em todos os cenários possíveis. Jornais britânicos apontaram que o partido ainda deixou aberta a possibilidade de negociar um novo acordo com Bruxelas, caso a legenda vença eventuais eleições antecipadas.

Nesse cenário, a posição de campanha do partido e dos seus deputados dependeria do "tratado negociado", segundo o documento acordado pelas organizações de trabalhadores filiados ao Trabalhismo.

A mensagem ambígua de Corbyn nesse cenário eventual foi recebida com ceticismo por Tom Brake, porta-voz do partido Liberal-Democrata, que é abertamente favorável à permanência na EU.

Brake escreveu no Twitter: "O trabalhistas ainda são um partido pelo Brexit". Corbyn "pode fingir que está gostando que os trabalhistas estejam finalmente se movendo para apoiar a política dos liberais-democratas de uma votação popular, mas está claro que ainda é sua intenção negociar um acordo Brexit prejudicial, se ele receber as chaves para o número 10" – uma referência ao endereço do primeiro-ministro britânico, 10 Downing Street.

O acordo do Brexit foi rejeitado três vezes pelo Parlamento do Reino Unido, provocando a renúncia da primeira-ministra Theresa May, que segue no cargo até seu substituto ser definido, numa eleição entre os membros do Partido Conservador, que mantém a maior bancada na Câmara dos Comuns. O novo prazo para a separação entre Londres e Bruxelas foi fixado em 31 de outubro.

EUA planejam prender milhares de imigrantes sem documentos

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Quinta, 11 Julho 2019 21:36

Serviço de imigração vai se concentrar em pelo menos 2 mil estrangeiros com ordem de deportação

As incursões do governo dos EUA para prender milhares de famílias sem documentos estão programadas para começar no domingo (14/07), de acordo com fontes citadas pelo jornal New York Times.

A operação, programada para acontecer em dez grandes cidades dos EUA e apoiada pelo presidente Donald Trump , havia sido adiada na última semana de junho, em parte por causa da resistência entre funcionários da própria Agência de Alfândega e Imigração, conhecida pela sigla ICE.

A operação será conduzida pela ICE ao longo de vários dias e incluirá deportações "colaterais", segundo funcionários e ex-funcionários do governo, que falaram sob condição de anonimato ao jornal. Isso significa que as autoridades poderão deter imigrantes que estejam nos locais das batidas por acaso, mesmo que não sejam, a princípio, alvo delas.

Os alvos serão 2 mil imigrantes com ordem de deportação, cujas famílias atravessaram a fronteira americana recentemente. Depois de Trump acelerar os procedimentos de imigração no final do ano passado, muitas famílias foram notificadas, em fevereiro, para se dirigir a um escritório do ICE e deixar os Estados Unidos, disseram as fontes do jornal. O objetivo é que essas pessoas sejam deportadas o mais rapidamente possível.

Quando possível, parentes detidos juntos serão mantidos em centros de detenção familiar no Texas e na Pensilvânia. Devido a limitações de espaço, alguns podem acabar ficando em quartos de hotel até que seus documentos sejam preparados.

Na quarta-feira (11/07), um porta-voz da ICE, Matthew Bourke, afirmou em comunicado que a agência não comentaria detalhes específicos relacionados às operações de fiscalização, para garantir a segurança e proteção dos funcionários dos EUA.

Igreja exige saída de Maduro para realizar eleições ‘livres’

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Quinta, 11 Julho 2019 21:41

Conferência Episcopal acredita que novas eleições podem solucionar crise econômica

A Igreja católica venezuelana exigiu, nesta quinta-feira (11/07), a saída do presidente Nicolás Maduro do poder e a convocação de novas eleições como solução para a grave crise política e econômica.

“A Venezuela clama aos berros por uma mudança de rumo (…). Essa mudança exige a saída de quem exerce o poder de forma ilegítima e a eleição no menor tempo possível de um novo presidente”, afirmou a Conferência Episcopal em uma declaração lida no início de uma assembleia ordinária.

Maduro “deve se retirar” da presidência “para que sejam realizadas realmente eleições (…) livres”, acrescentou o arcebispo Jesús González, em entrevista coletiva.

Na última segunda-feira (08/07), delegados de Maduro e do líder opositor Juan Guaidó retomaram em Barbados diálogos iniciados em maio, em Oslo, para buscar saídas para a crise. A negociação está sendo mediada pela Noruega.

Na quarta-feira (10/07) à noite, o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, negou que as partes estejam discutindo a convocação de novas eleições presidenciais.

Otan preocupada com o envio de mísseis russos à Turquia

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Sexta, 12 Julho 2019 14:28

Turcos ignoraram as advertências de Washington e o risco de se expor às sanções americanas

A Otan está “preocupada” com a entrega à Turquia, um peso pesado da Aliança Atlântica, de mísseis russos S-400 (na foto), afirmou na sexta-feira (12/07) à AFP um de seus responsáveis, sob condição de anonimato.

“A interoperabilidade de nossas Forças Armadas é essencial na condução de nossas operações e missões”, disse ele, instando Ancara a continuar desenvolvendo sistemas de defesa aérea com aliados da Otan.

A Turquia recebeu na sexta-feira um primeiro carregamento de mísseis russos S-400, ignorando as advertências de Washington e correndo o risco de se expor às sanções americanas.

A entrega deste sofisticado sistema de defesa aérea é um marco na aproximação de relações entre Rússia e Turquia, que se distanciou do campo ocidental desde um golpe de Estado fracassado em julho de 2016 contra o presidente Recep Tayyip Erdogan.

Para a Otan, os Aliados podem decidir sobre a compra de seus equipamentos militares. No entanto, segundo o funcionário à AFP, “estamos preocupados com as possíveis consequências da decisão da Turquia de adquirir o sistema S-400”.

“A entrega da primeira remessa de equipamentos do sistema de defesa antiaérea S-400 começou em 12 de julho, na base aérea Murted, em Ancara”, informou o ministério da Defesa turco em um comunicado.

A informação foi confirmada por fontes oficiais em Moscou.

De acordo com uma fonte citada pela agência pública TASS, outro avião com outros elementos do S-400 deve decolar “em breve” e uma terceira entrega de mais de 120 mísseis de diferentes tipos será enviada “no final do verão por via marítima”.

Irã admite negociar se americanos retirarem sanções

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Segunda, 15 Julho 2019 18:25

Líder Hassan Rohani condiciona negociações ao fim das sanções econõmicas ao país

O presidente do Irã, Hassan Rohani (na foto), afirmou que seu país está pronto para voltar a negociar com os Estados Unidos, caso Washington remova as pesadas sanções econômicas contra o país e retorne ao acordo nuclear de 2015.

"Sempre acreditamos em conversações", disse Rohani. "Se eles removerem as sanções, encerrarem a pressão econômica e voltarem ao acordo, estaremos prontos para conversar com a América hoje, agora e em qualquer lugar, contanto que encerrem as intimidações e punições", disse Hassan Rohani no domingo (14/07).

O governo do presidente americano, Donald Trump, se diz aberto a negociar com o Irã um acordo mais amplo sobre a questão nuclear e outros temas de segurança. Teerã impôs como condição a liberação de suas exportações de petróleo no mesmo volume de antes de os EUA se retirarem, no ano passado, do acordo nuclear de 2015, assinado pelos dois países e Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha.

"Mudamos nossa estratégia da paciência para a retaliação. Qualquer ação que o outro lado tome, retaliaremos à altura", disse o líder iraniano. "Se eles reduzirem, nós também vamos reduzir nossos compromissos [com o acordo nuclear]. Se eles os implementarem, nós também implementaremos os nossos."

As tensões entre Washington e Teerã vêm se acirrando. Na semana passada, a agência atômica da ONU confirmou que a República Islâmica voltou a enriquecer urânio acima dos níveis estabelecidos pelo acordo nuclear de 2015, após a reimposição de pesadas sanções americanas contra o país.

O enriquecimento de urânio acima dos níveis permitidos poderia colocar Teerã no caminho para desenvolver armas nucleares. Os iranianos já afirmaram que podem subir os níveis de enriquecimento muito além dos termos do acordo, que estabelece o limite 3,67%.

O episódio exacerbou ainda mais as tensões entre o Irã e o Ocidente, já acirradas após um ataque recente a dois petroleiros e o abatimento de um drone americano sobre o Estreito de Ormuz serem atribuídos ao Irã, o que deixou os EUA próximos de realizarem um ataque aéreo a alvos iranianos, que teria sido cancelado na última hora.

Também ontem os governos da Alemanha, França e Reino Unido expressaram preocupação com a situação no Golfo Pérsico e com o futuro do acordo nuclear. "Acreditamos que chegou a hora de agir com responsabilidade e de buscar meios para encerrar o aumento das tensões e reiniciar o diálogo", afirma a declaração assinada por lideranças dos três países.

A declaração foi assinada após o presidente francês, Emmanuel Macron, receber a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o ministro britânico David Lidington nas comemorações do Dia da Bastilha em Paris.

"Os riscos são tamanhos que é necessário que todas as partes interessadas façam uma pausa e considerem as possíveis consequências de suas ações", diz o texto.

"Estamos preocupados com o risco de que o JCPoA (sigla em inglês para Plano de Ação Integral Conjunto, nome oficial do acordo nuclear com o Irã) se desmantele ainda mais sob o peso das sanções impostas pelos EUA e após a decisão do Irã de não mais implementar várias das disposições centrais do tratado", disseram os europeus.

Os três países alertaram contra a "deterioração da segurança na região" e asseguraram que o apoio ao acordo será mantido, mas "condicionado ao cumprimento total por parte do Irã".

Ursula von der Leyen promete pacto verde pela Europa

Publicado em Mundo
Terça, 16 Julho 2019 12:55

Conservadora alemã prometeu apresentar a proposta nos primeiros cem dias de seu mandato

A conservadora alemã Ursula von der Leyen (na foto), candidata à presidência da Comissão Europeia, prometeu apresentar a proposta de um "Green Deal" (Pacto Verde) nos primeiros cem dias de seu mandato, durante o debate na Eurocâmara antes da votação que deve confirmar seu nome.

"Proporei um pacto verde para a Europa em meus primeiros cem dias de mandato", afirmou Von der Leyen no discurso no Parlamento Europeu, poucas horas da votação dos eurodeputados sobre seu provável mandato à frente da Comissão até 2024.

A luta contra a mudança climática se tornou um dos principais temas na campanha das eleições europeias de maio, após os protestos de estudantes para chamar a atenção sobre a emergência climática.

Von der Leyen ainda é ministra alemã da Defesa. Se for confirmada no cargo, disse ela, apresentará "a primeira lei climática da história da União Europeia" para fixar a meta legal de alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Pacto verde não é um objetivo de todos os europeus

A ideia, no entanto, não é compartilhada por todos os países da UE. Em junho, quatro governantes do bloco, liderados por Polônia e Hungria, impediram a inclusão deste objetivo em uma declaração.

Von der Leyen abriu a porta para revisar a meta de redução das emissões de dióxido de carbono até 2030, atualmente em 40% na comparação com os níveis de 1990, para 50% ou inclusive 55%.

Novo adiamento do Brexit

No discurso, Ursula von der Leyen também expressou a disposição de aceitar um novo adiamento da saída do Reino Unido da UE, prevista atualmente para 31 de outubro, se existir uma "boa razão".

"Estou pronta para uma nova prorrogação da data de retirada, se for necessário mais tempo por uma boa razão", declarou.
A saída do Reino Unido do bloco está prevista atualmente para 31 de outubro, que será a véspera da posse de Von der Leyen como presidente da Comissão Europeia, caso a alemã receba o apoio da Eurocâmara.

O Parlamento britânico rejeitou três vezes o acordo de divórcio, o que obrigou a primeira-ministra britânica, Theresa May, a pedir dois adiamentos da data e a apresentar o pedido de demissão.

O Partido Conservador deve designar no fim de julho o novo primeiro-ministro entre o ex-chanceler Boris Johnson e o atual secretário do Foreign Office, Jeremy Hunt.

Johnson, favorito para a sucessão, destacou a intenção de renegociar o acordo de saída, algo que a UE rejeita, e de retirar o país do bloco em 31 de outubro, mesmo sem acordo, um cenário temido por economistas.

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