Negociações entre EUA e China finalizadas com otimismo

Publicado em Economia
Quarta, 09 Janeiro 2019 15:10

Reuniões foram as primeiras presenciais desde que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping concordaram em dezembro com uma trégua de 90 dias na guerra comercial

As equipes da China e dos Estados Unidos encerraram nesta quarta-feira (09/01) as negociações comerciais em Pequim que duraram mais do que o esperado e autoridades disseram que os detalhes serão divulgados em breve, levantando expectativas de que uma guerra comercial em larga escala possa ser evitada.

As discussões foram prorrogadas por um terceiro dia, mostrando "seriedade" de ambos os lados, disse o Ministério das Relações Exteriores da China.

Ted McKinney, subsecretário de agricultura dos EUA para Assuntos Agrícolas Externos e Comerciais, disse que a delegação norte-americana retornará aos EUA ainda nesta quarta-feira após "alguns dias bons".

"Acho que foram bem", disse McKinney sobre as negociações. "Foram boas para nós", disse ele a repórteres no hotel da delegação, sem dar detalhes.

Falando à imprensa, o porta-voz do Ministério da Relações Exteriores chinês, Lu Kang, confirmou que ambos os lados concordaram em prorrogar as negociações além de segunda e terça-feiras, como marcado originalmente.

Questionado se isso significa que as discussões foram difíceis, Lu disse: "Só posso dizer que prorrogar as discussões mostra que os dois lados estavam de fato sérios em conduzir as discussões."

As reuniões desta semana foram as primeiras presenciais desde que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping concordaram em dezembro com uma trégua de 90 dias que afetou os mercados financeiros.

Se nenhum acordo for alcançado até 2 de março, Trump afirmou que dará continuidade ao aumento das tarifas de 10 para 25 por cento sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas, no momento em que a economia da China está desacelerando com força. Pequim retaliou as tarifas dos EUA.

Os mercados acionários da China fecharam em alta nesta quarta-feira em meio ao otimismo com um acordo entre as duas potências. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,7%.

Previdência: déficit dos militares bateu o do INSS em 2018

Publicado em Economia
Quinta, 10 Janeiro 2019 21:06

Ante 2017, rombo da Previdência dos militares e do INSS cresceu 12,85% e 7,40%, nesta ordem; governo ainda não definiu se vai incluí-los na reforma

O déficit da Previdência dos militares, segundo dados oficiais até novembro, foi o que mais subiu no ano passado. Em relação ao mesmo período de 2017, o rombo cresceu 12,85%, passando de R$ 35,9 bilhões para 40,5 bilhões. As receitas somaram R$ 2,1 bilhões e as despesas, R$ 42,614 bilhões. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo .

A alta foi muito mais expressiva do que a registrada na Previdência dos servidores públicos civis e no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). No caso dos primeiros, o déficit acumulado até novembro de 2018 chegou a R$ 43 bilhões, um aumento de 5,22% frente ao mesmo período de 2017. No INSS, o rombo saltou 7,40% na mesma base de comparação.

A equipe econômica de Jair Bolsonaro (PSL) defende a inclusão dos militares na proposta de reforma da Previdência. Na visão do governo, como o próprio presidente pertence à categoria, ele deveria "dar o exemplo" antes de pedir que a população se sacrifique e aceite regras mais exigentes para a aposentadoria.

No Brasil, os militares se aposentam com salário integral após 30 anos de serviços prestados. A remuneração básica de um soldado vai de R$ 1,5 mil a R$ 1,8 mil; de um capitão, é de R$ 9 mil; e de um almirante do ar, de R$ 14 mil. Ainda há a possibilidade de acumular gratificações que podem até dobrar esses valores.

Segundo divulgado pelo Estadão , militares da reserva e reformados das Forças Armadas ganham, em média, R$ 13,7 mil de aposentadoria. Esse valor é 34,30% maior do que a remuneração dos servidores públicos civis (R$ 9 mil) e 86,86% acima do benefício médio pago pelo INSS (R$ 1,8 mil) ao restante dos trabalhadores.

A disparidade também é grande quanto à idade em que militares e funcionários civis da União param de trabalhar. De acordo com auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mais da metade (55%) dos militares das Forças Armadas se aposentam entre 45 e 50 anos de idade; no serviço público, o intervalo médio é de 55 a 65 anos.

Status quo?

Os militares, que têm ampla participação no governo Bolsonaro, são contrários à inclusão da categoria no projeto de reforma da Previdência. A resistência é justificada, segundo eles, pelo fato de que a carreira militar tem "peculiaridades" e deveria ser tratada à parte, com uma proposta de reforma não só das aposentadorias, mas de toda a estrutura remuneratória.

Na quarta-feira (09/01), o general Carlos Alberto dos Santos Cruz (na foto acima), ministro-chefe da Secretaria de Governo, defendeu a exclusão dos militares da reforma da Previdência e ainda citou outras categorias que ainda precisariam ser "discutidas". “Militar é uma categoria muito marcante, de farda. Militares, policiais, agentes penitenciários, Judiciário, Legislativo, Ministério Público possuem características especiais, que têm de ser consideradas e discutidas”, declarou.

O general Hamilton Mourão, porém, discorda. Em entrevista ao Estadão , o vice-presidente endossou o discurso sobre as particularidades da carreira, mas disse que a reforma da Previdência deve aumentar o tempo mínimo de contribuição para os militares, de 30 para 35 anos, e pode adicionar o pagamento de contribuição por parte das pensionistas.

Receita libera consulta da restituição do IR de 2008 a 2018

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Segunda, 14 Janeiro 2019 21:29

As restituições do Imposto de Renda serão pagas nesta terça-feira; valores ficam disponíveis no banco para serem retirados por um ano

A Receita Federal liberou, nesta segunda-feira (14/01), as consultas ao lote de restituição do Imposto de Renda (IR) referente aos exercícios do período entre 2008 e 2018. Os pagamentos serão realizados na terça-feira (15/01).

Para consultar a situação da sua declaração, é preciso acessar a página da Receita Federal na internet ou ligar para o Receitafone, no número 146. Há também um aplicativo para ser ustilizado em tablets e smartphones, para facilitar as consulta às declarações do Imposto de Renda , além da situação cadastral no Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Ao todo, 257.094 contribuintes receberão R$ 667 milhões em resittuições do IR . Desse total, cerca de R$ 268,9 milhões são destinados à contribuintes que tem preferência para o recebimento: 7.677 idosos acima de 80 anos, outros 45.899 com idades entre 60 e 79 anos, 5.487 pessoas que apresentam alguma deficiência física, mental ou moléstia grave e 20.742 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Como resgato a restituição do Imposto de Renda?

Depois de acessar o site da Receita Federal , é possível visualizar o extrato da declaração e checar se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Caso haja divergências, o contribuinte precisa fazer a autorregularização, com entrega de uma declaração retificadora.

Se tudo estiver certo, a restituição ficará disponível no Banco do Brasil (BB) durante um ano. No caso de o contribuinte não realizar o resgate dentro desse prazo, será preciso preencher um requerimento por meio na internet, através do "Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição", ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor da restituição do Imposto de Renda não seja creditado em sua conta, o contribuinte deve contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Através desses meios, é possível agendar o crédito em conta-corrente ou poupança em qualquer banco.

Bolsa fecha acima dos 94 mil pontos e marca novo recorde

Publicado em Economia
Segunda, 14 Janeiro 2019 21:57

Ibovespa subiu 0,87%, a 94.474 pontos. Alta foi apoiada nas perspectivas favoráveis para a economia brasileira

O Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, a B3, subiu nesta segunda-feira (14/01) e superou pela primeira vez os 94 mil pontos, marcando novo recorde de fechamento. A alta foi apoiada nas perspectivas favoráveis para a economia brasileira.

O Ibovespa subiu 0,87%, a 94.474 pontos, e encerrou a sessão na máxima do dia. Veja mais cotações. Na mínima, o índice foi a 93.335 pontos. No ano, a bolsa já acumula alta de 7,49%.

O dólar também refletiu o otimismo com a economia local e caiu 0,40%, a R$ 3,6996.

O papel da Sabesp foi o destaque de alta na bolsa de valores. As ações da companhia subiram 5,34%, ainda favorecidas por estudos do governo de São Paulo que incluem privatização da companhia de água e saneamento estadual.

As ações da Vale, Itaú Unibanco e Bradesco também avançaram e ajudaram a puxar o Ibovespa para cima devido ao peso importante que têm sobre o índice.

De acordo com profissionais da área de renda variável, notícias sobre o andamento de medidas econômicas no Brasil seguiram repercutindo nos negócios, em particular aquelas ligadas à reforma da Previdência, destacou a Reuters.

A reforma da Previdência é considerada fundamental pelo mercado para o acerto das contas públicas. Sem ela, os investidores apontam que a percepção de risco do Brasil pode piorar, provocando uma fuga de investidores, desvalorização do câmbio e consequente impacto para inflação e juros.

Exterior

No cenário externo, o presidente norte-americano, Donald Trump, previu no começo da tarde que os EUA chegarão a um acordo para acabar com a guerra comercial com a China, ao dizer que Pequim quer negociar.

Os dois países realizaram conversações em Pequim na semana passada e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, disse que o principal negociador da China, o vice-primeiro-ministro Liu He, provavelmente visitará Washington no final deste mês.

A China teve em 2018 o maior superávit comercial com os Estados Unidos já registrado, o que pode levar o presidente norte-americano, Donald Trump, a ampliar as ameaças sobre Pequim em sua disputa comercial.

Além disso, as exportações da China caíram inesperadamente pelo ritmo mais forte em dois anos em dezembro, enquanto as importações também contraíram, indicando mais fraqueza na economia do país em 2019 e deterioração da demanda global, destacou a Reuters.

Os dados mais fracos da economia chinesa chegaram a pressionar as ações brasileiras no início dos negócios.

Previsão para déficit público vai a R$ 102 bi em 2019

Publicado em Economia
Quinta, 17 Janeiro 2019 18:09

A estimativa anterior previa R$ 100 bilhões negativos; apesar da alta, número segue abaixo da meta, que é de rombo de até R$ 139 bilhões

Analistas de instituições financeiram aumentaram, nesta quinta-feira (17/01), as projeções de rombo das contas públicas do Brasil para 2019. A estimativa, feita mensalmente pela Secretaria de Política Econômica, foi divulgada hoje pelo Ministério da Economia através do levantamento "Prisma Fiscal".

De acordo com o documento, a previsão do déficit nas contas públicas do Governo Central (que englobam Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) passou de R$ 100,031 bilhões para R$ 102,385 bilhões no fim deste ano.

Mesmo com a alta, o valor do rombo ainda é inferior à meta de déficit imposta pelo governo para 2019, que é de até R$ 139 bilhões negativos nas contas. O rombo, ou déficit primário, como também pode ser chamado, é formado pela subtração das receitas menos as despesas, sem considerar os gastos com juros.

Para 2020, a estimativa do mercado financeiro é de que o défict seja de R$ 68,778 bilhões, contra R$ 63,293 bilhões previstos em dezembro. Neste ano, a metade rombo é de R$ 110 bilhões.

Entre as contas públicas, Previdência é a que mais gasta

Na quarta-feira (16/01), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sancionou, com dois vetos parciais, o Orçamento 2019 . De acordo com o texto, que foi aprovado em dezembro pelo Congresso, estão previstos R$ 3 trilhões em despesas, “incluindo a proveniente da emissão de títulos destinada ao refinanciamento da dívida pública federal, interna e externa”.

Além de estimar despesas no valor de R$ 3,381 trilhões, a lei sancionada por Bolsonaro considerou quanto desse valor vai para cada um dos gastos previtos nas contas públicas . A Previdência Social lidera, com R$ 637,9 bilhões reservados. O programa Mais Médicos terá R$ 3,7 bilhões e o Minha Casa, Minha Vida tem gastos previstos em R$ 4,6 bilhões.

Já para investimentos governamentais, foram separados R$ 38,9 bilhões e outros R$ 376,2 bilhões em benefícios fiscais (renúncias de tributos e subsídios, por exemplo). As reservas de fundo partidário ficaram em R$ 927,7 milhões.

Arrecadação federal tem maior volume em quatro anos

Publicado em Economia
Sexta, 25 Janeiro 2019 20:09

A soma das receitas do governo federal ultrapassou R$ 1,457 trilhão no ano passado

A arrecadação do governo federal ao longo de 2018 somou R$ 1,457 trilhão, valor que representa crescimento real (descontada a inflação) de 4,74% em relação a 2017. Os valores consolidados foram divulgados na quinta-feira (24/01) pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Economia.

O balanço da arrecadação do governo em 2018 representa o melhor resultado desde 2014, quando a soma das receitas federais ficou em R$ 1,532 trilhão (valor corrigido pela inflação de dezembro de 2018).

O aumento da arrecadação no ano passado foi puxado pela retomada do crescimento econômico e do emprego, conforme explica o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias. “Tivemos aumento de 2,82% na massa salarial. Aumentando o emprego, aumenta a renda para consumo. Com o aumento do consumo, aumenta também a arrecadação", explicou Malaquias.

O Brasil criou 529 mil empregos formais ao longo de 2018 , registrando seu primeiro saldo positivo desde 2014. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do País, soma de todos os bens produzidos ao longo de 2018, tem crescimento projetado em 1,3% pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

As receitas administradas pela Receita Federal (como impostos e contribuições) chegaram a R$ 1,398 trilhão, com aumento real de 3,41%. Em dezembro, a arrecadação total chegou a R$ 141,529 bilhões, com queda real de 1,03% em relação ao mesmo mês de 2017.

Segundo Malaquias, em dezembro de 2018, comparado ao mesmo período do ano anterior, houve redução da arrecadação com o Programa de Regularização Tributária. Isso porque em 2017, os contribuintes que aderiram ao programa, pagaram uma parcela de entrada, o que não ocorreu em 2018. Outro feito relacionado a dezembro, foi a redução da tributação do diesel.

Em 2018, as desonerações concedidas pelo governo levaram à renúncia fiscal de R$ 84,239 bilhões, acima do valor registrado em 2017 (R$ 83,643 bilhões). Somente a desoneração da folha de pagamentos chegou a representar R$ 11,992 bilhões a menos na arrecadação do governo ao longo do ano.

Governo vai antecipar parcela do Bolsa Família em Brumadinho

Publicado em Economia
Segunda, 28 Janeiro 2019 20:41

Caixa Econômica Federal anuncia a liberação de saques do FGTS para moradores que têm saldo

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (28/01) a antecipação do pagamento do Bolsa Família de fevereiro a beneficiários da cidade de Brumadinho (MG).

Pelo calendário inicial, o benefício seria pago entre os dias 15 e 28, e as pessoas receberiam o dinheiro entre essas datas conforme o Número de Identificação Social (NIS). Conforme a decisão do governo, os beneficiários poderão receber o Bolsa Família já no dia 15.

Segundo o Ministério da Cidadania, 1.506 famílias recebem o Bolsa Família em Brumadinho, o que totaliza R$ 272,9 mil mensais. A população total do município é de 39.520 habitantes.

Na semana passada, uma barragem da mineradora Vale rompeu na cidade, levando uma enxurrada de lama à região.

Ao todo, já foram confirmadas as mortes de 65 pessoas; outras 292 estão desaparecidas; e muitos moradores tiveram de deixar as casas.

Saques do FGTS

Também nesta segunda, a Caixa Econômica Federal informou que vai liberar o saque para os moradores de Brumadinho que tiverem saldo em conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

A liberação, contudo, ainda depende de as autoridades locais delimitarem a área atingida pela lama.

De acordo com a Caixa, serão liberados até R$ 6.220 a cada morador da área atingida que tenha saldo no FGTS.

Uma lei sancionada em 2004 permite o saque em casos de necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural.

Segundo a norma, a autorização para a liberação dos valores depende da decretação de estado de calamidade ou situação de emergência pelo governo do município ou do Estado e a confirmação pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, etapas já cumpridas na tragédia de Brumadinho. Falta somente a delimitação da área atingida.

Desembolsos do BNDES caem 2% e somam R$ 69,3 bilhões

Publicado em Economia
Terça, 29 Janeiro 2019 18:39

Foi o menor valor corrente de empréstimos liberados pelo banco em cinco anos

Os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram R$ 69,3 bilhões em 2018, o menor valor em cinco anos (ver quadro na foto). É o que mostra o boletim de desempenho do banco de fomento divulgado nesta terça-feira (29/01).

Na comparação com 2017, o montante dos desembolsos recuou 2%. O volume de financiamentos concedidos pelo BNDES vem caindo desde 2013. A maior queda percentual ocorreu de 2015 para 2016, quando o valor desembolsado caiu 35%.

Do valor total dos desembolsos liberados pelo BNDES, a maior parte foi destinada a projetos de investimento em infraestrutura. A divisão do valor por setores foi:

- R$ 30,4 bilhões (43,9% do total desembolsado) foram para investimentos em infraestrutura;
- R$ 14,7 bilhões (21,2% do total desembolsado) foram para o setor de agropecuária;
- R$ 12,3 bilhões (17,8% do total) foram para o setor industrial; e
- R$ 11,9 bilhões (17,2% do total) foram para os setores de comércio e serviços.

O BNDES destacou que os desembolsos para infraestrutura tiveram aumento de 13% na comparação com 2017. Já para a agropecuária, o aumento foi de 2% no mesmo período. Em contrapartida, os empréstimos para indústria, comércio e serviços caíram 18%.

O volume total de recursos no ano foi, aproximadamente, 27% menor que a meta do banco, que era desembolsar R$ 90 bilhões em 2018, conforme havia sido anunciado pelo então presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro.

Durante a transição do governo federal, porém, o BNDES já havia sinalizado que a meta não seria cumprida e que poderia registrar o menor volume de empréstimos contratados em dez anos.

A previsão naquele momento era de que os desembolsos somassem R$ 71 bilhões. Embora pouco acima do contratado em 2017, que foi de R$ 70,8 bilhões, este montante representaria 0,99% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Destaque para MPMEs
O BNDES destacou que, do total desembolsado pelo banco em 2018, 44,7% foram destinados às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Ou seja, este setor empresarial contratou R$ 30,1 bilhões em empréstimos junto ao banco.

A instituição enfatizou que houve aumento de 4% no montante destinado às MPMEs na comparação com o ano anterior, que se configurou como o maior percentual para o segmento registrado na série histórica do Banco.

Aumentam os financiamentos

Enquanto os desembolsos tiveram queda em 2018, as aprovações de novos financiamentos pelo banco de fomento cresceram 27% no ano frente a 2017, somando R$ 94,9 bilhões.

Assim como nos desembolsos, o setor de infraestrutura foi o que mais recebeu aprovações de financiamento. Foram liberados para o setor R$ 47,6 bilhões, pouco mais da metade do volume total aprovado. Segundo o BNDES, este valor corresponde a um aumento de 60% do que havia sido liberado para o setor no ano anterior.

Os setores industrial e agropecuário também tiveram aumento de aprovações de financiamentos - respectivamente de 5% e 10%. Já comércio e serviços reduziu em 3% o volume de contratações.

Mercado de capitais

Ainda conforme o boletim de desempenho do BNDES, em 2018 foram investidos, por meio da BNDESPar, R$ 412 milhões em fundos de crédito. Segundo o banco, as aplicações tiveram , com um efeito multiplicador de 3. Isso significa que, para cada milhão do BNDES, foram aplicados R$ 3 milhões por outros investidores.

"A atuação do Banco como investidor nesse tipo de fundo, em conjunto com investidores privados e instituições financeiras de desenvolvimento, visa estimular o segmento e aumentar o acesso de projetos de infraestrutura e de pequenas e médias empresas a outras formas financiamento via mercado de capitais", destacou o BNDES.

Vale tem 59 barragens com alto potencial de destruição

Publicado em Economia
Sexta, 01 Fevereiro 2019 10:27

Agência Nacional de Mineração mede o potencial de dano a partir do que pode acontecer em caso de rompimento, como perdas humanas e ambientais

Responsável pela barragem que se rompeu na última sexta-feira (25/01) em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Vale possui outras 59 barragens que, como a da tragédia, estão classificadas na categoria de alto potencial de dano. As informações são da Agência Nacional de Mineração (ANM).

De acordo com a Agência, uma barragem é classificada com alto potencial de dano quando pode oferecer grandes riscos, caso se rompa, de perda de vidas humanas e de impactos sociais, econômicos e ambientais. A avaliação da ANM aponta que 59 barragens pertencentes a mineradora Vale ou às suas subsidiárias se encontram nessa situação.

Na terça-feira (29/01), o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que a empresa vai eliminar todas as barragens que, como as de Brumadinho e Mariana (tragédia similar que aconteceu em 2015), foram construídas pelo método chamado alteamento amontante.

Segundo o presidente, dez barragens serão fechadas. A mineradora não disse, entretanto, se essas dez fazem parte das 59 que apresentam alto potencial de dano.

Entenda como é feita a classificação de barragens

Decisão de fechar estruturas veio após a tragédia na barragem da mineradora Vale, em Brumadinho

Decisão de fechar estruturas veio após a tragédia na barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (Foto: Moisés Silva)

Para classificar o nível de risco que uma barragem oferece, a ANM utiliza dois critérios: o dano potencial e o risco . Enquanto o dano potencial mede o que pode acontecer caso uma barragem se rompa (como quantas vidas humanas podem ser perdidas e qual o tamanho dos impactos sociais, econômicos e ambientais), o risco se refere a aspectos que podem influenciar para que um desastre como esse aconteça.

Assim, as barragens ganham uma classificação em escala, que vai de A a E. Barragens com alto dano potencial e alto risco, por exemplo, ficam na categoria A. Caso a barragem ofeceça baixo risco, mas alto dano potencial, fica na categoria B - como era o caso da barragem em Brumadinho . Na divisão E ficam as de baixo risco e baixo dano potencial.

Na categoria B, como a barragem da Vale que se rompeu, estão outras 196 estruturas. Entre elas, 181 estão na mesma situação que a de Bumadinho: baixo risco e alto potencial de dano. Apenas duas estão na categoria A.

200 barragens pelo Brasil tem situação similiar à da Vale

Barragem da mineradora Vale que se rompeu já deixou 99 mortos; 259 estão desaparecidos

Barragem da mineradora Vale, que se rompeu em Brumadinho, já deixou 99 mortos; 259 estão desaparecidos

Além das 181 que estão exatamente na mesma situação da barragem de Brumadinho (com baixo risco e alto potencial de dano), são 200 as estruturas que oferecem alto potencial de dano, sem considerar os níveis de risco, espalhadas pelo Brasil. Entre essas, 132 ficam em Minas Gerais, mesmo local em que a barragem da Vale se rompeu.

Embraer vende 9 jatos E175 à SkyWest por US$ 422 mi

Publicado em Economia
Sexta, 01 Fevereiro 2019 10:38

Contrato entre a companhia americana e a fabricante brasileira foi assinado na quinta-feira

A americana Skywest encomendou nove jatos E175 da Embraer por US$ 422 milhões. As entregas começam ainda neste ano. O contrato entre a companhia e a fabricante foi assinado na quinta-feira (31/01).

De acordo com a Embraer, a compra prevê que as aeronaves sejam configuradas com 76 assentos. Desde 2013, a companhia já encomendou 158 jatos deste modelo, que opera voos regionais na América do Norte.

A SkyWest opera por meio de parcerias com a United Airlines, Delta, American Airlines e Alaska Airlines.

De acordo com a Embraer, a carteira de pedidos do modelo E175 soma 603 pedidos, dos quais 92 deles ainda a entregar.

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