Marca brasileira cria "cerveja" especial para os cães

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Quarta, 10 Julho 2019 19:56

Cãolorado, bebida não alcoólica, será produzida nos sabores carne e frango

A cervejaria brasileira Colorado anunciou, nesta semana, o lançamento do mais novo produto da marca. No entanto, a nova "cerveja" aposta em um mercado completamente diferente do público da empresa: os pets.

A Cãolorado, como foi batizada, é uma " cerveja " feita especialmente para cachorros. A receita leva extrato de malte e levedo de cerveja na receita e não tem álcool. O produto virá nos sabores carne e frango. De acordo com a empresa, a bebida foi desenvolvida em parceria com veterinários e não oferece perigo aos cães.

"A Cãolorado é uma proteína líquida fabricada sem teor alcoólico, rica em vitaminas e fibras e foi desenvolvida por experts em nutrição e veterinários especialistas em alimentação animal. Feita especificamente para os cachorros, ela não passa pela fermentação e nem é carbonatada", disse a marca em comunicado oficial.

Para acompanhar a novidade, a marca também lançou biscoitos caninos de bagaço de malte. Os petiscos não apresentam conservantes, aromatizantes e corantes artificiais.

“Nós da Cervejaria Colorado sempre gostamos de inovar e trazer novidades. Nos últimos meses, nos juntamos a especialistas do mundo animal para lançar a Cãolorado, uma ‘cerveja’ boa para cachorro. Queremos incentivar que as pessoas estreitem a relação com seus cachorros”, afirmou Guilherme Poyares, gerente de marketing de Colorado.

A pré-venda do petisco e da cerveja para cachorros será entre os dias 10 e 21 de julho, no site da empresa. Após isso, as novidades poderão ser encontradas em pet shops por todo o Páis.

Brasil questiona Índia na OMC por subsídios ao açúcar

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Quinta, 11 Julho 2019 21:44

Governo brasileiro tem argumentado que as políticas indianas geraram prejuízos aos agricultores do país ao ajudar a derrubar as cotações do alimento

O Brasil apresentou nesta quinta-feira (11/07) um pedido de estabelecimento de painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) a respeito do regime de apoio da Índia ao setor açucareiro, em contencioso iniciado em fevereiro deste ano, informou o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O governo brasileiro tem argumentado que as políticas indianas geraram prejuízos aos agricultores do país ao ajudar a derrubar as cotações do adoçante, além de terem descumprido acordos no âmbito da OMC.

Austrália e Guatemala também formalizaram pedido de painéis na OMC sobre o mesmo tema, acrescentou o MRE, que reiterou suas críticas aos incentivos da Índia a produtores locais.

O Itamaraty alega que a Índia praticamente dobrou o preço mínimo a ser pago pela cana-de-açúcar desde a safra 2010/11, com as exportações do adoçante do país asiático saltando de 2 milhões de toneladas para 5 milhões de toneladas entre as temporadas 2017/18 e 2018/19.

"Tais medidas são incompatíveis com as disciplinas do Acordo sobre Agricultura da OMC, seja porque ultrapassam os níveis de apoio doméstico permitidos à Índia, seja porque constituem subsídios à exportação vedados pelo Acordo", afirmou.

O Itamaraty defendeu ainda que a política indiana tem "contribuído fortemente para a depreciação internacional do preço do açúcar, em prejuízo dos exportadores brasileiros".

O pedido de estabelecimento de painel segue-se à realização de consultas com o governo indiano que não conseguiram solucionar a disputa, acrescentou o Brasil.

A solicitação será apreciada em reunião do Órgão de Solução de Controvérsias da OMC prevista para o próximo dia 22.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) celebrou o pedido realizado pelo Brasil, destacando se tratar de um importante passo para o reequilíbrio do mercado do adoçante.

"Com essa ação, o Brasil se posiciona de forma assertiva internacionalmente, solicitando respeito às regras estabelecidas pela OMC, e toma uma ação efetiva para eliminar distorções no mercado internacional de açúcar", disse a entidade.

O órgão afirmou ainda esperar que a abertura do painel "possa induzir o governo indiano a rever suas políticas".

Credores da Odebrecht poderão tomar posse da Braskem

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Quinta, 11 Julho 2019 21:48

Justiça acatou pedido do banco Itaú para execução de ações que tinham sido dadas em garantia pela empreiteira

A Justiça de São Paulo autorizou nesta quinta-feira (11/07) os credores da Odebrecht a executar ações dadas em garantia pela dívida da companhia. A decisão se aplica às ações da petroquímica Braskem, que é controlada pela empreiteira que está em recuperação judicial.

A Braskem não está incluída no plano de recuperação judicial da Odebrecht.

O desembargador Alexandre Lazzarini, da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial deferiu uma liminar que suspendeu a proibição da execução das ações que tinham sido dadas em garantia.

O agravo de instrumento foi interposto pelo Itaú, sob alegação de que sempre houve, por parte da Braskem, concordância com a garantia e sua natureza extraconcursal.

Na decisão, o desembargador escreveu que as relações contratuais dessa magnitude não são realizadas por empresários “inexperientes”, pelo contrário, “são contratos realizados com consultorias e assessorias altamente qualificadas.”

Ele escreveu ainda que a Odebrecht manifestou, por vontade própria, o desejo de alienação da participação acionária na Braskem, o que contradiz a alegação de que a fatia na petroquímica seja considerada “bem essencial”.

Odebrecht em recuperação judicial — Foto: Arte/G1

Último Fusca do mundo sai da linha de produção mexicana

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Sexta, 12 Julho 2019 14:12

É a segunda vez que vê seu fim no México, além de ser a primeira e última vez que teremos um Fusca sendo fabricado

Após lançar a série Final Edition, a Volkswagen encerrou oficialmente a produção mundial do VW Fusca (agora chamado apenas de Beetle) em sua fábrica em Puebla, no México. A última unidade da segunda vida do cupê — desde o retorno em 1997 — será exibida no museu da montadora, que faz parte do complexo mexicano. As últimas 65 unidades serão vendidas no México apenas pela internet, por US$ 21 mil para o modelo básico. Eles têm ao lado esquerdo uma placa comemorativa seriada do 1 ao 65. As cores são azul metálico, preto, branco e bege.

Com a vaga aberta na linha de produção, o SUV médio Tarek — que também será vendido no Brasil, abaixo do Tiguan, e também será feito na Argentina em 2021 — ocupará o espaço. Além do VW Fusca , a fábrica mexicana em Puebla prepara mais uma mudança de linha. O VW Golf também deixará de ser produzido por lá, passando a ser montado somente em Wolfsburg (Alemanha). Isso é decorrente principalmente pela baixa na procura pelos hatches médios, que no Brasil acumula apenas 0,48% de participação nas vendas de 2019.

A trajetória dos novos Fusca, e antes dele

Lançado em 1998, era um modelo mais despojado com a plataforma e a mecânica do Golf. Foi montado na Alemanha até 1999, quando passou a ser produzido somente no México, inclusive após mudar de geração em 2011, quando ganhou a 2ª geração do conjunto mecânico TSi e DSG da VW. Embora tenha vendido 1,2 milhão de unidades entre 1998 e 2010, o cupê começou a perder expressividade nos anos seguintes.

Mas antes do VW Fusca do século 21, 21,5 milhões de unidades foram vendidas no mundo, entre 1938 e 2003. O modelo original, chamado Type 1, foi feito na Alemanha até 1978, após perder espaço para VW Polo e Golf. No Brasil, as 3,3 milhões de unidades comercializadas duraram até 1996, após o retorno no Governo Itamar, com início da produção em São Bernardo (SP) há 60 anos, em 1959. O México foi o último país a vendê-lo, com seu fim apenas em 2003.

Mercosul: BR assumirá a presidência do bloco no dia 17

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Sexta, 12 Julho 2019 14:14

A ideia é simplificar o comércio do bloco econômico durante a gestão brasileira

Com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o Brasil assumirá a presidência pró-tempore (rotativa) do Mercosul no próximo dia 17, em Santa Fé, Argentina, durante reunião dos chefes de Estado do bloco.

A participação de Bolsonaro na 54ª Reunião do Conselho do Mercosul e países associado será precedida por uma série de reuniões entre funcionários de governos e diplomatas, que discutirão medidas para simplificar e desburocratizar as relações comerciais e institucionais entre as nações que compõem o próprio bloco e outros países.

Celebração

Em clima de celebração pelo fechamento do acordo do Mercosul com a União Europeia (UE), a delegação brasileira será chefiada pelo chanceler Ernesto Araújo (na foto acima), que participa, no dia 16, dos encontros preparatórios da cúpula.

Em Santa Fé, haverá também reuniões preparatórias nos dias 14 e 15 de julho, com reunião da comissão de comércio do Mercosul e uma discussão sobre o funcionamento de um mercado comum.

Na presidência do Mercosul, a delegação brasileira pretende aprofundar as providências adotadas pela Argentina, país que é o atual líder pró-tempore do bloco e que, nessa condição, presidiu com êxito as negociações com a União Europeia.

Simplificação

Atualmente, no âmbito do Mercosul, existem mais de 200 órgãos, conselhos e comissões, fator que pressiona os orçamentos do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, países que compõem o bloco.

Sob a presidência pró-tempore do Brasil, os membros do Mercosul vão checar o funcionamento e o objetivo de cada órgão ou conselho, que serão extintos, se houver comprovação de que não têm utilidade prática.

Tarifa Externa Comum

Segundo integrantes da delegação brasileira, o Brasil vai trabalhar para reduzir as Tarifas Externas Comuns (TECs), que são aplicadas na comercialização de produtos entre os membros do bloco. As TECs foram criadas no início do Mercosul para proteger a indústria de cada país e, dessa forma, evitar o monopólio da produção. Com o tempo, porém, as TECs contribuíram para que o Mercosul se transformasse em um bloco de países fechados e avessos ao comércio mundial.

O fechamento do acordo com a UE vai proporcionar, segundo a delegação brasileira, que essas tarifas sejam reduzidas para que o comércio na região se iguale às condições do bloco europeu.

PIB: prévia volta a subir após 4 meses seguidos de retração

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Segunda, 15 Julho 2019 18:11

O índice que mede a atividade econômica no país avançou 0,54% no mês de maio em comparação ao mês anterior

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,54% no mês de maio em relação ao mês anterior. A informação é da própria autoridade monetária, calculada com a ajuda de especialistas e divulgada nesta segunda-feira (15/07).

O registro positivo do PIB ocorre depois de quatro meses consecutivos de retração desse indicador, que vinha em queda desde janeiro.

Segundo o Banco Central , o número de maio foi calculado com "ajuste sazonal", que é uma compensação nas contas para comparar períodos diferentes de um ano. Segundo a instituição, no acumulado do trimestre até maio deste ano, na comparação com o trimestre anterior (dezembro a fevereiro), o índice registrou baixa de 0,99%.

Pela série do BC sem o ajuste sazonal, o IBC-Br avançou 4,4% na comparação com maio de 2018, período fortemente influenciado pela greve dos caminhoneiros em todo o país. No acumulado em 12 meses até maio, a alta do índice foi de 1,31%. Já no acumulado de janeiro até agora, a alta registrada foi de 0,94%.

A despeito da leve alta, as perspectivas oficiais para a economia brasileira este ano permanecem fracas. Na semana passada, o Ministério da Economia reduziu sua previsão de crescimento para o PIB de 2019 de 1,6% para 0,81%. Para 2020, a previsão de crescimento do PIB também caiu: 2,5% para 2,2%.

PIB X IBC-Br

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o PIB , calculado pelo IBGE.

Alan Turing terá rosto estampado em notas de 50 libras

Publicado em Economia
Segunda, 15 Julho 2019 18:17

Matemático gay decifrou códigos secretos usados pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial

Decifrador de códigos e pioneiro da computação, o matemático inglês Alan Turing terá o seu rosto estampado na nova nota de 50 libras do Banco da Inglaterra. A homenagem, que foi anunciada nesta segunda-feira (15/07), mobilizou não só os admiradores do seu trabalho com os números, mas também a comunidade LGBT, já que o britânico foi perseguido pela sua homossexualidade nos anos 1950.

O nome de Turing foi escolhido em meio a uma lista de quase mil candidatos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o matemático conseguiu descobrir a lógica da criptografia dos inimigos e, assim, deu uma ajuda vital aos Aliados, possibilitando a vitória sobre os países do Eixo.

Atualmente, segundo a BBC , existem 344 milhões de notas de 50 libras em circulação, combinando um valor de 17,2 bilhões de libras, segundo os números do próprio Banco da Inglaterra . A nota já foi descirta como a "moeda das elites corruptas" e, hoje, é a menos usada nas transações diárias.

Depois de ajudar o país a vencer a guerra, Alan Turing desempenhou um papel central no desenvolvimento dos primeiros computadores. Seu trabalho começou no Laboratório Nacional de Física e, mais tarde, migrou para a Universidade de Manchester.

Foi em Manchester que Turing foi preso por ter um caso com um homem de 19 anos de idade. O matemático acabou sendo demitido e condenado a ser castrado quimicamente depois de uma condenação por "atividade homossexual". Em 2013, Turing recebeu um perdão póstumo pela condenação e, desde então, seu nome é lembrado pela comunidade LGBT como o de alguém que foi perseguido por sua orientação sexual, apesar de ter relevância mundial.

Alan Turing foi encontrado morto por um criado no dia 8 de junho de 1954 – no auge da humilhação sofrida por sua sexualidade. De acordo com as investigações, o matemático e gênio da computação teria cometido suicídio um dia antes, com o auxílio de uma maçã propositalmente envenenada.

CMO do Congresso vai votar LDO no início de agosto

Publicado em Economia
Terça, 16 Julho 2019 12:28

Relatório deve prever reajuste para funcionários públicos em 2020

O relatório do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020 deve ser votado no início de agosto na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional (na foto). O parecer do deputado Cacá Leão (PP-BA) seria examinado na última quarta-feira (10/07), mas a reunião foi cancelada em razão da votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara.

“Fizemos uma reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e da CMO, senador Marcelo Castro (MDB-PI), para que a LDO não interferisse na reforma da Previdência”, disse Leão. “Adotamos a cautela de deixar a LDO para o segundo semestre. Na primeira semana de agosto, acredito que vamos votá-la na comissão e no plenário do Congresso Nacional”, acrescentou.

Constitucionalmente, deputados e senadores devem aprovar a LDO pelo Congresso antes do recesso legislativo, em sessão conjunta da Câmara e do Senado. No entanto, o recesso, que começaria dia 18 de julho, foi antecipado após a conclusão da votação do primeiro turno da reforma da Previdência sem a análise do parecer na CMO.

Com 2.996 emendas apresentadas, a maioria delas (1.918) de redação, o prazo para sugestões de alteração no texto foi encerrado no início de julho.

Reajuste salarial

O relatório da proposta da LDO de 2020 (PLN5/2019) deve incluir a permissão para que o Executivo autorize reajuste salarial para o funcionalismo público em 2020. A medida contraria o governo que, na proposta original, enviada ao Congresso em abril, prevê a possibilidade de aumento apenas aos militares.

Ao apresentar o relatório preliminar, no final de junho, Cacá Leão defendeu, entre outros pontos, a prorrogação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Previsto para ser extinto em 2020, o fundo divide recursos da União entre estados e municípios.

Salário Mínimo

O texto em análise prevê ainda que o salário mínimo seja reajustado para R$ 1.040 em 2020, sem ganho acima da inflação. Na comparação com o valor atual do mínimo, R$ 998, o aumento nominal será de 4,2%, mesma variação prevista para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para os dois anos seguintes, a proposta sugere que a correção também siga apenas a variação do INPC.

Em relação à meta fiscal, o projeto da LDO prevê para 2020 um déficit primário de R$ 124,1 bilhões para o governo central, que abrange as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. A meta para este ano é de um déficit de R$ 139 bilhões.

Ministério suspende PDPs para produção de medicamentos

Publicado em Economia
Quarta, 17 Julho 2019 14:43

Governo Federal garante que a população brasileira não será afetada

O Ministério da Saúde informou na terça-feira (16/07) que 19 parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) estão em fase de suspensão. As parcerias foram firmadas para a produção de medicamentos como insulina, usada para diabetes, e pramipexol, usado no tratamento de doença de Parkinson. A etapa atual permite que os laboratórios públicos apresentem medidas para reestruturar o cronograma de ações e atividades.

Segundo a pasta, as parcerias estão em fase de suspensão, entre outros motivos, por falta de avanços esperados; por falta de investimento na estrutura; por desacordo com o cronograma; por solicitação de saída do parceiro privado; pelo não enquadramento de um projeto como PDP; por decisão judicial; e, por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU).

Esse tipo de parceria tem quatro fases. A primeira é a proposta para avaliação; a segunda é o desenvolvimento do projeto, com elaboração dos contratos entre parceiros, treinamento, desenvolvimento da estrutura e qualificação dos processos de trabalho; a terceira é a transferência efetiva de tecnologia e início da aquisição do Ministério da Saúde; e, a quarta, a verificação da internalização da tecnologia.

De acordo com a lista divulgada pelo ministério, cinco parcerias estavam na terceira fase. As demais estavam na segunda fase ou anterior.

O Ministério da Saúde garante, em nota, que a população não será afetada. "Para garantir o abastecimento da rede, o Ministério da Saúde vem realizando compras desses produtos por outros meios previstos na legislação. A medida, portanto, não afeta o atendimento à população. A maior parcela das PDPs em fase de suspensão sequer chegou a fase de fornecimento do produto", diz a nota.

A PDP é uma parceria que prevê transferência de tecnologia de um laboratório privado para um público, com o objetivo de fabricar um determinado produto em território nacional. O Ministério da Saúde coordena o processo e utiliza seu poder de compra para apoiar a produção nacional de produtos considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, 87 parcerias estão vigentes.

Segundo o presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil, Ronaldo Ferreira Dias, os laboratórios irão recorrer da medida tanto administrativamente quanto judicialmente. "A decisão foi tomada de forma unilateral, mesmo havendo diversos canais para estabelecer diálogo ou se fazer possíveis ponderações. Não houve diálogos prévios", disse, acrescentando que "é quebra de contrato, quebra da confiança que o Brasil tem, inclusive no exterior".

De acordo com Dias, as empresas já realizaram investimentos, inclusive em infraestrutura para produzir esses medicamentos. Parte desses recursos, segundo ele, vêm de fontes públicas. "Tranquilamente chega na casa dos bilhões", disse.

Veja a lista divulgada pelo Ministério da Saúde:

Adalimumabe

Etanercepte

Everolimo

Gosserrelina

Infliximabe

Insulina (NPH e Regular)

Leuprorrelina

Rituximabe

Sofosbuvir

Trastuzumabe

Cabergolina

Pramipexol

Sevelâmer

Vacina Tetraviral

Alfataliglicerase

Bevacizumabe

 

Lava Jato recupera mais R$ 67 mi da Petrobras no exterior

Publicado em Economia
Quinta, 18 Julho 2019 19:21

Dinheiro desviado em contratos com a Odebrecht estava em contas de ex-executivos na Suíça

A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato anunciou nesta quinta-feira (18/07) a recuperação de mais R$ 67 milhões que estavam no exterior.

A quantia estava depositada em contas na Suíça que favoreciam os ex-diretores da Petrobras Aluísio Teles Ferreira Filho (ex-gerente da área Internacional ), Ulisses Sobral Calile e Mário Ildeu de Miranda (ex-gerentes) – que confessaram os crimes e renunciaram aos valores. O dinheiro, segundo os procuradores, foi desviado de contratos da estatal com a Odebrecht.

Ainda de acordo com o MPF, a Lava Jato já recuperou R$ 1,5 bilhão em 2019. Os R$ 67 milhões recuperados agora foram transferidos para contas judiciais vinculadas ao processo da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Aluísio Teles foi condenado, ainda pelo então juiz Sergio Moro, a 11 anos e 4 meses de prisão, mesma pena aplicada a Ulisses Sobral. Já Mário Ildeu pegou 6 anos e 8 meses de cadeia. O trio foi denunciado em junho do ano passado, em fase da Lava Jato que apurou pagamento de propina de R$ 200 milhões a agentes do MDB, do PT e a ex-funcionários da Petrobras.

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