Houve canibalismo em presídio, diz funcionário público do Maranhão

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Sábado, 18 Julho 2015 08:20

 

Um agente da Secretaria de Segurança Pública revela as atrocidades em depoimento para a CPI do Sistema Carcerário.

 

O depoimento de um funcionário do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão aterrorizou os deputados da CPI do Sistema Carcerário, instalada na Câmara dos Deputados. Em oitiva gravada no mês passado, o servidor maranhense informou que houve, pelo menos, dois casos de canibalismo dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Pelo relato, dois presos foram mortos num “ritual macabro” feito por detentos da facção criminosa Anjos da Morte, chamada de ADM. “Eles são loucos, psicopatas. Não existe uma lógica no diálogo com eles”, descreve o agente de inteligência, que depôs de forma sigilosa para cinco deputados, um juiz e uma defensora pública.

A primeira vítima de canibalismo, de acordo com o depoimento, foi o detento Ronalton Rabelo, de 33 anos. Preso por assalto, Rabelo conseguiu um alvará de soltura em 11 de abril de 2013. Quando o advogado chegou ao presídio para buscá-lo, foi informado pela administração de Pedrinhas que Rabelo desaparecera dez dias antes. Até hoje, mais de dois anos depois do sumiço, o inquérito da Polícia Civil do Maranhão não concluiu nada sobre o caso. O agente de inteligência disse à CPI o que soube sobre o desaparecimento de Rabelo: “Ele foi desossado. Foram cortados os pés, as mãos, cada membro. Foram tiradas as vísceras, coração. Os informantes disseram que ele foi morto na quadra de banho de sol e seus pedaços foram colocados em sacolas e distribuídos. Foi cozinhado na água com sal para evitar o odor e alguns órgãos foram comidos em rituais dessa facção, da ADM, Anjos da Morte, como rins, fígado, coração. O restante foi dispensado no lixo”.

A segunda vítima da atrocidade, segundo o servidor da Segurança Pública, foi o detento Rafael Libório, de 23 anos. Preso por homicídio qualificado, Libório sumiu dentro de Pedrinhas em 8 de agosto de 2014. Quatro dias depois, o corpo foi encontrado em pedaços dentro de um saco plástico enterrado numa cela do presídio. O agente de inteligência, que participou das buscas pelo preso, contou à CPI o que fez quando foi informado que Libório havia sido vítima de canibalismo: “Fomos imediatamente, isso já era tarde da noite, para os baldes de lixo. Procuramos e achamos da forma como tinham descrito o outro (Rabelo). Do mesmo jeito. Desossado. Não achamos o crânio. Achamos o couro cabeludo da cabeça, mas não achamos o crânio e a pele do rosto. Achamos os pés, os órgãos genitais. E não estavam fedendo, o que nos induz que foi feito o mesmo procedimento de cozinhar com água e sal”. O servidor entregou aos deputados da CPI seis fotos de pedaços do corpo de Libório.

O agente diz, no depoimento, que outros funcionários do setor de inteligência também receberam informações de que Rabelo e Libório foram vítimas de canibalismo dentro de Pedrinhas. Explica que os principais informantes são os presos do presídio. “Não há possibilidade nenhuma de se controlar o sistema penitenciário sem informantes lá dentro”. E diz que, “para evitar escândalos”, os casos foram abafados pelo secretário de Justiça e Administração Penitenciária da época, Sebastião Uchoa. O ex-secretário foi procurado para se manifestar sobre o depoimento, mas não foi encontrado. A CPI da Câmara pretende pedir o indiciamento de Uchoa por omissão. Segundo os deputados, não existe nenhum inquérito para apurar as denúncias de canibalismo em Pedrinhas.

No depoimento do agente, o juiz Edmar Fernando Mendonça, da 2ª Vara de Execução Penal de São Luís, disse que só a partir de 2014 começou a ser feito o levantamento das mortes nos presídios do Maranhão. “Tivemos a decapitação de 2002. Depois, tivemos rebelião e decapitação em 2009, 2011 e 2013. Se o senhor procurar algum inquérito policial concluído desse período, não vai encontrar nenhum, mas nenhum. Parecia que as coisas que aconteciam dentro do sistema penitenciário não eram da alçada do estado do Maranhão. É muito esquisito”.

O Complexo Penitenciário de Pedrinhas é o maior do Maranhão. Construído há cinco décadas, tornou-se o cenário de algumas das maiores atrocidades já vistas nos presídios brasileiros. Os episódios mais trágicos aconteceram na gestão da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que deixou o cargo em dezembro do ano passado. Só em 2013, numa guerra de facções criminosas, 60 presos foram assassinados em Pedrinhas – o triplo do registrado, naquele ano, em todas as cadeias do estado de São Paulo somadas. Os presos chegaram a fazer um vídeo em que três corpos de detentos apareciam decapitados e as suas cabeças eram apresentadas como troféus. Um relatório do Conselho Nacional de Justiça ainda informa que agentes penitenciários torturam presos e que mulheres e irmãs de detentos são estupradas pelos chefes das facções criminosas que controlam o presídio. O canibalismo, agora, entra para a lista de bestialidades denunciadas em Pedrinhas.

Brasil é o 14º em ranking dos carros mais baratos do mundo

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Segunda, 20 Julho 2015 10:54

 

Para comprar um carro zero-quilômetro no Brasil, você precisará de pelo menos 27 mil reais (8.711 reais em dólares). Esse é o preço do carro mais barato do país, o Renault Clio Authentique 1.0. O valor fica bem acima do preço do carro mais barato do mundo, o Tata Nano 0.6, vendido na Índia pela bagatela de 2.231 dólares.

A diferença de preços foi constatada pela consultoria automotiva Jato Dynamics, que fez um levantamento dos veículos de passeio mais baratos de 19 países do mundo. Os resultados mostram que o Brasil aparece em 14º lugar no ranking.

Além de aparecer em uma das piores posições da lista, Rodolfo Moura, gerente de vendas da Jato Dynamics no Brasil, afirma que os carros de entrada brasileiros também ficam atrás de outros países no quesito equipamentos.

“Um Dacia Sandero, por exemplo, é vendido por 8.143 dólares na Grã-Bretanha, tem motor 1.2, controle de tração e estabilidade. Já o Clio é mais caro, tem motor 1.0 e não tem controle de tração e estabilidade”, afirma.

Ele acrescenta que em países como os Estados Unidos, por exemplo, a indústria automotiva já não oferece mais carros zero-quilômetro tão básicos quanto no Brasil. “Lá o carro mais básico é o Nissan Versa, que tem motor 1.6 e é todo equipado. Por isso os Estados Unidos aparecem na penúltima posição da lista, eles não vendem mais carros tão básicos quanto os que de outros países”, diz Moura.

A discrepância entre valores e o nível de sofisticação dos carros vendidos aqui e lá fora ainda é alta, segundo Moura, mas diminuiu nos últimos anos com o aumento da concorrência no segmento de carros compactos no país, provocado pela chegada de novos carros, como o Toyota Etios e o Hyundai HB20.

Dentre os motivos para os preços altos no país, o gerente da Jato Dynamics destaca dois principais: a alta carga tributária do país e os custos pesados com logística.

Esses entraves dificultam o acesso do consumidor ao mercado automotivo no Brasil. “Além do custo maior, lá fora as formas de pagamento são mais fáceis. Na Europa é possível fazer um leasing operacional e ter um carro como o New Fiesta por três anos pagando 120 euros por mês. Aqui, um leasing como esse, disponível apenas para empresas, sairia por 1.700 reais por mês”, diz Moura.

A diferença entre o leasing financeiro, mais comum no Brasil e o leasing operacional, mais comum na Europa é que, no primeiro caso, as parcelas pagas são constituídas em parte pelo valor do aluguel pelo uso do bem (contraprestação) e em parte pelo Valor Residual Garantido (VRG), pago pela aquisição do carro, já no operacional o cliente paga basicamente o preço pelo uso do carro. Em ambos os casos, o cliente pode exercer a opção de compra do bem ao final do prazo.

Metodologia

Presente em 56 países, a Jato Dynamics utilizou os dados das filiais da empresa em diferentes países para chegar ao resultado do levantamento. Os valores dos carros constantes nas bases de dados da empresa são os preços sugeridos pelas montadoras e não os valores divulgados por tabelas de preços de mercado.

Auto-suficiência total: a América Latina e Caribe poderiam parar de importar alimentos

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Terça, 21 Julho 2015 23:59

 

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura ea Alimentação (FAO, sigla em Inglês), salientou terça-feira que a América Latina e o Caribe têm a capacidade de alimentar-se e dando inicio a luta contra a fome na região.

De acordo com a agência de notícias Prensa Latina, hoje a maioria dos países da América Latina e do Caribe são importadores líquidos, o que significa que importam mais do que exporta, apesar de a região produz mais do que precisa para todos os seus habitantes.

De acordo com pesquisa realizada pela FAO em colaboração com a Associação Latino-Americana de Integração, mais da metade dos alimentos importados (57%) vêm de outras regiões do mundo, principalmente dos Estados Unidos No entanto, essa demanda pode ser atendida por produtores regionais considerados grandes exportadores de alimentos.
Assim, a Argentina é o maior fornecedor regional, com exportações no valor de cerca de 10,166 bilhões de dólares por ano; seguidos por Brasil e Chile, respectivamente. Enquanto isso México compra mais do que vende, como a maioria dos países do Caribe.

Após a análise da oferta e da procura de produtos na América Latina e no Caribe, a FAO lançou um esquema que poderia impedir as exportações extra-regionais. Por exemplo, os exportadores líquidos de trigo (Argentina, Uruguai e Paraguai), em vez de vender seu produto para outras regiões poderiam exportar para os vizinhos regionais como México, Peru, Colômbia, Chile, Equador e Guatemala, que atualmente importar este cereal de outros lugares do mundo. No caso do milho, Argentina, Brasil e Paraguai poderia atender a demanda do México, Colômbia, Peru, Venezuela, Guatemala e República Dominicana, da mesma forma que o Uruguai, Argentina, Guiana, Paraguai e Suriname poderia fornecer arroz para o México, Chile, Peru, Venezuela, Jamaica, Honduras e Nicarágua, que importa de fora da América Latina.

Ricos deveriam financiar ensino, afirma brasileiro reitor nos EUA

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Quinta, 23 Julho 2015 22:32

 

Brasileiros ricos deveriam seguir o exemplo de americanos e doar parte de suas fortunas para melhorar a educação do país, diz à BBC Brasil José "Zito" Sartarelli, reitor da Universidade da Carolina do Norte Wilmington (UNCW), nos Estados Unidos.

Tido como o primeiro brasileiro a dirigir uma universidade americana, Sartarelli afirma que muitos brasileiros ricos agem como se fossem "levar à tumba todo o dinheiro".
"Na nossa cultura ibérica, esperamos que a educação seja provida pelo Estado, grátis. Agora, com o Estado em dificuldades, as pessoas de sucesso se voltam para proteger e investir na própria família", critica.

Sartarelli foi escolhido reitor da UNCW em abril, em seleção com 95 candidatos. A instituição figura nos rankings das melhores universidades públicas do sul dos Estados Unidos.
Nascido há 65 anos em Ribeirão Bonito, cidade com 12 mil habitantes no interior de São Paulo, ele migrou para a educação após uma carreira internacional no setor farmacêutico.

Depois de passar pela Eli Lilly e pela Bristol-Myers Squibb, Sartarelli foi presidente da Johnson & Johnson na América Latina, Japão e Ásia-Pacífico entre 2001 e 2010.

Formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, em 1973, ele fez MBA e doutorado na Universidade de Michigan State, nos Estados Unidos, quando conheceu sua esposa, Katherine.

Sartarelli voltou ao meio universitário em 2010, desta vez como diretor da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade de West Virginia, cargo que deixou neste ano.
Em entrevista à BBC Brasil, Sartarelli defende que universidades se aproximem de empresas e diz que o Brasil abriu mão de investir em centros de excelência, o que terá um alto custo no futuro.

Ele afirma ainda que, para que a universidade que dirige possa competir com as melhores instituições americanas, será essencial atrair bons estudantes.
Leia os principais trechos da entrevista, concedida por telefone na última semana.

BBC Brasil - O senhor tinha uma posição de destaque no mundo dos negócios. Por que resolveu se dedicar à educação?

Zito Sartarelli - Eu tinha alguns objetivos claros quando entrei na carreira corporativa: queria ter uma carreira internacional, atuar na área comercial e eventualmente ser o presidente ou gerente-geral de uma empresa. Depois de 30 anos, já tinha feito tudo isso.

Pensei que talvez fosse a época de voltar para área acadêmica e "give back" (devolver). Retornar e compartilhar com estudantes, pessoas jovens, tudo aquilo que aprendi.
BBC Brasil - Como a gestão de uma empresa se diferencia da gestão de uma universidade?

Sartarelli - Embora a liderança moderna nas empresas seja participativa, na área acadêmica é muito mais. Os professores todos têm uma influência muito grande, porque a definição do que nós entregamos para o aluno é feita por eles.

Na área corporativa, você tem bastante poder de fogo para contratar, desenvolver e também demitir pessoas.

BBC Brasil - O fato de ser brasileiro afeta de alguma forma o seu trânsito em universidades americanas?

Sartarelli - Os Estados Unidos são um dos poucos países onde pessoas como eu conseguem chegar aos mais altos níveis através da capacidade, do mérito.

Mas alguns podem ter visto minha contratação como "por que queremos ter um estrangeiro nessa posição?". Por mais perfeito que meu inglês seja, tem sempre um resquiciozinho (de sotaque) que vão reconhecer.

BBC Brasil - Como compara o ensino superior no Brasil e nos Estados Unidos?

Sartarelli - No Brasil não conseguimos ainda fazer conviverem excelência e acesso.
O sistema de sucesso tem de permitir o acesso a todos os alunos competentes. Por outro lado, o país tem também que focar em algumas áreas específicas de excelência, onde vai ser muito difícil entrar, não vai ter proteção por minorias, onde você tem que ser realmente bom.

A única maneira de avançar a ciência é ter nível de excelência ímpar. Todos os países de desenvolvimento recente, especialmente na Ásia, têm tido uma preocupação muito grande em criar centros de excelência competitivos ao níveis mais altos no mundo. O que nós não temos feito.

Vamos pagar um preço mais alto no futuro, porque vamos continuar sendo copiadores, e não inovadores.

BBC Brasil - O senhor acha que o avanço de políticas afirmativas nas universidades públicas brasileiras afetou a qualidade?

Sartarelli - Não sei. Acho que a não focalização em excelência no Brasil começou há muito tempo, muito antes das políticas afirmativas recentes. Estou falando das décadas de 70, 80, 90.
Já se notava a proliferação de cursos em todo o lado, de baixo nível. Se houvéssemos feito isso e mantido grandes centros de primeira linha, de pesquisa, tudo bem. Mas não fizemos.

BBC Brasil - O senhor dirige uma universidade pública num país onde as universidades mais renomadas são privadas. Como concorrer com instituições que estão entre as melhores do mundo?

Sartarelli - Você tem que ter grandes estudantes. Quando eles chegam aqui, eu digo: "Não estou interessado em coletar sua anuidade. Quero que venham aqui para trabalhar duro".
Vai ser muito importante minha habilidade em angariar fundos para bolsas de estudos, porque com elas vou conseguir atrair os melhores. Se você é um estudante de primeira linha nos Estados Unidos, vai fazer faculdades privadas sem pagar nada, com bolsas de estudo.

As grandes universidades públicas têm que fazer a mesma coisa. Se você traz grandes alunos, isso atrai grandes professores, porque eles querem ensinar os melhores. É um círculo virtuoso.

BBC Brasil - O senhor doou US$ 100 mil para um programa de bolsas da Universidade de West Virginia. Acha que as doações, que são uma prática comum entre americanos ricos, deveriam desempenhar um papel maior no financiamento do ensino no Brasil?

Sartarelli - Sem dúvida alguma. O Bill Gates e outros foram recentemente à China falar sobre doações.
O número de doações que têm vindo do Oriente para grandes instituições americanas é muito grande. São ex-alunos asiáticos que fizeram fortunas nas suas terras de origem. Acho uma prática muito boa, que deveria ser incentivada.

Depois de ter criado grandes empresas de aço, o (Andrew) Carnegie (1835-1919) deu toda a fortuna dele para criar grandes bibliotecas em todo o mundo. O Bill Gates, a mesma coisa.

BBC Brasil - Por que isso não ocorre no Brasil?

Sartarelli - Na nossa cultura ibérica, esperamos que a educação seja provida pelo Estado, grátis. Agora, com o Estado em dificuldades, as pessoas de sucesso se voltam para proteger e investir na própria família.

Temos tido algumas exceções, como o Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014), pessoas que sabem que não vão levar à tumba todo esse dinheiro. Mas muitos deixam fortunas para a família, que em uma ou duas gerações desperdiça tudo.

Eu doei porque tinha condições e achei que devia fazê-lo. Sou um produto também de bolsas de estudos. Recebi três ou quatro bolsas que me permitiram fazer o que sou hoje.

BBC Brasil - Há quem defenda que as universidades se aproximem das empresas e quem pregue que sejam completamente independentes. Com o senhor acha que deve ser a relação delas com o setor privado?

Sartarelli - Acho que ela deve existir, deve ser cooperativa. A universidade tem muito a ganhar com o mundo corporativo e vice-versa.

Nos Estados Unidos, as universidades que mais auferem dinheiro em termos de licenças comerciais são grandes universidades de pesquisa, como Yale, Stanford, Harvard. Essas universidades descobriram algumas coisas e hoje recebem royalties que são usados para mais pesquisa, bolsas de estudo.

O que não queremos fazer é transformar a universidade num curso profissionalizante. A universidade forma a pessoa como um todo: queremos que nosso aluno aprecie as artes, tenha um profundo conhecimento de ciências e também seja um profissional.

BBC Brasil - O senhor considera um dia trabalhar com educação no Brasil?

Sartarelli - Essas opções são sempre abertas. Adoro o Brasil e gostaria que estivéssemos muito mais avançados do que estamos.

Ceará registra morte por síndrome paralisante. Já são 10 casos atendidos em hospitais

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Sexta, 24 Julho 2015 21:55

 

A Síndrome de Guillain-Barré, que provoca paralisia pelo corpo, já fez quatro vítimas no Nordeste. Cearense que morreu era de Novo Oriente
Dormência, fraqueza e falta de ar. Esses sintomas fazem parte da doença que está se espalhando rapidamente pelo Nordeste: a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), popularmente conhecida como síndrome paralisante.

A doença tem causado alvoroço nos pacientes e determinou a morte do agricultor Amadeu do Carmo Melo, de 63 anos. Segundo a Santa Casa de Sobral, o homem era natural de Novo Oriente e se internou no dia 15 de junho. No dia 26, ele veio a óbito por insuficiência respiratória como consequência da Guillan-Barré.

Também foram confirmados óbitos na Bahia (1) e na Paraíba (2). O Ministério da Saúde ainda informou que foi observada possível correlação entre a infecção por Zika vírus e a ocorrência da SGB em locais com circulação simultânea do vírus da dengue. Porém, ainda não há uma confirmação dessa correlação.

No Ceará, a Secretaria da Saúde do Estado já confirmou nove casos da doença em pacientes que deram entrada em hospitais entre janeiro e abril deste ano, além do homem que morreu após ser internado em junho.

Paralisia corporal

A recepcionista Bruna de Sousa, de 25 anos, foi uma das pacientes diagnosticadas com a doença. No dia 24 de junho, ela começou a sentir sintomas da doença chamada Zika, como o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo. Porém, após seis dias, ela passou a sentir dormência no corpo. Além disso, sentia dores de cabeça muito forte.

Bruna procurou atendimento médico no Gonzaguinha, em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), mas os médicos a diagnosticaram com enxaqueca. Dessa forma, ela tomou medicamentos e voltou para casa.

Como as dores não paravam, ela decidiu buscar ajuda novamente. Conseguiu se consultar um neurologista do Instituto Dr José Frota (IJF), no Centro, que pediu um exame de tomografia, mas não foi apontado nada no diagnóstico. “O médico suspeitou que fosse a Guillain-Barré, mas disse que o único local que oferece o tratamento é o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), e foi lá onde eu fui diagnosticada”, relata.

'O médico disse que vai demorar entre 100 a 200 dias para que a dormência acabe, ainda vou ter que retornar lá algumas vezes, mas espero que dê tudo certo
Tratamento exige paciência

De acordo com a paciente, a dormência iniciou nas pontas dos dedos das mãos e dos pés, depois foi subindo para a perna, atingiu a boca, a língua, e teve paralisia facial (por isso, prefere não mostrar sua foto). Seu diafragma também ficou dormente, com rigidez. Como não conseguia comer, teve que se alimentar por quatro dias através de sonda. No HGF, ela realizou exames de força e de sangue, punção e em seguida foi diagnosticada com a Síndrome Guillain-Barré, onde fez o tratamento.

Durante cinco dias tomou Imunoglobulina, medicamento utilizado para o tratamento da doença. Em seguida, recebeu alta e recupera-se em casa, realizando fisioterapia. Ela ainda sente dormência nas mãos, nos pés e caminha com dificuldade. Por jogar futebol e fazer musculação, sente falta da sua antiga rotina. “Eu nunca fui internada na vida, sempre pratiquei esportes. É frustrante porque você tem que depender das pessoas, ainda estou usando fralda, e ainda tem essa lentidão para voltar ao normal”.

Para ajudá-la na recuperação, a mãe de Bruna teve que para de trabalhar para dedicar-se à filha. Mas apesar do susto, a paciente está tranquila porque soube que a doença era reversível e agora espera pela sua cura. “O médico disse que vai demorar entre 100 a 200 dias para que a dormência acabe, ainda vou ter que retornar lá algumas vezes, mas espero que dê tudo certo”, conclui.

Não há motivo para pânico

Em nota, o Núcleo de Epidemiologia da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), além de confirmar os 10 casos neste ano, informou que não há variação significativa de casos nos anos anteriores. Em 2013, foram confirmados 32 casos e, em 2014, 38 casos.

“Novos casos suspeitos da doença continuam em investigação clínica. Por orientação do Ministério da Saúde, serão objeto de investigação epidemiológica. Para tanto, a Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa está orientando as unidades de assistência sobre a notificação e o detalhamento dessas ocorrências”, consta.

Doença autoimune

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune, que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. A causa exata ainda é desconhecida. Geralmente, a doença aparece alguns dias ou semanas após uma infecção do trato respiratório e digestivo. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.

Ministério do Turismo homenageia os 430 anos de João Pessoa

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Quarta, 29 Julho 2015 12:51

 

Em homenagem a João Pessoa, que no próximo dia 5 de agosto completa 430 anos, o Ministério do Turismo fez uma reportagem ressaltando que nossa Capital é uma das 15 cidades brasileiras mais visitadas a lazer pelos brasileiros. Também destacou as belezas naturais de nossas 9 praias de águas mornas e tranquilas, além de nossa gastronomia e cultura.

Fundada em 5 agosto de 1585, João Pessoa, é a terceira cidade mais antiga Brasil, por isso possui uma rica estrutura arquitetônica histórica. Aqui também está localizado o ponto mais Oriental das Américas, onde mais precisamente na Ponta do Seixas, com o Farol do Cabo Branco marca esse importante ponto turístico e geográfico.

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Mas Jampa, como também é carinhosamente chamada, não se limita apenas às suas riquezas naturais. Ela pode oferecer bem mais que um Litoral rico em belas praias de águas límpidas e mornas. Nosso acervo cultural e gastronômico são tesouros que nos envaidecem e enchem os olhos dos forasteiros.

Qualidade de vida reconhecida - João Pessoa ficou em sexto lugar em uma lista entre as dez melhores cidades nordestinas para se viver. Publicada pelo portal paranaense Sempre Família. Na matéria, foram elencadas as cidades que apresentam os melhores IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), referência comumente utilizada para medição da qualidade de vida e que leva em consideração a longevidade, a educação e a renda da população.

De acordo com informações publicadas pelo portal, o IDHM da Capital paraibana é de 0,763. João Pessoa também concentra 30,7% de todas as riquezas produzidas na Paraíba, ou seja, quase a metade.

Pontos turísticos - O Farol do Cabo, onde o sol nasce primeiro, é praticamente parada obrigatória para quem desembarca em João Pessoa. Inaugurado em 1972, além da beleza da obra, a localização oferece uma vista privilegiada, já que está há 40 metros acima do nível do mar, permitindo uma visualização de tirar o fôlego da orla da Capital paraibana.

Picãozinho é outro ponto turístico encantador. O passeio nas piscinas naturais é uma experiência única. O local é um arrecife de corais, com aproximadamente o tamanho de um campo de futebol, localizado a 1 quilometro (km) da costa na praia de Tambaú, que nas marés baixas formam um verdadeiro aquário marinho com piscinas de águas mornas e cristalinas, ótima para prática do mergulho com os peixinhos coloridos, bom também para mergulhadores, com piscinas que variam de 1 a 3 metros de profundidade.

Já no Centro Histórico, o passado vem à tona através da riqueza de detalhes das casas, sobrados, praças, e igrejas seculares que compõem um cenário grandioso. O espaço que abriga centenas de edificações e em 2007 foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e possui uma arquitetura que vai do Rococó ao Art Déco.

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano, é o mais recente e moderno cartão-postal de João Pessoa. O conjunto arquitetônico foi um dos últimos trabalhos projetados pelo arquiteto reconhecido mundialmente, Oscar Niemeyer. O local abriga exposições e eventos culturais de todo o Estado. Construído em 2008, o local permite uma visualização completa da Ponta do Seixas.

Gastronomia - Finalizando no tour cultural, nossa culinária é uma fusão da mistura de raças, costumes e culturas que passaram pela cidade desde sua criação, de indígenas até portugueses e holandeses.

A gastronomia oferece um cardápio bastante variado nesse quesito. O turista tanto pode se deliciar com iguarias típicas do Sertão como a carne de sol, tapioca, manteiga de garrafa, queijo coalho, cuscuz, buchada de bode, rubacão, galinha à cabidela, quanto com a variedade frutos do mar que o Litoral oferece.

Lei que dispensa tratores e máquinas agrícolas de emplacamento e licenciamento é sancionada pela presidenta Dilma Rousseff

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Segunda, 03 Agosto 2015 16:29

 

A partir de agora, donos de tratores devem registrar os veículos junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

 

A lei que assegura isenção de licenciamento e emplacamento de tratores e máquinas agrícolas foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff e já foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (31). A Lei 13.154/15, originária da Medida Provisória 673, atende a uma reivindicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) cujo objetivo era reduzir os custos para os produtores rurais.


A lei estabelece que os proprietários de tratores e máquinas destinados a atividades agrícolas devem fazer um registro destes bens, sem custos, em caso de trânsito em vias públicas, a fim de evitar infrações e penalidades de trânsito. O cadastro ficará a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), disponível para acesso pelos órgãos estaduais de trânsito (Detrans).
Ainda segundo a lei sancionada, os proprietários de tratores e máquinas agrícolas não ficaram isentos de recolher o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT). A isenção do seguro havia sido incluída na MP durante tramitação no Congresso Nacional, mas foi vetada pela presidente Dilma.
O texto também aplica aos operadores destes maquinários a mesma jornada diária de trabalho dos motoristas profissionais, de oito horas, prorrogáveis por mais duas (extraordinárias) ou quatro (acordo ou convenção coletiva).

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, a iniciativa é boa, pois de qualquer maneira diminui os custos para o produtor rural. Ele, no entanto, faz uma ressalva em relação à questão da abrangência da lei que só contempla equipamentos e máquinas produzidos a partir de 1º de janeiro de 2016. “A lei deveria abranger toda a frota de tratores e máquinas agrícolas, independente do ano de sua fabricação”, destaca Murilo.


 

Entrega de última etapa do Centro de Convenções propicia salto no turismo de João Pessoa

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Quinta, 06 Agosto 2015 12:14

 

A inauguração do Teatro Pedra do Reino, que foi entregue aos pessoenses no dia do aniversário da cidade, encerra a sequência de obras que integram o Centro de Convenções de João Pessoa. Com a finalização da obra, a capital paraibana possui um dos maiores teatros do Brasil e um dos centros de convenções mais completos da América Latina, o que propicia um salto considerável do potencial turístico local.

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“É indiscutivelmente um marco. A Paraíba, turisticamente, será uma antes e outra depois do Centro de Convenções, pois é um equipamento que coloca qualquer estado nos mapas dos eventos nacionais e internacionais, o que faz toda a diferença. Se é visto, se é notado, se é visitado, e o turismo vive daqueles que nos visita”, pontua o secretário executivo de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Ivan Burity.

A estrutura proporcionada pelo Centro de Convenções de João Pessoa resolve um dos grandes problemas do trade turístico de uma cidade litorânea como a Capital, a chamada baixa estação. “Sabemos que o grande produto que podemos oferecer para nossos turistas é esse clima maravilhoso, nossas belas praias, mas tem o período de chuvas, época em que a ocupação hoteleira cai. Com esse equipamento, conseguimos contornar a situação”, garante.

Congressos e fóruns que antes não chegavam a João Pessoa pela falta de infraestrutura agora podem encaixá-la em suas rotas. Um bom exemplo é o Fórum Mundial da Internet, que será realizado em novembro, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). “Esse tipo de evento acontece em qualquer época, seja em alta ou baixa estação, o que dará outra dimensão ao mundo dos negócios da cidade. O turista de eventos acaba realizando investimentos e isso gera desenvolvimento econômico”, completa o secretário executivo.

teatro pedra_do_reiono_0005O Teatro – O Pedra do Reino possui área total de 11.763 m², sendo 440 m² destinados ao fosso da orquestra, com desenho de forro para facilitar a propagação do som para palco e plateia. Com capacidade para quase 3 mil pessoas e possuindo estrutura e acústica adequadas, o equipamento terá condições de receber grandes espetáculos nacionais e internacionais. Nessa etapa, que conclui a obra do complexo do Centro de Convenções de João Pessoa, foram investidos R$ 60 milhões.

De acordo com o gestor do Centro de Convenções, Ferdinando Lucena, a inauguração do Teatro Pedra do Reino proporciona à Paraíba entrar na rota dos grandes eventos internacionais. “Até então a Paraíba estava sem ter condições de receber os grandes espetáculos, os grandes musicais, pelo simples fato de não ter um teatro com capacidade de comportar um número superior a 2,5 mil pessoas. A inauguração do Pedra do Reino, que integra o complexo do Centro de Convenções, torna o Estado capaz de receber esses eventos e, assim, se desenvolver cultural e economicamente”, disse.

Ferdinando Lucena ressaltou que a construção do Teatro Pedra do Reino faz parte de um investimento bem maior. “É necessário lembrar que a inauguração desse equipamento turístico está dentro da inauguração do Centro de Convenções. Com isso, o Governo do Estado cumpre o que prometeu à população, que é oferecer um equipamento que colocasse a Paraíba na realização de grandes congressos, um espaço para discutir os grandes interesses dos paraibanos”, destacou.

Artesanato paraibano bate recorde em vendas na Craft Design

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Quarta, 19 Agosto 2015 15:16

 

O artesanato paraibano faturou cerca de R$ 75 mil em vendas e encomendas durante a 27ª Craft Design, considerado o maior evento do segmento de decoração e tendências, que ocorreu de 13 a 16 de agosto, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (18) pelo Programa de Artesanato da Paraíba (PAP).
Oriundos de mais de 20 cidades paraibanas, por meio do trabalho de 1.102 artesãos integrantes de cooperativas, associações e grupos, os trabalhos foram criteriosamente selecionados e puderam ser conferidos pelos lojistas e colecionadores tais como: instrumentos musicais em madeira, brinquedos populares, peças em cerâmica, couro, rendas, fibras, tecelagem, bordados e até crochê (luminárias).

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Integrante da Craft Design desde 2004, o artesanato paraibano tem ganhado visibilidade ao longo dos anos e já se tornou referência de bons negócios. “Nosso estande é sempre muito bem procurado e a Craft tem sido uma das melhores oportunidades de evento em nível nacional para nossos artesãos”, explicou a gestora do PAP, Lu Maia.

Lava Jato: Camargo Corrêa faz novo acordo e vai devolver R$ 700 milhões aos cofres públicos

Publicado em Brasil
Sexta, 21 Agosto 2015 20:17

Empreiteira reconheceu a prática dos crimes de formação de cartel, fraudes de licitações, corrupção e lavagem de dinheiro

A Construtora Camargo Corrêa assinou acordo de leniência com o Ministério Público Federal no qual se comprometeu a devolver R$ 700 milhões aos cofres públicos. No acordo, a empreiteira, que é investigada na Operação Lava Jato, reconheceu a prática dos crimes de formação de cartel, fraudes de licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. A indenização será parcelada e corrigida pela taxa Selic.

Com o acordo, a empresa se comprometeu também a entregar novas provas sobre o esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais. Em troca, o Ministério Público não oferecerá denúncia criminal e civil contra os envolvidos. Segundo a força-tarefa de investigadores da Lava Jato, o acordo tem objetivo de garantir a devolução do dinheiro desviado.

“O acordo atende ao interesse público por diminuir a litigiosidade judicial, por alcançar o mais rapidamente possível a recomposição do patrimônio público, por diminuir os custos do Judiciário com procedimentos judiciais longos e inefetivos e pela produção de informações e provas novas sobre crimes relacionados também a outras empresas, potencializando o ressarcimento ao erário”, diz nota da força-tarefa.

É o segundo acordo de leniência da Camargo Corrêa com investigadores da Lava Jato. Na quarta-feira (19/08), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou acordo entre a empresa e dois de seus ex-executivos, Dalton Avancini (na foto acima) e Eduardo Leite, que assinaram acordo de delação premiada. A construtora concordou pagar mais de R$ 104 milhões em indenização.

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