Ataque militar ao Irã viraria guerra total, diz chanceler

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Quinta, 19 Setembro 2019 15:56

Ministro das Relações Exteriores iraniano diz que Trump está sendo induzido ao conflito

Qualquer ataque militar dos Estados Unidos ou da Arábia Saudita contra o Irã resultaria em uma "guerra total", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammed Javad Zarif (na foto), nesta quinta-feira (19/09).

"Estou fazendo o comunicado muito sério de que não queremos guerra, não queremos nos envolver em um confronto militar... mas não hesitaremos em defender nosso país", disse Zarif em entrevista à CNN.

Indagado sobre a consequência de um ataque militar norte-americano ou saudita ao Irã, Zarif respondeu: "Uma guerra total".

Os EUA estão debatendo com a Arábia Saudita e outros aliados do Golfo Pérsico reações possíveis a um ataque a instalações petrolíferas sauditas no sábado, que atribuem ao Irã e que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, descreveu como um ato de guerra contra o reinado.

Zarif já havia alertado no Twitter que aquilo que descreve como o time B --que inclui o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed Bin Salman-- está induzindo o presidente dos EUA, Donald Trump, a entrar em guerra com o Irã.

Trump adotou um tom cauteloso na quarta-feira (18/09). Ele disse haver várias opções que não uma guerra com o Irã, que nega envolvimento nos ataques de 14 de setembro que inicialmente reduziram a produção de petróleo saudita pela metade. Ele ordenou sanções mais duras a Teerã.

Zarif também disse em um tuíte postado nesta quinta-feira que Pompeo está tentando adiar a emissão de vistos para a delegação iraniana comparecer à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Trump disse que não pretende se encontrar com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, durante o evento da ONU em Nova York neste mês.

Cerca de 7 mil bebês morrem por dia no mundo, diz ONU

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Sexta, 20 Setembro 2019 12:06

Uma em cada 37 mulheres na África Subsaariana morre durante a gestação ou o parto

Relatório divulgado por agências das Nações Unidas estima que quase 7 mil bebês morrem todos os dias antes de completar um mês de vida, e pede a nações que adotem medidas para melhorar a situação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciaram que as taxas de sobrevivência de recém-nascidos vêm melhorando desde 2000, mas cerca de 2,5 milhões de bebês morreram em 2018.

Segundo o relatório, uma em cada 37 mulheres na África Subsaariana morre durante a gestação ou o parto. O documento lembra que mulheres no parto e seus bebês enfrentam risco maior em países em que há conflitos ou crise humanitária, como Síria e Venezuela, por não tere acesso a tratamentos essenciais.

Meta

A meta global prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 por 100 mil nascidos vivos até 2030.

Mulheres e crianças estão sobrevivendo hoje mais do que antes na história, de acordo com as novas estimativas de mortalidade infantil e materna divulgadas no relatório.

Desde 2000, as mortes infantis diminuíram quase a metade e as mortes maternas em mais de um terço, principalmente devido ao acesso melhorado a serviços de saúde disponíveis e de qualidade.

“Nos países em que se fornecem serviços de saúde seguros, acessíveis e de alta qualidade para todos, mulheres e bebês sobrevivem e prosperam”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Esse é o poder da cobertura universal de saúde.”

Padre muda de religião após 'rapidinha com loirinha'

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Sexta, 20 Setembro 2019 15:22

 

Atualmente, Júlio Santos faz celebrações na Igreja Vetero Católica em Castanheira de Pera

Expulso da Diocese de Coimbra, em Portugal, após o vazamento de uma foto seminu em hotel durante uma "rapidinha com uma loirinha", o padre Júlio Santos (na foto), de 58 anos, mudou de religião. Atualmente, ele faz celebrações na Igreja Vetero Católica em Castanheira de Pera, a cerca de 15 km de onde exercia o sacerdócio.

O anúncio de que assumiria a nova função foi feito durante uma celebração ao lado do arcebispo da Igreja Vetero Católica, António Raposo, que criticou a expulsão do padre.

"O que aconteceu não foi agradável, mas foi um descuido. Não aprovo o que aconteceu, mas acho que não se deveria excluir ninguém. Todos somos humanos, todos nós temos fragilidades", disse ao jornal português 'Correio da Manhã'.

Em outubro, quando a Igreja Vetero Católica celebra aniversário, Santos será nomeado vigário-geral de Portugal.

Também conhecida como "Velha Igreja Católica", a doutrina da qual Santos agora faz parte foi fundada em 1872 e segue dogmas similares à Igreja Romana. A religião, porém, não reconhece a autoridade do papa e determina que padres são livres para escolher entre o celibato e o casamento.

"Sou maroto, sou danado para a brincadeira"

Na época em que a polêmica se instaurou, en junho, o padre explicou ao "Correio da Manhã" seu afastamento da função de sacerdote ressaltando que era "maroto e danado para a brincadeira" e acrescentou que não era capaz de mudar essas características.

"Eu nunca me apresentei às pessoas como santo", afirmou, chamando a "menina muito jeitosa" com quem manteve relações sexuais num encontro casual de "serpente tentadora".

Embora Santos exercesse seu serviço sacerdotal na cidade de Pedrógão Grande, na província da Beira Litoral, a foto seminu foi feita um mês antes da publicação, num quarto de hotel no Porto, a 171 quilômetros de distância.

Acusada de pirataria, Apple pode ter prejuízo milionário

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Segunda, 23 Setembro 2019 14:51

Apple teria firmado acordos com empresas que não são detentoras de direitos autorais de artistas

A Apple vem sendo acusada de pirataria em músicas de grandes artistas americanos disponíveis no Apple Music. A ação judicial foi movida pela empresa Four Jays Music Company, que representa nomes como Frank Sinatra, Billie Holliday e Ray Charles. O embaraço jurídico tem como base um acordo comercial para licenciamento de músicas entre a Apple e as empresas Orchard e Cleopatra.

As companhias que não representam esses artistas e não detêm os direitos sobre as gravações, o que torna a reprodução monetizada um crime. Sem base legal, a Apple estaria quebrando os direitos autorais das obras e não poderia utilizá-las em seu sistema de streaming. O processo foi submetido no último dia 13, mas não há previsão para a conclusão. A empresa da maçã ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Segundo o site Patently Apple, apenas canções de artistas da era de ouro da música americana tiveram seus direitos autorais quebrados. A Four Jays Music, real detentora dos direitos autorais, alega que o caso caracteriza um ato de pirataria por parte da Apple. A empresa é dona dos direitos de obras de diversos artistas de jazz e música popular, entre eles Etta James, Luis Armstrong, Duke Ellington, Dizzy Gillespie, John Coltrane, Miles Daves, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Billie Holliday, Fred Astaire e Ray Charles.

A ação sugere que a Apple tem conhecimento de sua conduta infratora e que, mesmo assim, continua a oferecer as músicas em seu catálogo. As empresas do acordo, Orchard e Cleopatra, também estariam cientes de seus atos, mas mantiveram a distribuição de conteúdos ilegais por anos.

Não há informações sobre os valores que envolvem o processo. Entretanto, acordos de distribuição geram grande receita para as empresas, ainda mais se tratando de artistas consagrados mundialmente. Uma eventual multa ou acordo determinado em juízo com a Four Jays Music traria um prejuízo milionário para a Apple. Vale lembrar que, no passado, a empresa da maçã já foi acusada de cometer o mesmo crime. A companhia teria violado direitos sobre gravações do compositor Harold Arlen, famoso por vencer o Oscar de Melhor Canção em 1939, com a música tema do filme O Mágico de Oz.

Macron doa US$ 100 milhões para florestas tropicais

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Terça, 24 Setembro 2019 20:08

Dinheiro será dado por doadores internacionais, US$ 100 milhões pela França

O presidente da França, Emmanuel Macron (na foto), afirmou nesta terça-feira (24/09) que doadores internacionais concordaram em destinar mais US$ 500 milhões para proteger florestas tropicais que sofrem com incêndios, como a Amazônia.

Segundo Macron, a França contribuirá com US$ 100 milhões, equivalente a R$ 418 milhões, 20% do total. As declarações foram dadas à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), e o presidente também pediu a formação de uma "ampla aliança" para proteger as florestas.

"Todos pensam, 'como você vai fazer sem o Brasil'? Mas o Brasil é bem-vindo, e acho que todos querem trabalhar", disse Macron, um dos alvos do presidente Jair Bolsonaro em seu primeiro discurso na ONU, realizado nesta terça.

Sem citar diretamente o líder francês, Bolsonaro afirmou que alguns países questionaram a "soberania" brasileira na Amazônia. "Um deles, por ocasião do encontro do G7, ousou sugerir aplicar sanções ao Brasil sem ao menos nos ouvir", declarou.

Câmara inicia processo de impeachment contra Trump

Publicado em Mundo
Terça, 24 Setembro 2019 20:16

Presidente americano é acusado de pressionar a Ucrânia para investigar Joe Biden

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, anunciou nesta terça-feira (24/09) a abertura de um processo de impeachment contra Donald Trump (na foto).

O republicano é acusado de ter pressionado a Ucrânia para investigar o ex-vice-presidente Joe Biden , um possível adversário nas eleições do ano que vem.

Mais cedo, Pelosi já deu sinais que o processo seria aberto. "Por isso disse, mais cedo, que assim que tivéssemos os fatos estaríamos prontos. Agora temos os fatos, estamos prontos", afirmou durante uma palestra em Washington.

Para Putin, parlamento liderado por Guaidó é legítimo

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Quarta, 25 Setembro 2019 15:59

Presidente russo disse a Maduro que recusa à negociação por parte dele pode agravar a crise no país

O presidente russo Vladimir Putin reiterou, durante seu encontro com Nicolás Maduro, que a Rússia apoia o diálogo entre o governo venezuelano e a oposição e reconhece como legítimas “todas as autoridades” do país, incluindo o Parlamento, de maioria opositora.

Depois de receber Maduro no Kremlin (ver na foto acima), Putin reforçou seu apoio ao governo venezuelano, mas pediu que ele negocie com seus críticos, argumentando que a recusa ao diálogo pode agravar a crise no país.

“Não há dúvida de que somos a favor do diálogo que você, senhor presidente, e seu governo estão tendo com a oposição”, afirmou Putin. “Acreditamos que recusar essas conversas é irracional, prejudica o país e serve apenas para ameaçar o bem-estar da população”, disse.

Há duas semanas, o líder opositor Juan Guaidó anunciou que o diálogo com o governo, mediado pela Noruega, havia chegado ao fim diante da recusa da delegação do chavista de voltar à mesa de negociações. Segundo Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, Maduro abandonou o processo “com desculpas falaciosas”. Um dia depois, no entanto, o governo revelou uma série de “acordos parciais” com setores minoritários da oposição, que incluíam o retorno de sua bancada à Assembleia Nacional.

No encontro com Putin, nesta quarta-feira (25/09), Maduro disse que a reunião com o presidente russo permitirá fazer um balanço do trabalho realizado este ano: “Examinar quais problemas persistem, quais realidades os dois lados enfrentam, como estão sendo feitos progressos em várias áreas e elaborar planos futuros”, afirmou. “Juntos, podemos superar qualquer dificuldade”, disse.

Putin, por sua vez, comemorou o aumento da cooperação entre os dois países e disse que a Rússia planeja enviar 1,5 milhão de vacinas contra a gripe à Venezuela “em um futuro próximo”.

Venezuela e Rússia têm uma longa história de vínculos e o antecessor de Maduro, Hugo Chávez, sempre foi bem-vindo no Kremlin. A Rússia é o segundo maior credor em Caracas, atrás da China: Moscou investe quantias significativas nos recursos petrolíferos da Venezuela, enquanto Caracas adquire armas russas no valor de bilhões de dólares.

Netanyahu é escolhido por Rivlin para formar governo

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Quarta, 25 Setembro 2019 16:04

Escolha foi uma estratégia do presidente israelense para forçar um acordo entre o premier e o oposicionista

JERUSALÉM — O atual primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recebeu nesta quarta-feira (25/09) a tarefa de formar um novo governo em Israel, após as eleições do dia 17 deste mês, quando nenhum dos candidatos conseguiu votos suficientes para montar sozinho um gabinete. E suas primeiras palavras foram em defesa de um governo de união nacional, ao lado do oposicionista Benny Gantz . Segundo ele, uma "liderança conjunta" seria possível, indicando uma rotação no cargo de premier, mas defendeu uma resolução rápida para "não arrastar o processo".

Gantz, porém, afirmou logo depois que "não estará no mesmo gabinete de alguém que estiver sendo alvo de um processo na justiça", se referindo às acusações de corrupção contra o premier.

O partido de Benjamin Netanyahu, há dez anos no poder, ficou em segundo lugar na votação, conseguindo também o apoio de partidos religiosos e de extrema direita, porém em um número aquém do necessário para garantir maioria no Knesset, o parlamento israelense. Tanto que muitos davam como certa a escolha de Gantz, que conseguiu o apoio dos partidos árabes, além da opção mais provável hoje, a de um governo de união nacional.

O problema é que as conversas para a formação desse gabinete Netanyahu-Gantz fracassaram nesta quarta-feira, levando o presidente Reuven Rivlin (na foto acima com Netanyahu) se decidir pelo atual premier. Para analistas, a escolha foi justamente para forçar os dois a chegarem a um acordo, evitando a terceira eleição geral apenas em 2019. Eles também veem Netanyahu s em força política para seguir no cargo por conta própria.

O cenário de um governo de união também agrada Avigdor Lieberman , que ficou em quarto lugar nas eleições e cujo apoio daria maioria a qualquer um dos lados. Seu partido, o Yisrael Beitenu (Israel Nossa Casa, em hebraico), não recomendou qualquer um dos nomes.

Um outro motivo, talvez o mais urgente, para Netanyahu se esforçar nas negociações são seus problemas com a justiça. Na semana que vem começam as audiências preliminares de três casos de corrupção contra ele, que podem até levá-lo à prisão. Se estiver no governo, não poderá ser obrigado a deixar o cargo, nem mesmo se for indiciado.

Partido de Erdogan tem debandada de filiados após derrotas

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Sexta, 27 Setembro 2019 19:31

Com país em recessão e grandes cidades controladas por oposicionistas, AK vê queda na base de apoio e saída de nomes de alto escalão

O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AK, “Adalet ve Kalkınma”, em turco), do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (na foto), perdeu 840 mil filiados no último ano, em um reflexo da crise e das derrotas políticas enfrentadas pelo líder turco.

Um dos sinais dessa perda de apoio ficou evidente nas eleições locais de março, quando o partido foi derrotado em grandes centros como Izmir e na capital, Ancara . Erdogan também perdeu em Istambul , mas ele contestou o resultado e acabou forçando uma segunda votação em junho, quando foi novamente derrotado.

Depois da derrota, nomes que estiveram no alto escalão dos governos de Erdogan anunciaram que iam formar suas próprias siglas. O primeiro foi o ex-ministro da Economia, Ali Babacan , dizendo que o momento era para uma “nova visão para a Turquia”. Mais recentemente, o ex-premier Ahmet Davutoglu , uma das pessoas mais próximas ao presidente, também anunciou sua própria sigla, alegando que Erdogan havia perdido a capacidade de resolver os problemas do país.

O maior desses problemas é a economia. Depois de anos de bonança, com crescimento elevado e grandes volumes de investimento estrangeiro, a Turquia se viu, no ano passado, em meio a uma grave crise cambial, que fez a lira perder valor rapidamente. Com isso, a inflação disparou e a dívida das empresas, muitas contratadas em moeda estrangeira, explodiu. No último trimestre de 2018, a economia teve contração de 3% , e a previsão média para 2019 é de recessão de 0,3% .

A política de enfrentamento adotada diante dos EUA, explicitada em casos como o do sistema de defesa aérea russo S-400 e dos caças F-35, também é alvo de críticas.

Partido centralizado

Apesar da próxima eleição geral ser apenas em 2023, analistas e seus ex-partidários veem sinais de que os 16 anos de Erdogan no poder podem estar chegando ao fim. Alguns dizem que ele perdeu contato com a população, e que a sigla, antes conhecida por consultar suas bases, está se tornando cada vez mais centralizada.

"Ele [Erdogan] está cada vez mais desconectado do conhecimento e competência dentro do partido, se rodeando, cada vez mais, de pessoas que só dizem sim", diz Gareth Jenkins , do Instituto para Políticas de Segurança e Desenvolvimento, na Suécia.

Outro ponto é o apelo aos nacionalistas, uma das bases do AK. Com as novas siglas, algumas delas com ideias parecidas, esse apoio pode se diluir, representando uma ameaça real.

A popularidade de Erdogan nos últimos sete anos vem em uma tendência de declínio, sendo artificialmente impulsionada por eventos específicos, até o ponto em que essa tendência parece ser irreversível", afirma Jenkins.

Criado em 2001, o AK se apresentou como um partido pautado pela ideia de uma Turquia moderna, aliada à defesa de um islã moderado e uma visão positiva do livre mercado, o que lhe rendeu um grande apoio popular.

Com o tempo, foi se tornando a plataforma para Erdogan continuar no poder, passando por um polêmico referendo, em 2017, que transformou o país em uma república presidencialista , abandonando o modelo parlamentarista e dando amplos poderes ao chefe do Executivo.

Hoje, o AK possui 9,87 milhões de filiados, além de 291 cadeiras no Parlamento — um número que não foi alterado mesmo com as saídas de antigos nomes da cúpula da sigla. Por sinal, o partido não se mostra preocupado com os números e anúncios. Segundo um representante do alto escalão, o partido “é poderoso e vai superar esse período”.

EUA devolvem ao Egito sarcófago roubado há quase 9 anos

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Sexta, 27 Setembro 2019 19:43

Artefato foi retirado do país africano em 2011, durante a revolução, e foi vendido em 2017 ao museu MET

O sarcófago de ouro do sacerdote Nedjemankh (na foto), que foi roubado do Egito durante a revolução em 2011, foi devolvido pelos Estados Unidos e voltará a seu país de origem. A peça foi retirada do país africano há quase nove anos atrás, durante o período conturbado de manifestações que tomaram o Egito.

O objeto foi transportado através dos Emirados Árabes até chegar na França. Em 2017, foi vendido ao Metropolitan Museum of Art (MET), que fica em Nova York, nos EUA, onde foi colocado em exibição junto com outras peças egípcias.

Segundo reportagem da CNN, em fevereiro deste ano a procuradoria de justiça de Manhattan emitiu um mandado de busca e retirou o sarcófago da área de visitação. O promotor Cyrus R. Vance Jr. declarou que devolver tesouros culturais roubados a seus países de origem está no centro da missão da procuradoria de impedir o tráfico de antiguidades, e que estava honrado em repatriar o artefato ao povo egípcio.

O ministério de Relações Exteriores do Egito assinou um protocolo oficial durante uma cerimônia de repatriação e o sarcófago voltará para o país e lá será colocado em exibição pública.

Outros esforços de repatriação de artefatos do Egito não foram tão bem sucedidos. Em julho, uma estátua do faraó Tutancâmon foi vendida em um leilão em Londres por quase US$ 6 milhões, mesmo depois de autoridades egípcias alegarem que o objeto havia sido roubado e exigirem sua repatriação.

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