Emogis: Apple inclui pais solteiros e exclui arma de fogo

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Segunda, 08 Agosto 2016 16:48

Imagem de um revólver será trocado por uma pistola d'água e maior opção de gêneros estará disponível no iOS 10

Depois de permitir a escolha do tom de pele e de representar as famílias encabeçadas por casais do mesmo sexo, a Apple dá outro passo para abarcar a diversidade com o lançamento de emojis — aquelas figurinhas usadas em conversas virtuais — de clãs de pais solteiros. Além disso, entre as novidades do iOS 10, que será usado em iPhones e iPads, está a substituição da figurinha de um revólver por uma pistola d’água de brinquedo.

Diversidade é a palavra da vez para a empresa americana. Além da reformulação de antigos emojis, a Apple trará uma bandeira do arco-íris — símbolo da comunidade LGBT — e opções de gênero nas figurinhas de esportistas e trabalhadores.

Com o iOS 10 será possível escolher mulheres engenheiras ou praticando esportes como surfe, natação e ciclismo, ao invés da exclusividade masculina no teclado de figurinhas.

Segundo um post no blog oficial da Apple, a atualização contará com mais de cem novos ou atualizados emojis. O iOS 10 deve estar disponível em setembro.

Anatel lança chamado para homologar drones no Brasil

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Sexta, 30 Dezembro 2016 23:18

A medida da Anatel visa evitar interferência dos drones com outro serviços, como a comunicação via satélite

A Anatel lançou um chamado convocando empresas e pessoas físicas que têm drones para homologar seus dispositivos. A agência informa que os veículos aéreos não tripulados possuem transmissores de radiofrequência em seus controles remotos, quando não no próprio veículo, e isso pode causar interferência com outros dispositivos aéreos, por exemplo.

A medida da Anatel visa evitar interferência dos drones com outro serviços, como a comunicação via satélite. Os usuários interessados em homologar seus dispositivos devem preencher um requerimento disponível no site da agência.

Durante o processo de homologação do dispositivo, serão verificadas as características técnicas de transmissão dos equipamentos. Vale lembrar que, no Brasil, os drones também são usados no controle da saúde pública, como, por exemplo, na identificação de criadouros do mosquito Aedes aegypti em áreas de difícil acesso.

Além da homologação da Anatel, para operar os drones é preciso uma autorização da ANAC ou um "Certificado de Voo Experimental" (CAVE), que permite uso de aeronaves em operações operacionais em algumas áreas.

Mulheres hétero têm menos orgasmos, diz estudo

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Quinta, 02 Março 2017 00:27

Um novo estudo mostrou que mulheres heterossexuais têm menos orgasmos do que mulheres homossexuais ou bissexuais e homens

Mulheres heterossexuais têm menos orgasmos do que mulheres lésbicas ou bissexuais e homens. A conclusão é de um estudo publicado recentemente no periódico científico Archives of Sexual Behaviour que analisou o “intervalo de orgasmos” entre gêneros e diferentes orientações sexuais. As informações são da rede BBC.

De acordo com os autores, essa diferença pode ser explicada por razões sociais e evolutivas e “o fato de que as mulheres lésbicas têm orgasmos com maior frequência do que as mulheres heterossexuais indica que muitas heterossexuais podem ter maiores taxas de orgasmo”. Entre as possíveis “estratégias” para modificar esse cenário nas mulheres heterossexuais, os pesquisadores indicam mais sexo oral e estimulação manual.

A pesquisa

Para chegar a essas conclusões, pesquisadores da Universidade de Indiana, Universidade Chapman e Universidade de Claremont, todas nos Estados Unidos, realizaram um levantamento com 52.600 pessoas nos Estados Unidos. Os resultados mostraram que a proporção de pessoas que geralmente têm orgasmos é de 65% das mulheres heterossexuais, 66% das mulheres bissexuais, 86% das lésbicas, 88% dos homens bissexuais, 89% dos homens gays e 95% dos homens heterossexuais.

A pesquisa também mostrou que poucas mulheres heterossexuais atingiram o orgasmo somente com penetração. De acordo com os autores, houve uma clara associação entre a frequência do sexo oral e o número de orgasmos em mulheres heterossexuais, lésbicas, bissexuais, homens gays e bissexuais. Esse padrão apenas não foi detectado em homens heterossexuais.

Entre os possíveis motivos para essa diferença estão razões sociais e evolutivas: o estigma que acaba inibindo as mulheres de expressar seu desejo dificulta a descoberta sexual; a crença, entre alguns homens, de que a maioria das mulheres têm orgasmo durante com penetração; e o diferente propósito evolutivo do orgasmo entre homens e mulheres.

Estímulos

Felizmente, os autores ressaltam que “os resultados, indicam que essa diferença entre a frequência de orgasmos pode ser reduzida”. Outros comportamentos ligados a um aumento de orgasmos nas mulheres foram: perguntar o que a parceira gosta, elogiar a parceiro por algo que ela fez, ligar ou enviar e-mails e mensagens provocantes, usar uma lingerie especial, tentar novas posições, estimulação anal, falar sobre ou experimentar fantasias sexuais e envolver-se em conversas sensuais e expressões de amor durante o sexo.

Tipo sanguíneo pode ter relação com infarto, diz estudo

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Terça, 02 Maio 2017 23:25

Pessoas com sangue do tipo A, B e AB têm mais chances de sofrerem doenças do coração do que as com tipo sanguíneo O

Cientistas identificaram que pessoas com o tipo sanguíneo A, B ou AB têm 9% mais chances de sofrerem acidentes cardiovasculares do que pessoas com o sangue do tipo O. A pesquisa foi apresentada no último domingo (30/04), no IV Congresso Mundial de Insuficiência Cardíaca Aguda, organizado pela Sociedade Europeia de Cardiologia, e ainda será publicada em uma revista científica. Segundo a cientista Tessa Kole, da University Medical Centre Groningen, na Holanda e líder do estudo, como a evidência apareceu em estudos de caso, é necessário que se façam maiores pesquisas sobre o tema. “Se a relação de causa for confirmada, ela pode ter implicações importantes para a medicina personalizada”, disse Tessa, em menção ao modelo médico que leva em conta o contexto genético de cada paciente.

Na pesquisa foram analisados os dados de mais de 1,3 milhão de pacientes descritos em nove estudos publicados anteriormente, com 23 mil ocorrências e fatalidades cardiovasculares, como infarto do miocárdio (ataque cardíaco), doença arterial coronariana, cardiopatia isquêmica e insuficiência cardíaca. Correlacionando a incidência das ocorrências com os tipos sanguíneos, de maneira proporcional, os cientistas identificaram que pessoas que não tem o sangue do tipo O são mais propensas a desenvolverem doenças do coração.

A equipe ainda não identificou elo exato entre o tipo sanguíneo e o risco de acidentes cardiovasculares, mas possíveis explicações estão sendo estudadas. Uma delas é que tipos sanguíneos A, B e AB têm maiores concentrações de uma proteína de coagulação relacionada a trombose, chamada de Fator de von Willebrand e de uma proteína ligada a inflamação, a Galectin-3.

Tipo sanguíneo

O tipo sanguíneo é determinado pelo conjunto de anticorpos e antígenos presentes nas células do sangue. Essa característica é genética, sendo formada pela combinação entre os tipos sanguíneos do pai e da mãe. Pesquisas anteriores já indicavam uma relação entre tipos sanguíneos e doenças. Em 2012, um estudo identificou que pessoas com sangue do tipo A têm são mais suscetíveis a infecções por rotavírus. Em 2013, cientistas descobriram que ter sangue A, B ou AB pode aumentar em até 20% o risco de desenvolver trombose. Em 2015, verificou-se que pessoas com sangue do tipo O estão mais protegidas contra o Alzheimer.

“No futuro, o tipo sanguíneo deve ser considerado na avaliação de risco para a prevenção cardiovascular, assim como o colesterol, idade, sexo e pressão arterial. Pode ser que as pessoas do grupo sanguíneo A devem ter um limiar de tratamento inferior para hipertensão, por exemplo. Precisamos de mais estudos para validar se o excesso de risco cardiovascular em portadores de grupos sanguíneos A, B e AB pode ser passível de tratamento”, afirmou a pesquisadora Tessa Kole.

Campanha na internet contra Greenwald foi criada por robôs

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Segunda, 08 Julho 2019 16:29

Usuários reais da rede social acabaram ajudando a propagar a campanha contra o jornalista

A empresa de pesquisas DFRLab verificou algumas contas do Twitter que desencadearam uma campanha pedindo a deportação do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, de volta para os EUA.

A campanha de protesto usou várias hashtags e, entre elas, uma das mais populares (#DeportaGreenwald) foi analisada e apontou que várias das contas mais ativas são suspeitas de comportamento automatizado, com atuação de perfis falsos e robôs. Um exemplo é a de "Vânia", identificada como @Vnia60277936, que chegou a postar a hashtag 294 vezes em quatro horas e meia.

No dia 9 de junho, o site The Intercept Brasil, cofundado por Greenwald, publicou uma reportagem revelando conversas vazadas de um app de mensagens, em que supostos diálogos trocados entre o ex-juiz Sérgio Moro e o promotor público Deltan Dallagnol demonstravam condutas conspiratórias para incriminar e acelerar a prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Campanha com indícios de atividade automatizada

A conta @Vnia60277936 foi a segunda mais ativa a usar a hashtag #DeportaGreenwald, que acabou entrando para a seção dos tópicos de tendências do Twitter. Além do nome com identificador numérico e uma foto de perfil genérica, a DRFLab constatou que a conta postava uma média de 577 tweets por dia, sendo que a empresa já considera acima de 144 tweets diários como altamente suspeito. Somente no dia 2 de junho foram 1.700 posts.

Outras das contas mais ativas também possuem várias características semelhantes às de @Vnia60277936, e a suspeita de se tratar de comportamento automatizado foi confirmada pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas, parceira da DFRLab.

Criada por bots, impulsionada por pessoas

O estudo concluiu que, embora a campanha tenha surgido com os bots, grande parte dos retweets foi feito por usuários reais do Twitter. Um dado interessante é que o primeiro e o terceiro posts mais populares eram exatamente contra a campanha, sendo que um deles citava que as "milícias digitais" a favor de "calar" Greenwald são as mesmas que criticam a falta de liberdade de expressão na Venezuela.

Melanina sintética será protetor solar natural no futuro

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Quinta, 29 Junho 2017 21:25

Pesquisadores desenvolveram nanopartículas que, apesar de imitarem a melanina, também protegem o DNA contra os danos dos raios solares

A radiação solar é a principal responsável pelos casos de câncer de pele, o mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados, segundo dados do Instituto do Câncer (Inca). Até o momento, os principais aliados contra o sol são o protetor solar e roupas que protegem a pele. Mas, já pensou se houvesse algo natural que protegesse nossa pele? Pois cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, já estão trabalhando nisso, segundo informações do site especializado Scientific American.

A aposta dos pesquisadores são nanopartículas que imitam a melanina, pigmento escurecedor (que dá cor à pele) que age como defesa primária natural do corpo contra danos ao DNA induzidos pelos raios UV. De acordo com a pesquisa, publicada no início do ano na versão on-line da revista científica ACS Central Sciences, esse elemento, produzido em laboratório, poderia ser usado para o desenvolvimento de proteções de uso tópico mais eficazes, assim como possíveis tratamentos para doenças de pele caracterizadas pela deficiência de melanina, como albinismo e vitiligo.

O estudo

Para criar essas nanopartículas, os pesquisadores banharam dopamina, um químico sinalizador encontrado no cérebro e em outras partes do corpo, em uma solução alcalina. Esse passo produziu nanopartículas semelhantes à melanina, com “conchas” e núcleos feitos de polidopamina, um polímero à base de dopamina.

Em seguida, essas partículas foram encubadas em queratinócitos humanos – células da pele que absorvem os melanócitos, que produzem, armazenam e transportam melanina -, que absorveram as nanopartículas sintéticas e, como acontece com a natural, as distribuíram ao redor de seu núcleo.

Fator de proteção celular

Após esse procedimento, os queratinócitos que continham melanina sintética foram expostos à radiação UV por três dias. Os resultados mostraram que 50% dessas células sobreviveram após esse período, enquanto apenas 10% dos queratinócitos humanos “naturais” sobreviveram.

Isso significa que as nanopartículas que imitam a melanina não só foram transportadas e distribuídas na célula como a melanina natural, mas também protegeram o DNA celular.

O próximo passo será determinar como funciona esse mecanismo de absorção das nanopartículas pelos queratinócitos. Para Suhair Sunoqrot, cientista biofarmacêutico na Universidade da Califórnia em Berkeley, que não estava envolvido no estudo, “entender essa interação nanopartículas-pele trará melhores conhecimentos sobre sua eficácia como protetor solar ou tratamento tópicos” para doenças de pele.

Novas GoPro Hero6 Black e GoPro Fusion chegam ao BR

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Quinta, 28 Setembro 2017 16:48

Nova GoPro chega com processador proprietário e gravação de vídeos em câmera lenta em até 240 FPS

GoPro Fusion: câmera captura imagens em 360º e é à prova D'água (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)

A GoPro anunciou nesta quinta-feira (28/09) as câmeras GoPro Hero6 Black (na foto acima) e GoPro Fusion (na foto ao lado); em evento na cidade de São Francisco, Califórnia. A nova GoPro Hero6 promete ser o modelo mais poderoso e conveniente lançado pela fabricante até o momento. A nova GoPro é capaz de fazer vídeos em 4K a 60 frames por segundo ou 1080p a 240 frames por segundo e já é vendido no Brasil pelo preço sugerido de R$ 2.499.

A empresa também revelou a GoPro Fusion, uma câmera que captura vídeos esféricos em 360º com resolução de 5,2K; novidade entre os modelos da fabricante. A Fusion ainda não está à venda, mas pode ser encomendada por U$ 699,99 no site oficial da GoPro. Ainda não há informações sobre o valor dela no Brasil.

Hero6 Black

A Hero6 Black foi projetada com o GP1, um processador desenvolvido pela GoPro especificamente para o modelo, que permite capturar o dobro de quadros por segundo e garante melhoria na qualidade de imagem e alcance dinâmico. O processador conta com tecnologia de Inteligência Artificial capaz de analisar rapidamente as imagens capturadas para criar vídeos no QuikStories.

A nova GoPro HERO é capaz de fazer vídeos em 4K ou 1080p, com 60 e 240 fps, respectivamente. Outras funções incluem compatibilidade com o app da GoPro, Zoom Touch, Wi-Fi de 5GHz, tecnologia de estabilização eletrônica de vídeos aprimorada e melhor performance em ambientes de pouca luz.

O modelo também conta com fotografia RAW e HDR, controle por voz, GPS, acelerômetro, giroscópio e Bluetooth. Ele já está à venda no site da fabricante e em lojas especializadas com preço sugerido de R$2.499,00.

GoPro Fusion

A câmera GoPro Fusion é capaz de fazer vídeos em 360º com 5,2K pixels de resolução a 30 frames por segundo ou 3K a 60 quadros por segundo. A qualidade das fotos é de 18MP, sendo compatível com o app da GoPro e a maioria dos mounts de outros modelos da fabricante.

Ela é capaz de fazer Time Lapse, Night Lapse e Disparo Contínuo, contando com estabilização avançada, áudio em 360º, GPS, bússola, acelerômetro, giroscópio, WiFi e Bluetooth. O preço estimado para a Fusion é de US$ 699,99 (cerca de R$ 2.228, sem contar impostos), mas ela, no momento, está em pré-venda em países selecionados, com entrega prevista para novembro.

Quikstories

A GoPro também apresentou a Quikstories, uma nova ferramenta do app da fabricante que deixa o compartilhamento de vídeos mais fácil. Ele é compatível com a nova Hero6, e promete garantir maior velocidade na transferência dos arquivos da câmera para o smartphone.

GoPro Karma recebeu melhorias; drone também é compatível com a Hero6 Black (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)

GoPro Karma recebeu melhorias; drone também é compatível com a Hero6 Black (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)

Karma

O drone Karma ganhou dois novos modos de voo. No Follow, ele segue seu controlador, procurando deixá-lo sempre enquadrado na cena. Já o Watch faz com que a aeronave plane no mesmo local, mas sempre mantendo o controlador no centro do quadro.

Ela também poderá ser programada para se mover a até dez pontos diferentes e olhar acima do horizonte. Os donos do drone podem receber estas novidades fazendo a atualização do firmware, que já está disponível para todos.

Acessórios

Além das novas câmeras, a GoPro também anunciou novos acessórios, como o Shorty, um tripé compacto, o The Handler, um handgrip fácil de montar e o Bite Mount, criado para ser usado na boca e equipado com uma bóia flutuante. A fabricante ainda não revelou o preço dos acessórios no Brasil.

Intel é processada por falha de segurança em suas CPUs

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Sexta, 05 Janeiro 2018 20:55

A empresa informa que está perto de encontrar uma solução para os problemas

A recente descoberta de duas graves falhas de segurança em processadores fabricados nos últimos 20 anos abalou uma das maiores fabricantes de chips do mundo, a Intel. A empresa tem sido alvo de ações na Justiça por conta das falhas.

Uma delas, chamada Spectre, afeta praticamente todos os processadores do mercado, independentemente da marca e da arquitetura, tanto os de PC quanto os de dispositivos móveis. Já a outra, chamada Meltdown, afeta apenas chips da Intel.

O Gizmodo reportou ao menos três ações coletivas (em que múltiplas pessoas assinam uma mesma ação) contra a Intel nos Estados Unidos. Uma delas foi registrada na Califórnia, a outra em Oregon e a terceira em Indiana.

As três ações acusam a Intel de "negligência" por produzir CPUs com essas falhas e também por não ter comunicado seus consumidores a respeito delas "em tempo". As falhas teriam sido descobertas no primeiro semestre do ano passado, mas só foram divulgadas agora.

Num comunicado divulgado na quinta-feira (04/01), a empresa diz que fez "progresso significativo" no desenvolvimento de um patch de segurança para solucionar - ou, ao menos, mitigar - os problemas. Uma atualização deve ser lançada até o fim da semana que vem trazendo "imunidade" para 90% dos PCs no mercado, disse a Intel.

Uber é investigada por software que engana a Polícia

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Domingo, 14 Janeiro 2018 19:21

Segundo reportagem, software desenvolvido pela empresa permite alterar senhas e proteger dados da máquina antes da chegada das autoridades

As polêmicas envolvendo o aplicativo de transporte Uber parecem estar longe de acabar. Desta vez, a empresa é acusada de ter utilizado um software capaz de bloquear computadores e alterar dados em escritórios da empresa que podem estar sob a investigação da polícia em uma manobra que visa obstruir a Justiça. A denúncia foi feita por meio de uma reportagem publicada na quinta-feira (11/01) pela Bloomberg .

O Ripley, como é conhecido o programa, permite que uma equipe de técnicos da Uber em São Francisco, nos Estados Unidos, tenha acesso aos computadores da empresa em qualquer parte do planeta. O objetivo é esconder informações da polícia ao alterar senhas e proteger dados antes que as autoridades locais localizem o conteúdo armazenado na máquina.

Ainda de acordo com a reportagem da Bloomberg , os gerentes de escritórios locais e regionais da plataforma teriam sido instruídos até mesmo a ligarem para um número de emergência nos Estados Unidos se estivessem sob investigação. Quando acionada, a equipe de São Francisco passa a "invadir" as máquinas para modificar os dados. A estratégia teria sido utilizada em países como Bélgica, Holanda e França.

A ideia surgiu em 2015, depois de uma ação policial em um escritório da Uber em Bruxelas, capital belga. O caso é considerado questionável, pois toda empresa tem o direito de proteger sesu dados e o acesso às suas informações confidenciais caso os mandatos judiciais estejam incorretos ou ocorra algum abuso durante a investigação. O problema surge se a empresa visa enganar a polícia ou obstruir a Justiça com o método.

A Uber já enfrentou uma série de polêmicas com a Justiça em vários países. A maioria dos casos está relacionada a operação e taxação do serviço, além de confrontos com taxistas. Na quarta-feira (10/01), por exemplo, a empresa a nunciou um acordo de US$ 3 milhões para encerrar uma ação coletiva movida por milhares de motoristas de Nova Iorque que questionaram a cobrança de tarifas pelas corridas.

Conheça a cientista brasileira que trabalha na NASA

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Quinta, 08 Março 2018 22:26

Rosaly Lopes trabalha na agência há mais de vinte anos e é responsável pela descoberta de dezenas de vulcões espalhados pelo espaço

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Nos últimos anos, a NASA vem investindo cada vez mais na igualdade de gênero entre os seus funcionários. Em 2016, por exemplo, pela primeira vez, a agência espacial formou uma equipe de astronautas na qual 50% eram mulheres.

O que poucos desconhecem é que as mulheres já fazem parte da exploração espacial há muito tempo. A brasileira Rosaly Lopes (na foto ao lado), pesquisadora no JPL, o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, é um exemplo disso. Ela trabalha na agência há mais de vinte anos e é responsável pela descoberta de dezenas de vulcões espalhados pelo espaço.

Mas a verdade é que carreira da astrônoma, geóloga planetária e vulcanóloga começou com um sonho de criança: ser astronauta. “Cresci com o programa Apollo e a corrida à lua, então, desde uns seis anos de idade eu queria ser astronauta”, afirma a pesquisadora. “Como era brasileira, mulher e muito míope resolvi, uns anos depois, estudar astronomia”.

Quando completou 18 anos, Rosaly saiu do Rio de Janeiro para estudar astronomia na Universidade de Londres, porque no Brasil não tinha oportunidades na área que ela queria seguir. Se formou em 1978 com honras, sendo que durante seu último semestre ela fez um curso de ciência planetária com o geólogo especialista em vulcões John Guest.

Em seu doutorado, a pesquisadora se especializou em geologia e vulcanologia planetária. Ela terminou o seu Ph.D. em ciência planetária em 1986 com uma tese que comparava os processos vulcânicos em Marte e na Terra. Depois disso, trabalhou por um tempo no Old Royal Observatory, em Greenwich.

Em 1989, a NASA estava recrutando cientistas para atuarem como pesquisadores residentes no JPL. “Os estrangeiros que entram para o JPL, em geral, têm que ter um Ph.D., porque precisam provar que um norte-americano não poderia fazer aquele trabalho, então os estrangeiros precisam ser muito especializados”, explica Rosaly sobre o processo de admissão do laboratório da agência espacial.

Desde então, ela teve a oportunidade de trabalhar em diversos projetos, como a Missão Galileu, que lançou uma sonda para estudar Júpiter. Ela foi responsável pelas observações da lua vulcânica Io, de Jupiter, entre 1996 e 2001, e descobriu 71 vulcões ativos. O feito foi tão importante, que ela entrou para a edição de 2006 do Guinness Book of World Records.

A astrônoma também costuma deixar uma marca do Brasil no espaço. Durante os trabalhos em Io, ela sugeriu à União Internacional de Astronomia, órgão encarregado de nomear os acidentes geográficos de outros planetas, que batizasse dois dos vulcões da lua com os nomes de Tupan e Monan, que são deuses da mitologia indígena brasileira. “Eu agora faço parte do comitê de nomenclatura, mas um pesquisador que precisa de um nome para um acidente geográfico em um planeta ou lua pode sugerir o nome que achar apropriado”.

Recentemente, Rosaly trabalhou como membro do Projeto Cassini, no qual estudou a geologia de Titã, a maior lua de Saturno e que possui vulcões de gelo.

Sobre o papel das mulheres na área ciência, Rosaly acredita que quanto mais mulheres trabalhando no campo da ciência, mais meninas vão ser inspiradas. “As meninas precisam entender que para seguir uma carreira em ciência não importa se é uma mulher. Acho que todos devem seguir sua paixão. Para ser cientista, você precisa ser apaixonado pela matéria”, afirma a pesquisadora. “Vá em frente e não se preocupe em ser mulher. Se alguém tem preconceito o problema é dele, não seu”.

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